Sol e Lua
15 Bankai!
Notas iniciais
Olá! ^^
Esta fic possui muitas visualizações, contudo, não vejo as pessoas comentando. Eu gostaria muito de saber o que estão achando, onde devo melhorar, aceito sugestões e toda crítica será bem vinda. Espero que possam deixar um comment se estiverem curtindo mesmo.
Obrigada. =)
– Saia daqui, eu cuido deles, Aiko! – Bradou Byakuya.– Você está sob os meus cuidados! – Protestou Aiko. – Vou ajudá-lo.Ela correu até os responsáveis pelo ataque, aparentavam ser homens pela compleição, vestiam longas capaz brancas, com os rostos cobertos por capuzes. Cada um trazia uma foice, um na mão direita e o outro na esquerda, empunhando-as com firmeza.– Mas veja o que eu achei, irmão...– Ela é uma graça, será uma bela execução.Os dois riam, tinham o timbre de voz parecido e não se importavam com mais nada. Já Byakuya, nunca fazia perguntas... Aquelas frases eram mais que o suficiente para ele atacar rapidamente e acabar logo com a possível ameaça, principalmente quando falaram de Aiko.– Disperse... Senbonzakura.Sem muito esforço, os dois saltaram para todos os lados em que Byakuya direcionava o seu ataque. A risada deles era irritante, Aiko franziu o cenho, odiava que alguém desrespeitasse aqueles que ela amava e respeitava.– Seu apressadinho... Ao menos saiba quem vai matar a sua queridinha.– Sim sim... Os apressados são os primeiros que tombam! Eu sou Ian, um desgarrado.– E eu Ban! Digamos que gostamos destes encontros com intrusos no nosso deserto. Agora, deixe essa shinigami conosco e enquanto nos divertimos, você poderá assistir.Byakuya olhou para Aiko, ela parecia tranquila, quando deveria estar em guarda, já que os dois Arrankars detinham uma grande quantidade de poder. Ian surgiu na frente de Aiko, o taichou foi mover-se, porém, teve que defender-se da foice de Ban. Ele não distanciava-se de Byakuya, assim, não havia chances para manifestar a bankai. Lutavam apenas com as armas, um aparando o golpe do outro. Os inimigos tinham um nível de velocidade que se equiparava ao Shunpo dos shinigamis e a oficial não conseguia acompanhar a velocidade de Ian, ele sequer deixava com que encostasse nele. Parecia estar se divertindo ao fugir das investidas dela, que começava a se irritar.– Vamos ver se isto acalma você... Cero!Uma rajada de energia vermelha foi na direção de Aiko, ela não cairia no mesmo truque duas vezes, lembrava-se da batalha que teve no Mundo Real.– Flua livremente, Mizuki!Não estava disposta a desviar, diante dela, uma gigantesca onda rapidamente se formou e ao seu comando, tomou a direção do cero com toda a força, consumindo-o com a sua intensidade. Ian saltou para o ar, estava estupefato. Aiko fez um sinal com a mão para que seu golpe mudasse a direção e o seguisse, aos poucos aprendia como controlar suas habilidades. Ele desviou com facilidade e riu quando ela não conseguiu fazer o mesmo novamente. Para demonstrar que estava gostando daquilo tudo, retirou o capuz revelando seu rosto. Era perfeito, tinha os olhos cor de safira, longos cabelos negros, sorria com satisfação. Sua máscara parecia uma tiara sobre os cabelos.– Oe, shinigami! Você não é a covarde que eu achei que fosse, então, vou lutar a sério.– Pois você ainda não subiu nem um pouco no meu conceito! Pode vir com toda a sua força, idiota!Byakuya desaprovou a provocação de Aiko e olhou para ela, entretanto o seu oponente chamou a sua atenção, revelando também o seu rosto. Era idêntico ao outro, com exceção dos olhos que eram cor de esmeralda.– Irmão!– Agora!Os dois se encontraram e ficaram de costas um para o outro. Foi a cena mais estranha que Aiko viu, ela aproximou-se de Byakuya e ele passou o braço esquerdo por sobre ela, trazendo-a para perto de si. Aquilo parecia uma fusão, os dois emitiam gritos. O taichou já conhecia a capacidade de transformação dos Arrankars, chamada de Ressurrection. Os irmãos transformavam-se em uma espécie de dragão com duas cabeças, era gigantesco. Ao abrir a boca, cada um lançou um cero, fazendo o casal de shinigamis se separar. Eles não podiam mais perder tempo, então, Byakuya assentiu para Aiko.– Bakudou número sessenta e três, Sajou Sabaku!Ele estendeu o braço esquerdo na direção do alvo e espalmou a mão, assim, liberou rapidamente, uma corrente de energia dourada incandescente que se enrolou ao redor dos inimigos e os prendeu, exercendo forte pressão.Aiko resolveu aproveitar a brecha, vendo que os dois estavam forçando para se soltarem, ela fez com que sua reiatsu se expandisse. Era ainda maior do que a última vez que a manifestou, ao seu redor, muita poeira levantava.
