Soho Dolls

31 Capítulo 30 - I'm not in love


Notas iniciais
Hey gnt, finalmente consegui postar aqui, desculpem a demora e tals. Quero dedicar esse capítulo á minha amiga hellen linda porque eu acho que ela merece por ser tão ótima amiga e leitora o/ hahaha
Bom gente, n sei se ficou mt bom o capítulo mas espero que vocês gostem (:

Of course I’m not in love

Damon Salvatore Narrando

Já era segunda, seis e meia da manha e meu despertador tocava estrondosamente na mesa de cabeceira. Virei-me lentamente na cama pensando em um bom motivo para não desligar aquele barulho irritante e voltar a dormir e só acordar no horário usual, e vagamente lembrei-me de meus planos de começar a acordar mais cedo para levar Emily à escola... “É por uma boa causa, por uma boa causa, Damon.” Repeti, mentalmente, algumas vezes o incentivo e da mesma maneira preguiçosa me sentei na cama desligando o barulho irritante que havia me feito acordar.

Apesar do cansaço físico e o sono excessivo que estava sentindo naquela manhã, eu estava feliz, parecendo renovado, mesmo depois de meu final de semana caótico que havia passado. Eu tinha conseguido ficar com as duas pessoas que me faziam bem, Emily e Elena, e independente do que havia acontecido, era o que importava para mim. No domingo antes de dormir havia programado meus dias de forma com que conseguisse ver Elena e dar atenção a Emily e honestamente, não via como meu planejamento pudesse dar errado. Estava confiante e determinado a fazer minha relação com Elena dar certo e a conseguir que Emily gostasse dela.

Após ter me certificado de que estava realmente acordado, levantei da cama e fui em direção ao banheiro onde tomei banho e me arrumei rapidamente para ir tomar café, que pelo cheiro que exalava até meu quarto já estava pronto.

Em tempo recorde, terminei de me arrumar e segui até a cozinha, que era onde costumávamos tomar café da manha, encontrando Jenna arrumando a mesa para nós comermos.

- Bom dia, Jenna! – A cumprimentei calorosamente sorrindo para ela.

- Bom dia, Damon! – Da mesma forma ela me respondeu. – Temos alguém de bom humor aqui!

- É, acho que estou de bom humor mesmo! – Dei de ombros ajeitando meu jaleco limpo no encosto da cadeira que iria me sentar e me sentei em seguida.

- Que bom ouvir isso.

Jenna terminou de colocar as coisas sobre a mesa e assim que se sentou ouvimos pés se arrastando chegando mais perto em sinal de que Emily havia acordado.

- Bom dia, princesa! – Cumprimentei minha filha que se aproximava sonolentamente da mesa onde eu e Jenna tomávamos café.

- Pai? O que faz acordado á essa hora completamente arrumado? – Normalmente eu costumava a acordar no mesmo horário que ela e me arrumar enquanto Jenna a levava para escola depois de termos tomado café da manhã juntos , então era de se esperar que ela estranhasse um pouco me ver tão acordado naquele horário.

- Eu decidi que vou aproveitar todas as oportunidades que tiver para ficar junto contigo e vou começar a acordar mais cedo para poder te levar para escola a partir de hoje. – Conforme as palavras saiam de minha boca, Emily ia acordando e aos poucos um sorriso radiante formava-se em seu rosto, exatamente como eu imaginava que seria.

- Sério mesmo, pai? – Minha filha perguntou incrédula e eu assenti sorrindo. – Ah que máximo, eu tenho o melhor pai do mundo! – Emily percorreu a distancia que restava entre nós e correu até mim me abraçando com força enquanto enchia minha bochecha de beijos.

- Opa, que bom dia caloroso! – Eu ri a abraçando com a mesma intensidade e a trouxe para mais perto de mim.

- Obrigada, pai, vou me arrumar rápido para não nos atrasarmos! – Com um ultimo beijo demorado em minha bochecha, Emily me soltou e foi se sentar a mesa de frente para mim.

