Solitária

7 Divididos em quartos.


Notas iniciais
Olá! Desculpe a demora para postar, mas está ai! Tenham uma boa leitura...

– Mas que porra é essa? – Tyler foi o primeiro a dizer ao ver o enorme salão vazio.

Sophia apenas observou atentamente. Eles estavam olhando para todo o lado, sem entender o que havia acontecido.

– Eu sabia que era roubada. Uma festa numa casa afastada de tudo? – Jane estava com raiva.

– Vamos sair daqui. – Carly disse.

Seguiram para a porta onde eles entraram. Estava fechada.

Sophia já estava se divertindo.

– Que merda! – a garota desconhecida gritou.

– Belo dia para você vim de penetra numa festa, Jessie – Riu Thor.

Alice estava andando para um lado e para o outro. Parecia está com raiva, e isso divertia mais Sophia.

Vamos ver como eles vão reagir ao perceber que não há nenhuma saída.

Sophia pensou.

– Cara, eu não vou ficar aqui! Deve ter outra saída. Olha o tamanho dessa casa. – Vanessa estava com medo.

Todos se separaram e foram atrás de uma saída. É claro, eles não encontram. Sophia gargalhou.

Subiram para o corredor dos quartos. Entraram em cada um e perceberam que não havia janela em nenhum dos comôdos para eles poderem pular e fugir daquele casarão.

Desceram e ficaram andando de um lado para o outro tentando pensar em uma maneira de sair dali.

Sophia não sabia ao certo como ela ia se vingar deles, mas sabia que ia fazer eles sentirem muita dor. Se ela fez com o próprio pai, poderá fazer com qualquer outra pessoa, como Amanda mesmo disse.

– Cara, eu só acho que estamos encrencados. Quem será que pode ter colocado aqueles convites nos nossos armários? – Johnny perguntou, aflito.

– Eu não sei. Alguém querendo brincar com a gente, talvez. – Robert respondeu.

– Só pode ter sido alguém da escola. – Alice disse, mexendo nos longos cabelos louros.

Todos olharam para ela sem entender.

– Como assim? – Pepper perguntou.

Alice revirou os olhos.

– Quem mais poderia entrar na escola no horário das aulas e colocar os convites lá? – Ela disse, com a certeza nas palavras.

Sophia riu.

Inteligente, mas não o bastante.

– Faz sentindo. – Carly admitiu.

– E quem poderia ser? Quem não gosta da gente a ponto de fazer uma brincadeira ridicula como essa? – Pepper perguntou novamente.

Vocês que são ridiculos! Sophia pensou.

Todos pararam para pensar.

– Lucy e Charlie? – Johnny disse.

– Como assim Lucy e Charlie? O que eles tem contra a gente? – Tyler perguntou.

Dessa vez foi Johnny que revirou os olhos.

– Lembra da vez que elas tentaram andar com a gente e depois espalharam para o resto sobre aquele segredinho? – Johnny disse.

Ele parecia muito delicado dizendo aquilo.

– Uhum. Mas o que tem a ver? Elas não iam conseguir fazer algo do tipo. Patetico! – Vanessa estava irritada.

– Gente! Vamos nos consentrar em sair daqui, ok? – Jane praticamente ordenou.

Sophia estava gostando daquilo, apesar de não ter encostado um dedo neles. Pegou sua bolsa e tirou uma barra de cereal.

O que devo fazer com eles primeiro? Um jogo seria legal, daqueles bem macabros.

Ela pensou. Observou o quartinho onde estava. As paredes eram mofadas e havia, além dos televisores, uma cama sem colchão e uma geladeira toda quebrada. Pousou seu olhar em um pequeno microfone — que até então ela não havia reparado — e tocou delicadamente no butão abaixo dele. Um grande xiado saiu do microfone.

– O que é isso? – Carly pulou para o colo de Robert.

– Algum alto falante. – Thor respondeu.

Todos olhavam para cima inquietos.

– Gente, não quero mais ficar aqui! É mal assombrado. Já li sobre isso algumas vezes. Nós vamos morrer! – Jessie gritava.

– Calma, caralho! – Thor gritou mais alto.

– Deve ser intereferencia de alguma coisa. – Jane disse.

Todos olharam para ela sem entender.

– O que? – Alice perguntou.

– Ah, sei lá. Não entendo muito de tecnologia. – Jane respondeu, sentando no chão.

Sophia já tinha entendido o que tinha acontecido. O microfone era de um alto falante que havia no salão.

Isso!

Ela apertou novamente o botão, que de novo fez um barulho irritante. Então diz em uma voz inconfundível:

– Atenção, atenção! Vocês estão oficialmente em meu jogos. – Afinou um pouco mais a voz – Se quiserem sobreviver, terão que, primeiramente, me obedecer e seguir as regras do meu jogo. – Disse a palavra ‘meu’ lentamente.

