Soho Dolls

19 Capítulo 18 - And I'm gonna miss you


Notas iniciais
O nome do capítulo era para ser "And i'm gonna miss you like a child misses their blanket" mas não coube, então there u are. Aaaah 20 recomendações, que perfeição, sos. Quero agradecer a AmeliePoulain, xanda_cullen, DemetriaSalvatore pelas recomendações, amei meninas, obrigada de coração, fico feliz pelo reconhecimento s2

Damon Salvatore Narrando

- Garçonete, então ? — Stefan disse irônico. Eu estava encostado a grande janela de meu quarto quando Stefan passou pela porta e ficou parado a alguns metros de mim com os braços cruzados.

Eu ainda fervia de raiva, me sentia um idiota, um trouxa. Como eu tinha sido tão inocente a ponto de acreditar nela? Elena era uma prostituta, ela fazia sexo para sobreviver, não se importava com quem transava, só se ele tinha dinheiro para paga-la... Não sabia como me deixei seduzir por ela, não sei como deixei que isso chegasse tão longe, deveria ter me afastado quando Annabelle me aconselhou ou quando achei que deveria me afastar.

Aquilo tinha ido longe demais, era obvio que não iria acabar bem... Eu e Elena erámos o oposto um do outro, tínhamos realidades completamente distintas, vivíamos em mundos muito diferentes. Nunca daria certo, sem falar que Elena me decepcionara de uma forma que nunca imaginei que fosse fazer, transar com meu irmão tinha sido imperdoável.

— O que você quer? — Disse mal humorado.

- Será que tem como amansar a fera? Não venha me dar patada, eu não tive culpa de nada, nem sabia que sua adorada garçonete Elena é na verdade Nina, uma prostituta. — Stefan tinha razão... Ele não sabia que Elena estava comigo... Mas também como ia adivinhar? Elena naquela maldita boate era Nina e na verdade era uma prostituta e não uma garçonete, e de noite ela se transformava, parecia mesmo outra pessoa, ninguém diria que de dia ela seria uma mulher meiga e encantadora...

- Ok então veio aqui esfregar na minha cara que dormiu com a mesma mulher que eu? Acredite Stefan, eu não preciso que você jogue na minha cara que Elena é prostituta, eu já estou bem humilhado enquanto a isso.

- Damon, da pra calar a boca e me ouvir? Pelo amor de Deus! — Disse nervoso. — Porque mentiu para nós que Elena era garçonete?

- Será mesmo que você não sabe? — Virei-me de frente para ele e cruzei os braços.

- Você tem vergonha de sua namorada ser uma prostituta?

- Ela não é minha namorada... — Revirei os olhos.

- Como não?

- Nós não temos nada, Stefan. Nós só transamos, eu era cliente dela. Nós nos conhecemos da mesma forma que vocês...

- Serio porque não parece que vocês não são namorados, que ataque de ciúmes foi aquele na sala, Damon?

- Ataque de ciúmes? — Revirei meus olhos. Ok, não podia negar que também sentia ciúmes, era impossível não ficar enciumado quando a mulher com quem você transava estava tendo relações com outros homens, principalmente com seu irmão.

- Sim, se aquilo não foi ciúmes, não sei o que foi então.

- Não foi ciúmes, foi orgulho machucado! — Rebati.

- Ok, conta outra! — Riu sarcástico. — E precisava tê-la humilhado daquela forma? Primeiro foi na minha frente e depois aqui no quarto, qual é Damon, você não é assim.

- Em nenhum momento eu a humilhei, Stefan, e aliás, você ficou ouvindo atrás da porta?

- Claro que não, a porta estava aberta e vocês estavam falando um tanto alto. — Explicou. — Damon, você tinha que ver como ela saiu daqui. — Era ótimo que ela estivesse se sentindo mal, tão mal quanto eu estava me sentindo... Talvez só assim percebesse que tinha errado feio comigo.

- Não me importa. — Disse ríspido.

- Como não te importa?

- Não me importando. Stefan, Elena errou, o mínimo que ela poderia fazer é ficar mal.

- Damon, você não era assim!