- Emily, coloquei seu cereal na tigela e o leite está na jarra ao lado, ok ? – Jenna avisou enquanto Emms se ajeitava na cadeira.

- Obrigada, Jenna! – Sorriu educadamente colocando o leite em seus cereais. – Hm, Jenna, posso te pedir um favor?

- Claro, meu anjo!

- Você poderia procurar lugares que limpem os sofás para nós ou que mudem o estofado? Não sei se isso existe, mas não custa nada procurar... – Emily disse de cabeça baixa, sem se arriscar olhar para mim enquanto mexia seus cereais. Instantânea e automaticamente, revirei meus olhos bufando baixinho, algo em dizia que a trama do sofá estava apenas comelçando.

- Emily... – A repreendi não querendo que ela continuasse com a historia, Jenna não precisava ter conhecimento do que havia acontecido naquele sofá durante o final de semana, principalmente quando a fonte da informação era minha filha de doze anos.

- Nossa, mas o que aconteceu no sofá, querida? Você derrubou alguma coisa nele nesse final de semana? – Jenna perguntou desentendida achando um pouco de graça no pedido dela.

- Não, na verdade meu pai e a... – Antes que ela pudesse terminar de formular a frase, eu a interrompi a repreendendo com a voz um pouco mais firme.

- Emily...

- O que é? – Ela ergueu o olhar perguntando exaltada. – Você realmente espera que eu me sente nesse sofá tranquilamente ignorando o fato que eu vi o que aconteceu sobre ele?

- Emily, não tem nada no sofá, você está exagerando!

- Independente se tem alguma coisa ou não!

- Eu não vou fazer Jenna sair feito louca procurando alguém, que provavelmente não exista, por capricho seu! – Disse ficando realmente nervoso, eu mesmo havia me certificado das condições do sofá quando Elena fora embora no sábado, não tinha nenhuma evidencia do que acontecera nele e se Emily não tivesse nos pego no flagra nem se quer iria notar alguma diferença no estofado.

- Capricho meu? Eu vi você e sua namorada fazendo sexo no sofá da sala da minha casa e tenho motivos de estar com nojo de me sentar nele novamente, será que tem como respeitar minha decisão pelo menos uma vez? — Emily parou o que fazia e meolhou incrédula exaltando-se inapropriadamente para falar comigo. – Além de estar tentando superar o fato de eu ter visto Elena montada em seu colo no sofá da sala eu já tenho que fazer um grande sacrifício em ter que fingir que gosto dela, a única coisa que eu estou pedindo é para fazer alguma coisa com a porcaria do sofá!

- Não precisa ser um sacrifício e você não precisa fingir que gosta de Elena, quantas vezes eu vou ter que te pedir para parar de ser mal criada e teimosa e dar a ela uma chance? Nós já conversamos sobre isso, pensei que você fosse grandinha o suficiente para entender a situação, não há motivos para você agir dessa forma, você não tem mais cinco anos de idade para ser tão ciumenta e imatura a ponto de acreditar que eu vou te trocar, se isso não aconteceu anteriormente não será agora que vai acontecer. Isso já está se tornando maçante, Emily.

- Só você não vê, não é mesmo? Já está tudo diferente, tudo mudou! Você nunca falou dessa forma comigo, nunca ergueu o tom de voz ou foi grosso antes, mas foi essa mulher aparecer que você se tornou outra pessoa. Será que você não percebe isso? Que tipo de feitiço ela jogou em ti? – Eu conhecia esse jogo, Katherine costumava a usá-lo muito quando brigávamos por sinal, ela estava tentando fazer eu me sentir culpado só que não iria conseguir. Eu tinha plena consciência de que nada havia mudado e se estava sendo pulso firme com Emily, era para o seu próprio bem.

