Sol

1 único


As pessoas passavam pelo caminho que ao seu lado havia várias barracas de peixaria, cheirava mal e as gaivotas voavam ao redor famintas. Haviam atracado naquela ilha fazia 3 dias, uma vila hospitaleira vivia próxima ao litoral.

Continuou andando na rua, com seus braços apoiados nas espadas. No corpo, vestia uma camisa e uma bermuda, nos pés, chinelos. Carroças e bicicletas passavam, andou por baixo de uma ponte onde o rio encontrava o mar e dessa vez fedia a mijo, era um lugar ideal pra um cachaceiro e pensou que faria o mesmo, então não julgou. Mas passar por lá pela noite poderia ser perigoso. Depois vinha a vegetação e, com mais alguns passos, o próprio mar.

Zoro estava perdido e nem mais pensava em encontrar a hospedaria que o bando se alojou, seus olhos seguiram as gaivotas no céu da praia e se deparou com uma silhueta que conhecia bem.

Sanji molhava seus pés no raso, a camisa que vestia era de botões e estava aberta, esvoaçava violentamente contra o vento marítimo. Sua calça estava dobrada até os joelhos e uma das mãos segurava seus sapatos sempre muito bem lustrados.

Zoro lhe abraçou por trás e não quis soltar mais. Os cabelos loiros cheiravam a sol, o mar que batia nas canelas tinha uma temperatura agradável, mas não tanto quanto a do sorriso de Sanji ao reconhecer de quem era o tato.

A mão áspera de Zoro deslizou no abdômen nu, a mão pálida de Sanji a segurou antes que fosse longe demais.

A risadinha de Zoro por ser impedido e o jeito constrangido de Sanji, eram fofos. A praia deserta, o céu ficando rosa, a lua subindo e o mar lembrando um espelho. O dia se encerrava, pensou Zoro ao se encontrar com os olhos azuis de Sanji. A franja desgrenhada revelava o outro olho que o fazia se perder mais que o comum.

Zoro puxou-o pela cintura e selou seus lábios naqueles rachados. Estava apaixonado.

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