Sol e Lua
9 Coração Partido
Notas iniciais
Repostando alguns capítulos que passaram por correções.
Fazia três semanas que o último Toujuu havia sido eliminado e todas as zanpakutous haviam retornado à sua forma original. Naquela manhã, Aiko levava alguns papéis para que Abarai Renji assinasse, entretanto, ele não se encontrava em sua mesa. Tudo o que ela não queria era incomodá-lo, ainda mais quando ouviu alguns homens falando que ele estava com um humor pior do que o costumeiro. Para Aiko, era difícil imaginar Byakuya com um humor pior, já que normalmente ele já conseguia ser insuportável. Ela tomou coragem e bateu à porta dele, assim que teve permissão, entrou. Como ela já esperava, ele estava sentado diante de sua mesa, com pilhas de papéis para organizar. – Desculpe, Kuchiki-taichou... Eu preciso que você assine alguns papéis. – Acho que já sei do que se trata – falou ele com ignorância. – Leve para o Abarai, ele deve estar menos ocupado do que eu. – Peço perdão pelo atrevimento, mas se eu vim até aqui, foi porque não encontrei o Abarai-fukutaichou. – Aiko não temia o mau humor de Byakuya, tanto que colocou os papéis sobre a mesa. – A assinatura de um de vocês é extremamente importante para a Unohana-taichou. – Eu não dei ordens para colocar os papéis desta forma sobre a minha mesa – ele a encarou severamente. – Volte mais tarde para buscá-los. – Não, taichou. O prazo para que estes documentos cheguem até o soutaichou é de um dia... Vou esperar até ter a sua assinatura – retrucou com firmeza. – Não vai levar mais do que cinco minutos. – Kannogi... Se você não fosse tão atrevida, eu até assinaria. Agora, saia daqui e espere o quanto você quiser, mas lá fora! Aiko respirou com fúria e não reparou que alguém entrava pela porta. – Kuchiki-sama! Eu já estou extremamente cansada desta falta de consideração por parte de alguns taichous. Foi a mesma coisa com o Kurotsuchi-taichou, ele me tratou tão mal quanto você está tratando agora! Para o Zaraki-taichou e o Kyouraku-taichou eu tive que implorar que assinassem, tudo porque estavam com preguiça! A minha obrigação é trazer os papéis... A sua obrigação é assinar. Agora, faça do jeito que você quiser... E já aviso, peça para alguém levar estes papéis para a Unohana-taichou. Estou farta de vocês! Ela colocou para fora toda a sua irritação, mais cedo teve que ouvir as lamentações de Kurotsuchi Mayuri a respeito de suas ocupações, sendo que nem mesmo a sua fukutaichou foi capaz de assinar alguns documentos tão simples. Não era justo ser tratada daquela forma, não quando ela ainda tinha muito a fazer no Centro Médico. Assim que se virou em direção à porta, deu de frente com Ukitake Juushirou, em segundos suas bochechas ficaram vermelhas. Não iria se importar com qualquer outro que tivesse visto aquilo, exceto Ukitake. Ela admirava demais o taichou e sempre quis passar uma boa imagem para ele. Ukitake estava com a sobrancelha arqueada, contrariando a expectativa de Aiko, ele não escondeu o riso. – É, Aiko-san... Nenhum de nós está tendo um bom dia pelo jeito. Será que eu posso ajudar com estes papéis? – Me desculpe, Ukitake-taichou... – Aiko fez uma reverência desajeitada. – Estou envergonhada... Não queria que o senhor presenciasse este meu descontrole. – Você está pedindo desculpas para ele, Kannogi? – Intrometeu-se Byakuya. – Não acha que as suas desculpas deveriam ser para a parte ofendida? – Não, para você foi bem feito! – Ela viu que Byakuya estava assinando o último dos papéis e quando ele terminou, os pegou com raiva e fez uma reverência forçada. – E espero sinceramente que o seu dia seja pior ainda... Porque você acabou de piorar o meu! A hachiseki saiu do escritório