Solitária

11 Está com medo do escuro?


Notas iniciais
Estou de volta, novamente! Espero que estejam felizes por isso, rsrs. Fiz o capítulo com muito cuidado e carinho. Também espero que gostem dele ♥
Dedico o cap a minha amiga, Jéssica. Uma linda diva que sempre ler e comenta!

Tenham uma boa leitura, amores!

O escuro multiplicou todos os sentimentos de Sophia, a deixando sufocada. O medo fez seu corpo estremecer e paralisar de repente. Os passos leves e calmos no salão estavam ficando cada vez mais perto. A porta não poderia ser aberta, pois só se abria por dentro. Os passos distanciaram-se e Sophia continuava paralisada, mas agora suspirava aliviada.

Ninguém pode entrar aqui sem minha permissão.

Ela pensou, indo de vagar até a cadeira perto dos monitores, colocando as mãos na frente para não cair. Tropeçou em sua bolsa, caindo com as mãos para frente. Soltou um longo suspiro e se irritou com ela mesma. O que poderia ter desligado todas as luzes? Quem entrara no casarão?

Sophia pensou em sair do quarto dos monitores, mas cogitou a idéia quando ouvira os passos se aproximarem da porta novamente. Ela deu um gritinho abafado e amedrontado.

Ouve um barulho na porta e ela se abriu...

Quarto Um

– Escuro... escuro. Não gosto de escuro! – Jessie estava ofegante de medo.

Jessie acabara de acordar por causa da escuridão. Quando pequena, Jessie dormia tranquilamente em seu quarto totalmente escuro, junto de uma vela, pois sua mãe dizia que dava sorte. Ela acabou batendo o braço na vela enquanto dormia, a derrubando e começando um incêndio em seu quarto. Teve muita dificuldade de sair por conta da escuridão e até hoje ela tem trauma de velas e de escuro. Só de pensar em ficar presa num quarto, totalmente desprovido de visão e com uma maníaca em algum canto da casa, a deixava em pânico.

– Fique calma, Jéssica – disse Pepper, abraçando a namorada que estava assustada. Jessie fechou os olhos e abaixou a cabeça no ombro de Pepper. A escuridão os engoliam.

– O que aconteceu? – Tyler perguntou aos amigos, assustado. – Será alguma brincadeira desse joguinho que a garota-louca está fazendo?

– Eu não sei. Isso me parece suspeito. Não parece ter sido ela que tenha feito isso. Seria obvio de mais, não? – Pepper falou pouco acima de um sussurro.

– Talvez... – disse Tyler, seguindo a voz de Pepper para que pudesse ficar ao lado dele. Jessie começara a chorar novamente. Tyler revirou os olhos.

– Vamos ficar todos juntos caso aconteça alguma coisa, tudo bem? Não quero perder vocês também... – Jessie disse, agarrando mais forte a cintura de Pepper.

– Só assim para você acordar, Jessie – Tyler soltou uma risadinha nervosa. Mesmo ninguém conseguindo enxergar no meio da escuridão, Jessie mostrou a língua para Tyler.

– A garota-louca não disse nada sobre essa escuridão. Pode ser algo surpresa, sei lá, mas isso está meio suspeito. Não parece que a luz caiu de propósito. Preciso dar uma olhada lá fora. Vê se mais alguém saiu dos quartos. Pode ser nossa chance de fugir! – contou Pepper, envolvendo Jessie com seus braços.

– Não! Você não vai sair do quarto, Patrick Pepper! – disse Jessie, brava. Tyler sentou-se no chão, esperando para ouvir mais uma discussão dos dois.

– Mas, meu amor, é nossa chance! Não podemos desperdiça-la – informou Pepper. – Além do mais, não iremos sair daqui nunca se não nos arriscarmos.

– É verdade, mas mesmo assim é muito perigoso. Isso pode ser apenas um joguinho da maníaca. Melhor não sair, Pepper – falou Tyler.