- Não era como?

- Damon, ela é uma mulher apesar de ser prostituta, ela tem sentimentos e você a humilhou!

- Eu não fiz isso! – Elevei meu tom de voz.

- Sim, você a humilhou! Precisava falar que ela é igual as outras prostitutas? — Era impressão minha ou Stefan estava defendendo Elena? Qual era a do meu irmão? Ele nem se quer conhecia Elena para poder protegê-la dessa forma.

- E o que a difere das outras, então? — Naquele momento Elena não se diferia em nada, todos aqueles conceitos que e havia criado sobre ela foram exilados e agora ela só parecia uma vagabunda qualquer para mim.

- Me diga você!

- Nada a difere, ela é sim igual a todas, Stefan, ela transou com você e com outros homens enquanto transava comigo.

- Mas é isso que ela faz, Damon, ela transa com outros homens por dinheiro, pensei que soubesse disso quando foi procura-la no bordel.

- Obvio que eu sabia... – Revirei os olhos.

- Mas você queria exclusividade, acertei? – Assenti. – Se você queria ser exclusivo, porque não a pediu em namoro? – Será que tinha como minha família, em especial meus irmãos, cuidarem da vida deles? Em nenhum momento pedi a opinião deles sobre Elena ou sobre o que eu fazia ou deixava de fazer com ela. – Ela saiu arrasada daqui, eu acho que você deve procura-la para pedir desculpas, pelo menos. – Eu nunca iria fazer isso, quem errou foi ela e não eu, quem me devia desculpas era ela.

- Se o estado emocional de Elena te afetou tanto, porque não foi lá e a consolou? Aliás, porque você não vai lá agora ao bordel e a consola? Aproveita e pede mais um programa...

- Porque não fui eu quem a xingou, foi você, você deve ir se desculpar, não foi essa a educação que mamãe nos deu, esse não é você, Damon! – Chegou perto de mim. – O Damon que eu conhecia não humilhava as mulheres desse jeito e as respeitava acima de tudo! Damon, quando você estava com Katherine eu nunca o ouvi erguer o tom de voz para conversar com ela, muito menos humilhá-la dessa forma!

- Falou bem, quando eu estava com Katherine, Elena não é Katherine!

- E qual é a diferença das duas? – Comprar Elena com Katherine era a coisa mais fácil ou talvez a mais difícil de se fazer. As duas eram muito diferentes uma da outra, em todos os sentidos, não só fisicamente.

- Quer mesmo que eu comece a lista? – Perguntei com sarcasmo.

- Sinceramente, Damon, eu não vejo nenhuma diferença, as duas são mulheres e ambas merecem o seu respeito, por mais feio que tenham errado. – Desde quando Stefan tinha virado um bom samaritano? E desde quando ele defendia uma prostituta?

- Porque você se importa tanto? – Perguntei furioso.

- Porque ela te faz bem, Damon! – Disse como se aquilo fosse algo obvio. – Damon, por duas semanas que eu fiquei aqui, em nenhum momento eu te vi suspirar pelos cantos, não te vi encarar uma foto de Katherine, você saiu do luto com ela, Damon! Já faz quase duas semanas que você está brigado com a sua filha e a sua irmã por causa dessa mulher! Cara, eu nunca te vi tão vivo depois que Katherine morreu – Revirou os olhos. – Só um cego não veria o quanto Elena mexe com você e o quanto vocês se gostam e até arriscaria em dizer que você está apaixonado por ela, Damon.

- Então não se arrisque, porque eu não estou!

- Será mesmo que não está? Se não estiver, pelo menos, sente algo muito forte por ela, só isso justifica sua reação tão exagerada ao descobrir que ela transa com outros caras.

- Stefan, não fale besteiras! – Disse bravo. Eu? Apaixonado por Elena? Não... Sem chances... – Eu não estou apaixonado por ela, eu não a amo como amo Katherine.

- Será que não? – Me desafiou.