furiosa e bateu a porta. Seu coração estava pulsando muito forte, precisava se acalmar. Ukitake encarava Byakuya, não queria dizer nada, tampouco rir novamente da situação, apesar de estar segurando o riso. – Tsc! E o que veio fazer aqui, Ukitake? – Já que eu estava por perto, vim fazer um favor ao Yama-Jii. Ele quer vê-lo imediatamente e também convocou Zaraki Kenpachi para a reunião. – Entendo... Kuchiki Byakuya levantou-se na hora e foi averiguar o motivo do chamado do Soutaichou, Yamamoto Genryuusai. Ukitake caminhou rapidamente a tempo de alcançar Aiko, quando se encontraram em uma rua paralela a do Rokubantai, ela desabafou. – Ukitake-taichou... Eu vou ser punida pelo que fiz? – Questionou cabisbaixa. – Não acredito que eu falei daquela forma com o Kuchiki-sama. – Kuchiki Byakuya realmente é alguém difícil de se lidar, acho que eu já disse isso para você... Sei que cheguei tarde, mas, tenho certeza de que ele deve ter feito ou dito algo que a magoou. Não se preocupe, se Byakuya quisesse punir você, teria chamado um guarda na mesma hora – respondeu ele gentilmente. – E, então... Aiko-san... – O que houve? – Ela estranhou a mudança na expressão de Ukitake, que passou de um sorriso para a seriedade.
– Apesar destas desavenças, você está conseguindo se aproximar do Byakuya, quase nenhum de nós conseguiu esta abertura até então... – Não é bem assim... Mas, confesso que eu gostaria de poder conversar bem mais com o Kuchiki-taichou. Não consigo arrancar mais do que poucas frases dele. Até me surpreendi com o fato de ele me receber em sua casa às vezes, está certo de que deve ser por respeito a Casa Kannogi – explicou rapidamente. – Existe algo que me faz querer estar perto dele... Acho que é a gratidão por ele ter salvado a minha vida, admiração também. – Talvez – o taichou deu de ombros. – Agora vamos, não queira estar muito próxima do Rokubantai quando ele voltar – Ukitake pegou a jovem pelo braço e praticamente a arrastou dali. Aiko acompanhou o taichou, ficou curiosa a respeito da reunião que Byakuya teria e precisava de mais informações. Chegando à casa de Ukitake, no Juusanbantai, ele foi até seus bonzais e ela o acompanhou. – Veja... Este aqui é novo – apontou ele para a pequena árvore que estava sobre uma mesa. Com cuidado, Ukitake pegou uma tesoura e começou a podá-la. – Eu gostaria de aprender... – Ela se aproximou e ficou observando-o com empolgação. – Poderia me ensinar? – Claro! – Ukitake entregou a tesoura para Aiko. – A poda é o segredo de tudo nesta arte... É um procedimento que garante a saúde da árvore e também é o jeito de deixarmos ela do tamanho que queremos. Hoje vou te ensinar a parte mais fácil da poda. Se voltar daqui a uma semana, poderá aprender tudo sobre a poda da raiz, que é a mais importante. Aiko cortou com cuidado um galho que Ukitake apontou e ouviu as dicas dele com muita atenção. O resto de sua manhã não poderia ter sido mais agradável, mesmo quando precisava levar aqueles papéis. Depois da aula de cultivo de Bonzais que durou quase duas horas, ela preparou um chá de frutas silvestres para ambos e levou até o jardim. Ukitake gostava da companhia de Aiko, seus oficiais estavam um pouco incomodados com aquela relação, porém, não atrapalhavam a conversa deles. Admitiam que a jovem shinigami estava cuidando bem do taichou e isto era o mais importante. – Kiyone e Sentarou estão quietos demais hoje – comentou Aiko após bebericar seu chá. – Eles estão cuidando de algumas coisas... – Ukitake-taichou! Aiko olhou em direção à porta e reparou que Rukia estava ali, transtornada. Ela caminhou até eles e após uma reverência, começou a explicar o que havia acontecido. Havia sido obrigada junto