Soho Dolls
34 Capítulo 33 - You're in control of my heart
Notas iniciais
“ – Logan, pare, por favor… — Eu me debatia inquietantemente debaixo dele implorando para que ele parasse, mas Logan ignorava meus pedidos e continuava a beijar meu pescoço e meu colo. Enquanto sua boca ficava encarregada de marcar minha pele, suas mãos desciam minha calcinha e logo trataram de fazer a mesma coisa com seu jeans.
Eu chorava baixinho, totalmente sem folego ou disposição para continuar a me debater, não tinha mais escolhas e nem salvação, Logan realmente iria fazer aquilo comigo... Antes que eu pudesse me preparar fisicamente e psicologicamente para o que iria acontecer, ele me penetrou profundamente e com força me fazendo gritar de dor...”
- Elena... – Uma voz doce ecoava no fundo me fazendo voltar preguiçosamente à realidade. – Lena, meu anjo, acorde... – Eu abri meus olhos lentamente piscando várias vezes para tentar me acostumar com a claridade do ambiente, Damon estava sentado ao meu lado na cama e me olhava atentamente um tanto preocupado. – Foi só um sonho ruim... – Ele sorriu de leve e eu suspirei me espreguiçando. Instantaneamente meu corpo todo reclamou, meus músculos estavam terrivelmente doloridos e uma exaustão tomou conta de mim, depois de uma noite praticamente em claro tendo pesadelos todas as vezes que conseguia relaxar, era de se esperar que no dia seguinte eu estivesse no mínimo imprestável.
- Que horas são? – Minha voz saiu como um sussurro por eu ter acabado de acordar e eu me concentrava em manter meus olhos abertos.
- São oito e meia ainda, eu acordei para levar Emily para o treino mas já vou voltar a dormir... Desculpe ter te acordado, mas você parecia estar sofrendo com o pesadelo. – Ele disse encolhendo os ombros como se pedisse perdão.
- Tudo bem. – Suspirei fundo mais uma vez e tentei esboçar um sorriso leve para tranquiliza-lo.
- Durma, Lena, você parece exausta... Eu vou me deitar de novo também. – Sem falar nada, eu apenas aceno com a cabeça e o assisto tirar sua regata e a bermuda ficando apenas de cueca para então voltar a se deitar. Damon se aconchegou ao meu lado na cama e então me puxou para seus braços me deitando em seu peitoral.
Mesmo que eu estivesse um tanto atordoada pelo sono, não pude deixar de sorrir deslumbrada pelo seu gesto carinhoso. Aninhei-me melhor em seus braços sendo envolvida pelo seu calor enquanto seu cheiro delicioso me inebriava aos poucos e me empurrava cada vez mais para a inconsciência. Aquela mesma sensação de segurança e paz ao estar em seus braços me atingiu e eu me entreguei à inconsciência sem temer pelos meus pesadelos que provavelmente viriam... Eu estava nos braços de Damon, a muralha em volta de mim estava erguida e era isso que importava.
Como era possível isso? Como que uma pessoa tinha tanta influencia sobre outra dessa forma? Damon me fazia um bem imenso que nem se eu passasse o dia inteiro tentando explicar era possível de ser entendido. Damon me fez uma pessoa completamente diferente, ele havia criado uma nova Elena que nem eu sabia que existia, com apenas um sorriso ou demonstrações de carinho eu baixava toda minha retaguarda me deixando completamente submissa a ele. Às vezes eu me perguntava se ele fazia ideia o quão vulnerável e frágil ele me deixava, eu não sabia com o que estava lidando, era uma amadora no assunto, nunca imaginei me sentir daquela forma em relação a uma pessoa e muito menos sustentar um sentimento com tamanha imensidão por ela. Era a primeira vez que me apaixonara de verdade e eu estava me entregando de corpo e alma a essa paixão, sem nem pensar nas consequências que ela pudesse me trazer caso não desse certo, eu tinha plena consciência de que ficaria devastada se algo acontecesse, mas não podia deixar de me envolver cada vez mais com ele ou impedir o sentimento que se mostrava cada vez mais presente em meu peito...