– Gente, se a luz acabou ela não vai poder nos ver pelas câmeras, não acham? É um ponto para nós! – disse Pepper a Tyler e Jessie, que estavam inquietos.

– Você não vai sair e pronto, ou tudo está terminado! – ameaçou Jessie. Pepper engoliu em seco.

– Tudo bem, eu fico – falou ele, arrumando os cabelos.

– Hum... ficou com medo em, danadinho! – riu Tyler.

– Cala a boca – disse Pepper em voz baixa.

Quarto Dois

– Acorda, Carly. Acorda! – chamou Robert, balançando Carly com cuidado. Ele acordara com o segundo toque dele. Sentou-se na cama sem entender o motivo da escuridão.

– Não havia luz aqui? – perguntou ela numa voz tranquila. Carly não havia dormido muito, mas parecia bem descansada. Uma pequena dor de cabeça que estava se formando passou e ela estava mais calma, mesmo em meia escuridão.

– Sim, mas não sabemos o que aconteceu! – contou Alice, pulando de volta para a cama.

– Deve ser algum plano da psicopata. Meu Deus, eu vou morrer! – ofegou Johnny, colocando a mão no rosto tentando evitar o desespero. Alice o abraçou, e tentou acalmá-lo.

– Está com medo, Johnny? – riu Robert. – Provavelmente estaremos como o Lúcio dentro de minuto.

– Cala a boca, seu inútil! – irritou-se Alice, dando pequenos chutes em Robert. Ele continuou rindo, mesmo sabendo da desgraça que acontecera com o amigo.

– Não vou ficar discutindo com você, retardado – falou Johnny, cruzando os braços.

Johnny sofria muito na família, principalmente depois que eles sobem que ele era gay. Seu pai não aceitava de nenhuma forma a opção sexual do filho. Está sempre o humilhando e dizendo coisas horríveis, como: “Você não merecia pertencer a nossa família”, “Johnny, você é anormal”, “Está infectado!”. Sua mãe, muito religiosa, também não aceita a sua homossexualidade. Briga com ele sempre que pode, e por isso Johnny prefere ficar com os amigos da escola, onde é mais aceito. Gosta de descontar tudo em Sophia. Ela é como um saco de pancada para ele.

– Vocês estão sentindo a mesma coisa que eu? – perguntou Carly, colocando a mão no peito para poder sentir o batimento do seu coração.

– Não – disse Robert num tom de voz baixo. – Eu acho que não...

– A primeira morte aconteceu sem mesmo a garota planejar, lembram? Será que agora ela está armando alguma coisa? – contou Carly, ignorando o frio que sentia.

– Você tem razão! – suspirou Johnny. – Pode ser algum de nós...

– Gente, não pode ser um de nós – disse Robert, com certeza. Todos ficaram sem entender.

– E por que não? – perguntou Alice, arrumando seus longos cabelos.

– Ela começou pelo quarto do Lúcio, então ela vai acabar com aquele quarto antes de partir para os nossos – disse Robert, dando um sorrisinho de lado.

– Mesmo sendo um brutamonte, você consegue pensar! – Johnny sorriu, aliviado.

~~**~~

– Que você faz aqui? – o homem misterioso falou, indo para perto de Sophia.

O quartinho não estava muito escuro agora. Podia-se ver, no meio das sombras, a silhueta do homem alto e forte. Sophia não sabia quem era e estava com medo de perguntar, pois o homem parecia muito ameaçador.

– Não faço nada – mentiu ela, andando para trás e se afastando do homem cada vez mais. Ele parou por um instante e observou atentamente o quarto.

– Que cheiro podre é esse? Você andou fazendo alguma besteira aqui, garota? – perguntou ele, com uma voz ríspida. Sophia puxou a bolsa para perto de si com os pés, sem o homem perceber.

– N-não... – ela gaguejou. – Não fiz nada aqui.