ao grupo de Hitsugaya a voltar para a Seireitei sob ordens do soutaichou, claro que com uma pequena ajuda de Kuchiki Byakuya e Zaraki Kenpachi. Explicou que Orihime Inoue estava em poder dos inimigos e que fora considerada uma traidora para a Soul Society. – Mas, o Yama-Jii deve ter bons motivos para pensar assim e ter dado esta ordem... Enfim, Kuchiki-san, porque não descansa? – Perguntou Ukitake sem o que dizer. – Estou com muita raiva para isso... Não entendo, por que tinha que ser o nii-sama? Rukia passava da raiva para a tristeza, não conseguia nem falar direito. Aiko colocou a mão no ombro dela e sorriu. – Rukia-san... Sei, pelo que você me contou, o quanto seus amigos são importantes para você... O Kuchiki-sama também deve saber. – Arigatou, Aiko-san. Bem...Vou tentar pensar em algo! Se importa se eu sair um pouco, Ukitake-taichou? – Pode ir... Mas, não faça nada de forma precipitada – respondeu ele seriamente. – Hai! Rukia saiu apressada. Ukitake reparou a expressão sombria de Aiko, não queria questionar, ainda mais quando ela bateu com força a xícara na mesinha que estava disposta no jardim. – Ukitake-taichou... Me perdoe, mas tenho que resolver um assunto! – A jovem levantou-se e reverenciou, quando estava na porta, Ukitake a chamou. – Aiko-san... O que eu disse para a Kuchiki-san também vale para você. Não vá até lá, provavelmente, não será bem recebida. – Eu sei bem o que vou fazer, taichou – assentiu ela com firmeza, seus olhos verdes estavam incandescentes. – Não precisa se preocupar comigo. Amanhã se tudo estiver calmo, eu falo com o senhor novamente. Ukitake não podia impedi-la. De qualquer forma, Aiko havia chegado até o Rokubantai e entrou sem avisar no escritório do taichou. Ele estava sentado em um sofá, bebendo um refresco quando notou a presença dela. Byakuya continuou calado, sabia que para não perder a paciência, teria só que ouvir, sem mais. – Kuchiki-sama! Peço perdão mais uma vez pelo atrevimento... Mas, estou aqui para impedir que você erre novamente. Tenho certeza que o que fez foi para seguir uma ordem, afinal, todos aqui estamos sob o comando do Yamamoto-soutaichou... O fato é que, sua irmã está sofrendo com o que aconteceu. Ela tem apreço demais pelos amigos que fez no mundo real, mais do que qualquer um de nós aqui podemos imaginar. Deve haver algum jeito de deixá-la seguir o coração sem ser punida de imediato. Por favor, Kuchiki-sama... Somente você pode ajudá-la. Se não puder, ao menos, me diga o que fazer, estou disposta a apoiar Rukia-san nisto. – Kannogi Aiko... Não quero conversar sobre isso. Aliás, não é da sua conta. Já não basta o que fez pela manhã... Aiko não se intimidaria com a frieza de Byakuya, já estava decidida a convencê-lo do que tinha em mente. – Eu tenho sentimentos, se você não reparou. Não gosto de ser tratada como um animal... Acho que é compreensível uma explosão daquelas, ainda mais quando se está no limite. Espero que aceite as minhas desculpas – ela reverenciou e então, continuou falando. – Agora sobre o assunto que me trouxe aqui, pode ter certeza que encontrarei alguém que possa abrir a “Garganta” e se for o caso, eu mesma irei no lugar da Kuchiki-san. Ela foi a primeira pessoa que me tratou como se eu fosse alguém que valesse a pena – Aiko demonstrava estar bastante informada sobre o caso. – Você sabe qual a punição para o que está pensando em fazer, não sabe? – O taichou ainda não havia levantado a cabeça para olhar na direção de Aiko, permanecia estático. – Agora, esqueça isso e volte para o seu posto! – Kuchiki taichou... Eu daria a minha vida para quebrar o gelo que existe em seu coração. Você não sabe o que é ter amigos, não o culpo, eu também não