- Sinceramente, Stefan, quem é você para falar de amor? O que você sabe sobre o amor? – Disse um pouco mais alto. – Você não faz a mínima ideia do que é amar outra pessoa, você nunca amou alguém como eu amo Katherine! – Stefan estava sendo hipócrita em falar de amor comigo, ele nem ao menos sabia a intensidade desse sentimento para poder dar palpites.

- Ok, você tem razão, eu não sei nada sobre o amor mesmo, afinal, eu sou o mulherengo que pega todas e que não tem compromisso... – Encolheu os ombros, magoado. – Mas se o amor for o que eu via em seus olhos e nos olhos de Katherine, então com certeza o que você sente por Elena é amor... – Eu não iria discutir isso com ele, Stefan não fazia ideia do que eu sentia por Elena. Eu não aceitava julgamentos de quem não passou o mesmo que eu...

- Eu não quero mais falar sobre isso...

- Você não quer falar porque sabe que eu estou certo, até quando você vai fugir da realidade, Damon? – Ele ficou um tempo em silencio esperando minha reação, mas eu não disse nada. – Faça o que você quiser, a vida é sua... – Suspirou derrotado. – Mas nem pedir desculpas você vai?

- Eu não tenho nada para me desculpar. – Disse ríspido. – Eu só peço que você não conte que Elena é garota de programa para Anna e Emily...

- Você não pretende mesmo voltar a se encontrar com ela, não é?

- Para que? Para ela continuar me enganando? – Disse com desgosto.

- Pai! – A voz de Emily veio pelo corredor e seus passos iam aproximando-se de meu quarto.

- Oi, filha! – Gritei. – Nem um piu sobre isso, ok? – Stefan assentiu.

- Hey, Damon. – Annabelle entrou logo atrás de Emily. – Eu e Emily vamos cozinhar, o que vocês querem comer?

- Lasanha! – Stefan disse de imediato.

- Lasanha, definitivamente! – Assenti.

- Ok, vamos estar na cozinha então... – Annabelle disse.

- Espere! – Disse. – Preciso falar contigo, Anna. – Eu precisava me desculpar com a minha irmã e falar que ela tinha completa razão sobre Elena. Do jeito que nós estávamos, não podia continuar.

- Pode ir, Emms, eu te encontro lá. – Passou a mão nos cabelos de minha filha antes dela sair. – O que houve, Damon? – Falou rispidamente.

- Bandeira branca? – Encolhi os ombros. – Você tinha completa razão sobre Elena, ela não é para mim... – Suspirei pesadamente. Uma pontada forte atingiu meu peito quando eu falei isso, parecia que meu interior não concordava com aquilo.

- Wow, o que te fez mudar de ideia? – Disse surpresa. – Quem ou o que abriu seus olhos?

- Ninguém... Na verdade, nós brigamos e terminamos. – Dei de ombros. – Ela veio passar a noite aqui comigo e ao amanhecer acabamos discutindo...

- Eww, vocês transaram com Emily aqui? – Fez cara de nojo.

- Como se eu e Katherine não fizemos isso direto quando ela era viva... – Revirei os olhos. – E outra, nós fizemos no meu quarto, não no dela, não na cozinha ou na sala, no meu quarto. – Enfatizei o “meu”.

- Mais uma vez a defendendo... – Revirou os olhos. – Mas o que importa é que você percebeu que merece coisa melhor, fico feliz por isso...

- É, eu também... – Franzi o cenho.

- Então, quer nos ajudar a fazer o almoço? – Ela sorriu me dando um soquinho no peito. – Mas antes, troque esses lençóis... – Olhou para minha cama fazendo cara de nojo.

- Sim Senhora, vão preparando o molho enquanto eu organizo o quarto.

As coisas iriam mudar muito a partir de hoje... Para melhor é claro. Meus finais de semana iriam ser dedicados totalmente a minha filha e eu iria esquecer Elena, teria que superar esse vicio, essa dependência que eu sentia por ela. Sei que não iria ser fácil, mas eu iria me obrigar a isso, era para o meu próprio bem.