– Bankai! Siga o seu curso, Mizuki!Centenas de fissuras se abriam na terra, de dentro delas, jatos de água saiam, moldando-se na figura da mesma mulher segurando dois Sai. Byakuya reconhecia aquela imagem, era Mizuki. Elas saíram do solo, atingiam uma velocidade que os olhos não podiam acompanhar e todas começavam a se concentrar ao redor da criatura. Tudo o que se ouvia eram os gritos dos irmãos, o turbilhão de água ao redor deles tornara-se vermelho, como o sangue. O taichou estava pronto para usar a sua bankai, quando os espelhos de água se desfaziam, lavando o solo. O dragão tombou, estava com cortes profundos por toda a sua extensão, dilacerados, logo não haveria mais sangue em seu corpo. A aparência era horrível, Aiko estava incrédula e sem reação alguma, ela só conseguia assistir a morte deles, não sentia nada, nem mesmo pena. Byakuya tocou no ombro dela, também estava assustado com aquele ataque. Tinha a ciência de que somente os shinigamis mais fortes podiam usar a técnica mais poderosa de uma zanpakutou, mesmo nas famílias nobres que sempre contavam com membros talentosos, só um único em várias gerações era capaz de usá-lo. Estes membros sempre desempenhavam papéis importantes na Soul Society, em todos os tempos. Ele nunca ouviu falar em alguém tão poderoso na família Kannogi, talvez, Aiko fosse o primeiro talento desta. O poder dela tinha o mesmo propósito do de Kuchiki Byakuya, cortar a vítima até a morte, sem escapatória quando encurralada.– Taichou... – Ela guardou a zanpakutou e apertou a mão dele em seu ombro. – Não conte isso a ninguém... Por favor, eu preciso aprender mais sobre o que acabou de acontecer.– Todos os presentes devem ter notado.– Estou tão assustada... Isso nos nossos pés é sangue!– Você está aqui porque é teimosa, eu disse para sair.– Nem comece! – Cortou Aiko. – Estou exausta... Pela primeira vez eu matei alguém, quando na verdade...– Por que não vai curá-los? – Interrompeu ele.– Foi uma piada? – Ela riu, pela primeira vez Byakuya não falou seriamente em um momento que exigia seriedade.– Quase.Aiko virou-se e roubou um beijo dele, queria despedir-se antes de voltar para o grupo. Eles ouviram um ruído e se separaram imediatamente, os dois Arrankars voltaram a sua forma normal, caídos não chão, falavam com dificuldade.– Fracos... – Sussurrou Ban.– Seu shinigami ridículo, – falou Ian num último suspiro – um dia... Alguém matará esta mulher na sua frente, você não é nada sem ela.– Dois shinigamis com uma fraqueza tão nítida...Nem Aiko e nem Byakuya revidariam um comentário tão inoportuno, ainda mais quando o inimigo estava perecendo. O local onde seu grupo estava já era visível, o taichou beijou a mão de sua amada e olhou para ela com ternura.– Vou guardar o seu segredo, em breve, vamos treinar... Saiba que é somente por hora.– Taichou! – Ela falou já a alguns metros dele. – Eu amo você!Ele assentiu e Aiko começou a correr em direção aos outros. Esperava que Unohana e Isane já tivessem convecido Zaraki Kenpachi de que ele precisava de tratamento. Aiko foi imediatamente ver Rukia, felizmente, ela se recuperava melhor. Unohana olhou para a sua hachiseki, com a voz baixa, falou discretamente.– Sua reiatsu se manifestou bruscamente, o que houve?– Dois Arrankars estranhos... Diziam-se desgarrados, apareceram enquanto eu tratava o Kuchiki-taichou. – Ela estava nervosa, não gostava de mentir, ainda mais quando mal conseguia olhar nos olhos de Unohana Retsu. – Precisei me distanciar para buscar água, por isto estávamos longe, perdão, taichou.– Você está se desculpando por ter se defendido? – Indagou Unohana com os olhos expressivos. – Não seja boba.. Mas, você exterminou os dois inimigos...– Eu... Eu... – Ela reparou que sua taichou afirmou e não perguntou sobre o fato de ela ter exterminado os inimigos, começava a gaguejar. – Bem, o Kuchiki-taichou os selou com um bakudou e nós atacamos juntos.– Foi isso mesmo, Unohana. – Interrompeu Byakuya. – Não aconteceu nada mais que o esperado por parte da sua oficial.– E você, está melhor, Kuchiki-taichou? – Perguntou Unohana.– Estou sim. Como sempre, a Kannogi foi muito precisa em seu tratamento.– Fico feliz – disse Unohana sorrindo. – Por favor, Aiko... Ajude a Isane com o que ela precisar.– Hai, taichou!
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