Eu queria poder contar a Damon o que realmente sentia por ele, mas temia sua reação, provavelmente ele não iria reagir como eu esperava e eu entendia perfeitamente o seu lado, nós tínhamos acabado de concordar em tentar assumir um relacionamento e falar que eu estava apaixonada por ele iria contra o nosso acordo de “ir com calma”... Só queria saber se valia mesmo a pena investir nesse sentimento, se era seguro e claro, se o que eu sentia era reciproco...
Como se Damon fosse meu filtro dos sonhos, eu dormi tranquilamente em seus braços, um sono profundo que me fez repor, por ora, minhas energias. Espreguicei-me mais uma vez sentindo que o corpo do homem que dormia comigo ainda na mesma posição em que adormecemos e só pela sua respiração presumi que ele já estava acordado. Me mexi lentamente na cama me virando da mesma forma para olhá-lo, Damon sorriu carinhosamente para mim e eu correspondi beijando seu peitoral nu.
- Bom dia!
- Bom dia, meu anjo! Dormiu melhor? Está mais descansada?
- Praticamente renovada, obrigada. – Assenti depositando mais beijos em seu peitoral.
- Que bom porque depois dessa noite agitada que você teve, pensei que fosse dormir o sábado inteiro. – Riu baixinho.
- Eu dormi tão mal assim?
- Um pouco... Você choramingou e se debateu bastante, mas daí eu falava contigo e você se acalmava... – Deu de ombros com um tom presunçoso que me fez corar levemente. O que estava acontecendo comigo? Até com meu subconsciente Damon conseguia mexer...
- Desculpe por isso... – Abaixei meu olhar para onde meus dedos estavam em seu peito o fazendo carinho.
- Tudo bem! – Damon deu de ombros e subiu a mão que estava em minha cintura até minha nuca e me puxou para si dando um beijo demorado em minha testa. Instantaneamente senti meu coração acelerar e meu corpo inteiro reagir à nossa proximidade e aos seus lábios em minha pele. Bem no fundo de minha mente eu me lembrava de que deveria deixar aquilo para depois e que tinha algo mais importante para fazer, ou melhor, falar... Respirei fundo usando toda a força de vontade que eu possuía para guardar minhas segundas intenções para outra hora.
- Precisamos conversar, Damon...
- Ok... – Ele respondeu um tanto hesitante. – Sobre o que você quer falar?
- Só me dê alguns minutos ok? Volto já. – Eu me levantei rapidamente da cama pegando minha nécessaire e uma roupa para me trocar.
Eu segui para o banheiro e fiquei lá por pelo menos uns quinze minutos. Estava me sentindo uma covarde por ter usado um pretexto para tomar coragem para falar com Damon, eu queria achar um modo de contar a ele o que havia acontecido de forma que não o assustasse ou que não fosse tão constrangedor... Falar para o homem que eu amava o que havia me acontecido definitivamente não era uma tarefa fácil principalmente quando eu não sabia como ele iria reagir ou que ele estava pensando. Temia que ele me culpasse ou que ele acabasse me julgando e principalmente, temia que ele não quisesse ficar comigo depois de saber eu havia feito milhares de programas depois de termos passado aquele final de semana juntos...
Suspirando fundo eu terminei de me arrumar e mesmo sem saber o que iria falar exatamente para ele, sai do banheiro e me sentei na cama em sua frente.
- Eu acho que te devo algumas explicações... – Disse fitando minhas mãos sobre meu colo um tanto envergonhada e sem jeito para falar o que queria.
- Pois é, eu também acho. – Damon concordou paciente. Eu soltei um suspiro fundo já esperando essa reação de sua parte quando eu tocasse nesse assunto, ele tinha toda a razão em estar decepcionado comigo por isso.
- Eu sei que provavelmente você esteja com vontade de me jogar para fora de sua casa no momento, que deve estar me sentindo um tanto desprezível e desleal, mas eu juro que tem uma explicação... – Eu disse tentando mascarar o desespero em minha voz mas provavelmente meus olhos deixavam evidente o quão desesperada eu estava.
- Lena, se acalme, eu não estou pensando em nada, ok? Eu sei que tem uma explicação e estou aqui para escutar, por mais que eu não faça ideia qual seja ela eu sei também que você não teve culpa pelo o que aconteceu. – Damon pegou minhas mãos aquietando meus dedos que não paravam de cutucar o cantinho da unha devido ao nervoso se mostrando compreensivo. – Agora respire e me conte o que aconteceu.
