Sol e Lua
20 Segredos Obscuros
Notas iniciais
Queridos leitores e fantasminhas, perdoem pela ausência... Estive doente e meu filho também, então, foquei todo o meu tempo para cuidar dele. Sei que esse capítulo ficou muito abaixo da qualidade de qualquer outro e admito isso... O próximo será melhor e não vou demorar para postar, pois quero finalizar logo esta pequena saga e partir para as partes finais da fic, de acordo com o que está acontecendo oficialmente em Bleach.
Obrigada a quem continuar comigo, hehehe!
Aiko estava para fechar a janela quando notou em meio à chuva no jardim, um gato preto. Quando fixou seu olhar no animal, ela sorriu e assentiu.– Yoruchi-san! Você veio...– Olá, Aiko! – A voz de Yoruichi soou masculina, mas logo, ela se tomou sua forma humana, ficando nua diante de Aiko. – Teria alguma roupa para me emprestar?– Claro – Aiko arregalou os olhos, não sabia que quando Yoruchi voltava à forma normal, a mesma ficava nua. Aquilo deveria lhe trazer alguns problemas. – Por aqui eu só tenho kimonos, então, fique à vontade para escolher o que quiser.– Obrigada! – Yoruichi rapidamente escolheu um kimono de seda verde e o vestiu sem cerimônias, então, sentou-se na beira da cama de Aiko. – Em breve alguém que espero virá...A yonseki arqueou a sobrancelha esquerda, não fazia ideia de quem se tratava. Cinco minutos haviam se passado quando alguém surgiu na janela principal de seu quarto, sem fazer um ruído sequer. Agilmente, o estranho que parecia um membro do Onmitsukidou, reverenciou Yoruichi e lhe jogou um pano rosa-chá, que assemelhava-se a uma manta.– Eu sabia que você encontraria, Soi-Fon!– Não foi fácil... – Soi-Fon revelou seu rosto e assentiu quando Aiko fez uma reverência. – Estava muito bem guardada, só não imaginei que seriam tão burros de ficarem com algo assim durante tantos anos!– Troféu – Yoruichi deu de ombros. – Algumas pessoas gostam de guardar coisas que lembrem suas façanhas, mas nesse caso, algo deu errado.– Oe, por favor, do que estão falando? – Aiko não aguentava mais de curiosidade. – O que deu errado?– Essa manta pertenceu a você, Aiko – começou Yoruichi seriamente. – Quando a levaram de seu berço há 50 anos, você estava envolvida nela. Pode ver que não há manchas de sangue, porém, no berço havia.– Não estou entendendo...– Forjaram, obviamente, as manchas de sangue no berço para que seus pais acreditassem que algo horrível havia acontecido. Você passou alguns dias ainda na Seireitei e em seguida foi levada para o Rukongai.– Como vocês descobriram isso? – A jovem precisou sentar, estava sentindo um pouco de tontura. – Sabem quem fez isso comigo?– Claro... Mas antes que você saiba, precisamos pedir que mantenha a calma e não haja de forma precipitada – aconselhou Soi-Fon. – Eu também preciso pensar no que fazer, afinal, o meu bantai é responsável por agir e casos assim.– Eu prometo a vocês que não farei nada sem consultá-las – Aiko olhou nos olhos de ambas e suspirou. – Só preciso saber a verdade.– Certo, Aiko. Respire fundo...Uma hora depois – Casa KuchikiKannogi Aiko entrou correndo pela porta principal da morada de Byakuya, ignorou as duas empregadas dizendo que o taichou estava repousando. Ao entrar no quarto dele, o encontrou deitado na cama lendo um livro tranquilamente. Byakuya olhou surpreso para Aiko, era a primeira vez que ela invadia seus aposentos daquela forma, causando-lhe preocupação. Ela caminhou apressada até a cama e jogou-se no colchão, escondendo o rosto no peito dele, finalmente permitindo-se chorar.– O que houve, Aiko? – Perguntou ele com doçura após deixar o livro no criado-mudo e abraçá-la. – Eu preciso que se acalme e me conte o que aconteceu...– Me deixe ficar assim com você – pediu ela em tom de súplica, a voz abafada. – Por favor.– Desse jeito eu fico de mãos atadas.– Apenas me abraça forte, Byakuya... – Aiko o fitou por alguns segundos e encostou os lábios nos dele. – Só posso confiar em você, – murmurou e o beijou outra vez – somente em você.– Tudo bem, eu estou aqui – ele a abraçou com força e ficou com o rosto colado no dela. – Fale quando quiser...– Byakuya, eu não sei por onde começar – a shinigami controlou o choro, precisava se acalmar para contar o que ouviu de Yoruichi e Soi-Fon. Após sentar-se na cama para poder encontrar a seriedade mesclada à preocupação que estava no olhar dele, começou. – Eu pedi para que a Yoruichi-san investigasse o meu passado, mas sei que não é novidade para você.– A Soi-Fon veio falar comigo a respeito de sua família, imaginei o que ambas estavam fazendo.– Elas encontraram uma manta que estava comigo quando me raptaram e então conseguiram chegar até o mentor disso tudo...
