Soldier Seiya - A Era de Poseidon 02

2 O Ataque à Fundação pt.II: O Plano Maligno de Shina


FORTALEZA DE ATLÂNTIDA – QUARTEL GENERAL DO DRAGÃO DO MAR

Dentre os sete Generais Marinas , Kanon de Dragão do Mar é aquele que atua como uma ponte entre a Fortaleza de Atlântida, comandada por Tritão, e o Templo Submarino, onde a alma de Poseidon ainda repousa dentro de sua Escama, aguardando o momento do despertar de Hades. Seu quartel general é um grande palácio que fica ao lado do ainda mais imponente Salão do Mestre, dentro da Fortaleza. Kanon está trajando sua Escama dourada, com exceção do elmo, e sua capa branca. Ele está de costas para a entrada, observando um grande quadro com a pintura de um dragão marinho.

Nesse instante, com passos firmes, adentra uma comandante que havia solicitado uma audiência particular com o General Kanon.

— Shina de Serpente Marinha — ele a identifica, ainda contemplando o quadro — Veio outra vez apelar a respeito da eleição de Seiya como soldado, em detrimento de seu pupilo Cassius? Se for isso, peço que se retire, pois não disponho de tempo para despautérios.

— Não é nada disso, Senhor Dragão do Mar. O que tenho a dizer é de extremo interesse para aquele que deveria ter matado Athena há dezoito anos.

Kanon se vira bruscamente e passa a encarar a comandante de forma intrigada. O que ela sabe?

— “Deveria ter matado”, você disse? Corrija já sua fala, comandante, Athena está morta. Eu mesmo a matei.

— Athena está viva! Não sei onde ela está, nem quem ela é, mas tudo indica que Mitsumasa Kido está com ela. Pelas minhas investigações, ele vem financiando a rebelião há anos. O que quer que você tenha feito para matá-la anos atrás, não funcionou.

— Você tem provas do que diz?

Shina mostra a escuta telefônica entre Marin e Mitsumasa.

— Além de escutas telefônicas, rastreei transferências bancárias suspeitas, gastos com passagens aéreas para o Marrocos, Grécia, entre outros, em curtos intervalos de tempo sem explicação. Tritão não vai gostar de saber disso, Kanon.

— Shina, temos um grande problema aqui. Sim, é verdade. Eu falhei em matar Athena há dezoito anos e tenho tentado concluir o serviço desde então. É obvio que Tritão não pode saber de minha falha. Em contrapartida, querida Comandante Shina, seu teto é de vidro. Eu sei que foi você a facilitadora da fuga da terrorista Geist e seus comparsas da ilha-prisão no Caribe. Afinal, vocês cresceram juntas, como irmãs. Você não ia falar isso também?

— Como... Como sabe?

— Tenho investido bastante tempo com o caso dos terroristas da Amazônia. Eu não pretendia usar isso contra você, Shina, afinal, você é uma boa comandante de tropas. Eu não gostaria de vê-la sofrer uma sentença de morte.

— Kanon, eu vim falar primeiro com o senhor e não com Tritão por um motivo. Tudo o que quero é subir na hierarquia e destruir a traidora Marin de Arraia. Eu serei sua mais letal arma contra a Rebelião de Athena. Deixe que eu me una ao senhor!

— Então temos um trato. Em breve você se tornará minha nova Capitã Marina, mas antes disso, precisamos fazer com que Mitsumasa nos diga onde Athena está.

— Já pensei nisso. Mitsumasa fará uma apresentação no Coliseu, o famoso centro de eventos da Fundação Graad, no Japão. Será o momento perfeito para simular um ataque terrorista e, na confusão, sequestrá-lo.

— Não podemos utilizar as tropas atlantes para isso. Precisaríamos de pessoas de fora do exército.

— Tenho o pessoal ideal, esqueceu, general? Geist de Equidna e seus homens poderão fazer todo o trabalho sujo para nós. Basta que me autorize. Eles já estão a postos no Japão.

— Muito bem. Sequestrem o velho Mitsumasa e façam-no falar.

FUNDAÇÃO GRAAD

Em sua sala, Mitsumasa Kido conclui o seu relato:

— E por fim, Aioros conseguiu entregar Athena em minhas mãos como planejado, mas ele havia sido ferido de morte por Kanon e faleceu ali na minha frente. Saga, seu melhor amigo, nunca mais foi visto.

