Solitária
12 No ritmo da morte.
Notas iniciais
Trago a vocês mais um capítulo pronto. Espero que gostem, porque eu adorei escreve-lo!
Desculpe a demora para postar. Estava ocupada de mais com deveres escolares.
Sem mais delongas: TENHAM UMA BOA LEITURA!
– Um grito e eu atiro – sussurrou Sophia, ameaçando.
Jane não pode conter as lágrimas que estavam se formando em seus olhos. Vê Sophia parada em sua frente, com a roupa suja de sangue e uma arma na mão a deixava perturbada.
– Sophia? – choramingou ela. – Mas o que você está fazendo?
Sophia, por outro lado, estava achando graça de ver Jane naquele estado. A garota estava limpando as lágrimas do rosto, e balançava a cabeça toda hora para o lado e para o outro.
Andando para o lado oposto de Sophia, Jane tentou no máximo não olhar para a arma ameaçadora na mão da garota.
– Você está com medo disso? – perguntou Sophia, apontando com a cabeça a arma em suas mãos. – Ah, não fique com medo, Jane, querida.
Sophia soltou uma longa gargalhada, o que deixou Jane constrangida.
– Larga isso e vamos conversar...
– Sabe, eu já ouvi isso em algum lugar – disse Sophia, indo para perto de Jane.
Com medo, Jane deu um passo para trás, afastando-se um pouco de Sophia. Jane ficou olhando fixamente para o gatilho, pois se Sophia tentasse algo ali, ela teria tempo o suficiente para gritar e possivelmente chamar a atenção dos amigos no andar de cima. E isso os salvaria, talvez.
– Sophia, você está fazendo isso por vingança, certo? Olhe, eu sempre fui contra o que eles faziam. Juro para você! – contou Jane.
– Pois sim. Tão contra que ajudava eles a praticar tudo aquilo comigo, não é mesmo? – Sophia soltou uma risadinha sem emoção alguma – Legal de tudo isso é que vocês são mentirosos. Eu nunca quis fazer mal a nenhum de vocês quando entrei naquela escola. Eu nem os conhecia. Queria fazer amizade e começar um ano bom. E o que vocês fizeram por mim? Prenderam-me no armário, me bateram, me insultaram de todas as formas possíveis e me humilharam todos os dias!
– Não, não, Sophia! Pelo amor de Deus, solte essa arma! Eu juro, eu fui contra tudo o que eles fizeram. E pelo contrario, nunca ajudei eles em nada – Jane tentava explicar, mas parecia que Sophia não queria explicação alguma.
– Ah, não? – disse Sophia, abaixando a cabeça e dando um sorrisinho de lado. – Você é uma vitima deles também? – falou sarcasticamente, rindo.
– Por favor... – sussurrou Jane, fazendo sinal com as mãos para que Sophia largasse a arma.
– Eu vou te dar uma chance de não morrer agora – contou Sophia, indo para frente de Jane e ficando cara a cara com ela. – Venha comigo...
Quarto Dois
– Quanto tempo falta para amanhecer? – perguntou Johnny aos amigos. Alice olhou em seu celular. Era 02h00min.
– Pouco, eu acho. Estou com fome – disse ela, revirando-se na cama. Robert deu um pulo e sentou-se na cama de casal, ao lado da namorada, Carly.
– Eu também estou. Quando a garota vai dar comida para a gente? Estou quase morrendo! – disse Carly, abaixando a cabeça no colo de Robert.
– Vocês ainda acham que o primeiro quarto que vai ser executado totalmente vai ser o de Lúcio? Não que isso seja um pensamento legal, mas eu tenho pena de todos nossos amigos presos aqui também – falou Alice. Esse pensamento pareceu não agradar muitos. Carly engoliu em seco, Robert ficou inquieto e Johnny começou a roer as poucas unhas que restavam em seus dedos.
– Somos um grupo, certo? – perguntou Robert, olhando para os amigos que estavam inquietos na cama.
– É, eu acho que sim. Mas não tentaria nada contra a galera dos outros quartos, jamais – disse Carly.
– Não falei isso. Na verdade, poderíamos sim tentar algo contra eles. Mas nada que os afete muito. Afinal, temos que sair daqui, não é mesmo? – Robert deu a idéia, coisa que não agradou ninguém.
– Você está ficando louco, garoto? Eu nunca encostaria o dedo neles! – gritou Alice.
Robert fechou a cara.
– Vocês parecem que não entenderam o que a psicopata que está prendendo a gente aqui disse, não é? – Robert se irritou. – Se nós não dermos o esforço para sair daqui, iremos terminar como Lúcio!