Elena Gilbert Narrando

- Hey, vamos com calma ai, gatinha! – Marcos entrou pela enorme porta de vidro da “academia” enquanto eu corri na esteira. – Não precisa descontar sua decepção nos exercícios, quem sofre é você, seu corpo... – Caminhou para mais perto de mim apoiando-se no visor da esteira. – Se quer descontar alguma coisa em alguém, esse alguém tem que ser o Damon. – Trinquei os dentes com força ao ouvir o nome dele.

- Não estou decepcionada... – Menti. Não era decepção, eu estava arrasada, me sentia humilhada. Minha mente, meus pensamentos estavam poluídos com as palavras cruéis de Damon, alimentando ainda mais aquela dor em meu peito... Parecia que eu havia levado uma surra, cada parte de meu corpo doía, era como se ele tivesse me agredido fisicamente ao falar aquilo para mim.

- Uhum, finjo que acredito. Meu bem, eu te conheço como ninguém, consigo ver na sua voz que você não está bem. Desde a hora que chegou da casa do gostosão está aqui trancada nessa academia.

- Preciso manter a forma, você sabe disso!

- Com quatro horas de treino você vai é perder sua saúde, vamos, saía dai agora.

- Não vou sair. – Disse mal humorada.

- Elena, eu vou desligar a esteira.

- Marcos, você está de férias, me deixe em paz. – Bufei.

- Eu sei que estou de férias, não estou falando como seu personal, mas sim como seu amigo. – Sem me avisar, Marcos apertou o botão vermelho do painel da esteira e aos poucos o aparelho foi diminuindo de velocidade, até parar por completo. – Não deixe que esse homem acabe com você dessa forma, Leninha, ele não merece nem o suor que você está derramando nessa esteira. – Disse calmamente. Marcos tinha razão, mas não conseguia deixar de ficar assim. Eu gostava muito de Damon para não me magoar com o que ele havia dito para mim. – Por sinal, você tem visita. – Ele sorriu malandro. Pelo sorriso de Marcos, presumi que fosse algum homem. Mas eu não iria vê-lo, não estava pronta para mais uma dose de testosterona.

- Não quero ver ninguém, mande embora. – Fechei a cara saindo da esteira e indo para a bicicleta, de novo.

- Nem se for uma loira linda de olhos azuis?

- Carol? – Sorri abertamente.

- Uhum! – Assentiu.

Sem responder nada, eu pego minha toalha pequena que estava dependurada no guidão da bicicleta, a coloco em meus ombros e corro ao encontro de minha amiga.

- Carol! – Apresso o passo indo em direção à moça loira sentada ao sofá.

- Lena! – Corresponde o sorriso e se coloca de pé para me receber.

- Que saudades, amiga! – Sem me importar em estar suada, jogo meus braços ao redor dela a abraçando forte.

- Saudades de ti também, tia suada! – Riu correspondendo meu abraço na mesma intensidade. Era só aquilo que eu precisava; um abraço de minha melhor amiga. Precisava do aconchego dela e da paz e tranquilidade que ela me transmitia. Caroline tinha o dom de me acalmar, era incrível isso. – Como você está?

- Péssima... – Admiti chorosa.

- Hey, o que houve? – Carol me soltou e pegou minhas mãos.

- Depois conversamos sobre isso... – Fiz um gesto para lado com a cabeça, mostrando que não estávamos sozinhos na sala. Bonnie e April assistiam televisão do outro sofá e eu não queria que elas soubessem de minha vida pessoal, Bonnie principalmente. – E como está esse meu sobrinho lindo? – Coloquei a mão sobre o ventre de minha amiga, que já possuía um pequeno volume.

- Está ótimo! – Sorriu docemente e passou a mão sobre a blusa, esticando o tecido e mostrando o tamanho da barriguinha. – Apesar de estar engordando a mamãe cada dia mais, a deixando cheia de enjoos e com os hormônios a flor da pele, está tudo bem, tudo sob controle!

- Oh, não fale assim dele, ele pode te ouvir! – A reprimi brincando enquanto acariciava o leve volume. – Amor, não escute essa boba, todos amam você... – Carol riu de mim.

- Então essa história de hormônios é verdade? – Marcos intrometeu-se na conversa.

