Notas iniciais
Andei lendo umas fanfics CSI, não encontrei uma nesse estilo. Talvez seja a primeira fanfic PWP Solo de CSI, gostei de escreve-la, me diga o que achou dela no geral. :)Dedico ao grupo CLF no face e no zap, amoresai pra vcs.ahhh e essa acho que faz parte do tema da semana: FANTASIA. (FAZ?)

Ela estava linda.

Olhava a foto que recebera no celular. Oh, ela estava quente naquela noite, com os cabelos presos num coque emaranhado, os fios displicentes esvoaçavam ao redor de sua orelha.

Ele gostava de sussurrar coisas sujas e fazê-la arrepiar-se toda com a menção do que gostava de fazer com ela. Apenas a lembrança dela se desmanchando manhosa toda vez lhe falava baixinho ao ouvido fez algo dentro de suas calças dar sinal de existência.

“Oh, inferno!”

Ele praguejou. Faziam cinco dias que ela estava fora, porque diabos o departamento exigia dos peritos criminais a participação de um seminário forense a cada dois anos? E precisava ser justamente um seminário de sete dias? Precisava ser em Miami?

Forçou-se a mudar os pensamentos. Foi até a cozinha, escolheu uma iguaria de sua adega: Buena Vista Zinfandel, um vinho encorpado, com aqueles aromas de frutas vermelhas passando por um toque de carvalho, mas com algo diferente, de especiarias, como cravo e um pouco de pimenta. Apreciou o aroma do vinho na bela taça de cristal, a ereção ganhou mais vida. Ele sentiu um calafrio estremecer seus músculos. O vinho saboroso o fez desejar ainda mais aquele corpo macio, nu sob seus lençóis, onde ele poderia sugar cada um dos seios levemente umedecidos com o vinho. Embriagar-se-ia de Sara a noite inteira, como nas fantasias que tinha com ela quando não estavam juntos ainda.

As tentativas de diminuir a dor pungente em suas calças estavam fracassando consideravelmente. Ligou o sistema de som, enquanto o aparelho se ajustava, buscou na memória o que exatamente queria ouvir, precisava ser algo que o libertasse dos pensamentos obscenos que o atingiam. Quando o som sedutor da guitarra de Marvin Gaye tocou os primeiros acordes de “Let’s get it on” ele soube que estava perdido.

“Feiticeira. Ela fez isso de propósito.”

Ele sorriu do próprio infortúnio. Sozinho, excitado, tomando um vinho caro e agora escutando o CD que ela havia deixado por lá na ultima noite de amor antes de partir para o seminário de uma semana. Daria asas à sua imaginação? Reviveria essa fantasia mais uma vez?

Naquela noite ele pensava ter saciado o desejo proibido que sentisse do sexo entre os dois, à noite inteira ele se serviu de cada gota de orgasmo que ela podia liberar.

Àquelas imagens ele reclinou no sofá macio e convidativo, com a taça ainda cheia. Acariciou o membro por sobre o tecido da calça, só queria aliviar a tensão que se instalava naquela região, fechou os olhos. A visão dela reclinada expondo as costas e consequentemente as nádegas redondas e macias, gemendo a cada toque da língua displicente em seu sexo, a cada investida atrevida de seus dedos no ânus convidativo, exatamente naquele braço do sofá em que estava. O membro rijo clamava por liberação.

Na ultima noite fizeram amor ali, nesse mesmo sofá. Ele afrouxou o sinto e desabotoou a calça, o zíper entrou no ritmo, agora somente a cueca de tecido fino mantinha presa sua excitação. A mão livre se esgueirou pelo cós e atrevidamente tocou a pele quente e macia da região. Ele estremeceu tal qual o momento em que ela pôs a boca macia naquele mesmo lugar, com os dentes formando um atrito enlouquecedor, ela movia a língua em toda a extensão do pênis duro e pulsante, ele jamais esqueceria a visão daquela deusa rendida aos seus pés com seu membro sendo sugado e friccionado por ela, a visão da própria Afrodite o enfeitiçando.

Precisou se servir de mais um gole de vinho, um grande gole. Já não apreciava mais o vinho, mas o momento de prazer solitário a qual se rendia. A mão já massageava a glande exposta, os testículos pareciam arder e decidiu retirar a cueca que agora estava apertada.

“Isso não é certo.”

Ele se recriminou, não pelo que estava fazendo, mas pelas memórias dela que trazia em seu coração, queria que ela estivesse ali para liberá-lo daquele sofrimento, que fosse ela tocando, sugando, apertando seu membro... passou as mãos nervosas nos cabelos grisalhos e ainda úmidos pelo banho, precisava de Sara ali com ele. O rosto aqueceu como brasa ao notar o baixo ventre despido, ereto, imponente alcançando o umbigo, já liberando uma gota de sêmen.

