Solitária

10 Susto na escuridão.


Notas iniciais
Gente, voltei! Estava sem net, mas agora estou de volta. Felizes? rs, espero que sim.
Desculpe a demora, o.k? Não me matem, por favor!

Mais um capítulo e dedico ele inteiramente a Luga e Fernanda, que me recomendaram ♥ Fiquei super feliz. Thanks!

Tenham uma boa leitura.

Sophia deu um salto ao ouvir um barulho, vindo da janela. Virou-se rapidamente. Não poderia ser Matthew, ele acabara de sair dali, o que daria na cabeça dele para voltar de novo para o casarão? Felizmente não era Matt, era apenas um gato gordo, grande e preto. Sophia se lembrava dele. Era o gato que vira na primeira vez que entrou no casarão.

O gato preto deu pequenos passos até a bolsa de Sophia, com suas patinhas grandes e gordinhas. Ele parecia com fome, pois foi direto para a comida na bolsa dela. Sophia puxou a bolsa com ignorância, espantando o gato dali.

Esse gato me dá medo.

Já era tarde e Sophia estava com sono. Era acostumada a dormir cedo, pois seu pai era muito rigoroso e desde pequena a colocava para dormir antes das oito. Sophia, por outro lado, não gostava de jeito nenhum. Se Amanda argumentasse, Michel a xingava de todos nomes possíveis, a envergonhando mais ainda. Sophia sempre guardou magoas de seu pai, para que no momento certo estourasse... e esse momento está chegando. Sophia estava certa de que iria atrair seu pai para o casarão usando a sua amante. Uma vadia qualquer que ele transa sempre que pode.

Puxando o casaco de Matt para perto do seu rosto, Sophia cobre seus joelhos e seus braços, deixando-a confortável naquela cadeira suja. Ela precisava voltar na manhã seguinte para a sua casa, reencontrar sua irmã, Juy, que chegou de viagem fazia um dia. Sua irmã era a pessoa mais próxima dela. Depois que Juy foi estudar jornalismo em Nova York, Sophia sentiu-se mais solitária do que era. Apenas sua irmã a entendia. Com a ida de Juy para outro estado, Sophia passou a conversar mais com sua mãe. E ela soube: sua mãe sempre a amou, mesmo não conversando muito com ela e não demonstrando isso. Sophia e Amanda têm uma relação mais do que de amizade agora. Amanda ajudara Sophia em muitas das vezes, mesmo Sophia não contando sobre os acontecimentos em sua escola. Agora, com toda a vingança, Sophia sentia que iria se afastar de sua família novamente, ficando literalmente solitária. Ela não queria isso para a sua vida, mas essa sede de vingança que Sophia sente se não for executada, ficara ardendo por dentro dela, até que Sophia surte e acabe se suicidando, por medo que os jovens a mate antes disso. Ela estava fazendo algo que iria a satisfazer de alguma forma, mas depois iria deixar uma marca profunda, que Sophia não ira conseguir curar.

A maioria das pessoas dos quartos haviam adormecidos. Sophia arrumou-se na cadeira e tentou cair no sono. Era difícil dormir depois de uma noite incrível com Matthew. Ele a deixava nas nuvens. Provavelmente foi o dia mais feliz que Sophia já tivera. Matt era extremamente cavalheiro e Sophia gostava disso. Ela a amava. Foi um amor rápido, que aconteceu de repente, como a relação íntima dos dois. Ela não se sentia culpada por isso, pelo contrário, se sentia mais do que feliz. Nunca se sentira tão feliz assim. Fechou os olhos e ainda pensando em Matt, adormeceu.

Quarto Dois

– Não, Robert. Eles podem acordar a qualquer momento – disse Carly a Robert, arrumando sua blusa e seus cabelos.

– É rapidinho, gata. Eles não vão nem notar que estamos aqui – insistia Robert, puxando Carly cada vez mais para perto de si.

Carly sempre foi liberal com Robert. Já fizeram coisas que vocês não imaginariam que seria possível. Robert sempre dizia que sexo era uma coisa normal, que podia ser feito a qualquer hora, como usar o banheiro. Carly tem medo de que sua mãe descubra, porque para a mãe dela, Carly ainda era virgem.

– Podemos morrer a qualquer minuto e você só pensa em transa, Robert? – disse ela, irritada. – Que saco!

Robert fechou a cara e afastou-se de Carly.

– Está bem – disse ele, sério.

– Vai ficar bravo? – perguntou ela, fazendo bico para ele.

– Vou – respondeu ele, seco. Johnny se remexeu na cama, acordando Alice. Ela sentou-se na cama e colocou a mão no rosto.

Tivera vários pesadelos envolvendo à maníaca que prendia eles no casarão. Ignorando todos seus sonhos, disse:

– Quem vai querer dormir agora?

Carly subiu rapidamente para a cama, deixando Robert em pé, irritado e com a cara fechada. Ele apenas balançou a cabeça em aprovação, voltando a se sentar no chão, pois suas pernas estavam doendo. Alice sorriu para a amiga e sentou-se ao lado de Robert, cruzando as pernas e arrumando os cabelos bagunçados.

Quarto Um

– Sabe, eu preferia estar numa tempestade em alto mar do que aqui – admitiu Tyler, mexendo nos cabelos negros.

– Que louco. Se conseguirmos sair daqui, nunca mais irei a festas em que eu não sei quem está dando – contou Pepper, dando uma risadinha leve e sem graça. Tyler deu a mesma risada, mas num tom medroso.