- Você ouviu na grande besteira que você falou, filha? Parece que não escutou nada que eu disse e que ando dizendo para ti. Emily, se você está fazendo isso para tentar chamar atenção, parabéns, você conseguiu. Filha, o que está havendo contigo? Você não era assim, Emms...

- Não quem não ouviu o que eu disse foi você, pai, mas eu desisto, ok? Por mim que você vá morar com ela, eu não me importo, passe quantos finais de semana quiser com ela que eu não preciso de ti! E quer saber? Pode voltar a acordar o horário de sempre porque eu não quero que você me leve na escola... Eu já percebi o que você está querendo com tudo isso, Senhor Salvatore, você está querendo “puxar o meu saco” para que eu comece a aceitar seu relacionamento com Elena, mas isso não vai acontecer! – Emily estava furiosa, nunca imaginei que uma menina de doze anos pudesse ter um ataque igual aquele. Por alguns instantes me perguntei se deveria me preocupar com o estado mental de minha filha, talvez como médico e pai eu deveria encaminha-la para algum tipo de acompanhamento psicológico ou psiquiátrico porque aquela revolta não era normal, pelo menos não na idade dela. Antes que eu pudesse responder, Emily se levantou da mesa e correu de volta ao seu quarto me deixando sozinho com Jenna à mesa.

Apoiei meus cotovelos sobre a mesa e deixei minha cabeça cair em minhas mãos sentindo uma forte pontada avisar-me sobre uma futura dor na região. A mesma pergunta ocupou minha mente; o que eu havia feito de errado? Será que eu estava tão errado em estar insistindo tanto para Emily gostar de Elena? Eu estava desgastando minha relação com Emily por causa de uma mulher e eu me sentia um crápula por isso, todos esses quatro anos de pai solteiro eu ouvi que um bom pai sempre iria dar atenção ao filho e não iria priorizar uma mulher que não fosse a mãe dele, e de certa forma era isso que eu estava fazendo ao forçar Emily a conviver com Elena. Se existisse um jeito mais fácil e menos desgastante de lidar com o que estava acontecendo, eu iria sem duvida optar por ele, era como se eu estivesse em uma rua que desembocava em dois caminhos diferentes; se eu optasse por fazer o que Emily queria, iria acabar ficando sem Elena e se continuasse saindo com Elena ignorando por completo minha filha iria acabar ficando sem ela, e nenhum dos dois caminhos eram aceitáveis para mim...

- Damon... – Jenna me chamou sutilmente após eu ter passado um tempo significante em silencio. – Fique calmo, ela só está te testando... Emily é uma boa garota, tenho certeza que daqui uns dias ela já vai ter se acostumado com Elena, já fazia bastante tempo que você não se relacionava com ninguém e agora ela está reivindicando por não mais o seu centro das atenções... Se você quiser eu posso tentar conversar com ela, não sei se vai ajudar, mas não custa nada tentar.

- Você é um anjo, sabia Jenna? – Ergui minha cabeça e sorri amigavelmente para ela.

- Faço o que posso... – Sorriu timidamente dando de ombros. – Mas voltando ao assunto... O que faço com o sofá?

-Faz o que ela pediu, talvez assim amanse um pouco a fera...

- E se eu não achar alguém que lave sofás? – Perguntou rindo.

- Dai você passa alguma coisa com cheiro e diz que lavaram, não podemos fazer nada se isso não existe... – Jenna assentiu e eu me levantei da mesa deixando meu café da manhã praticamente intocado. – Vou mais cedo para o hospital hoje, qualquer coisa me ligue, ok Jenna?

- Pode deixar, bom trabalho, Damon.

Eu dirigi rapidamente até o hospital, mesmo tendo saído com antecedência e estando com tempo de sobra até meu horário, eu tinha pressa para chegar ao hospital porque quanto antes eu ocupasse minha mente menos eu perderia tempo me martirizando com algo que fiz ou deixei de fazer em relação à educação de Emily...