Seiya e Shun se espantam ao saber de toda a história de Mitsumasa:

— É inacreditável, senhor Kido — declara Shun — Há muitas coisas que não concordo sobre o Império Atlante, mas não imaginava que por trás de tudo ainda haveria tanta atrocidade. Me unirei ao meu irmão na luta contra Atlântida e fico feliz em saber que meu mestre Daidaros também está do lado da justiça.

— Então o Hyoga e minha mestra Marin também fazem parte da rebelião? — pergunta Seiya — Eu sabia que havia algo de estranho no Boneco de Neve, mas jamais desconfiei que a Marin...

— Sim, Seiya — responde Mitsumasa — Ela tinha um papel ainda mais fundamental...

Interrompendo o diálogo, Tatsumi entra esbaforido, acompanhando a jovem Saori Kido. Ele para com o corpo rígido, as mão espalmadas sobre as coxas, em posição de sentido e, com os olhos mirando para frente, pede desculpas pelo atraso. Saori, entretanto, é quem se pronuncia:

— Perdoe a mim, vovô, eu acabei esquecendo completamente que os rapazes chegariam agora. Ikki, por favor, me perdoe também.

— A famosa Saori Kido — diz Seiya ao reconhecê-la — Há quanto tempo!

— Mas é você, Seiya? — surpreende-se ela, abraçando-o com força — Nem posso acreditar!

Seiya fica um pouco envergonhado e Saori, ao perceber seu excesso, fica corada e trata de afastar-se um pouco. Mitsumasa se aproxima da neta e, com a mão em volta de sua cintura, a anuncia devidamente:

— Eu lhes apresento... Athena.

A surpresa de Shun e Seiya só aumenta. O báculo sagrado materializa-se nas mãos de Saori e eles sentem um cosmo fascinante vindo dela.

— Senhorita Saori, digo, Athena... — diz Shun — essa cosmo-energia é a mesma que nós sentíamos quando ativávamos os amuletos de Amphitrite, na Ilha da Rainha da Morte. O que isso significa?

— Eu... Por muitas vezes sinto que vocês precisam de minha ajuda. — responde Saori — Não sei como explicar, mas involuntariamente eu acabo enviando meu cosmo até onde vocês estão. Estes amuletos que vocês utilizaram me permitiram canalizar meu poder até vocês na ilha. Graças a isso, consegui ajudar vocês a libertar a alma de Shaka das garras do mal.

— Parece que Amphitrite não é uma deusa egoísta, não é, Shun? — brinca Seiya, enquanto Shun permanece pensativo — Ela ajudou a salvar as nossas vidas.

Eles ainda têm muito a assimilar sobre aquilo tudo. O que eles sabem é que Tritão não tem idéia de que Athena está viva, mas Kanon de Dragão do mar, que falhou em matá-la, fará de tudo para cortar essa ponta solta.

Instantes depois, Seiya e Saori estão sozinhos, conversando no terraço.

— Seiya, você conseguiu encontrar a sua irmã?

— Não. Descobri que o Ikki na verdade a salvou de ser morta pelos assassinos atlantes. Ela havia perdido a memória ao bater a cabeça. Ele quis levá-la para viver na Ilha da Rainha da Morte, mas de última hora ela decidiu não ir. Foi até bom, pois ela não presenciou o massacre que houve lá... Que foi também obra de Atlântida.

— Mas pra onde ela foi depois?

— Ikki não sabe. Ela falou que queria encontrar seu caminho sozinha.

— Seiya, eu prometo que vou utilizar todos os recursos da fundação para encontrá-la.

O jovem soldado hesita por um instante e em seguida pergunta:

— Saori, você é mesmo... Uma deusa? Você sempre soube?

— Doideira, né? — responde a jovem, com um sorriso meio sem jeito no rosto — Eu sempre percebi que havia algo diferente em mim, um poder oculto. Quando eu completei treze anos, meu avô decidiu me contar a verdade.

— O que foi pior, descobrir que é uma deusa ou que é adotada? — brinca Seiya, mas logo se arrepende ao ver que Saori ficou séria de repente — Me desculpa, Saori, eu não quis ser...