- Tudo começou no domingo, quando você me deixou em casa depois do nosso almoço... Logan havia reunido todas as meninas e assim que eu cheguei ele começou a ditar novas regras para Soho Dolls, regras ainda mais absurdas do que as que já tínhamos... Para você ter ideia ele quer colocar homens para trabalhar conosco e estava nos fazendo limpar a boate! – Disse revirando os olhos revoltada, Damon apenas ouvia atentamente e quando eu parei, ele me incentivou a continuar. – Como não concordei com sua nova ditadura, eu disse que estava indo embora e que não iria mais trabalhar com aquilo, mas Logan me impediu e disse que não iria perder a melhor garota que ele tem na boate e depois disso ele me obrigou a ficar lá. Tirou meu celular e tudo o que permitisse que eu me comunicasse com alguém, tipo um cárcere privado. – Damon enrijeceu com meus últimos relatos e uma carranca se formou entre suas grossas sobrancelhas o deixando com uma expressão irritada. – Eu tentei fugir mas fui pega e as coisas acabaram piorando para o meu lado...
- Céus, por isso que sempre caia na caixa de mensagens quando eu tentava te ligar...
- Você tentou me ligar?
- Sim! Inúmeras vezes, eu queria ter ido te ver porque já estava muito preocupado mas um dos médicos lá do hospital que era da minha área pediu demissão e eu acabei tendo que ficar com todos os pacientes dele e não consegui tempo para ir te ver!
- Damon, me desculpe, eu sei que eu tinha dito que iria sair da prostituição e eu juro que eu vou sair, mas... – Antes que eu pudesse terminar de falar, Damon me puxou para os seus braços me abraçando ternamente.
- Me desculpe, Lena, eu deveria ter te procurado antes, deveria ter tirado uma hora do meu dia para ter ido te ver! Desculpe-me por ter te feito passar por aquele inferno quando eu podia ter evitado...
- Hey, você não teve culpa, nada disso é sua culpa! – Eu o abracei mais forte tentando consola-lo e rapidamente o soltei para olhá-lo enquanto falava o que tinha para dizer. – Olha, segunda mesmo eu vou sair para procurar emprego e hoje vou encontrar um hotel, qualquer coisa para eu ficar e nós vamos continuar com os planos de fazer dar certo, ok? – Eu segurei delicadamente seu rosto o fazendo olhar em meus olhos para que não houvesse duvidas de que eu estava sendo sincera. – Eu não quero que isso fique entre nós, Damon...
- Está tudo bem, Elena, eu confio em você, sei que você vai sair dessa vida. E quero que saiba que você pode ficar o quanto precisar aqui, acho desnecessário você gastar com hotel... Fique aqui até encontrar algum lugar para morar, vai ser um prazer te ter aqui.
- Damon, a proposta é tentadora mas eu não posso aceitar.
- E porque não?
- Primeiro porque eu não quero incomodar e segundo porque Emily não vai gostar nada de me ter passando um tempo na casa dela e eu acho que isso nós devemos respeitar... E outra, cadê aquele cara que começou com o discurso de “ir com calma”? – Perguntei com um tom divertido para tentar descontrair o momento. Será que era errado eu aderir à ideia de “ir com calma”? Passar uns dias na casa de Damon, por mais que fossem poucos e que não significassem muita coisa, era dar um passo maior que a perna e sempre quando dávamos um passo maior que a pena acabávamos nos machucando...
- Aquele mesmo cara viu você quase sendo estuprada e está muito preocupado com o que pode te acontecer. Elena, por favor, aceite minha proposta, não é apenas para seu conforto mas para sua segurança também, pelo menos até nos certificarmos de que Logan não vai fazer nada contra você... – Damon me olhava seriamente, ele estava convicto de que o melhor para mim seria ficar com ele e pelo jeito ele não desistir até que eu cedesse, mas por um lado eu também estava convicta de que seria melhor para nós dois que ficasse em um hotel. Continuei o olhando seriamente sempre me mostrando resistente.
- Damon... – O repreendi.