sabia antes de chegar aqui. Já me disseram que nunca é tarde para isso, contudo, tenho quase certeza que o dia em que você finalmente souber o que significa a palavra “amizade”, será tarde demais. O dever é algo importante, mas não pode se equiparar aos nossos sentimentos. Nossa missão também é seguir as palavras do coração... Isso também é um dever – filosofou, tudo havia saído de seu coração. – Bem, vou indo. Tenha uma ótima tarde. Byakuya manteve-se em silêncio todo o tempo, todavia, algumas palavras de Aiko conseguiram lhe abalar. – Espere... – Sim? – Chame Rukia e o Abarai... Não demore! – Ordenou ele com um brilho no olhar. Quando anoiteceu, no pátio da Casa Kuchiki, Aiko e Byakuya viam o Senkaimon fechar-se bem diante de seus olhos. Rukia e Renji haviam partido com um sorriso no rosto, até mesmo capas de proteção contra o deserto haviam ganhado do taichou. A jovem estava satisfeita, um pouco apreensiva com as consequências daquilo tudo, mas, confiava em Byakuya e sabia que ele não deixaria nada de ruim acontecer. Ela estava um pouco sem graça ao lado dele, não conseguia pensar em uma forma de agradecer pelo que ele fez. – Err... Foi maravilhoso o que fez, Kuchiki-sama. – Se eu me arrepender disso... – Eu prometo que não irá se arrepender! – Aiko sorriu e sem querer, tocou no ombro dele. Byakuya achou estranho, mais ainda a reação que teve. – Outra vez vou confiar em você – falou ele colocando a sua mão sobre a mão de Aiko. O coração dela começou a bater fortemente, poderia jurar ter visto quase um sorriso nos lábios de Byakuya. O toque dele durou poucos segundos, porém, foi o suficiente para que ficasse encabulada. Ele começou a caminhar e ao afastar-se alguns metros, percebeu que Aiko havia ficado para trás, então, fez sinal para que ela se aproximasse. – Gostaria de jantar comigo? – Perguntou sem quase abrir a boca para falar. – É... É claro! – Ela não pôde esconder a alegria, porém, quis disfarçar. – Isso é, se não for incomodá-lo. Aiko não queria que ele realmente respondesse, apenas o seguiu. Quando chegaram, os empregados já haviam servido o jantar. Ambos comiam tranquilamente, o olhar de Byakuya estava distante e Aiko se perguntava aonde será que ele estaria. Após o jantar, ele finalmente disse algo.
– Aquele doce que você trouxe há dias... Estava saboroso. Poderia trazer mais quando puder? Ela não conseguia entender o que Byakuya quis dizer, depois de pensar um pouco, lembrou-se do doce de frutas que havia feito para ele. Mais uma vez seu coração palpitou fortemente, estava difícil esconder o contentamento em ouvir aquilo, ainda mais depois de um jantar com ele. É certo que o taichou não disse uma palavra sequer enquanto jantaram, mas, Aiko estava feliz ainda assim e acostumada. – Trarei sim, fico lisonjeada. – Se quiser, me siga – disse Byakuya rapidamente. Sem hesitar, a jovem oficial o seguiu até a lateral da casa, lugar que ela ainda não conhecia. Ali havia uma área com almofadas, provavelmente, o taichou sentava-se quase sempre para apreciar a lua, pensava ela. Estava tão perdida em seus pensamentos a ponto de tomar um susto quando ele chegou no seu lado e apontou algo que ela não conseguia acreditar estar vendo de verdade, não naquele mês. – Não pode ser uma Cerejeira... Já foi o tempo de todas desabrocharem e caírem. Fico tão triste, as flores que mais amo são tão efêmeras. Meu coração se alegra só de ver uma, por isto, antes de dormir costumo olhar para o meu prendedor de cabelo, é meio bobo, na verdade. – Essa aqui é especial... Ela absorve partículas espirituais, por isto, está sempre florindo – explicou ele, seu semblante estava leve e sereno. Depois de chegar mais próximo da árvore, o