Soho Dolls

32 Capítulo Bônus - Your last chance


Notas iniciais
Hey vcs, me amem, consegui postar rápido dessa vez haha
quero agradecer a Stella Sinner pela recomendação maravilhosa, muitissimo obrigada amr, amei amei amei s2

Caroline Forbes Narrando


Ansiedade, nervosismo, inquietação, mais ansiedade e um pouco mais de nervosismo... Eu estava em um emaranhado de emoções, não sabia definir em apenas uma palavra como os sete dias depois da pequena discussão que tive com Klaus foram, todos os mais confusos e inquietantes sentimentos e sensações estavam todos misturados em um só me incomodando diariamente enquanto eu comia desesperadamente, como nunca havia comido antes em minha vida. Eu e Klaus só conversávamos o trivial, ou seja, sobre Claire, ele me perguntava como nós estávamos, avisava que estava saindo e nada mais. Quando ele estava em casa se trancava em seu escritório e eu em meu quarto ou na sala arrumando os papeis necessários para que começasse a procurar emprego. Tudo isso que estava acontecendo servia como uma prova do quão instável nossa convivência era, não iria dizer relação porque o que tínhamos era frio demais para ser considerado isso, e por outro lado eu via como um incentivo para que não desistisse de querer trabalhar, fazer minha faculdade e ter meu próprio dinheiro...

Minha vida estava praticamente toda planejada; eu iria procurar um trabalho e iria usar meu salário para procurar algum lugar para morar com Claire, a faculdade era um sonho que eu iria ter que planejar cautelosamente e que provavelmente teria ficar para depois já que nem o que eu recebesse e nem o que tinha guardado da prostituição eram o suficiente para quitar o curso de psicologia, que era o que havia escolhido fazer, em qualquer universidade de Nova Iorque, se eu quisesse ter dinheiro para os meus estudos iria ter que trabalhar dobrado. Eu estava esperançosa de que tudo o que planejara desse certo... Tudo já estava pronto só estando pendente a conversa que iria ter com Klaus para contar de todos os planos que eu havia feito, eu precisava informa-lo uma vez que Claire estava inclusa nesses planos e bem ou mal Klaus é pai de Claire e tinha o direito de saber isso... E era exatamente isso que me deixava ainda mais inquieta, eu precisava contar a Klaus, mas não fazia ideia de como fazer isso e necessitava desesperadamente de ajuda de Elena, mas fazia dias que ligava para seu celular e caía na caixa de mensagens, eu só queria conversar com a minha melhor amiga, contar a ela de meus planos e pedir sua opinião sobre eles, ouvi-la falar que tudo vai dar certo e que independente do que acontecesse eu ainda a teria ao meu lado, mas pelo jeito isso não iria ser possível, os dias estavam passando e quanto mais tempo eu perdia menos tempo teria para ajeitar minha vida e da minha filha.

Era sábado de manhã, por volta das oito horas, e eu estava sentada no enorme sofá da sala enquanto que na tela da televisão passava um filme que eu nem se quer sabia do que se tratava. Em minhas mãos estava uma foto de perfil de Claire de minha ultima ultrassonografia e minha mente estava longe, apenas pensando em como seria aquela garotinha que eu levava em meu ventre. Eu parecia estar alheia ao mundo, como se só meu corpo estivesse presente, o que provavelmente fosse devido ao cansaço insuportável que estava sentindo devido às noites pessimamente dormidas. Além de estar pensando em certa menininha, minha melhor amiga também não saía de minha mente... Elena nunca ficara tanto tempo sem atender ao celular antes e eu estava começando a ficar preocupada, estava até cogitando, mas somente cogitando já que seria impossível sair com Klaus ficando em casa o dia inteiro, em ir até o bordel me certificar de como que ela estava já que fazia uma semana ou mais que não tinha notícias dela, o que me deixava um tanto tranquila era que se algo ruim tivesse acontecido com ela eu já teria sido comunicada...

- Caroline, já de pé? – Uma voz máscula e sonolenta soou atrás de mim me assustando como sempre fazia.

- Klaus! – O repreendi friamente. – Que susto!

- Desculpe, querida... – Os cantos de seus lábios ergueram-se levemente em um sorriso travesso enquanto ele se aproximava de mim. – O que faz acordada a essa hora?

- A pergunta certa seria; “o que faz acordada ainda?” – Enfatizei o “ainda”.

- Não dormiu essa noite? – Klaus perguntou parecendo repentinamente interessado em saber sobre mim e em conversar comigo.

- Na verdade já faz alguns dias que eu não durmo... – Disse dando de ombros e desviando o olhar do peitoral nu do homem em minha frente, como todos os sábados de manhã Klaus estava se aprontando para sua corrida no Central Park e estava vestindo apenas uma bermuda propícia para o exercício e uma regata branca que estava embolada em seu ombro direito.

- Que estranho, eu li na internet que mulheres grávidas tendem a sentir muito mais sono do que o habitual...

- Bom, então provavelmente eu não me encaixe nessas estatísticas... – Dei de ombros e voltei a minha atenção a foto em minhas mãos com o intuito de ignorar aquela perfeição em forma de homem que estava a poucos metros de mim. Klaus pareceu ter aceitado minha justificativa para a falta de sono e um silêncio acolhedor tomou conta do cômodo, ele pareceu ter desistido de conversar comigo e seguido até a cozinha para tomar seu café da manhã, e sem querer erguer o olhar para averiguar minha hipótese, continuei encarando o delicado perfil que estava impresso na foto em minhas mãos. Quando eu estava já convicta de que Klaus fazia seu desjejum, a mesma voz que me assustara soou bem perto de meu ouvido fazendo o hálito fresco de pasta de dente do dono da mesma pinicar meu pescoço me fazendo arrepiar;

- Você já a ama muito, não é? — Klaus disse após ficar um bom tempo fitando a foto de nossa filha.