– Você não acha que ela está dormindo de mais? – perguntou Tyler ao amigo. Pepper balançou a cabeça dizendo que não.

– Ela estava cansada, Tyler – contou ele.

Tyler era um menino que só tinha os amigos da escola para dividir as coisas. Seus pais eram separados e na maior parte do tempo ele ficava na academia de boxe, soltando sua raiva. Ele nunca superou isso. Já Pepper, nunca ligara para os pais. Sempre saia e voltava apenas de madrugada, deixando os pais cada vez mais preocupados e com raiva. Sua irmã engravidou aos 15 anos e fugiu com o namorado. Ninguém tem mais noticias dela, do bebê e desse rapaz com quem ela fugira.

– Você e ela já... – disse Tyler, gesticulando com as mãos duas pessoas, uma por cima da outra.

– Transamos? Não... Jessie é muito conservadora e disse a mim que não estava preparada – contou-lhe. Tyler riu.

– Achei que ela era mais atirada.

– Mas não é! – respondeu Pepper, irritado.

Quarto Três

– O que vocês acham? – perguntou Jane a Vanessa e Thor, que olhavam amedrontados.

– Eu acho que é loucura. Jane, isso nunca vai dar certo e eu não quero trair nosso amigos – respondeu Vane, mexendo nos cabelos.

– Isso só vai dá errado se nós pensarmos negativamente – disse Jane, com certeza.

– Olha só, Jane, se nós fizermos o que você está falando, vai piorar as coisas. Não trairia nossos amigos também – finalmente Thor falou. Jane aproximou-se dos dois e deu um longo suspiro.

– Você ouviu o que essa maníaca falou. Cada quarto é um grupo, e apenas um grupo ira sair vivo daqui. Estamos pensando na gente. Vai saber o que a galera dos outros quartos já está planejando. É apenas uma defesa – Jane contou a eles, suspirando pesadamente.

– Pensando assim, você tem razão. Mas eu não irei tocar um dedo nos nossos amigos, só se for para me defender – disse Vane. Formou um grande sorriso no rosto de Jane.

Thor estava inquieto e ainda achava que o plano deles não ia dar certo. Brigar com os amigos dos outros quartos parecia loucura. Thor nunca fizera mal a nenhum deles. A única pessoa que ele fizera mal foi a Sophia. Pobre menina. Thor sofria com os pais em casa, e por isso descontava tudo na garota. Seus pais brigavam sempre, e tudo que acontecia em casa era culpa de Thor. Ficava com raiva, mas ele a segurava até a escola, onde podia explodir para cima dela.

Jane, por outro lado, não gostava muito do que eles fazem com Sophia. Os seus amigos dizem que é por diversão, mas ela não aprova e mesmo assim faz. Sua amiga Vanessa acha tudo muito engraçado. Jane já a perguntou se fosse com alguém da família dela se ela iria gostar. É claro que as duas brigaram depois disso. Vanessa dissera a Jane que ela era muito certinha e tinha que sair desse lado do bem e partir para a diversão — o que seria o lado do mal.

– Vamos nos encostar-se à porta, caso alguém tente entrar. Apenas vamos nos defender, o.k? Nada de arranjar briga por motivo nenhum – Thor dava ordens. Jane e Vanessa concordaram com a cabeça.

– É o que fazemos com a Sophia, não é mesmo? Arranjamos briga com ela por nada, apenas por diversão – falou Jane, abaixando a cabeça.

– E daí? Ela não tem ninguém e nem deve ligar para isso. É divertido, Jane! – disse Thor, rindo.

– Sempre tentando bancar a certinha. Sophia é uma retardada, menina. Ela nem deve saber os nossos nomes – riu Vanessa. Jane levantou a cabeça e olhou friamente para os dois.

– Vocês estão pensando no que eu estou pensando? – perguntou Jane a os amigos. Thor olhou para ela sem entender.

– Não, explique – disse ele.

– E se a mandante de tudo isso seja a Sophia? Bem, pode ser que ela ficou com raiva e quer se vingar – contou Jane, arregalando os olhos.

– Mandante? Sophia não ia ter mentalidade para tal feito, Jane – respondeu Vanessa, rindo.

– Ela pode ter pagado a alguém – Jane disse. Thor concordou com a cabeça.

– Pode ser. Você tem razão!

~~**~~

– Filhos da puta! – gritou Sophia, com raiva.

Ela havia acordado não fazia dez minutos e pode ouvi-los perfeitamente. Estavam desconfiando dela e Sophia precisava dar um jeito nisso. Era de se estranhar, três delinquentes pensando da maneira certa.

Levantou-se rapidamente. Iria ao quarto Três dá um fim nisso. Não, não poderia aparecer lá dessa maneira. Eles iriam gritar e iam acabar acordando os outros. Sophia abaixou a cabeça e pensou um pouco.

Amanhã... acabo com um deles. Preciso pensar em algo logo!

De repente, as luzes do casarão se apagam e os monitores são desligados imediatamente. Sophia engole em seco.

O que acontecera?

Sophia andou de vagar para as portas dos fundos, mas parou inesperadamente ao ouvir um barulho, vindo do salão.

[...]

Notas finais
Hihi, gostaram? Espero que sim ♥
Aceitando criticas construtivas ;)
(Postarei o próximo em menos de um dia).