Solitária

15 Nada de traição.


Notas iniciais
Quem é vivo sempre aparece! Ah, desculpe a demora para postar o novo capítulo. Para vocês terem ideia, eu ia postar sábado, mas acabei tendo um imprevisto e não postando. Mas hoje estou aqui, meus amores! Mais um capítulo hiper pronto para vocês...

TENHAM UMA BOA LEITURA, AMIGUINHOS!

Todos estavam no salão. Estavam se perguntando o que era aquilo. Qual era o plano de Sophia desta vez? Eles não sabiam. Dentro da sopa havia carne do Lúcio... ou pelo menos o que sobrou dela. Sim, estava apodrecendo no quartinho e Sophia tinha que dar um jeito nisso. O jeito mais fácil foi cozinhando. Servindo-o como banquete, Sophia teria vantagens. A primeira seria a de não gastar comida com eles; A segunda, já era um pouco pessoal. Sophia ia se divertir bastante os vendo comer a carne de Lúcio. Era realmente nojento.

Eles sentaram no sofá grande que havia ali e ficaram olhando para a panela grande de sopa — provavelmente toda aquela “comida” daria para mais ou menos dois dias. Como eles estavam com muita fome, talvez essa soma possa cair para uma hora.

Estão esperando o que? Comam!

Sophia pensava do quarto dos televisores. Claro, ninguém estava a vendo.

– Tudo bem, gente. Vamos comer... ora! – disse Johnny despreocupado. Quase imediatamente, todos fizeram o que ele dissera.

Havia dois garfos e, por isso, intercalaram na hora de comer; Duas garfadas cada um. Era o que podiam decidir agora. Gostaram da sopa, aliais... não tinha nada melhor para comer.

– Deve ter algo de errado por trás disso. Comida de graça? – argumentou Tyler, olhando para todos.

– Pode ser – disse Alice. – Ei, Vane, cadê o Thor e a Jane?

Neste momento, Vanessa começou a respirar de modo desesperador. E se ela contasse algo? Eles ouviram a garota falando sobre a Jane e convidou Thor para descer, mas até agora ele não aparecera. Vanessa estava ofegante.

– Vocês ouviram. Jane desceu sem a permissão e a maníaca chamou o Thor. Agora não sei o que aconteceu com os dois – respondeu Vanessa, aflita. – Estou com medo de que algo aconteça com eles.

– Fique calma – dizia Pepper. – Logo mais ele aparece ai, Vanessa. Essa garota deve ter dado apenas um susto na gente.

– Não seja ridículo, Pepper – reclamou Tyler. – É claro que ela deu um fim nos dois. Eles não vão voltar, Vanessa. Tente conviver com isso. Jane e Thor morreram!

... E ouve um silêncio imediato ao termino da frase de Tyler. Todos olhavam para ele com raiva. Não era momento para dizer aquilo para uma garota que estava desesperada atrás de respostas sobre o paradeiro dos seus amigos. Eram amigos de Tyler também, mas ele não ligava. Na verdade, nunca ligou. Estava mais preocupado com a sua sobrevivência e seu bem estar.

Um chiado, e o alto-falante é ligado:

– Muito bem, muito bem. Gostaram da refeição que eu fiz com o maior carinho? Se não gostaram, realmente não vou ligar. Para mim pouco importa se vocês comem ou não. Estou mais preocupada em aniquilar e destruir a vida de vocês! – ouve uma pausa para uma risadinha. – E respondendo a pergunta de Alice: Jane está ao meu lado, deitada. E Thor está no quintal... enterrado.

Não ouve um que não deu um gritinho abafado e teve uma vontade imensa de sair correndo para fora da casa. Estavam inquietos novamente.

– E na questão no Lúcio – Sophia voltara a falar. – Diga algo para ele agora. Talvez da onde ele estiver os escutem, porque talvez come-lo não seja a melhor forma de dizer algo.

Novamente todos não pararam quietos. As meninas se afogaram nas suas lágrimas, e os meninos abaixaram a cabeça, tentando entender tudo aquilo.

–... Isso mesmo: A carne que vocês comeram, na sopa, era do nosso querido Lúcio. Ah, não me diga que não estava deliciosa! – ela deu outra risadinha. – Quero que todos subam para o quarto dois, menos a Vanessa.

E agora? O que ela iria fazer com a pobre Vanessa?

Todos eles obedeceram rapidamente, subindo de vagar as escadas até o quarto indicado. Vanessa ficou pálida e não conseguiu esconder o pânico que estava se formando em seu corpo.

Dez minutos depois, Sophia saiu do quarto dos televisores e deu de cara com Vanessa. Foi o momento em que Vanessa gritou.

– Cala a boca! – retribuiu Sophia. – Agora é apenas eu e você.

– O que vai fazer comigo? – perguntou Vanessa, falando baixo agora. Sophia aproximou-se dela, com passos ensaiados e sussurrou em seu ouvido:

– Eu tenho tanta coisa para fazer com você.

Vanessa suspirou.

