Solitária
4 As fechaduras foram mudadas!
Notas iniciais
Espero que gostem e boa leitura!!
Estava frio, o que era estranho. Sophia ia caminhando até a pequena estradinha de terra que levara até o casarão.
Ela caminhou devagar até o portão enferrujado. Olhou o jardim e foi em direção a porta de entrada.
Entrou e ficou feliz por saber que ali realmente não morava ninguém.
A entrada do salão estava muito pior do que ela vira da primeira vez. Sophia não iria perder tempo limpando tudo. Foi até o final do lado direito do salão e subiu a pequena escada até o quarto dos televisores.
Esse quarto tinha como tranca-lo apenas por dentro, e sua fechadura estava ótima, não precisava troca-la.
Quem morava aqui?
Sophia pensou ao sentar na grande cadeira a frente dos televisores.
Pegou seu celular e discou o numero de uma pizzaria. Fez o pedido e aguardou pela pizza.
Ligo para o Matthew?
Pensou e então tirou o numero do garoto do bolso. Discou os números devagar e ligou.
Sorriu para o celular.
– Sophia? Olá! – tossiu – Estava mesmo esperando sua ligação.
Ele me disse amanhã!
– É... eu liguei. – ela disse
Ela se sentia uma completa idiota, por ligar para ele quando não precisava. Mas, como ele mesmo disse, estava esperando a ligação dela. Ignorando o fato de se achar idiota, Sophia conversou com o garoto normalmente.
– Sophia, tem como eu colocar as fechaduras hoje? Bem, tem nada para eu fazer aqui em casa e eu já estou com elas.
– Tem sim...
Sophia passou o endereço do casarão para o garoto. Ao desligar o celular, ela foi para o jardim e esperou por ele.
Ouviu um barulho de moto. Era a pizza. Pegou a caixa redonda e pagou ao entregador. Sentou-se no chão e esperou Matthew, com a pizza no colo.
Não demorou muito até o garoto chegar. Ele vestia uma roupa parecida com a de cedo: Uma blusa branca de mangas cumpridas, uma calça jeans e seu all star preto tradicional.
– Nossa! Aqui parece o fim do mundo.– deu uma risadinha de leve – Nada contra.
– Tudo bem. – olhou para bolsa que ele carregava – Trouxe as fechaduras? – Perguntou logo.
– Trouxe sim. Aqui está.
Ele sorriu e então abriu sua bolsa.
Ela deu espaço para ele entrar. Estava tremendo.
– Por onde eu começo? – ele perguntou.
~~*********~~
Depois que todas as fechaduras foram trocadas (porta de entrada, todos os quartos, cozinha e porão), Sophia sentou-se no chão da pequena sala, onde havia as TV's. Matthew a seguiu e sentou-se junto com ela. Abriram a caixa da pizza e foram matar a fome.
– Você sabe quem morava aqui? – Matthew perguntou, dando uma mordida na sua pizza de queijo.
– Eu não sei. – ela olhou para as paredes – Parece que essa casa já está abandonada faz muito tempo. Achei ela faz poucos dias.
– Ahn, que legal. – ele deu um sorriso de covinhas – Espero te ajudar em mais coisas. Precisa de ajuda em mais algo?
– Não, obrigada. Fico feliz por você ter me ajudado a mudar as fechaduras. – ela engoliu um grande pedaço de pizza – Estava com medo de alguém que eu não conheça entrasse aqui.
– Com essas novas fechaduras, ninguém vai entrar aqui sem sua permissão...
– ... e nem sair. – ela respondeu sem pensar, o que fez Matthew olhar para ela confuso.
Ela não queria mentir para ele. Boa parte do que contara a ele era verdade. Sophia apenas 'não mencionou' os fatos que realmente iria acontecer ali, depois das trocas de fechaduras.
– Bom, vou indo. Meu pai deve está em casa já. Não quero que ele fique bravo comigo. – levantou e foi em direção á saída dos fundos.
– Obrigada de novo, Matthew.