- Ôh se é... Klaus não pode nem se quer esbarrar sem querer em mim que meu corpo inteiro parece pegar fogo. Parece que eu estou o desejando duas vezes mais agora.

- Pare de colocar culpa na criança, Caroline, você sempre foi fogosa... – Marcos revirou os olhos provocando Carol me fazendo rir alto.

- Você é uma besta mesmo! – Ela revirou os olhos rindo e foi até ele para abraça-lo.

- Hey, vamos lá para o quarto enquanto eu tomo banho... – Sugeri.

....

- Pronto, agora nos conte o que aconteceu... – Caroline disse assim que entrei voltei para o quarto, após ter tomado banho e ter me vestido com uma roupa leve.

- Eu e Damon brigamos... — Disse pausadamente pegando minha almofada comprida do pé da cama e deitado no colo de Marcos.

- Ah... — Caroline disse cabisbaixa. — Porque vocês brigaram?

- Porque eu transei com o irmão dele... — Mordi meu lábio franzindo o cenho enquanto falava.

- Como assim, Elena? — Carol exaltou-se.

- Não, não foi de propósito. Ele veio aqui em uma despedida de solteiro... — Expliquei.

- E como Elena parece que tem mel nas regiões baixas, eles acabaram transando. — Marcos concluiu rindo. Outra qualidade de Marquinhos que eu admirava muito , era ele conseguir fazer piada com tudo, principalmente com assunto sério para amenizar o clima.

- E ele ficou bravo porque queria exclusividade então disse para mim que eu não passava de uma prostituta igual a todas as outras. — Disse com um suspiro magoado. A voz de Damon ecoou em minha mente Eu pensei que você fosse diferente, mas agora só me provou que é igual a todas as outras prostitutas por ai.”... Essas palavras soavam tão dolorosas naquele momento do que quando foram ditas.

- Ele não disse isso... — Caroline falou um tanto incrédula e eu assenti.

- Eu não sei como pude ser tão inocente e volúvel... Eu me deixei envolver por ele como se fosse uma adolescente ingênua e inexperiente. Eu deixei que ele bagunçasse meus sentimentos, Caroline, como pude ser tão submissa?

- Mas Elena, quais são esses sentimentos exatamente? Você o ama? — Caroline me perguntou. Sua expressão era repleta de piedade e dor, eu via em seus olhos que ela sabia o que eu estava sentindo, parecia que ela pegava minhas dores, se identificava com elas. Agora eu conseguia entender tudo que ela sofreu por Klaus e tudo o que ela ainda sofria por ele, naquele momento tudo fazia sentido para mim; aquele sentimento de ser rejeitada, humilhada pela pessoa que você gosta era horrível, não tinha explicação do quão ruim era. Eu me sentia um lixo, algo imprestável, eu não era nada, afinal, eu não tinha sido capaz nem de fazer Damon gostar de mim...

Mas havia uma única diferença entra minha relação com Damon e da de Caroline com Klaus; Carol era perdidamente apaixonada por Klaus e não tinha duvidas de seus sentimentos por ele, mas quanto a mim, eu sentia algo muito forte por ele mas não tinha certeza se era amor.

- Eu não sei... — Encolhi meus ombros um tanto culpada. — Eu não sei se o amo, não sei se é amor, eu só sei que é algo muito forte. Quando eu estou com ele eu quero que o tempo pare só para ficarmos juntos e quando nos encontramos parece que meu estômago vai explodir de tão inquieto que fica, meu coração acelera com qualquer olhar ou só com a sua voz aveludada, minha pele arrepia com qualquer toque. — Sentei-me na cama e escondi o rosto em minhas mãos. — E tem o sexo, meu Deus, Damon é de longe o melhor homem com quem eu já transei em toda minha vida. – Eu poderia ficar o dia inteiro falando das qualidades de Damon, eram tantas...

- Definitivamente, você está apaixonada... — Caroline concluiu. — Elena, você o ama. — Disse suavemente. Eu não podia amar Damon, não, não... Amor é um sentimento muito forte, não podia ser, não com ele, eu não podia ama-lo, era masoquismo, era suicídio...

