Solitária

1 A raiva de Sophia


Notas iniciais
Não sei se ficou tão bom, mas espero que gostem.
Criticas construtivas serão bem-vindas.

Obrigada Lucas e Jéssica, por me ajudarem a montar esse primeiro capítulo!

Querido diário...

Não gosto de ir à escola. Não gosto de ficar em casa. Tenho motivos grandes para isso. Meu pai, um doutor bem sucedido (só se for para ele), bate na minha mãe constantemente, e todas às vezes não têm nenhum motivo para um ato tão ordinário como esse. Eu meio que sou diferente das outras pessoas. Não gosto de ser igual a todo mundo e meu universo é totalmente diferente dos demais. As pessoas da minha escola muitas das vezes me chamam de estranha, esquisita, solitária... Apelidos nada legais e nada comuns. Apanho muitas vezes de duas garotas metidas e invejosas, filhinhas de papai, que recebem tudo o que quer.

Eu os odeio! Eu odeio meu pai! Odeio minha vida e minha escola! Fiquei muito tempo presa em casa. Não gosto de sair e nunca vou gostar. Aonde irei sozinha? Poderia mudar meu estilo de andar e de se vestir talvez, mas não seria eu mesma. Todos aqueles inúteis e imprestáveis vão pagar pelo o que eles vêm fazendo comigo!

Novamente Sophia estava sentada na escada de sua escola ouvindo música. Disse ao professor que iria ao banheiro. E lá estava ela, sentada pensando em não perder a linha com todas as pessoas da escola.

Um, dois, três. Um, dois, três.

Ela pensava e tentava se acalmar.

Volte, Sophia. Não deixe eles te abalarem mais. A hora deles irá chegar.

A garota de cabelos louros levantou-se com dificuldade e seguiu em direção a sala de aula.

Entrou e sentou-se no fundo, onde costumava a sentar. Ela não gostava de ficar perto dos alunos por receio que eles fizessem algo a ela, como muitas vezes vinha acontecendo. Mas não era necessário afastar-se, os alunos simplesmente a isolavam no fundo da sala e ficavam na frente.

Mantenham distância de mim enquanto pode.

Esse pensamento martelava em sua cabeça.

– Muito bem. Podíamos falar um pouco mais sobre nossa sociedade e nossos costumes modernos. – disse professor Charles em voz alta para a sala.

Alice, garota mimada, levantou a mão e logo o professor deu a palavra a ela.

– Se nós – ele olhou para todos da sala, exceto Sophia –, nos vestíssemos como a Srta.Estranha aí – olhou para Sophia –, a sociedade estaria realmente muito acabada com a moda dessa garota – todos riram e o professor manteve uma cara dura e séria.

Sophia abaixou a cabeça e ficou calada.

– Não estamos para brincadeiras, Alice.

Ela deu um sorrisinho de lado e observou cada aluno da sala.

– Pelo menos estamos imunes ao mau gosto dessa garota. – novamente risadas surgiram.

Sophia levantou-se e todos os olhares foram para ela. Pareceu que ia voar no pescoço de cada um. Mas pelo contrário. Ela pegou sua bolsa calmamente e caminhou até o professor Charles.

– Tenho permissão para sair? – perguntou ela, olhando mais para a mesa de Charles do que para os seus olhos.

– Mas você acabou de sair e... – Charles ia respondendo, mas Sophia o cortou e disse num tom de voz alterado:

– Não vai demorar nada! – cochichos e risadas surgiram das mesas ao lado.

Ela abaixou a voz e então disse: – Por favor.

Charles hesitou por um momento e então confirmou com a cabeça.

Logo que ela foi saindo, o sinal tocou. Alice e suas outras três amigas vieram na direção de Sophia.

Não, não.

Pensou quando viu as meninas se aproximarem.

– Ei, estranha! Aonde pensa que vai? – disse Alice, prendendo Sophia contra a parede e fazendo-a fixar o olhar no dela.

– Me deixe ir embora. – pediu Sophia, em voz baixa.

As meninas riram alto.

– Para você voltar para sua casinha miserável e ficar mais solitária do que é? – dessa vez foi Carly que falou.

As garotas se divertiam maltratando Sophia.

– Se eu fosse você, nunca mais apareceria na escola! Você não presta para nada mesmo e nunca vai conseguir brilhar na vida. – Jane olhou para as amigas e continuou – Você nunca será como nós!

Sophia não aguentava mais aquilo. Empurrou Alice que se assustou com a força da garota.

– E para que eu devo ser como vocês? – ela cuspia as palavras – Vocês são inúteis e mimadas, frescas e idiotas! – gritou – E é verdade, nunca serei como vocês por opção minha. Vocês são retardadas.

Alice, Carly, Jane e Vanessa partiram para cima da Sophia, dando socos e tapas. Sophia abaixou-se para tentar se proteger, mas mesmo assim, recebeu as pancadas e ficou ferida com os tapas que, em seguida, vinham de aranhões e socos extremamente fortes.

Não havia muita gente no corredor, até um grupo de garotos se aproximarem.

– Ei! – um garoto alto, exclamou – Não vale à pena bater nessa magrela – Ele riu

As meninas levantaram-se e Sophia ficou no chão, caindo em lágrimas.

– É só uma lição para ela aprender como deve tratar perfeitas damas. – disse Carly, indo na direção dos garotos. – Você anda muito mais gato do que ano passado, Robert. – Deu uma risadinha safada.

– Ando malhando, Carly. – passou a mão nos cabelos louros – Venham meninas. Eu, Tyler, Lúcio e Pepper vamos para pizzaria. Deixa essa menina por aí mesmo.

Então eles saíram rindo alto. Alice virou-se com uma cara de raiva e disse:

– Você ainda vai ter o que merece, coisinha ridícula.

Notas finais
Hehehehhe!
Espero que tenham gostado.
Posto o próximo capitulo em menos de dois dias!

Comentam o que acharam, por favor.