- Elena, por favor! É desnecessário você gastar dinheiro que você com certeza vai sentir falta futuramente com hotel quando eu estou te oferecendo um lugar para ficar. – Ele insistiu. – Vamos fazer o seguinte, você fica alguns dias, se não der certo eu deixo você ir para qualquer lugar que quiser, pode ser? – Por mais que Damon tivesse razão eu não conseguia me dar por vencida, já estava imaginando os milhares de surtos psicóticos que Emily teria ao descobrir minha estadia em sua casa e mais os que ela teria no decorrer dos dias. Eu tinha consciência de que pagar algum lugar para morar sem que eu estivesse trabalhando iria me dar um tremendo de um prejuízo, mas estava disposta a enfrentar. – Elena, pare de ser teimosa! – Damon disse rispidamente. – Por favor, aceite minha proposta. Vamos ao menos tentar. – Ele pegou delicadamente meu rosto me obrigando a olhar dentro de seus olhos que estavam um tanto severos. Soltei um suspiro fundo me dando por vencida, ele não iria parar enquanto eu não cedesse...
- Ok, ok, eu concordo em tentar, mas se alguma coisa acontecer eu vou embora, Damon.
- Aleluia! – Sua postura relaxou assim como sua expressão e ele sorriu ternamente acariciando minhas bochechas com os polegares. – Mulher, você consegue ser bem teimosa quando quer hein...
- E você insistente! – Alteei minhas sobrancelhas o provocando. Damon sorriu abertamente e depositou um beijo sutil em meus lábios me fazendo sorrir contra seus lábios e sentar em seu colo para aprofundar o beijo. – E como Emily está lidando com tudo?
- Agora ela está bem, mas na segunda de manha ela surtou por causa do sofá... Nós brigamos mas já estamos bem, eu consegui acalmá-la durante a semana e agora ela está calma, já até voltou a sentar no sofá... – Damon riu baixinho roubando mais um beijo de mim.
- Ela teve razão em surtar, não deve ter sido fácil ela ter visto o que viu... – Imitando seu gesto, eu o beijei também e acariciei seus cabelos do jeito que eu sabia que ele gostava. – Como você acha que ela vai reagir quando souber?
- Para ser bem sincero, eu não faço a mínima ideia, mas com certeza ela vai me surpreender, Emily anda uma caixinha de surpresas ultimamente.
- Esperamos que seja uma surpresa boa... – Suspirei fundo encostando minha testa a dele.
Sem querer conversar mais sobre aquele assunto, Damon abraçou minha cintura com o braço direito enquanto ele subia sua mão esquerda por as minhas costas, me causando arrepios por todo meu corpo, até chegar a minha nuca e entrelaçar seus dedos em meus cabelos. Em resposta eu coloquei uma perna em cada lado de sua cintura e descansei minhas mãos em seu peitoral sentindo seus batimentos cardíacos acelerarem gradativamente. Todas as minhas segundas intenções fugiram de onde eu havia as guardado e eu me envolvi ao calor luxuriante que o corpo de Damon irradiava me entregando ao momento e ao desejo que corria por minhas veias.
- Você não sabe o quanto me incomoda pensar em você na cama com outros homens... Me deixa possuído te imaginar dessa forma com outros caras... – Damon apertou minha cintura e desceu sua mão até minha coxa nua devido ao shorts curto que tinha colocado a apertando da mesma. Ele já havia me dito isso antes mas minha mente excitada não me deixava lembrar quando fora, a única coisa que eu me recordava claramente era que depois disso eu e Damon tivemos a melhor noite desde o dia que nos conhecemos e isso fazia meu libido aumentar ainda mais. – E horrível a sensação de saber que outros homens sentem seu corpo cair relaxado contra o deles no final de tudo ou quando você está excitada dessa maneira... – Seus dentes prenderam meu lábio inferior e o puxaram para si vagarosamente, arrancando um gemido baixinho de mim, enquanto sua mão ainda passeava pela minha coxa e apertava minha nádega da mesma forma fazendo meu corpo inteiro ficar dormente e praticamente entrar em combustão ao mesmo tempo.
- Então não imagine... –Minha voz saiu extremamente baixa e ofegante devido a minha excitação e eu acariciei os cabelos de sua nuca o confortando sem conseguir raciocinar direito. – Não imagine porque isso nem se quer acontece... Você é o único que eu me entrego dessa forma, Damon.
Meu moreno nem se quer respondeu e no mesmo momento que eu parei de falar, ele acabou com a distancia entre nossos lábios beijando-me da forma mais avida e intensa que ele conseguiu. Sua língua invadiu minha boca e se encontrou com a minha me fazendo corresponder preguiçosamente o deixando um tanto ansioso. Damon me puxou mais para si não deixando um espaço se quer entre nossos corpos e continuou a acariciar meu corpo da forma mais deliciosa que existia.