- Eu não quero amá-lo... – Sussurrei. – Eu não posso amá-lo... Isso definitivamente não é amor! – Conclui convicta.

- Elena, quando você fala dele, seus olhos assumem um brilho que só vi quando você estava grávida, seu sorriso é tão feliz, sua voz então, parece que estamos falando de algo angelical de tão suave que ela fica. Isso é sim amor, amiga! – Carol levantou-se da poltrona onde estava sentada e veio até a cama, sentando-se ao meu lado. – Lena, é amor de verdade e quando é real você não pode fugir ou simplesmente evitar. – Damon não era o homem certo para mim, digo, eu não era a mulher certa para Damon. Ele merecia algo melhor, uma mulher decente, digna de assumir o posto de Katherine na vida dele e de Emily. Eu não era boa o suficiente para ele, não havia nada ético e moral em mim...

- Pode sim!

- Me diga então como vai fazer para evitar algo tão forte, me diga como que você vai fazer para tirá-lo de seus pensamentos... Estou falando sério porque até hoje estou tentando superar o que sinto por Klaus.

- É diferente C., eu não posso amar Damon, não é saudável. – Ter recuado de todos os toques não tinha sido suficiente, meu plano de autopreservação tinha falhado, eu precisava de algo novo. – Eu não posso mais vê-lo e é isso que eu vou fazer! – Disse convicta. – Eu não vou mais vê-lo! – Ergui a cabeça decidida. – E por favor, vamos mudar de assunto... – Implorei. – Falar dele não me faz bem.

- Você quem sabe, Lena... – Caroline suspirou derrotada. – Sobre o que quer falar?

- Sobre você, é claro! – Revirei os olhos sorrindo. – Como estão as coisas com Klaus?

- Estão bem, estamos evoluindo, eu acho... – Riu.

- O que quer dizer com isso? – Perguntei confusa.

- Vocês voltaram a transar? – Marcos intrometeu-se.

- Não, Marcos, nós não voltamos a transar... Ainda... – Mordeu o lábio dizendo a ultima palavra.

- Uh lá lá... – Disse animada. – Como assim, ainda?

- Bom, depois do ultrassom eu não aguentei e quando estávamos no carro, voltando para casa, eu o beijei e para minha surpresa, ele correspondeu! – Bateu palmas animadamente. – E na sexta feira, quando ele chegou do trabalho, nós ficamos na sala assistindo filme juntos no sofá... Só que... – Mordeu o lábio tentando conter um sorriso. – Ele ficou o tempo todo apenas de samba canção e meus hormônios disseram “oi” e eu o beijei novamente...

- Menina, você é terrível, adorei! – Marcos riu alto. – Prossiga.

- Nós estávamos prestes a nos despir quando a empregada dele chegou e nos pegou no flagra, quebrando o clima.

- Broxei! – Marquinhos reclamou.

- Não acredito, Caroline, e vocês não continuaram no quarto dele depois? – Perguntei emburrada.

- Não... – Respondeu cabisbaixa. – Depois o clima acabou e eu fui para o meu quarto dormir frustrada e cheia de desejo. – Disse manhosa.

- E de madrugada? Você não escapou para o quarto dele? – Sorri maliciosa.

- Eu sinto sono demais para acordar de madrugada para transar, Lena! – Bufou.

- Ah, qual é! – Marcos disse.

- Ele ia acabar cedendo, C.

- Eu sei, mas oportunidades não faltaram, nós moramos juntos né... – Respondeu usando o mesmo tom de malicia que eu usara.

Enquanto conversávamos, alguém bateu levemente na porta.

- Elena? – A voz fina de uma garota soou, era April.

- Entre! – Gritei e ela abriu a porta. – April, você sabe que não precisa bater, aqui é seu quarto também.

- Eu sei, mas vocês estavam conversando, não queria atrapalhar... – Deu de ombros. April era uma boa garota, apesar de ter feito a escolha errada. Tinha dezessete para dezoito anos e estava se prostituindo para conseguir pagar a faculdade, ela vinha de uma família humilde do Texas, seu pai era pastor e não tinha condições de lhe dar uma vida com conforto e faculdade fazia parte do pacote. – Você tem visita...