– Sem problemas, Sô – beijou docemente a bochecha de Sophia.
Ele saiu, deixando Sophia sozinha naquele quartinho.
Algo nela tinha mudado depois que conhecera, Matthew. Ele estava fazendo ela sentir algo que ninguém nunca tinham a feito sentir antes.
~~*********~~
Estava novamente em casa. As fechaduras eram novas e ela tinha a chave de todas as portas. Sophia estava feliz por saber que tudo estava se encaixando no seu devido lugar.
Sentou-se na cama, junto com seu diário de capa vermelha e começou a escrever, calmamente.
Querido diário...
Mattew é uma pessoa muito boa, diferente de todos daquela maldita escola. Ele me ajudou a trocar as fechaduras da mansão abandonada. Me sinto melhor quando estou lá. Afinal, em breve vai acontecer tudo o que eu sempre quis que acontecesse desde o principio naquele casarão. Mattew está favorecendo-me de alguma forma, sem ele saber, é claro. Ele é uma pessoa muito boa, como te disse, diário. Eu não sei o que está se passando pela minha cabeça agora. Será que estou gostando dele? isso não pode acontecer. Não posso me apegar á uma coisa que nunca vou ter para mim. Ele é só legal comigo por pena, talvez.
Amanhã eu vou colocar os convites nos armários de cada um... eles vão pagar, como prometido! Contarei mais detalhes sobre isso amanhã, diário.
E minha mãe? Espero que ela fique bem. Eu quero a ver bem. Meu pai não a merece. Minha mãe é uma mulher de coração bom, diferente de mim — eu acho -, que estou atrás de vingança. Vou atrair meu pai para lá, usando a vadia que ele está saindo.
E os jogos em breve começaram...
Será o dia mais glorioso para mim, não para eles!
Guardou seu pequeno diário de baixo do travesseiro e foi para o banheiro, tomar banho.
A água quente do seu chuveirão, confortável e deliciosa, tirara todo estresse de seu corpo. Foi um banho rápido. Logo ela já estava deitada em sua cama, com seu pijama listrado.
Quando estava quase dormindo, Amanda bateu na porta.
– Filha, posso entrar? – Amanda perguntou, em uma voz doce.
Sophia abriu os olhos com um pouco de dificuldade, pois estava quase dormindo. Sentou-se na cama novamente e fez sinal para que a mãe sentasse ao seu lado na cama.
– Sempre. – sorriu
Amanda parecia abatida. Seus cabelos estavam bagunçados, sua pele muito pálida. Não estava usando maquiagem, o que era de se estranhar.
– Como foi a escola hoje? Demorou um pouco para chegar. – ela perguntou, acariciando os cabelos longos de Sophia.
– Fui comer pizza com um amigo – ela respondeu o que era uma parte da verdade.
– Que bom, filha! Você está se enturmando bem depois que se mudou para Kansas? – perguntou animada – Eu achei que você estava meio triste depois que veio para cá.
– Estou bem. E estou gostando um pouco.
Amanda sorriu.
– E você, está bem? – Sophia perguntou, tentando olhar através dos olhos de sua mãe.
– S-sim... – ela gaguejou – Vou ir fazer o jantar, filha. Fico feliz por você está se enturmando com as pessoas daqui. – levantou e foi saindo, mas a voz de criança de Sophia a fez parar.
– Eu te amo.
Os olhos de Amanda se encheram de lágrimas.
– Eu também te amo.
Então ela saíra do quarto. Sophia estava feliz em certo ponto, por saber que seus planos estavam se encaminhando. Mas, por outro lado, não gostava de ver sua mãe tão abatida assim.
Te vingarei também, mãe.
Pensou, então deitou novamente.
Por fim, adormeceu.
Notas finais
Quero agradar todos, rs!
Até mais!!
Eu arrumei a historiaaa!!
Eu acho que ninguém leu antes de eu arrumar os erros.
Uma parte da historia tinha sumido, mas arrumei novamente!
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