O homem bufou para ela.

– Não acredito em você. Sua cara me diz que estava aprontando algo pela minha casa. Não posso nem sair por uns dias que uma intrometidinha vem aprontar aonde não deve. Tem mais alguém aqui? – ele perguntou de uma forma ameaçadora.

– Não! – mentiu ela novamente, mas agora sua voz estava firme. Ele aproximou-se de Sophia e puxou o seu braço com força.

– Sua roupa suja de sangue, garotinha... você não me engana! O que andou fazendo por aqui? – ele perguntou, ainda segurando o braço de Sophia.

– Matando porcos sujos! – disse ela, não evitando soltar algumas salivas na cara dele. – Se não queria que ninguém entrasse aqui, então porque não trancou as portas?

– Ora, não devo satisfação para crianças! – irritou-se ele. Soltou o braço de Sophia e foi andando em direção a geladeira.

– Não se atreva a abrir essa geladeira! – gritou Sophia a ele, que já estava quase abrindo.

– E por que não? – disse ele de uma forma ignorante.

Sophia puxou rapidamente a faca que estava em sua bolsa e a jogou no homem. Pegou de raspão bem no seu ombro, mas o que foi o suficiente para sangrar muito. Provavelmente ele não aguentaria vinte minutos com o braço sangrando daquela maneira.

– O que você está fazendo? Está ficando louca? – o homem disse, colocando a mão no corte.

– Sempre fui louca – disse Sophia num tom mais ameaçador possível. O homem deu pequenos passos até a faca que estava perto dos seus pés.

Sophia pegou sua bolsa, tirando a arma de dentro dela. Estava escuro, então o homem não vira o que a garota tinha em mãos.

Apontou a arma para ele.

Terei que dar um fim nele, senão ele dará um em mim!

– Ei, por que está apontando essa arma para mim? O que eu te fiz, garota? – disse o homem quando vira a arma sendo apontada para ele. Estava assustado.

Sophia deu um passo para perto dele e, ainda apontando a arma para sua cabeça, chutou a faca que ele iria pegar para longe.

– Pensa no que você vai fazer... isso vai estragar sua vida. Eu tenho família, eles vão vim te procurar! – ele dizia, dando pequenos passos para trás. Sophia o ignorou.

– Você fazia que tipo de tortura aqui? – ela perguntou.

– Eu o que? Não...

– Diga logo! – insistiu ela, segurando a arma firme. O homem pousou seus olhos nos dela, e pode ver mais medo do que ele estava sentindo. Ela estava insegura por estar fazendo aquilo, talvez.

– Está bem... – disse ele, convencido. – Eu trazia mulheres para cá e abusava delas. Depois eu as matava, dando várias seringadas com drogas em seus corpos – o homem dizia tudo àquilo com muita tranquilidade, como se aquilo fosse normal.

Sophia gargalhou.

– Está com medo do escuro? – perguntou ela, sarcástica.

Aproximou-se dele um pouco mais e antes do homem responder, ela disparou um, dois, três tiros em sua cabeça. Ele caiu feito um boneco no chão, ensanguentando e sujando o lugar mais ainda. Ela riu para o cadáver do velho homem.

Apenas três em sua linda cabecinha.

Pensou ela e, sorrindo, foi para a direção da cozinha.

Talvez Lúcio e Jane tivessem combinado de descer para a cozinha quando não são chamados.

Sophia parou rapidamente ao ver Jane. Ela entrava no seu campo de visão. Jane soltou um pequeno gritinho ao ver a arma e a roupa ensanguentada de Sophia. Não pareceu surpresa ao perceber que Sophia que comandava tudo aquilo.

– Um grito e eu atiro – sussurrou Sophia, ameaçando.

[...]

Notas finais
E aí, gostaram? Comentam o que acharam, please!
Não tenho muito o que falar nas notas finais, rsrs.
Postarei o próximo nessa semana ainda, beijinhos ♥