— Não, não é isso. Eu só... Seiya, o que você vai fazer? Você é um Soldado Marina de Poseidon, eu sou a deusa Athena. Pelos desígnios dos deuses nós devíamos ser inimigos mortais.

— Desígnios dos deuses? Saori, eu não acredito nessas coisas. Não são os deuses que ditam o que devemos fazer. Nós somos os arquitetos de nossos próprios destinos.

— Nossa, de onde saiu essa frase? — estranha Saori, dando uma risada — Livro de auto-ajuda?

— Vídeo de coaching na internet!

Os dois riem, enquanto Mitsumasa os observa, sorrindo.

COLISEU DA FUNDAÇÃO GRAAD – NAQUELA NOITE.

O dia de visitações da Academia Particular Ryusei terminará com uma palestra do senhor Mitsumasa Kido no maior centro de eventos de Tóquio, o famoso Coliseu. A construção é o novo cartão postal da cidade e impressiona pelas suas colossais dimensões e também por ser uma réplica fidedigna de um antigo coliseu de gladiadores romanos.

O local está cheio, há pessoas de diversos lugares que vieram prestigiar uma das famosas apresentações do bem sucedido Mitsumasa Kido, que acaba de subir ao palco. Saori está aguardando sua vez de se pronunciar em uma sala ao lado. Seiya e Shun estão com ela, com as urnas de suas armaduras nas costas, como mochilas. Ikki, por sua vez, está se recuperando de seus graves ferimentos no hospital da Fundação Graad.

Do lado de fora, três olhares malignos espreitam, esperando seu momento de agir. Quando a voz de uma mulher dá as ordens falando através de seus cosmos, eles avançam em uma velocidade sobre-humana em direção ao Coliseu.

— Seiya, que cosmo agressivo é esse que explodiu de repente? — percebe Shun.

— Também estou sentindo, Shun e não estou gostando nada. Está se aproximando. Quantos são? Não consigo precisar, parecem dezenas! Vamos Shun. Saori, fique aqui, está bem?

— Seiya, Shun, tomem cuidado!

Os dois soldados aparecem no enorme salão, entre o palco e a primeira fileira de cadeiras, e se espantam com uma densa neblina que tomou conta de todo o lugar. As pessoas estão confusas e começam a ficar inquietas. De repente, gritos. Algumas pessoas são atingidas por alguma coisa que está dentro da neblina e todos começam a correr assustados para fora do salão. Seiya e Shun se entreolham e fazem sinal positivo com a cabeça um para o outro.

— Amphitrite!

— Ictiocentauro!

As Escamas dos dois soldados, que estavam armazenadas em suas urnas, voam pelo ar e se separam em partes, que se fixam nos corpos de Seiya e Shun.

— Seiya, eu vou dispersar essa neblina! Redemoinho de Amphitrite!

Enquanto as pessoas estão correndo em direção à saída, Shun lança sua âncora para o alto e ela gira, criando uma corrente de ar centrífuga, que começa a absorver a neblina. Seiya sobe no palco e se aproxima de Mitsumasa.

— Senhor Kido, é melhor sair daqui. Há algo perigoso nessa neblina.

De repente, Seiya sente um golpe forte vindo por trás e é jogado do palco. Shun também é atingido por algo que sai da neblina e é jogado contra a parede. Ele se ergue e procura pelo seu agressor. Como que nascido da própria névoa, surge um homem com um traje de aparência lisa e molhada, que lembra uma cobra-d’agua. Ele se depara com Seiya e Shun e diz:

— Soldados de Atlântida? Que ótimo! Agora que apagamos todos os seguranças do local, vamos descontar em vocês os anos de tortura que passamos naquela ilha-prisão atlante no Caribe! Sentirão o poder de Specter de Helicops!

Aquele que atacou Seiya também se materializa, usando um traje que lembra uma água viva e seu corpo emana uma espécie de eletricidade:

— E eu, Avantesma de Vespa-do-Mar vou descarregar minha fúria nesse aqui!

Um terceiro inimigo aparece por trás de Mitsumasa, imobilizando-o. Seu traje lembra o de um golfinho:

— Não demorem muito rapazes! Eu, Phantom de Boto Fantasma, já capturei nosso alvo!

