Solstice - Interativa

6 「II • Hansol」 Depois


Notas iniciais
Deve-se continuar a vida como se nada houvesse acontecido?

Hansol chegou em casa antes da meia-noite. Com cuidado para não acordar o senhor que era o dono da residência, dirigiu-se ao seu quarto alugado.

Despiu a camisa e pegou uma caneta. Sentou-se na cama e começou a anotar algumas coisas em seu pequeno e grosso caderno, que levava sempre consigo.

Quando cheguei no teatro, encontrei várias pessoas que também haviam recebido um folheto. Falei que alguém invadiu onde moro e que essa pessoa deixou um folheto dizendo que era para eu estar lá às dez horas. Também disse que queria explicações e esperava que aquilo fosse breve...

Enquanto escrevia, estava balançando a perna esquerda sem perceber. Um de seus tiques nervosos.

Naquele caderninho, Hansol costumava escrever o que acontecia no dia, as palavras que usava, as ações que fazia; um pensamento que teve, uma frase de um texto que leu e sua interpretação sobre a mesma... Gostava de escrever tudo que pensava.

Pegou o envelope que era destinado a ele e transcreveu o que estava escrito ao caderno.

5 – S1: ‘abandonado’

Recompensa: RP+CDC

Punição: RN

Não fazia ideia do que aquelas palavras queriam dizer, mas começou a pensar bastante sobre um possível significado.

Abandonado? Hansol nunca havia sido abandonado em sua vida, pelo menos não de forma concreta. Mas vendo por outro ângulo...

Na época em que morava com os pais, sentia-se bastante abandonado. Depois que sua irmã partiu, eles não prestavam muita atenção nele – nada que ele fizesse conseguia arrancar um sorriso ou elogio deles, nem sequer uma reclamação.

Por que ela tinha que ir tão cedo?

Perdeu-a aos oito anos, quando ela tinha treze. Sua irmã sempre foi a pessoa mais próxima dele e ele a amava muito, mas tentava não pensar demais nela.

O tempo passou e agora o jovem tinha vinte e um anos. Sua vida estava seguindo em frente, e ele conseguiu um emprego bom numa empresa bastante próspera de Nouvelle-Seul.

Não conseguia fazer amigos, apesar de tudo; só conseguia conversar normalmente com alguém se tivesse certeza que nunca mais veria a pessoa em questão. O motivo? Hansol tinha medo de deixar uma má impressão.

Cada uma de suas palavras podia influenciar na opinião dos outros sobre ele, por isso ele preferia não falar se relacionar com pessoas da rotina; como por exemplo, seus colegas de trabalho. A única exceção era o idoso que era dono da residência, que gostava bastante de contar histórias de sua vida e sempre as falava para Hansol, que era seu único ouvinte.

Mesmo sabendo que seus atos também influenciavam no que os outros pensavam acerca dele, Hansol acreditava que apenas pode-se conhecer verdadeiramente alguém depois de uma conversa.

Terminando de escrever seus pensamentos no caderninho, o rapaz colocou-o sobre seu criado-mudo preto e foi tomar banho.

Amanhã precisava chegar cedo ao trabalho, e ele daria o melhor de si para ser reconhecido.

Notas finais
Confesso que não teve muita coisa nesse capítulo além de character development, mas @_@ O que vocês acharam de Hansol? Algum de vocês já tem alguma teoria sobre o que podem significar os bilhetes? Comentem~~ Até o próximo capítulo! バイバイ Ficha 1 para personagens: https://goo.gl/forms/teoOSKYMF6lzJkMd2 [VAGAS FECHADAS] Ficha 2 para personagens: https://goo.gl/forms/jye593wsBnZRu0wu2 [VAGAS ABERTAS]