- Mais visitas? Disse quem era?

- Não, ele disse que é surpresa!

- E se for Damon? – Olhei para Caroline e Marcos em desespero. – Ele é moreno de olhos azuis? – Perguntei a April.

- Não, ele é loiro... – Franziu o cenho.

- Vai lá, Lena! – Caroline me empurrou me incentivando a ir.

- Eu não sei quem é! – Relutei.

- Nunca vai saber se não for atender. – Marcos revirou os olhos, entediado.

- É, vai logo! – Carol disse.

- OK! – Suspirei me dando por vencida e levantei-me da cama indo para a sala de estar, onde minha visita me esperava.

No meio dos sofás, com as mãos em um jeans escuro e usando um paletó preto que marcava bem os largos ombros, estava um homem cuja estatura era alta e mesmo que de costas consegui reconhecer facilmente...

- Matt? – Lentamente ele virou-se e me recebeu com um sorriso de canto de lábios.

- Lena!

- O que faz aqui? – O que diabos Matt Donovan queria comigo? – Eu pensei que tivesse ido para Londres. – Aproximei-me dele.

- Eu fui, mas voltei. – Sorriu divertido. – Decidi ficar em Nova Iorque.

- Hm... – “E o que eu tenho a ver com isso?” Pensei. – E o que faz aqui? – Repeti a pergunta.

- Vim te ver...

- Perceptível. – Disse com cinismo.

- E que desde quando eu te encontrei naquele restaurante, eu não consigo parar de pensar em ti... Sinto sua falta, Lena.

- Aham... – Revirei os olhos usando o mesmo tom cínico de antes. – Sente muito minha falta e pensa tanto em mim que não pensou duas vezes em me dar um chute na bunda quando eu estava esperando um filho seu.

- Elena, será que temos como sair para conversar? – Chegou mais perto de mim e automaticamente, me afastei. – Eu tenho tanto a lhe dizer, tanto para me desculpar.

- Sem chances, saia com Bonnie. – Eu não iria sair com ele, havia jurado a mim mesma que nunca mais iria me envolver com ele.

- Se eu quisesse sair com Bonnie, falaria com ela, não acha?

- É, mas eu não quero sair com você, Matt. – Relutei.

- Por favor, Lena, vai ser rápido, saímos como amigos, eu juro, só como amigos!

- Não!

- Só um café, por favor, eu lhe imploro. Eu só quero conversar. – Insistiu.

- Conversar?

- Sim! – Ele não iria desistir tão fácil, iriamos ficar até anoitecer discutindo se eu não cedesse.

- Quando quer sair? – Dei-me por vencida.

- Amanha, pode ser? – Balancei a cabeça afirmando, soltando um longo suspiro. – Venho te pegar as quatro, o que acha?

- Tanto faz...

- Obrigado, Elena!

- Ok ok... – Respondi fria.

Eu não fazia a menor ideia do que Matt queria comigo... Ele havia sido claro quando me mandou sumir da vida dele, nós não tínhamos nenhum assunto pendente. Digo, eu não fazia a menor ideia do que aquele Matt queria comigo porque aquele não era o Matt que eu conhecia... Agora ele parecia sério, maduro, completamente o oposto do que costumava a ser. Ele tinha mesmo mudado e eu esperava que fosse para melhor, Matt era uma boa pessoa, apesar de tudo, e ele poderia até me ajudar a esquecer Damon...

Notas finais
Enfim gente, eu disse que o Matt nao vai atrapalhar e ele n vai mesmo, ele vai ser um bom amigo para a Elena, quando ele for ameaça, eu aviso kkkkk
E quanto aos comentarios, gente, foram 41 comentarios QUARENTA E UM! PU-TA-QUE-PA-RIU, VOCÊS SÃO DEMAIS! Muito obrigada mesmo gente e vou até ser legal com vocês, posto o proximo se tiver 30 reviews nesse capítulo. E pfvr n me mate, matt n é uma ameaça por enquanto. BJS AMO VCS.