Todos estavam inquietos. Jessie estava chorando.

Sophia continuou:

– Se dividam em três grupos. Cada grupo deve entrar em um quarto diferente e permanecer por lá. Acho que vocês já sabem aonde fica cada quarto. E novamente, obrigada por trazer mais uma peça para meu jogo. – Ela riu. – Não demorem, crianças.

Ao soltar o botão, Sophia afastou a cadeira e pegou sua bolsa. Ainda rindo, pegou seu caderno e rancou uma folha. Esperava atentamente para que eles se dividissem em três grupos e entrassem para os quartos.

Eles estavam inquietos, mais do que antes.

– Ok. Sem problema, gente. – Lúcio disse, tentando acalmar os amigos.

– Sem problemas? Vamos morrer! – Jessie chorava.

Pepper abraçou Jessie, fazendo-a ficar mais calma.

– Vocês ouviram. A pessoa disse: “Obrigada por trazer mais uma peça para meu jogo”. É uma garota! – Alice afirmou.

– Mas é claro! – Johnny disse.

– Vamos nos dividir nos quartos. Depois pensamos bem quem será essa tal garota que está nos ameaçando. – Tyler alertou.

– E para que devemos obedece-la? – Alice perguntou – O que ela poderá fazer contra a gente?

– Hum... vamos ver. NOS MATAR, TALVEZ! – Jessie gritou, enfurecida. Pepper acariciou-a para acalma-la.

– Melhor a gente se dividir sem reclamar, por favor. – Jane estava com medo.

Sophia riu.

Muito bem, idiotas!

– São três grupos, e somos onze. Um grupo vai ter que haver 3 pessoas. – Thor alertou.

– Tudo bem, galera. Vai ficar eu, Jessie e Tyler. – Pepper disse.

Tyler suspirou de irritação.

– Não quero segurar vela! – Ele disse.

– Cala a boca, imbecil! – Alice disparou – Agora não quer ficar de vela? Prefere morrer? Burro mesmo!

Sophia gostava de ver eles se atacando.

– Tudo bem. Subam vocês para cima e escolham um quarto. – Thor dava as ordens.

Pepper, Jessie e Tyler subiram e ficaram com o primeiro quarto onde havia apenas uma cama de solteiro.

O resto do pessoal, ficaram na sala, inquietos e decidindo os outros dois grupos.

– Eu, Carly, Robert e Johnny. Fecho. – Alice disse, puxando Robert, Carly e Johnny para o seu lado.

– Daí fica: Eu, Vanessa, Lúcio e Thor. – Jane anunciou – Vamos subir, galera.

Todos eles subiram. O grupo de Alice entraram no segundo quarto, onde havia uma cama de casal e um guarda-roupa velho; E o grupo de Jane, entraram no quarto que sobrou, o terceiro, que só tinha um baú.

Isso é divertido.

Sophia pensou.

Seu celular toca. Ela fica com raiva, mas atende.

– Filha? Ah meu Deus! Estou preocupada. Onde você está? – Era Amanda. Sua voz era de pura preocupação. Parecia que ela estava sem folêgo.

– Desculpa a demora. Não vou para casa cedo. Vou dormir na cada da minha amiga, mãe. – Ela mentiu.

Amanda tossiu.

– Tudo bem. Só me passe o número da mãe de sua amiga, para que eu fique menos preocupada.

– Não! – Sophia praticamente gritou – Mãe, não precisa se preocupar, ok? Eu estou bem. – Ela disse, com um tom de irritação.

– Ok, filha. Sem problemas então... – Parecia que Amanda ia desligar o telefone, o que deixou Sophia satisfeita, mas Amanda não desligou. – Sophia, sua irmã chega de viagem hoje. Achei que você gostaria de vê-la, já que faz 6 meses que você não a vê.

Sophia parecia novamente animada.

– Sério? Ah, isso é muito bom! Estou com muita saudade de Juy. Diga a ela que estarei em casa amanhã logo cedo, tudo bem?

– Está certo, até depois, Sophia.

Ao desligar o telefone, Sophia saiu as pressas para a cozinha, em busca de alguma coisa que possa ajuda-la nesse ‘jogo’.

~~****~~

Quarto Três.

– Eu não aguento mais! Vamos ficar presos aqui por mais quanto tempo? – Lúcio disse, mexendo nos cabelos pretos.

– Calma! É melhor do que a gente morrer... Vai saber quem está por trás de tudo isso. – Vanessa disse.

– É uma garota – Thor disse com certeza.

– Eu estou com medo, gente. – Jane confessou. – Eu acho que não vamos sair daqui tão cedo.

– Ah, vamos sim! – Lúcio disse, levantando-se e abrindo a porta.

– Volta aqui, Lúcio! Você vai fazer o que? – Vanessa estava com medo.

– Vane, eu não vou ficar aqui. Vou ver se acho alguma saída... – Ele beijou a testa dela delicadamente – Volto daqui a pouco. Não saia daí, galera.