Definitivamente se tivesse uma lista de "piores maneiras de como começar sua semana", brigar com a sua filha no café da manha estaria entre as dez primeiras, todos os planos que fizera antes de dormir para os dias que viriam e aquela animação de mais cedo pareciam ter sido jogados no lixo e o que deixava meu humor ainda pior era que pelas minhas contas, iria trabalhar nos finais de semana que restaram no mês, o que me resultava em um longo tempo sem ver minha filha, porque era provável que Emily não quisesse mais saber de mim por algum tempo, já que me ignorar e ficar contra mim estava sendo seu esporte preferido ultimamente, e com poucas oportunidades de nos acertarmos novamente...

Além de ficar sem minha Emily, não sabia quando iria conseguir ver Elena novamente...

Me deixava agoniado a ideia de ter que deixa-la naquele bordel e me agoniava mais ainda o fato de tê-la longe de mim quando apenas ela conseguia me acalmar. Elena parecia algo tipo camomila para mim. Seu sorriso genuíno e sua voz serena tinham um efeito inexplicável sob meu corpo, ela era capaz de provocar as reações mais controvérsias, desde a mais alta das febres até a maior paz de espirito que pudesse existir. Elena ainda era uma incógnita para mim... Tudo sobre ela eu não sabia explicar ou simplesmente não entendia, não era teoricamente possível que uma pessoa pudesse causar o que ela causava em mim e era capaz de eu nunca entender como ela fazia isso ou por qual motivo só ela conseguia... Se ao menos eu pudesse tê-la ao meu lado naquele momento...

Com um suspiro alto, eu entro no estacionamento do hospital e tento me distrair mudando o foco de meus pensamentos, em vão é claro, tirar Elena de minha cabeça não era uma tarefa fácil a realizar, principalmente quando eu precisava dela tão desesperadamente.

Era o inicio da semana ainda, provavelmente eu teria milhões de assuntos para resolver, pacientes para dar alta, para prescrever e só de pensar que eu não tinha previsão de quando iria conseguir passar um final de semana digno em casa me dava vontade de dar meia volta e ficar na cama. Eu amava meu trabalho, sem sombra de duvidas, mas acima disso eu amava dormir na minha cama e ter um pouco de sossego, e o fato de ter me esquecido do que era fazer isso, me fazia amar ainda mais.

Com o carro já estacionado na vaga especial para médicos, eu peguei minha maleta junto com meu jaleco e entrei no hospital indo em direção a sala dos médicos para deixar minhas coisas no armário e ir procurar Alaric.

- Bom dia, Doutor Salvatore! – Carmen, uma das enfermeiras me cumprimentou educadamente quando eu estava prestes a entrar no consultório de Alaric.

- Bom dia! – Respondi educadamente. – Carmen, me diga uma coisa, você está muito ocupada no momento?

- Não, estou livre, o Senhor precisa de algo?

- Na verdade sim, queria que vocês levassem a paciente do 206 para o centro cirúrgico que eu vou opera-la...

- Vai opera-la? Mas nós nem se quer a preparamos para isso, Doutor.

- Como não? Eu falei ontem de noite para deixá-la em jejum para que eu pudesse operá-la hoje! – Disse rispidamente tentando controlar a indignação que ameaçava explodir. Aquela não era a primeira vez que faziam isso, na ultima semana tive que cancelar pelo menos três grandes cirurgias por erros de terceiros e por causa desses terceiros eu levava bronca do cirurgião-chefe.

- Não foi isso que me passaram quando eu peguei o plantão, Doutor Salvatore.

- Eu não acredito nisso, quer dizer que interromperam meu sono ás duas da madrugada para que eu passasse orientações do que fazer com a paciente para vocês não cumpri-las? Sinceramente, quanta incompetência! Daqui a pouco eu mesmo vou começar a fazer o trabalho de vocês caso precise! – Sem conseguir controlar, ergui meu tom de voz e disse furiosamente sem nem se quer medir palavras ou ouvir o que havia acabado de dizer.