– Eu não vou cair nesse joguinho, Sophia. Solte-me ou eu vou gritar e chamar a atenção de todos nessa casa! Você não vai sair bem dessa, garota. Se você conseguir completar isso, possivelmente estará encrencada quando sair daqui. Você acha que já não devem estar nos procurando? Você é uma louca retardada!

Na mesma hora, Sophia soltou-lhe um forte tapa na cara de Vanessa, que estalou e deixou a marca de sua mão em sua face. As duas se olharam e Vanessa engoliu em seco. Sophia bufou.

– Olha só – deu pequenos passos em volta de Vanessa, observando-a. –, sem seus amiguinhos você não é nada, não é mesmo? – Riu novamente. – Incapaz, nada determinada, sofrida e mal amada. Não era o Thor que você gostava, Vanessa? E olha só, ele está morto e deu sua vida para salvar a namoradinha.

– Não diga o nome dele! – gritou Vanessa, o que rendeu um ataque de fúria da Sophia.

– “Não diga o nome dele” o que? Sua vagabundinha imunda! Vocês são ridículos. Achando que pode salvar uns aos outros. – gargalhou de um modo sarcástico – Patético, desprezível e sujo. Vocês estão presos aqui. Vão ser subjugados até o fim dos seus dias. E caia entre nós, esse dia está perto de chegar. Um fim memorável e delicioso. Vingança quente e prazerosa. Você não sente o som do poder? – olhou para o alto. – As vozes lhe chamando e dizendo de como isso tudo é deliciosamente bom?

– Você é louca. Está consumida pela raiva – dizia Vanessa, num tom um pouco acima do sussurro. Sophia sorriu para ela.

– Suponho que eu esteja mesmo. E se eu estiver? Isso é bom, Vanessa! Esse ar glorificado dizendo que você é maior, é superior! – abriu os braços para o vento, tentando abraçar algo invisível. – Diga-me, Vanessa, o que você pode fazer para deixar tudo isso melhor?

Vanessa olhou sem entender. Mas o que ela teria para oferecer?

– Não faço ideia do que você está falando, Sophia – ela não parecia tão assustada. Sophia andou até ao seu lado e abaixou a cabeça por um breve momento. Logo em seguida, segurou a cabeça de Vanessa, fazendo-a olhar no fundo dos seus olhos.

– Vamos lá, garota! Pense.

E era verdade. Vanessa não fazia ideia do que Sophia queria para o futuro dela.

– Não é de me estranhar que você tenha repetido o segundo ano. Burrinha. – disse Sophia, já soltando a cabeça de Vanessa e voltando com passos leves. – Vamos ver... eu poderia usá-la. Sim!

– Então diga logo. Você vai querer que eu faça o que? – perguntou, impaciente. Sophia sorriu novamente.

– Bem dito, Vanessa, mas tudo tem o seu tempo. Venha comigo – chamou Sophia.

~~***~~

Quarto Dois

– Está tudo uma loucura! – arfou Carly.

Todos estavam sentados, em circulo, no chão do pequeno quarto, onde se encontrava uma cama de casal e um guarda-roupa velho. Jessie estava chorando e, como sempre, Pepper estava tentando acalmá-la.

– Não entendo. Quem pode estar fazendo isso com a gente? A voz não é conhecida, se bem que ela está distorcendo-a, não é? E sem falar do nojo que estou sentido depois de ter comido aquela sopa, apesar de que aquilo fechou o buraco do meu estômago – argumentava Johnny. Todos concordavam balançando a cabeça.

– Nunca me imaginei comendo carne humana. É nojento, argh! – reclamava Alice, arrumando suas madeixas louras. – Eu quero sair daqui!

– Calma, amiga. Vamos todos sair daqui. Precisamos manter o pensamento positivo! – falou Jessie, limpando o restante de lágrimas escorridas no rosto.

– Manter o pensamento positivo? Mas que pensamento? Só estamos pensando em desgraça e mais desgraça – disse Tyler, cruzando as pernas. – Porra, meu! Eu estou sufocado. Quero fazer xixi e não tem nenhum lugar em que eu possa fazer isso.

– Não tem problema. Nós todos viramos para trás e você faz ali naquele cantinho – apontou Johnny.

– Não seja ridículo! – reclamou novamente Tyler.

~~~~***~~~~

– E você vai me dizer, em alto som, porque está escolhendo a pessoa. Não quero que me diga agora, tudo bem? Faça bem feito, Vanessa. Vou ser prazerosa na hora de te recompensar.

– Não sei se quero fazer isso... – dizia Vanessa.

– É você ou um deles. Vai, Vanessa, não é tão ruim assim, menina! Você vai senti o poder em suas mãos – olhou para a faca na mão de Vanessa. – E não ousa meu trair, ouviu? Senão, acabarei com você em dois segundos.

– Tudo bem – Vanessa foi convencida.

Ela saiu do quarto, com leves passos até a escada. Carregava uma faca em suas mãos. Vanessa estava determinada em fazer aquilo. Afinal, se ela não fizer, Sophia iria mata-la.

Notas finais
Deixem seus comentários, por favor. E eu não vou demorar para postar o próximo! Beijinhos, até logo, amores!