Ele desceu as enormes escadas e foi em direção a cozinha.

~~****~~

Sophia estava com uma faca na mão. Tinha acabado de achar quando viu Lúcio.

Ao ver Sophia, Lúcio se espantou.

– Sophia? O que você faz por aqui? Não me diga que você também está... – Ele parou para pensar. Estava abalado. Balançou a cabeça em negação – Não acredito! É você a garota que nos prendeu aqui e agora está nos ameaçando? – Ele riu, mas ainda estava abalado. – Sophia, você é louca?

– Cala a boca ou eu mato todos seus amigos idiotas! – Ela ameaçou.

Lúcio recuou.

– Solta essa faca, Sophia. Vamos conversar. – Lúcio estava com medo.

– Lembra de todas aquelas vezes que você me xingou? – Sophia ia se aproximando dele.

– Calma! Era apenas brincadeira – Ele recuava, mas Sophia chegava mais perto.

– Brincadeira? Você sabia que eu tenho coração? Todos nós temos... – Ela disse.

Lúcio estava respirando ofegantemente.

– Eu vou gritar! – Ele ameaçou.

– Se você gritar, sua morte sera lenta e dolorosa! – Sophia disse com um tom nada amigável.

– Por favor... – Ele choramingava.

– Quem mandou sair do quarto? Seu retardado! Pediu para morrer primeiro. – Ao dizer isso, Sophia jogou a faca que cravou perfeitamente no braço de Lúcio.

Ele não gritou, mas estava chorando sem parar. Colocou a mão no braço sangrento e tirou a faca, que logo Sophia pegou de sua mão. Lúcio continuava no chão, ensanguentado, enquanto Sophia limpava a faca em sua blusa de frio.

– Sabe, eu sempre achei que você era mais macho. Sempre dando uma de durão, mas olha para você agora....

– Eu nunca pensei que você fosse assim... – Ele disse, com um pouco de dificuldade.

– Assim como? – Sophia estava irritada – A ponto de acabar com uma pessoa?

Lúcio ainda chorava de dor. Estava sentado no chão, e sua blusa estava tão ensanguentada quanto de Sophia. Ela acertou perfeitamente a faca em seu braço.

– Sempre pensei que você fosse frágil...

– Frágil por deixar vocês me baterem? Sabe Lúcio, eu era frágil sim, mas cansei de ser bobinha! Nós vítimas que sofremos agressões, temos a mente mais perversa e conturbada do que as dos agressores. Eu aguentei de mais. – Sophia disse com raiva, e já estava terminando de limpar a faca na blusa. – Isso que vou fazer com você ainda é pouco!

– Sophia, não faça besteira. Por favor... – Lúcio implorou.

– Já fiz. – Ao dizer isso, Sophia foi em direção a ele e, em um só golpe, cortou sua garganta profundamente, deixando vazar sangue sem parar. Ela deu uma risadinha diabólica. Colocou a faca suja novamente de sangue entre seu sinto. Puxou as mangas e arrastou, com dificuldade, o corpo de Lúcio para fora da cozinha.

Como pesa.

Levou o corpo de Lúcio para o quartinho dos televisores e o jogou no chão.

– Merda! Aonde posso te deixar? – Sophia pensou alto.

Andou até a geladeira e a abriu. Estava sem as grades. Puxou novamente o corpo frio de Lúcio e o colocou na geladeira quebrada e vazia do pequeno quartinho.

– Poderia viver mais um tempo, mas é muito retardado de não obedecer minhas ordens.

Era o primeiro assassinato de Sophia. Ela era uma assassina com uma mente doentia.

~~***~~

Quarto Três

– Eu vou sair e ir atrás de Lúcio. – Vanessa estava roendo as unhas de preocupação.

– Você não vai para lugar nenhum! – Jane disse irritada.

– O que menina? Lúcio saiu faz mais de 10 minutos! Algo de errado aconteceu – Ela parecia atormentada.

– Ninguém vai sair daqui. Já, já Lúcio está de volta, Vane. – Thor disse para reconforta-la, coisa que não deu certo.

Um ruido fez os três tamparem os ouvidos. Então Sophia falou, com uma voz diferente:

– Eu adoraria que vocês não seguissem o exemplo de Lúcio. Minhas ordens é para serem obedecidas!

Vanessa já estava chorando.

Sophia continuou dizendo com uma voz calma.

– Por ter saído do quarto sem minhas ordens, cortei sua garganta profundamente, o matando. Permaneçam no quarto se não quiserem acabar como o amigo de vocês.

Vanessa caia em lágrimas. Thor estava tentando conforta-la, mas também estava em choque.

– Estou com medo... – Jane confessou.

~~***~~

É bom que fique.

Sophia pensou, então riu.

Notas finais
Então, gostaram? Comentem o que acharam, por favor ♥3 Beijinhos...