Notas iniciais
Cheguei, cheguei!
Espero que gostem desse capítulo que estou dedicando inteiramente para a Bunny, que recomendou está história!
Obrigada, adorei a recomendação!

Tenham uma boa leitura!

Vanessa estava parada em frente ao quarto. Seu coração acelerado parecia que ia sair pela boca. Ela jurou que eles estavam ouvindo os batimentos do seu coração. Hesitou antes de abrir a porta. Todos olhavam para ela sem entender absolutamente nada.

– Vanessa... ainda bem que você voltou. Eu achei que a maníaca tinha feito algo com você – disse Carly, dando uma boa olhada na amiga. Vanessa recuou.

– Desculpa, gente... desculpa mesmo – sua voz não queria sair. Agora todos prestavam atenção nela.

Por outro lado, Vanessa pareceu não ligar para os amigos. Sentou no chão, afastada de todos e colocou a faca por baixo das pernas, para que ninguém a visse. Os meninos se entreolharam para tentar descobrir o que estava havendo com ela. Vanessa estava estranha realmente, e não era para tanto. Tinha que fazer a pior escolha de sua vida....

Quem eu devo matar?

Dessa vez não foi Sophia que pensou, foi Vanessa. Sim, a menininha confusa e arrasada.

Levantou-se do chão e olhou para cada um. Ela sentia o medo no olhar de todos. Puxou a faca na altura da cintura. Agora todos podiam ver. Nenhum deles recuaram ou deram um grito abafado como geralmente acontecia, apenas ficaram vidrados na garota, cujo os cabelos estavam esvoaçados.

– Onde achou essa faca, Vanessa? Ela pode ajudar a gente sair daqui, não é mesmo? – perguntou Johnny, indo na direção dela.

– Cala a boca! – gritou Vanessa, recuando mais um pouco, encostando na porta. – Eu... eu tenho.... tenho que fazer isso... eu preciso! – Sua voz estava baixa.

– Fazer o que? – perguntou Robert. – Fazer o que, Vanessa? – Repetiu ele, com um tom de voz elevado. A menina aproximou-se dele.

– Melhor você ficar quietinho, antes que o escolhido seja você! – sussurrou ela. Robert engoliu em seco.

Afinal, ele não podia fazer nada. Vanessa estava com uma faca e, qualquer movimento em falso de algum deles, ela iria acabar atacando. Mesmo sendo amigos, Vanessa não ia pensar duas vezes antes de escolher entre sua vida ou a vida de algum deles.

Ela estava confusa e qualquer coisa que eles diziam a incomodava. Um suspiro, um grito, uma troca de olhares, era o que ela estava se incomodando agora.

– Façam isso ficar mais fácil... por favor – implorou ela, olhando para eles, um a um. Ela chorava.

Sentou-se pesadamente no chão, afundando sua cabeça em suas mãos. Não conseguia segurar as lágrimas que vinham como um tsunami. Apenas se entregou ao choro. Todos ainda estavam olhando para ela.

Depois de míseros três minutos, a crise de choro da menina havia passado e agora ela se encontrava novamente em pé, olhando para todos. Carly e Alice estavam próximas uma da outra, e vez ou outra, se entreolhavam. Estavam com medo do que podia acontecer com elas a qualquer momento.

– Muito bem... – começou Vanessa. – Primeiramente queria pedir desculpas, e dizer que nada disso foi minha intenção de verdade.

– Não estamos entendendo aonde você quer chegar, Vane – falou Jessie, segurando a mão de Pepper.

– Estamos sendo aprisionados por uma pessoa tão óbvia que às vezes me dá vontade de rir – ela ignorou a garota pálida na sua frente e olhou para a câmera que se localizava no teto. Sorriu. – Eu já tenho minha decisão. Foi difícil para mim, pois essa é a minha primeira vez...

– Vanessa, estou ficando com medo – confessou Johnny.

Ela engoliu em seco e hesitou por um breve momento, tentando achar as palavras.

– Tyler... – começou novamente – você é uma pessoa legal, mas às vezes, tenho que admitir, você passa dos limites. Não é só eu que reclamo, é todos, afinal. Não queria que acabasse assim, não mesmo. Você podia melhorar e ter um futuro brilhante pela frente. Mas assim vai ser melhor. Antes na minha mão do que nas mãos da S.