- Como eu disse, eu peguei o plantão essa manha, não fui eu quem ligou para o Senhor de madrugada.

- Não me importa quem ligou, apenas tente reparar o erro! E rápido.– Continuei com mesmo tom autoritário e frio até que ela fosse fazer o que eu havia dito. Esperei que ela assentisse e assim que ela deu as costas eu entrei no consultório de Alaric, que parecia esperar que eu entrasse para se levantar da cadeira que ficava atrás de sua enorme mesa.

- Ok, Salvatore, você já pode me contar o que ha de errado com você nessas ultimas semanas... — Alaric disse seriamente colocando as mãos dentro dos bolsos de seu jaleco.

- Não está acontecendo nada, eu só me exaltei um pouco porque me ligaram ontem de noite para dar noticia do caso clinico dessa paciente e eu pedi para a deixarem de jejum porque eu ia opera-la, eu acho isso falta de consideração e respeito com a paciente que está precisando e recorrendo aos nossos cuidados, agora eu não vou poder opera-la hoje e ela está correndo o risco de não sobreviver até amanha. — As palavras saiam rapidamente de minha boca e minha voz era proferida um tanto quanto alta devido a minha indignação, Alaric avalia-me sorrateiramente com o olhar apenas assentindo com um acenar de cabeça esperando que eu terminasse de falar para opinar sobre o assunto.

- Eu sei, entendo o porquê de você estar to estressado, mas não me refiro somente a hoje, ninguém está entendendo suas mudanças repentinas de humor, cara, daqui a pouco estão mandado você lá para o setor de psiquiatria alegando você estar com suspeita de transtorno de personalidade bipolar!

- Não está acontecendo nada, Alaric, só ando muito cansado... – Dei de ombros usando a primeira desculpa que me veio em mente e a mais lógica e aceitável também, afinal era normal um médico estar estressado por cansaço.

- Não Damon, não adianta usar essa desculpa, eu uso essa desculpa quando quero esconder alguma coisa então tente encontrar outra que possa conseguir me convencer. – Ric disse ironicamente revirando os olhos. – Vamos lá, eu posso tentar ajudar...

- Não acredito que possa.

- Apenas tente, talvez só o fato de desabafar possa te ajudar, sou todo a ouvidos. – Alaric insistiu, eu soltei um suspiro pesado e pensei na melhor forma de contar o que estava acontecendo para meu amigo. – É uma mulher, adivinhei?! – Meus lábios fecharam-se fortemente formando uma linha fina enquanto eu assenti silenciosamente. Na verdade mulher, no caso Elena, não era exatamente o problema em si, mas estava causando todo o problema, digamos assim.

- Na verdade não tem nada com ela, nós estamos bem, é só o que ela está causando... – Encolhi os ombros ainda tentando encontrar uma forma de contar a Alaric a real situação em que me encontrava, procurava achar uma versão que omitisse o fato de Elena ser uma prostituta da boate em que ele frequenta mas eu sentia que se guardasse esse “segredo” de mais alguém eu iria acabar enlouquecendo, sem falar que mais cedo ou mais tarde ele iria descobrir por si só.

- Uma mulher causando problema? Não sei como isso é possível, pelo menos não tão intensamente como está me parecendo. – Problema não era o termo certo a se usar nesse caso e se fosse para usa-lo seria mais de acordo eu ser o causador dele, porque afinal, fora eu quem o buscou indo até o bordel procurar por ela.

- Não diria problema, mas um confusão, uma pequena confusão...

- E você vai me deixar curioso, pelo visto. – Alaric arqueou as sobrancelhas estimulando-me a prosseguir. — Alias que mulher é essa? – Alaric me parecia confiável e compreensivo o suficiente para que eu contasse a verdade para ele, eu tinha certeza que ele não iria me julgar ou falar algo por eu estar com uma menina de programa, até porque ele não tinha moral para isso. Com outro suspiro pesado eu relaxei meus ombros e baguncei nervosamente meus cabelos tomando coragem para contar a verdade ao medico em minha frente.