Seiya e Shun se levantam rapidamente e disparam seus golpes contra Avantesma e Specter.

— Turbilhão do Centauro Marinho!

— Âncora Relâmpago!

Os dois inimigos são pegos de surpresa e acabam sendo atingidos, caindo sobre as poltronas da sala de eventos.

— Droga! — reclama Phantom — O efeito fantasma da neblina está enfraquecido por culpa daquele garoto da âncora. Vamos logo embora, velhote.

— Não tão depressa! — avisa Seiya, acertando uma precisa voadora na cabeça do inimigo, que larga Mitsumasa e é lançado contra a parede na lateral do palco.

— Senhor Kido, vamos sair daqui. — diz Seiya, tocando no ombro de Mitsumasa.

— Quem são esses homens, Seiya? — pergunta Mitsumasa. Não parecem ser do exército atlante.

— Quem quer que sejam, eles não são páreo pra mim e pro Shun — festeja Seiya — Devem ser seqüestradores. Mas vai ficar tudo bem, assim que sairmos...

— Entreguem o velho ou eu mato a menina! — diz uma mulher, trajando uma Escama Atlante, com o rosto coberto por uma máscara que tem dentes de vampiro. Ela aparece sobre o palco, agarrando Saori com força, apontando suas garras afiadas para o pescoço dela.

— Saori, não! — grita Seiya.

A neblina sobe novamente. Seiya e Shun são agarrados por tentáculos e recebem uma forte descarga elétrica.

— Imbecis! — brada Avantesma, aparecendo da neblina — Eu falei que descarregaria minha fúria! Sintam minha Toxina Elétrica!

— Phantom, traga o velhote! — ordena a mulher, jogando Saori ao chão violentamente — Já temos o que queríamos. Avantesma, Specter, vamos!

A neblina fica ainda mais densa e os quatro inimigos desaparecem, levando com eles o senhor Mitsumasa.

Saori levanta-se, com um leve sangramento na testa, e vê Shun e Seiya desacordados no chão.

— Seiya! Shun! Meu deus, suas armaduras parece que foram queimadas!

Um breve clarão de luz aparece e dele saem Aldebaran e Kiki, vindos de um teletransporte.

— Senhorita Saori!

— Kiki, Aldebaran, que bom que chegaram.

— Estávamos no hospital da fundação com Fênix quando sentimos as explosões de cosmos aqui no Coliseu. — explica Aldebaran — O que houve?

— Sequestraram meu avô. Por favor, me ajudem com Seiya e Shun e vamos agir.

— Eu vou fazer algumas buscas, senhorita Saori — diz Kiki, teleportando-se novamente.

— Consegue ficar de pé? — pergunta Aldebaran, amparando a deusa. — Esses dois caídos aí não são soldados de Atlântida?

— Estou bem, Aldebaran. Sim, eles são Soldados Marinas. Mas agora estão do lado da Rebelião.

Uma hora depois, Saori está sentada em uma poltrona ao lado dos leitos de Seiya e Shun, em uma sala do hospital da fundação. Aldebaran também está no quarto. Kiki chega de repente, usando seu teletransporte.

— Senhorita, me desculpe. Eles não deixaram o menor rastro. Talvez eles também tenham usado algum tipo de teletransporte.

Seiya, que estava deitado, senta-se na cama.

— Saori, não precisa ficar aflita — diz ele — Nós vamos descobrir onde seu avô está e o traremos de volta.

Shun levanta-se também e olha em direção a Seiya:

— Mas quem eram eles?

Dessa vez quem fala é Aldebaran.

— Pela descrição dada por Saori, eles são Geist de Equidna e seu bando de criminosos, os Fantasmas das Águas. Eles fugiram de uma ilha-prisão no Caribe e vinham cometendo atos terroristas na Amazônia, minha terra natal.

— Geist de Equidna? — questiona Seiya.

— Exato — responde Aldebaran — Ela é uma ex-comandante atlante, presa por roubos, terrorismo, entre outros crimes.

— Mas como um grupo de terroristas que estava na Amazônia decidiu vir ao Japão para seqüestrar meu avô? — pergunta-se Saori.

