Entro em solo sagrado

Demonstrando profundo desagrado

À luz celestial

A escuridão me azucrina me tornando um ser bestial

Trato o ser humano com desigualdade

Me atirando aos pés da mocidade

Encarando corajosamente a realidade cruel

Amasso pedaços de papel com juras de amor

Estendo a mão à dor

Desfaço do contentamento

A solidão é o meu tormento

Caminho sozinho, sem alento

Para o corpo repousar

Procurando um lugar para ficar

Fugindo de quem deseja amar

Me entrego à magia do momento

Tento sair da masmorra de mágoa

Anseando por uma gota d'água

Tateio as paredes do medo

A fim de descobrir os segredos

Da divindade que procura por mim

Dando fim ao esquecimento da razão

Arrombando o cadeado do meu coração.

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