– Credo, Rob. Nem parece você falando – disse Carly, afastando-se um pouco de Robert.
– Sim, não parece. Parece apenas um garoto confuso e com vontade de sair daqui! Vocês são burros ou o quê? – disse ele, balançando a cabeça para o lado e para o outro.
– Certo. Então o que você está planejando? – perguntou Alice.
Quarto Três
– Ela está demorando de mais, não acham? – disse Vanessa. Jane havia descido fazia mais de dez minutos e seus amigos estavam preocupados.
A escuridão que tomara conta do casarão estava os deixando irritados. Escuro nunca fora a coisa mais agradável para eles. Talvez não seja a coisa mais agradável para ninguém.
– Talvez não fosse uma boa idéia ela ter descido. Vai saber o que aconteceu com ela. E se Jane bateu de frente com a psicopata? – disse Thor, cruzando os braços um pouco acima do peito.
Depois da morte de Lúcio, todo cuidado era pouco. Lúcio também descera sem permissão para o salão e acabou morrendo. Vanessa e Thor não concordaram com a ideia de Jane de descer para saber o que havia acontecido. Nem a escuridão estava preocupando-os tanto quanto o fato de Jane ainda não ter voltado.
– Aconteceu com Lúcio e agora vai acontecer com ela! – gritou Vanessa, colocando as mãos no rosto tentando conter as lágrimas escorridas. Thor não pode evitar de abraçá-la.
Vê-la daquela forma o deixava triste também. Jane, por outro lado, sempre fora o amor de Thor, mesmo ele nunca admitindo isso. Jane não sabia ao certo o que Thor queria, mas tinha a certeza de que ele estava afim dela.
Tudo acontecera tão rápido que Thor nem se quer lembrava-se do dia em que ele deu o primeiro beijo nela. Suave e delicioso. Frio e quente ao mesmo tempo. Thor a amava, sem via das duvidas. Mas era durão de mais para admitir isso... e Jane sabia disso.
Agora, não tendo Jane ali por perto, abria um grande buraco no coração de Thor.
– Por favor... não faça mal a ela – disse Thor para as câmeras, tentando alcançar com sua voz e pedido de desespero os ouvidos de Sophia.
E é claro que Sophia não iria ligar para qualquer pedido amoroso de ninguém naquele casarão...
Quarto Um
– Estou com uma leve impressão de que algo de errado está acontecendo – disse Jessie, acariciando os cabelos lisos de Pepper. Ela, com seu jeitinho meigo, deitou a cabeça no colo do namorado, para que ele retribuísse os agrados.
– Tipo o que? – perguntou Pepper, passando as mãos levemente nos cabelos de Jessie.
– Ah, não sei – respondeu ela. – Algo ruim.
Tyler olhou friamente para os dois.
– Morte – disse ele.
Pepper soltou um olhar zangado para ele.
– Não diga isso, Tyler! – irritou-se.
Com o pensamento dos três, talvez morte dos outros aprisionados fosse uma coisa boa. Como mesmo Sophia disse, cada quarto era um time, eles deviam agir como tal. Se unir seria a forma mais obvia para poder formar um grupo descente, aquele que sairia todos os membros vivos do casarão. Mas pensar em executar seus amigos era uma coisa ruim de imaginar.
– Pense bem, Pepper. Precisamos nos unir e acabar com os outros quartos. Não quero ser egoísta, mas nossa vida vale muito mais do que as deles – disse Tyler. – Vai saber o que eles já estão planejando!
– É mesmo, amor. Não fique bravo por nós pensarmos assim – falou Jessie, olhando profundamente nos olhos de Pepper. – Precisamos sair daqui, e se essa for à única forma iremos executar.
– Viu só! Até a sua namoradinha pensa mais do que você – Tyler deu uma risadinha sem nenhuma emoção para Pepper.
– Mas não podemos sair do quarto. Vocês ouviram o que aconteceu com Lúcio. Ele saiu sem a permissão da menina e acabou morto – contou Jessie, se arrepiando ao pensar na morte de Lúcio.
– Está bem, Jéssica. Eu não vou sair do quarto. Pode ficar tranquila – convenceu Pepper. Tyler sorriu para ele, e sentou-se no espaço vazio da cama.
Ficar preso os deixava sufocados. Ainda mais com fome e sem tomar banho. Se ao menos tivesse sinal de alguma operadora...
– Meu celular descarregou – disse Tyler, ainda tentando ligar seu Iphone. E era claro que todos celulares iriam descarregar uma hora. Mas para que ter um celular se não dá para ligar e mandar mensagens? O sinal era a coisa que mais importava. Se tivesse sinal, eles poderiam ligar para alguém e pedir ajuda e isso seria a salvação de todos e o fim de quem está prendendo eles no casarão.