— Talvez eles logo entrem em contato para cobrar algum valor pelo resgate — conclui Shun.

— Eu não acredito que tenha sido um seqüestro comum, Shun — diz Saori, levantando-se e indo até a janela — Sinto que alguém em Atlântida está por trás disso.

Seiya também se levanta e se aproxima de Saori, dizendo:

— Será que... Kanon descobriu a ligação de Mitsumasa com a Rebelião e mandou que o levassem?

— Faz sentido, Seiya! — concorda Shun, sentado em seu leito — Se ele está agindo sem o conhecimento de Tritão, nada melhor do que colocar criminosos pra fazer o trabalho sujo!

—Seiya! — clama Saori — Precisamos descobrir já pra onde eles levaram meu avô!

Nesse instante, uma criatura alada chega de repente e pousa na janela onde estão Saori e Seiya.

— Uma águia? — espanta-se Seiya — Parece o Hayate, a ave de estimação da Marin.

Saori abre a janela sem demora, e seu coração se enche de esperanças.

— É ele mesmo, Seiya! — explica Saori, passando a mão sobre a cabeça da ave carinhosamente e retirando um papel que estava atado à perna do bicho — Esse é Hayate, a águia que Marin utiliza para nos trazer mensagens secretas sobre Atlântida.

— O que diz o bilhete? — pergunta Seiya, enquanto Aldebaran e Kiki se aproximam.

— Marin foi descoberta — diz Saori, ao terminar de ler a mensagem — Shina contou a ela o plano de seqüestro e a atingiu com um golpe mortal, mas Marin conseguiu sobreviver e fugiu, sem que Shina soubesse.

Saori olha para todos ali naquela sala de hospital e conclui:

— Aqui diz que eles levaram meu avô para o esconderijo deles na Amazônia.

— Beleza! — comemora Seiya — Já temos o lugar, Shun e eu podemos partir agora mesmo, não é Shun?

Seiya e Shun tentam se apressar, mas voltam a sentir fortes dores no corpo, devido à toxina elétrica que eles receberam de Avantesma e lembram que não descansaram desde que chegaram da Ilha da Rainha da Morte.

Enquanto Kiki os ampara, Aldebaran dirige-se a Saori:

— Senhorita Athena, perdoe-me, mas... A Amazônia é muito extensa. Deixe-me investigar um pouco a respeito e amanhã poderemos partir, com uma melhor noção sobre a localização do inimigo.

— E eu poderia fazer alguns reparos nas Escamas deles, eu vi que estão bem avariadas. — completa Kiki.

Nesse instante, Ikki aparece apoiando-se na porta do quarto, trajando apenas uma camisola branca hospitalar e arrastando uma haste com soro. Mesmo aparentando estar ainda um pouco debilitado, ele se manifesta:

— Aldebaran e Kiki têm razão, Athena. Se eles querem saber sobre seu paradeiro, eles não tentarão contra a vida do Senhor Kido. Além disso, Seiya e Shun precisam dessa noite para descansar e curar seus ferimentos. Eles precisam estar fortes já que eu não poderei acompanhá-los no estado em que me encontro — Ikki cambaleia um pouco e apóia-se na poltrona do quarto — Aldebaran, peça a ajuda de Hyoga e Daidaros, talvez em Atlântida eles tenham alguma informação.

Saori vira-se novamente para a janela, observa a águia de Marin afastar-se pelo céu noturno e determina:

— Obrigada Ikki, então está decidido. Athena não pode mais permanecer escondida. Amanhã seguiremos rumo à Amazônia!

つづく

Notas finais
Geist de Equidna: Equidna é um monstro da mitologia grega que era metade mulher e metade serpente e que deu à luz vários monstros, como Cérbero, Ortros, Scylla, a Quimera, etc. Ictiocentauro: É o nome verdadeiro da armadura do Seiya, mas talvez ele prefira Centauro Marinho por ser mais fácil de pronunciar, vai saber. Specter, Avantesma e Phantom: Os três nomes, assim como Geist, significam “fantasma, espectro ou assombração”, Geist em alemão, Specter e Phantom em Inglês e Avantesma em Português. Hayate: Não vou explicar essa referência!! Se você entendeu, comenta aí!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.