taichou ergueu o braço direito e arrancou um galho com uma bela flor. Para a surpresa de Aiko, Byakuya ajeitou a flor por entre a orelha direita dela e seus cabelos. – Estamos sempre dispostos a entregarmos a vida em nossas batalhas, por isto, nossa existência como shinigamis às vezes é tão breve quanto à flor de Sakura... O corpo de Aiko estremeceu, não queria confundir as coisas, uma gentileza não poderia ser mal interpretada. Aquela flor não chamava a sua atenção somente pela beleza, também era símbolo do amor e um homem não poderia dar uma a uma mulher de qualquer forma. – É especial mesmo – concordou Aiko, tentava conter o tremor em suas mãos. – Agradeço por ter me mostrado... Ela é bela, perfeita, quase divina. – Pode vir colher flores sempre que quiser, não vou me importar. Byakuya desviou o olhar, não havia percebido, mas sequer conseguia parar de olhá-la. A doçura dela aquecia o seu coração, a inocência e a beleza chamavam a sua atenção, estava começando a sentir-se incomodado com isto. Não queria fazer nada que pudesse se arrepender, como no dia em que perdeu o controle na cachoeira. – Kuchiki-sama... Está na hora de eu voltar para o meu posto. Vou guardar esta noite para sempre na minha memória, de verdade, não sabe o quanto foi importante para mim. Mais uma vez, obrigada. Ela não queria sair dali, só que, não estava à vontade e expor qualquer sentimento naquele momento, poderia ser algo precipitado demais. Ao virar-se de costas, sentiu algo que abalou o seu coração, a mão dele segurava a sua, puxava-a para que não fosse embora. Ela demorou a voltar-se para ele e quando fez, não pode suportar a vontade que lhe invadiu. Apertou a mão de Byakuya e o fitou um pouco incerta, não conseguia manter o seu olhar no dele por muito tempo. Achava que o que estava fazendo não era certo, porém, há pouco ela mesma havia dito que o dever também era com seus sentimentos e estaria contrariando a si mesma se fosse embora. Sua força de vontade não era nada invejável, depois de muitos dias pensando na última vez que esteve tão perto dele, decidiu não deixar mais nada do gênero acontecer... Mas, era mais forte do que ela. Byakuya envolveu a jovem pela cintura e moveu uma madeixa que escondia os olhos de Aiko. Estava perdendo a razão. Ele aproximou seu rosto no dela e logo, seus lábios se tocaram. Um arrepio percorreu a espinha de Aiko, não sabia o que era um beijo verdadeiro. Pensou em muitas coisas em milésimos de segundos. – Não posso fazer isto – murmurou Byakuya antes de se afastar de Aiko. Estava ofegante, assim como ela – Perdão... – Tudo bem, não precisa se desculpar... Com licença, Kuchiki-sama! Aiko fez uma reverência e saiu dali em passos lentos, depois que cruzou a porta que dava acesso para a casa, apressou o passo, queria fugir o mais rápido possível. A jovem controlou as suas emoções até chegar ao Centro Médico, tendo muita sorte de não encontrar ninguém importante no meio do caminho e chegou até o jardim que estava vazio como sempre. Não podia nem pensar em ir até o seu dormitório, pois alguém poderia vê-la. A vontade de chorar era irreprimível, assim que se sentou na grama, desatou. – Imperdoável... Preciso prometer a mim mesma que não vou mais me aproximar dele... Unohana passeava pelas locações do bantai e ao longe, avistou Aiko. Havia se aproximado o suficiente para perceber que o que mais temia havia acontecido. Não queria intrometer-se e era melhor deixar a jovem lidar com suas desilusões e sentimentos. A taichou permaneceu ali por alguns instantes, pensava que talvez tivesse sido melhor para Aiko sofrer enquanto não estava totalmente perdida em ilusões.
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