- Tudo começou naquela noite de sexta feira que você me levou aquela boate; eu acabei me envolvendo com uma das garotas de lá e agora nós estamos meio que namorando... – Alaric olhou-me um tanto assustado fazendo eu quase me arrepender por estar lhe contando isso só pela sua feição, como se o que eu tivesse acabado de lhe contar fosse algo fora do comum. – Eu a apresentei para Anna e Emily e elas simplesmente a detestaram e agora a convivência com a minha família está insuportável por causa disso. Eu e Emily brigamos quase diariamente porque ela não gosta de Elena e para ajudar, minha situação ficou ainda pior quando ela e Annabelle nos pegaram transando no sofá da sala... – Resumi os fatos rapidamente sentindo uma espécie de agonia ao relata-los, era como se tudo o que acontecera exercesse um peso sobre minhas costas dificultando minha respiração e a forma com que o som de minha voz fosse proferido, eu estava a ponto de explodir, bem como suspeitava.

- Wow... E agora você está dividido entre essa tal de Elena e sua família, acertei?

- Digamos que sim.... – Assumi. – Na verdade estou decidido a fazer minha filha aceitar Elena, não esta sendo fácil mas sei que não é impossível, eu venho tentando ser compreensível com Emily mas ela não se mostra disposta a querer entender e aceitar a situação, já não sei mais o que fazer em relação a isso e cada vez mais nós estamos nos distanciando por algo extremamente pequeno e fácil de resolver.

- E você não considera a alternativa de desistir de Elena para não deixar que uma mulher fique entre você e sua filha?

- Alaric, eu não aguento mais procurar por alguém, já faz quatro anos que eu estou vazio e sozinho, não posso desistir agora que finalmente encontrei alguém que me faz bem, alguém que faz eu me sentir inteiro e vivo de novo. Você não faz ideia do quão boa é a sensação de não pensar em sua ex esposa morta por três dias seguidos enquanto que há um mês atrás eu não me imaginava passando um dia se quer sem nutrir aquela saudade insuportável que sentia dela...

- Wow, então as coisas estão realmente serias, você está mesmo apaixonado por essa mulher, Damon. – Alaric concluiu com um riso baixo que me fez erguer o olhar para ele instantaneamente. Apaixonado... Porque esse termo havia me intrigado tanto? Eu sabia que sentia algo muito forte e inexplicável por Elena, mas seria isso paixão? Amor? Era um pouco cedo para definir meus sentimentos por ela e prematuro demais para afirmar que era amor...

- Não sei se posso afirmar isso, Ric, nem se quer oficializamos um compromisso, apenas concordamos em tentar manter uma relação até nos certificarmos do que realmente sentimos um pelo o outro.

- Damon, não adianta negar, você está apaixonado por ela, é perceptível pela sua voz e pelos seus olhos isso. Você a ama.

- Na verdade isso que você citou são apenas sinais de que eu estou feliz com ela. – Dei de ombros.

- Se ela te faz feliz é porque você gosta dela e muito.

- Mas é claro que eu gosto dela se não, não iria estar em pé de guerra com a minha filha! – Revirei os olhos com um tom de obviedade.

- Não vou discutir sobre isso, os sentimentos são seus mas você está mentindo para si mesmo ao afirmar que não a ama... – Alaric suspirou profundamente e encostou-se a maca do consultório enquanto eu me sentava na confortável cadeira que ele havia se levantado quando eu adentrei em sua sala. – Creio que todos esses problemas estão sendo causados porque Emily e Annabelle nao concordam com a profissão de Elena...

- Na verdade elas não sabem disso, nós contamos a elas que Elena trabalhava como garçonete em um bar fuleiro...

- Ok, Damon, isso é loucura, você sabe que vai ser ainda pior quando elas descobrirem a verdade, não é? – Eu assenti mecanicamente não estando disposto a ouvir um discurso de quão errado era não contar a verdade sobre o real trabalho de Elena.