– Já entendi – ele segurou na mão dela e acariciou. – Agora compreendo o seu choro e tudo o que está sentindo.– Minha própria família... – Aiko apertou a mão de Byakuya. – Como aquele desgraçado que hoje abraça o meu pai e o chama de irmão querido pôde fazer isso?– Na verdade, é difícil explicar, Aiko. Tudo por interesse e poder...– Eu tenho certeza que o meu pai teria feito qualquer coisa para o Fujitaka! Não duvido que tivesse entregado o controle de tudo relacionado à família, riquezas, a mansão e até mesmo os títulos.– Você ainda é muito jovem para entender, minha doce Aiko. Por um acaso não lembra da história da minha família?– Kouga...– Mas isso não importa, nem mesmo os motivos. O que importa é como vamos agir daqui por diante.– A Yoruichi-san já me instruiu, mas preciso dos seus conselhos.– Vem, vamos tomar um chá – ele levantou-se e assentiu para Aiko, precisava pensar. – Enquanto eu penso, você me conta tudo com detalhes.Casa de Kannogi FujitakaPoucos homens faziam a guarda daquela propriedade, talvez nunca tivessem passado por nenhuma situação de risco, tanto que nem repararam na figura que saltou por cima do muro alto e caiu delicadamente no jardim. Vestido de negro, com um capuz encobrindo a cabeça, o invasor aproximou-se da mansão sem ser detectado. Havia luz em um único cômodo, pela janela, uma estranha cena podia ser vista. Yuichi estava sentado com uma lira em seu colo, enquanto Kannogi Masanori o olhava sem mover um músculo. Quando o rapaz tocou em uma das cordas do instrumento, ouviu a janela se abrir, porém, não se moveu. O invasor saltou para o interior da sala e colocou-se na frente de Masanori, que continuava imóvel. Yuichi sorriu.– Tio Masanori, vá embora, por favor...Masanori se levantou e não disse uma palavra, apenas deu às costas e saiu do recinto. Yuichi meneou a cabeça e tentou encontrar os olhos do invasor. – Você... Eu quero um bom motivo para não acabar com isso agora, Yuichi!– Aiko – ele se levantou e continuou com a lira em mãos. – Sua presença é inconfudível.– O que fez com meu pai? – Ela retirou o capuz com fúria e o lançou ao chão. – Quero a verdade!– Meu tio está bem, digamos que eu apenas o encorajei a fazer um grande favor para mim...– Desgraçado! Era você no Mundo Real... Como pôde atacar daquele jeito?– Atacar o seu amado Byakuya? – Ele aproximou-se de Aiko e tentou tocá-la no rosto. – Veio aqui só por causa dele?– Não, eu vim aqui por outro motivo – Aiko esquivou-se do toque dele e tocou no punho de sua zanpakutou. – Mas, agora tudo está se encaixando... Foi você quem me atacou no Rukongai. O que quer, Yuichi?– Vamos com calma, Aiko... Não quero lutar contra você – disse ele docemente. – Eu não quis machucá-la em momento algum e também, não sabia de nada sobre o que meus pais fizeram no passado.– Desde quando você sabe sobre o meu sequestro?– Na noite em que nos conhecemos... Ouvi meu pais falando sobre tudo o que tramaram e juro, Aiko-chan, achei imperdoável.– Não acredito em você – ela olhou para o chão, não queria encará-lo. – Não acredito em nada que venha dessa família... Vocês vão pagar pelos crimes que cometeram. Eu vou agora mesmo fazer uma acusação formal contra seus pais e também contra o que você fez no Mundo Real! Aliás, você vai ter que se explicar para o Soutaichou a respeito dessa zanpakutou, meu primo.– Sinto muito, Aiko-chan... Você não vai dar um passo sequer.– O quê? – Aiko não conseguiu mover um músculo sequer no momento em que Yuichi começou a tocar sua lira. Aquela canção penetrava em sua mente, era como se nada mais ao seu redor pudesse ser ouvido, a não ser o que ele estava tocando.– Hipnotize, Arkhe... Yuichi tocava de forma encantadora e perfeita, talvez por isso a técnica de sua zanpakutou fosse classificada por ele mesmo como diabólica. De acordo com a sua vontade, os acordes faziam com que qualquer vítima que o ouvisse ficasse hipnotizada e à mercê de sua vontade... Aiko não tinha como escapar, já estava completamente envolvida por aquele som, tanto que até mesmo o brilho de seus olhos haviam desaparecido.
Notas finais
Prometo coisas bem legais no próximo capítulo!
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