Deixei que ele ficasse ativo e demonstrei a ele o que ele me causava, não me importei em ficar submissa e completamente entregue, queria que ele entendesse que meu corpo amava seu contato e o quanto eu me excitava com ele. Certamente Damon havia entendido minhas intenções porque suas provocações estavam ainda mais intensas do que o costume e ele estava se aproveitando de minha passividade para me enlouquecer com seus beijos e toques...
Sua língua percorria todos os cantos de minha boca e ele sugava meu lábio para si de uma forma tão erótica que fazia constantes arrepios percorrem desde o inicio de minha coluna até minha nuca. Não sabia quanto tempo havia se passado desde que havíamos começado a nos beijar daquela forma, mas eu já estava extremamente ofegante e meus pulmões imploravam por oxigênio. Rapidamente Damon percebeu meu estado e como meu moreno não estava muito diferente, ele terminou o beijo com uma longa mordida em meu lábio que eu fiz questão de jogar lentamente minha cabeça para trás para que meu lábio deslizasse entre seus dentes.
- O que acha de continuarmos com isso mais tarde e irmos preparar alguma coisa para comer? – Damon perguntou ofegante enquanto eu encostava nossas testas para tentar me recuperar do que havia acabado de acontecer. Sem conseguir encontrar minha voz, eu assenti acariciando seus braços o fazendo sorrir presunçoso.
Nós nos levantamos da cama e Damon abraçou minha cintura por trás me guiando pelo corredor até a cozinha.
- O que você acha de fazermos macarrão? É rápido e pratico... – Ele perguntou para mim enquanto eu me sentava aos bancos que tinha no balcão da cozinha.
- Por mim tudo bem! – Dei de ombros sorrindo.
- Ótimo, Emily adora macarrão então teremos uma pessoinha feliz. – Ele seguiu para a geladeira e começou a tirar os ingredientes para começar a cozinhar e no momento que eu me coloquei de pé para ajuda-lo a preparar o jantar, Damon fechou a geladeira e olhou para a porta da cozinha e instantaneamente me sentei de volta. – Hey, filha, o que faz aqui? – Ele parou o que estava fazendo e sorriu abertamente ao ver Emily entrando na cozinha secando os cabelos molhados com uma toalha de banho.
- Julie teve um imprevisto e tivemos que terminar o treino antes e antes de ir para o seu compromisso ela me deixou aqui... Vamos repor essas horas de treino amanha, ok?– Emily respondeu educadamente e olhou para mim um tanto sem expressão. – Oi, Elena. – Sorriu friamente.
- Hey Emily... – Respondi sorridente sem me importar pelo modo que ela havia me cumprimentado.
- Você não acha que está treinando demais, Emmy? – Damon perguntou um tanto preocupado.
- Não... Na verdade acho que estou treinando o suficiente. – A garotinha deu de ombros. – As competições e amostras publicas estão chegando, eu preciso caprichar caso queira patrocínio, pai...
- Tudo bem... Você quem sabe, mas tome cuidado ok? Moderação... – Emily assentiu e Damon olhou para ela sorrindo. – Filha, Elena vai passar uns dias aqui conosco, aconteceram algumas coisas onde ela morava e ela vai ficar aqui até encontrar algum lugar para ficar... – Damon disse da forma mais natural possível como se estivesse dando a noticia de que eles iriam passar as férias na Disney. Emily não disse nada, apenas deu de costas e seguiu para a lavanderia onde deixou sua toalha de banho e voltou para a cozinha com uma expressão fechada de poucos amigos. – Está tudo bem? – Disse um hesitante.
- Vai mudar alguma coisa se eu falar que não está? – Damon não respondeu, apenas ergueu as sobrancelhas dando de ombros e eu me mantive em silencio, com os braços cruzados. – Como eu esperava... – Disse com desdém revirando os olhos. – Eu vou estar no meu quarto descansando... – Sem esperar que seu pai se manifestasse, ela saiu da cozinha deixando uma atmosfera incomoda e pesada.
Suspirei alto como se dissesse a Damon “eu avisei”.
Aqueles seriam dias difíceis, mais difíceis do que eu esperava...
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