Solitária
5 Os convites foram entregues.
Notas iniciais
Enfim, tenham uma boa leitura!
A manhã era fria e chuvosa. Sophia tinha dito para si e para Matthew que não iria para escola, mas era o último dia para que tudo ficasse pronto. Ela também estava achando melhor executar o plano hoje, para assim, a suposta festa acontecer no mesmo dia e a brincadeira começar. Mas os convites ainda não foram entregues. Era o ultimo dia que Sophia tinha para executar seu plano. Contudo ela decidiu ir á escola, para o ultimo passo para sua vingança finalmente entrar em execução.
Executar literalmente...
Tomou um banho confortável e desceu para a sala, onde viu sua mãe e seu pai falando alto.
– Michel! Você não presta! – Ela soluçava – Quero que você morra!
Sophia vira seu pai dar um soco extremamente forte no rosto de sua mãe, que a fez cair no chão arfando de dor.
– Você é uma vadia do ventre podre! Não pode me dar um herdeiro! Você é suja. – Ele gritava grosseiramente.
Sophia correu e abraçou sua mãe ensanguentada e caída no chão. Ela vira uma garrafa de Vodka quebrada em cima da mesa. Ficou furiosa.
– Para! Você está bêbado! – Gritou para seu pai.
Michel puxou ela pelo braço e a afastou de Amanda, jogando-a com força para o outro lado da sala.
– Cala a boca, menina! Essa conversa não é para criança.
Amanda tentou arrasta-se para perto de sua filha, mas Michel a impediu. Ela estava apenas um metro de Sophia. Ambas estavam chorando.
– Afasta-se dela, seu desgraçado! Não a machuque! – Amanda gritava para Michel.
Sophia levantou-se com dificuldade. Parecia que algo sussurrava em seu ouvido.
– Você não pode me dar um filho, então eu procurei outra! – Michel disse para Amanda – Você está amaldiçoada.
Sophia foi em direção á mesa. Não conseguia equilibrar-se devidamente em pé. Enquanto Michel estava de costas, cambaleando de um lado para o outro, Sophia conseguiu chegar á mesa, e pegou um caco de vidro quebrado da garrafa de Vodka e voltou para o lado de sua mãe.
– Você não deveria ter nascido, Sophia. – Seu pai praticamente cuspia as palavras – É loucura! Ao menos poderia ter nascido um menino.
Sophia não conseguiu engolir a raiva e disparou:
– Você é um grande filho da puta! – Ela disse, com o caco de vidro na mão – Se você procurou outra para engravidar, então por que usou camisinha? Amaldiçoados sejam!
Amanda chorava e parecia orar em silêncio.
– O que? Uma criança mimada de 17 anos tentando dar lição de moral. – Michel debochou.
– Eu posso ter 17 anos, mas tenho muito mais moral do que você! Velho nojento! – Gritou.
Michel caminhou devagar até Sophia. Ele a encarou por um breve momento e, em um só golpe a derrubou no chão, a deixando ensanguentada, como fizera com Amanda.
– Você é marginal, Michel! – Amanda gritou.
Sua mãe aproximou-se de sua filha, que estava respirando com pouca dificuldade.
– Vamos sair daqui — Amanda sussurrou para filha.
Sophia ignorou o sussurrou da mãe e levantou-se novamente com um pouco mais de dificuldade. Michel já estava de costas quando ela cravou o caco de vidro em seu ombro direito.
– Não! – Amanda gritou ao ver a filha derrubar Michel no chão e o chutar com todas suas forças.
– Isso é para você aprender a ser homem e não bater em uma mulher! – Ela chutou o seu rosto – E isso é para você aprender que nós somos superiores a vocês! Homem, o sexo frágil e grosseiro! – Ela chutou mais um vez, com mais força do que a primeira.
Michel já estava em cima de um rio de sangue. Ele estava quieto e não gritou de dor em nenhum golpe da filha, mas ainda estava vivo.
– Vou ligar para a polícia. – Sophia disse, com amargura na voz. Amanda apenas concordou com a cabeça.
*~~* *~~* *~~*
Depois que a polícia chegou e fez a varredura na casa, Sophia e Amanda estavam recebendo ajuda médica.
Uma policial aproximou-se e sentou-se ao lado das duas.