– Seria uma boa ter sinal agora – murmurou Pepper. Jessie assentiu.
– Seria mesmo...
~~***~~
Sophia havia levado Jane para o quarto dos televisores. O plano que Sophia tinha em mente era mais diabólico que possamos imaginar. Jane nem sabia ao certo o que Sophia iria fazer com ela, mas tinha uma certeza: Era algo ruim.
Jane não pôde evitar de resmungar algo sobre o cheiro podre que havia tomado conta do quarto. Ela nem se quer pensou na possibilidade de ter alguém morto ali...
– Hum – gemeu Sophia. – Qual é o nome daquele rapaz que está no mesmo quarto que você?
O corpo de Jane estremeceu. Ela estava falando de Thor. Não poderia ser outra pessoa.
– Thor – respondeu, olhando para a arma na mão de Sophia. – Você vai fazer o que, Sophia?
– Cala a boca! – gritou ela. – Apenas eu faço as perguntas aqui, ridícula!
Sophia fez Jane sentar-se na cadeira a frente dos monitores, que agora estavam desligados. Andou um pouco até sua mochila e pegou uma maça.
Ela ainda não sabia se seu plano daria certo.
Talvez eu tenha que matar dois de uma vez.
Pensou ela, dando outra mordida em sua maça.
– Soube que vocês tem um caso – falou Sophia, num tom de voz calmo.
Jane soltou um longo suspiro e então fechou os olhos por um instante tentando se acalmar e abriu-os novamente.
– Não temos um caso – respondeu ela, mesmo Sophia não tendo perguntado nada, apenas afirmado.
– Não minta para mim! – gritou Sophia novamente, pulando para ficar cara a cara com Jane. Ela soltou outro longo suspiro, mas este era de medo.
Sophia virou-se e foi em direção a geladeira. Parou e olhou para Jane, que por sua vez estava tremendo.
– Olha, olha. Está com medo, querida? Não fique, pois não vou te machucar – riu Sophia. – Só vou brincar um pouco com você e com Thor.
– Não faça mal a ele, sua filha da puta! – gritou Jane. Ela começou a chorar, mas o tempo todo olhava fixamente para Sophia.
Sophia deu pequenos passos até ela. Pousou seu dedo em seus lábios.
– Talvez ele nunca mais ira beijar sua boquinha rosada – Sophia deu outra risadinha sem humor algum. – Sinto pena dos dois. Coitado, coitado.
– Você não vai tocar um dedo nele ou eu...
– Ou o quê? Você não pode fazer NADA contra mim, sua criaturinha insignificante! – Sophia cuspiu as palavras. – Se você não ficar bem quietinha e não seguir minhas ordens, eu te deixarei pior que o Lúcio! – ao dizer isso, Sophia deu passos mais rápidos até a geladeira, e abrindo em um puxão só, deu a liberdade de sua boca formar um grande sorriso para a garota em pânico na sua frente.
Jane olhou e com os lábios tremendo, virou-se para o lado e vomitou.
– Não... – resmungou ela.
– Oh, sim! Ainda não tive tempo de tirá-lo daqui. Coitadinho, não acha? – disse Sophia, como se tudo aquilo fosse à coisa mais simples e normal de se fazer.
Sophia fechou a porta da geladeira e seguiu para os televisores. Os ligou e tirou mais um gritinho abafado de Jane.
– Então é assim que você nos ver – sussurrou ela, ainda muito assustada.
– Sim, querida. Legal, não acha? – ironizou Sophia.
Ela puxou o microfone que dava acesso aos alto-falantes. Ligou, e com uma voz que ouvindo sem vê-la desconheceria e não diriam que seria dela, falou:
– Boa noite. Quero dizer a vocês que começou os jogos. E, não façam o que Jane fez, por favor. Descer sem minha autoria é a maneira mais obvia de pedir para morrer – riu ela. – Ela não morreu, calma. Pelo menos não ainda...
Ignorando outro gritinho de Jane, Sophia continuou:
– Desça aqui no salão, Thor! Vamos bailar, querido! – convidou Sophia, num tom alegre. – Espero você!
E então desligou o microfone.
Jane arfou.
– Não faça nada com ele! – sussurrou Jane. Sophia deu um sorrisinho de lado.
– Jane, agora a vida dele ou a sua está em suas mãos, não na minha. Você tem que escolher entre a vida dele ou a sua – Sophia disse calma. – Minhas brincadeiras só estão começando.
Jane engoliu em seco.
Notas finais
As criticas de vocês sempre são bem-vindas!
Bem, até logo mais!
Beijinhos.
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