Ah, ela não desperdiçaria tempo se estivesse ali. Estaria por certo cavalgando aquele mastro com força enquanto ele apertava suas nádegas com uma mão e a outra o ajudava na tarefa de ter os seios na boca, ela lançando o quadril farto contra as pernas dele, como se quisesse que o membro atingisse um lugar cada vez mais profundo, com a boca entreaberta e o suor escorrendo exatamente na linha da coluna, ela estaria gemendo o nome dele: “Gil...”

Sorveu o ultimo gole da taça, se a garrafa não estivesse diante dele na mesinha de centro, teria jogado a taça vazia na parede. Limitou-se a pegar a garrafa e virá-la na boca, sem se preocupar com a acidez ou o aroma do vinho.

“Inferno!”

Para o inferno os próprios pudores! Ele precisava se aliviar e naquele momento a solidão e a saudade de Sara eram sua companhia. Para o inferno que ele era um homem de meia idade que estava desesperado por ter o sexo da namorada aconchegando seu pênis faminto, por ele ser o supervisor dela e ter que manter o relacionamento em segredo.

“Para o inferno Ecklie e todo o departamento!”

Mais um gole direto da garrafa, e a mão repousava outra vez no baixo ventre, pronta para lhe dar o que ninguém mais podia no momento. A pele sensível em contato com as linhas firmes da mão o fez libertar um gemido reprimido, um movimento só e o corpo tremeu, devagar. Ele queria se sentir vivo, lentamente acariciando para cima e para baixo. Com a mão gelada pelo toque da garrafa de vinho ele acariciou os testículos.

“Sara...”

Ele só pensava nela. Na barba arranhando as costas e o pescoço quando a tomava pro trás, no som seco e pegajoso que o encontro dos sexos proporcionava... a mão ganhava velocidade gradativa, como se quisesse punir a parte de seu corpo que não o deixava desfrutar de um bom vinho e uma boa musica no vazio de sua casa. Estava ficando louco. Louco de desejo, de luxuria, de saudade.

“Sara...”

O rosto contorcido pelo prazer, da boca escapando gemidos roucos, cerrou os olhos com força, evitando talvez dar-se conta que ela não estava ali, que não era Sara provocando todos os sentimentos latentes, que não era ela quem comandava o ritmo com que seu prazer explodiria dentro dela, ou dentro da boca dela.

A garganta seca o fez recuar um segundo para tomar outro gole de vinho, os sapatos foram forçados para baixo libertando os pés ainda cobertos pelas meias, as calças se juntaram a eles.

Abriu alguns botões da blusa na tentativa de que o ar alcançasse seus pulmões mais rapidamente. Com movimentos precisos ele sabia que explodiria logo. Rouco, com a mão no membro ávido por libertação, não fazia ideia do quanto tempo havia passado desde que a primeira lembrança do corpo dela o levara a tocar o próprio corpo.

A culpa era toda dela por enviar aquela foto sensual por mensagem, onde estava pressionando o lábio inferior com os dentes, assim como fazia quando ele estava com o rosto enterrado entre as pernas dela brincando delicadamente com o clitóris inchado e suculento, por vezes até se atrevia a mordiscar suavemente fazendo-a implorar por mais. Quando faziam amor diante do espelho, montado sobre ela, com uma das mãos agarrando-se aos seios e a outra apertando suavemente o objeto de sua posse...

“Oh, Sara...”

Um suspiro, e ele apertou ainda mais o falo rijo, a urgência de seus atos culminaram numa ejaculação forte, caindo sobre a mão apressada e sobre os pelos indefesos ao redor, ele somente repetia o nome dela, como sempre fazia quando a empalava de forma precisa e agressiva, quando roubava dela toda força num orgasmo arrebatador. A lubrificação natural ajudou a manter os movimentos por mais alguns segundos, as narinas dilatadas buscavam o ar com sofreguidão.

Sem mais dificuldades ele ainda liberava o ultimo jato, a cabeça pendeu para trás tão confuso estava pelo clímax solitário.

_Você nunca tinha feito um solo assim para mim.

Os pelos do corpo se arrepiaram todos e ele olhou assustado na direção da porta. Ela estava lá, parada com as mãos já abrindo os botões da blusa que vestida, o som não estava tão auto assim, por certo ela entrou no momento mais auto do delírio.

_Eu pensei que você estivesse dormindo, por isso não fiz barulho.

Ela se aproximava lentamente do sofá, os olhos impenetráveis pareciam estar em chamas, exalando sensualidade e lascívia.

Quis se esconder e reprimir o que acabara de fazer, mas ver ao paixão no rosto dela o pensamento se desvaneceu tão rápido como uma nuvem de fumaça.

_Sara... não aguentava mais de saudade.

_Eu sei, por isso antecipei meu retorno, sou uma CSI de alto nível e cumpri minha grade antes do tempo previsto. Agora... – ela sussurrou, aumentando o volume do som — Deixe-me cuidar disso – apontando para o membro dele, onde uma nova ereção já se formava.

Notas finais
Não está tão hot assim kkkk. mas gostei de fazer. Essa inspiração quase não me deixa dormir a dias atrás, mas so agora criei coragem para postar. Que acharam? Deixo a inspiração seguir nesse rumo?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!