- Eu sei, Alaric, eu sei! – Disse rispidamente. – Mas eu estou esperando elas estarem acostumada com Elena, gostando dela de preferência, para finalmente contar a verdade. Talvez assim a revolta não vá ser tão grande e elas possam até tentar entender o lado de Elena.

- Tudo bem, vejo que você está bem ciente de todos os fins que essa trama pode tomar, então não vou tentar te orientar para nada, só ouviu o que tem para dizer e fazer perguntar...

- Obrigado! – Forcei um sorriso mostrando-me satisfeito.

- Mas me conte dela, me conte como ela é...

- Ela é incrível, não sei como defini-la melhor... – Um sorriso admirado foi inevitável de ser contido assim como a imagem de Elena sorrindo que inundou minha mente. – Nós temos nossas desavenças, na maioria do tempo não concordamos com as coisas e discutimos por besteiras, mas com o tempo vamos concertar isso e o que importa é que ela me faz bem... Quando estamos juntos parece que nada mais importa e só de ver seu sorriso, sentir seu cheiro, ouvir sua voz eu dia melhora.

- E depois você me diz que não está apaixonado, ok... Mas continue a me contar sobre ela, estou interessado no assunto, como ela é na cama? – Alaric perguntou com um sorriso repleto de malícia que não me deixou escapatória a não ser sorrir em resposta da mesma forma. – Porque meu deus, a ponto de vocês transarem no sofá nem você nem se quer se preocupar se sua filha pudesse chegar, ela deve ser uma loucura...

- E é! – Assenti sorrindo abertamente. – Como disse, ela é incrível, em todos os aspectos.Nenhuma outra mulher, a não ser Katherine, se compara a ela...

- Damon Salvatore fisgando um pacote completo, estou com inveja de você, colega!

- Pode ficar e com razão! – Rodeei na cadeira sorrindo presunçoso.

- Você é um cara de pau, sabia?

- Não posso fazer nada se posso me gabar! – Eu sorria ainda rodeando na cadeira, sentindo-me uma criança por estar agindo daquela forma. – Eu poderia ficar aqui contando o quanto ela é incrível não só na cama mas também no sofá, na mesa de jantar... Mas infelizmente tenho que passar visita, pegar a escala dos plantões dessa semana e mais milhões de coisas para fazer, então, se me da licença... – Levantei da cadeira e sorri enquanto ele me fuzilava com o olhar. – Ah e obrigado pela conversa, eu realmente estou me sentindo melhor. – Sem responder, Ric balançou a cabeça sorrindo e eu me retirei de seu consultório.

Fiz uma lista mentalmente das tarefas que deveria cumprir naquela manhã, mas antes de começar pelo item numero um, decidi que tinha algo mais importante a realizar antes de começar a fazer meus afazeres; ligar para Elena, só para ouvir sua voz e desejar bom dia, para tentar melhorar meu dia que havia começado mal.

Voltei à sala dos médicos, onde não havia ninguém, peguei meu celular do bolso do jaleco e disquei para Elena esperando ansiosamente para que ela atendesse. Seis, sete, oito chamadas e a ligação caiu na caixa de mensagens... Tente mais algumas vezes e na terceira vez em que ouvi o aviso da caixa de mensagens, acabei desistindo, provavelmente ela ainda estivesse dormindo e acabei deixando para liga-la mais tarde.

Guardei meu celular de volta no bolso do jaleco e voltei com a minha lista de tarefas.

Notas finais
Hm, pelo jeito todos querem ver o Damon dando um de heroi (alias quem nao quer, perguntinha infame a minha no cap anterior hahaha) então muiiiito em breve vamos ver nosso casal de cosplay superman e lois lane.Ah e mais uma coisa, alguém quer saber como está nosso outro casal e a baby deles? O que acham de um bonus no proximo?