Todos sugaram o máximo de ar que podiam e descarregaram pesadamente. Vanessa foi em direção ao menino de pele escura e alto.

– Desculpa, Tyler, desculpa – repetia ela.

Foi rápido. Antes que o menino pudesse dizer algo, Vanessa cravou a faca no seu abdômen. Os dois estavam tão próximos que Vanessa pôde ouvir o ultimo suspiro dele. Tyler desabou no chão, nos pés dela. Vanessa não conseguiu segurar o choro novamente. Olhou para baixo e viu o sangue que se espalhava pelo quarto. Ninguém fez nada, absolutamente nada. Apenas ficaram olhando um para o outro, com medo de que a mesma coisa acontecesse com eles.

Pepper tentou ser rápido como a facada de Vanessa, ao ir em direção ao corpo do amigo, já morto, e pegar a faca que estava cravada em seu peito. Mas Vanessa, sem querer machucá-lo, puxou a faca com tamanha velocidade, acertando o braço direito de Pepper. Ele recuou e soltou um grito. Não sangrou instantaneamente, mas a dor foi realmente grande.

– Patrick? – chamou Vanessa. – Eu... não queria... não queria fazer isso com o Tyler e nem com você. Você tentou pegar a faca e eu não lhe vi atrás...

– Cala a boca, sua assassina! Olha o que você fez no braço dele. Matou nosso amigo ainda! Eu tenho nojo de você! – gritou Jessie, estava com raiva. Todos se afastaram de Vanessa, deixando-a isolada no canto onde o sangue no Tyler estava espalhado.

Ela abaixou e empurrou o corpo do menino para o canto. Como poderia ter morrido tão rápido? Provavelmente acertou um ponto crítico de seu abdômen, causando a morte. Vanessa não tinha intenção, realmente. Estava mais confusa do que antes.

Novamente o auto falante foi ligado e uma voz rouca saiu, como uma sombra despercebida:

– Tenho que admitir que isso foi brilhante! – riu.– Ela pensou em diversos momentos e talvez isso tenha a prejudicado. Não foi ruim, gente, qual é? Gostei do que ela fez com o Tyler. Me obedeceu perfeitamente!

Vanessa estava agachada agora, com a cabeça por baixo dos braços. Todos estavam prestando atenção na voz misteriosa de Sophia.

– Desça, venha, Vanessa, quero lhe recompensar como você realmente merece – pediu.– Viu só, gente? Melhor coisa que vocês tem a fazer é me obedecer, pois serei muito grata e recompensarei de uma forma decente....

Desligado.

– Você é cúmplice dela! Como iria esconder isso por muito tempo, Vanessa? Achou que éramos idiotas? – falou Johnny. Eles concordaram com a cabeça.

– Não é nada disso, Johnny... – sua voz estava baixa, quase não saía um som. – Eu fui obrigada!

– Obrigada nada. Ela ainda vai te recompensar, sua puta! – xingou Pepper. – Olha meu braço! Tomara que essa maníaca corte sua cabeça em quatro!

– Você merece morrer da pior forma, Vanessa. Quero que você seja a próxima a morrer – ameaçou Alice.

– Acha que pode nos enganar e sair bem dessa? Não, não, não! – falou Jessie.

– Eu não sai bem dessa, entendam! – gritou Vanessa, ofegante.– Eu não tive culpa de nada, fui obrigada. Não vai me dizer que vocês amavam tanto o Tyler? Poupe-me, ele teve um fim digno para ele!

– Não acredito que ouvi isso! – falou Carly, tampando os ouvidos.

Sem querer ouvir os desaforos dos ex-amigos, Vanessa saiu do quarto as pressas. Desceu as escadas rapidamente e foi em direção ao quartinho dos televisores. Não teve tempo de bater, pois Sophia abriu rapidamente.

– Perfeito! – disse a menina, com uma dose de sarcasmos. Vanessa desabou novamente no chão. – Levante-se. Pelo visto, eu acho que você não vai querer andar mais com eles, estou certa? Foi apedrejada teatralmente. Eu adorei esse finalzinho! – Riu.

– Para com isso, Sophia, sua maluca! – gritou. – Você vai querer o que de mim agora?

– Isso, continue assim, Vane. Nossa dupla está apenas começando...

[...]

Notas finais
Espero que tenham gostado. Comentem o que acharam!
Até logo!