– Preciso que vocês me contem o que aconteceu. – Ela disse em um tom calmo.
– Nós tivemos uma briga... – Amanda ia dizendo, mas Sophia a cortou:
– Meu pai bate na minha mãe desde que eu me conheço como gente! Ele nos agrediu e disse coisas horríveis. Eu apenas defendi.
A policial de pele clara e cabelos longos, abaixou a cabeça. Parecia que ela tinha entendido exatamente o que tinha acontecido.
– Muito bem. Vou fazer o boletim. – Ela levantou-se – Você fez bem ligando para a policia, senhorita. – A policial disse a Sophia e então virou-se para Amanda. – O seu marido está tendo assistência médica. Depois ele seguira com nós até a delegacia para mais detalhes...
– Detalhes? Ele simplesmente nos agrediu! Ele ainda estava bêbado – Sophia disse com raiva. – Ele merece ser preso.
– Veremos o que vamos fazer, senhorita.
A policial deu de costas, deixando Amanda e Sophia sozinhas.
O olhar de Amanda era desconfiado. Virou-se para a filha calmamente.
– Você fez tudo aquilo de sangue frio... Quero dizer: Você não teve piedade do seu pai. Fez aquilo como se pudesse fazer com qualquer pessoa. – Amanda disse finalmente.
– Como já disse, eu apenas nos defendi daquele desgraçado, mãe. Ele nos agrediu. – Ela olhou para a mãe com o mesmo olhar de desconfiado que Amanda tinha lançado – E por que você disse não quando eu o ataquei? Ele estava fazendo coisas piores com você.
Amanda abaixou a cabeça e começou a chorar. Seu choro parecia de criança.
– Eu o amo... – Foi o que ela conseguiu dizer.
Sophia parecia irritada.
– Ama? Ele fez tudo aquilo com você e simplesmente me diz que o ama? – Ela levantou-se – Acho que você deverá aprender o que é amar...
Sophia ia se afastando quando Amanda segurou seu pulso.
– Eu também a amo. – Amanda disse.
– Eu te amo, mas não como você ama o papai. Ele merece a morte por tudo que ele te fez. – Ela abaixou a cabeça e pensou um pouco. – Então é por isso que você nunca denunciou ele nesses últimos anos?
– Foi... – Ela respondeu.
Sophia parecia satisfeita com a resposta de sua mãe. Deu as costas e foi em direção sua casa.
– O que vai fazer? – Amanda perguntou.
– Vou ir para escola. – Sophia respondeu, sem se virar para trás.
Deu tempo dela tirar a roupa ensanguentada e se arrumar novamente.
Vou fazer pior com aqueles idiotas!
Ela pensava. Então, pegou sua bolsa, colocou no ombro e saiu apressada para á escola. Sua mãe não estava mais sentada aonde Sophia a deixara. Nem os policiais estavam mais presentes do lado de fora da casa. Sophia desejava com todas as forças que seu pai morresse antes de chegar na delegacia. Talvez isso daria certo se o carro capotasse, ou eles fossem assaltados e Michel reagisse e levasse um tiro na cabeça.
Não demorou muito até que Sophia chegasse á escola.
Havia poucas pessoas na entrada. Sophia cortou caminho e entrou pela janela do laboratório.
Correu em disparada até os armários dos seguintes alunos: Carly, Alice, Jane, Vanessa, Robert, Tyler, Lúcio, Pepper, Thor, Johnny. Ela sabia o armário de cada um porque ela mesmo os decorou ao decorrer das aulas. Ela tinha certeza que um dia precisaria saber o armário de cada um.
Colocou delicadamente um convite para cada armário.
Tomara que funcione, senão terei que partir para o plano B.
Na verdade, ela não tinha um plano B. Muita das vezes o melhor plano é improvisar.
O sinal bateu e o portão se abriu. Os alunos entraram desorganizados como sempre, especialmente Alice e suas amigas.
Olharam feio para Sophia, que logo se recuou.
Para que ter medo delas? Meu Deus!
Pensou.
Entrou na sala, e lá iria mais um dia. Pelo menos já foi executado mais um passo.
Espero que dê certo...
Pensou novamente.
A noite eles me aguardaram.
Notas finais
Bom, espero que tenham gostado...
Comentem o que acharam, please.
Até a próxima!
Thank you.
Glad. Another chapter done!
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