Solstice - Interativa

38 「X • Amélie」 Descoberta


— Yay! — Ao finalmente ter certeza de que achou no facebook uma pista para encontrar Hansol, Amélie levantou os braços e deu um gritinho de felicidade. Havia passado a manhã toda tentando encontrar alguma informação, já que o dia anterior havia sido um total fracasso quanto a isso.

Levantou-se do chão de seu quarto, onde estava sentada usando seu laptop, pegou o celular e ligou para Astrid para contar a boa notícia.

“Oi, Amélie~.”

— Astrid! Achei o perfil no facebook de uma senhora idosa daqui de Nouvelle-Corée, de sobrenome ‘Lacroix’. Enquanto olhava as publicações públicas dela, vi uma foto retratando um casal, uma adolescente e um menino pequeno. A legenda era tipo, “Sempre sentiremos sua falta. Feliz aniversário. Eu, seu pai e seu amado irmão Hansol ainda te amamos muito, e sempre te amaremos”... Pois bem. — A garota estalou os dedos, bastante excitada para compartilhar o que falaria em seguida. — Lembra que o Hansol tinha um cordão com uma pedra meio azulada?

“Sim, lembro.”

— Pronto. O menino da foto, que por acaso também se chama Hansol, estava usando um cordão idêntico ao dele.

“Gente! Será que você achou o perfil da mãe dele?”

— É exatamente isso que estou achando! Há alguns minutos mandei uma solicitação de amizade e também uma mensagem dizendo que quero conversar, com a desculpa de que ela parece ser boa pessoa e tal. Tentarei descobrir algo sobre o filho dela. — Engoliu em seco e continuou. — Astrid… Se eu conseguir uma forma de falar com ele, pode pedir pra outra pessoa do “Gatos Gordinhos” fazer isso em meu lugar? Não me sinto bem conversando com homens que não tenho proximidade.

“Tudo bem”, a outra respondeu depois de alguns segundos em silêncio. “Vou pedir pro Cosme fazer isso.”

— Obrigada — A jovem sentou-se no chão novamente para checar o laptop, sem desligar o telefone. — Quando tiver algum progresso, eu te aviso.

“Okay~. Vou contar aos outros. Até depois!”

Desligando, Amélie respirou fundo e cerrou as pálpebras para relaxar.

Mal podia acreditar que há poucos dias, estava em paz lendo Poemas de Goethe na biblioteca municipal. Teria sua vida finalmente tomado um rumo tranquilo caso não houvesse recebido o folheto convidando-a para o evento no Solstice?

Ah, onde está aquele livro?

Procurou-o em meio a suas coisas e achou-o na primeira das duas gavetas da cabeceira de sua cama. Abriu a obra cuidadosamente e passou as páginas até achar o específico poema que tanto amara.

Você é como uma flor; tão pura e bela e doce. Olho para você, e melancolia surge em meu coração.

Não sabia o exato motivo de ter se apegado tanto àquela poesia específica, mas lê-lo a fazia sentir-se frágil em um sentido positivo.

Amélie respirou fundo e colocou o livro sobre sua cama, alisando delicadamente a capa no processo.

Lembrou-se de uma vez, quando era criança, em que Marlon havia comparado-a com uma pequena flor em um vasto jardim: calma, linda e serena. Ele sempre foi um bom pai adotivo.

Mas como estariam seus verdadeiros pais hoje em dia?

Beep.

Amélie dirigiu-se ao laptop para ver do que se tratava o som de notificação. A mãe de Hansol havia aceitado a solicitação e respondido sua mensagem. Era hora de entrar em ação.