- Ela é tudo que tenho, Klaus, eu a amo mais do que você pode imaginar... – Eu disse erguendo o rosto para olhá-lo, Klaus ficou em silêncio por alguns segundos apenas olhando-me intensamente sem desviar os olhos dos meus.

- Você sabe que não precisa ser assim...

- Ah sim, verdade, eu tenho Elena também...

- Caroline, eu estou aqui para você também... – Aquilo deveria ser uma piada então essa mudança de humor repentina de Klaus pudesse ser princípios de bipolaridade...

- Ok grande piada... — Revirei os olhos rindo baixinho. — Nós precisamos conversar Klaus. – Não sabia se aquele era o momento perfeito para aquilo, mas me parecia o mais adequado, Klaus estava comunicativo e aparentava estar de bom humor e provavelmente eu não teria uma oportunidade como essa tão cedo.

- Sobre o que quer falar?

- Eu decidi uma coisa Klaus... Vou procurar um emprego, começar a trabalhar e seguir minha vida sem você. – A expressão de Klaus passou de suave para séria e espantada, ele definitivamente não esperava por isso. – Não dá para continuar assim como um troféu, vou trabalhar e assim que tiver dinheiro o suficiente, vou arrumar um lugar para mim e Claire morarmos. Talvez eu faça uma faculdade futuramente, mas do jeito que está não dá para ficar, Klaus. Eu reconheço que suas intenções foram as melhores e fico muito feliz por você não ter me abandonado grávida, mas vai ser melhor assim, tanto pra nós dois quanto pra Claire...

- Vai ser bom para Claire ter os pais morando separados? Vai ser bom para Claire ter que ficar revezando onde ela vai passar o final de semana? Sinceramente, Caroline, eu não acho que isso vai ser bom para nossa filha.

- Bom, com certeza vai ser melhor do que ela ter que morar com nós dois tendo que enfrentar uma relação como a nossa, já parou para pensar o quanto não vai ser estranho para ela ter que conviver e entender porque os pais dormem em quarto separados ou mal se falam? Ou então, quando você decidir trazer alguma mulher ou namorada para casa e ela ter que ver o pai aos beijos e abraços com alguém que não é a mãe dela? Ela vai ser só uma criança, Klaus, vai demorar a entender o que realmente acontece entre nós...

- Você diz que a Claire terá dificuldades em se adaptar com a nossa relação, mas em todos esses argumentos que você usou eu só vejo você, o seu lado e não o de Claire... Por exemplo, eu vejo você não gostando de me ver com outra mulher ou não se acostumando com o fato de não levarmos uma vida de casal.

- Não Klaus, você está errado, eu não estou usando minha filha como pretexto para os meus planos de mudança porque eu perdi minhas esperanças de sermos um casal então tudo o que estou fazendo é pensando somente em Claire, no bem dela... Olhe só para nós, é a primeira vez que trocamos mais de dez palavras em uma semana e já estamos discutindo, Claire não tem culpa dos desentendimentos dos pais e não merece presenciar isso...

- Eu não tenho argumentos contra isso... – Klaus encolheu seus ombros e disse baixinho. – Eu não tenho controle sob sua vida, até gostaria de ter, mas infelizmente isso não é possível... Eu não queria que as coisas acontecessem dessa forma, estava tudo indo tão bem...

– Bem? Estava tudo indo bem? Talvez na mente dele estivesse tudo porque na realidade as coisas estavam péssimas! – Vejo que você está bem decidida a fazer isso, não tem nada que eu possa fazer para te impedir ou mudar de ideia. – Deu de ombros com descaso.

- Tem sim, Klaus, e você sabe o que é, mas eu queria que fosse realmente verdade se você dissesse...

Com um suspiro fundo como se estivesse se dando por vencido, Klaus me puxou pelo braço e me abraçou fortemente deixando-me extremamente confusa e surpresa pelo seu ato mais do que inesperado. Ele parecia querer me esconder, me proteger de algo, e poderia até arriscar em dizer que além de protetores, seus braços mostravam-se um tanto possessivos ao meu redor e antes mesmo de conseguir me dar conta de que realmente estava nos braços de Klaus, eu correspondia o abraço na mesma intensidade... Eu sentia seu nariz em meus cabelos e gradualmente seus batimentos cardíacos mostravam-se mais presentes contra meu peito, o calor de pele acolhia-me de uma forma tão certa e natural, como se eu pertencesse àqueles braços... Não conseguia encontrar o motivo para o tal abraço, mas estava tirando proveito daquele contato o máximo que conseguia, com o rosto escondido na curvatura de seu pescoço, eu inalava o cheiro único que tinha sua pele e intensificava a força com que o abraçava para sentir melhor sua nudez contra mim...

Eu sabia o quanto aquilo iria me machucar e tinha consciência do tamanho do vazio que iria dominar meu peito quando ele me soltasse, mas por mais que eu quisesse meu corpo parecia estar satisfeito em estar sendo envolvido pelo calor de Klaus...

- Eu quero te fazer mudar de ideia, Caroline, não quero só minha filha por perto, mas também a mãe dela... – A vibração de seu peito ao falar me fez voltar à consciência me fazendo perguntar se o que eu estava ouvindo era verdade ou apenas alguma alucinação. – Me dê mais uma chance... – Ele sussurrou. Sem encontrar minha voz eu apenas assenti erguendo minha cabeça para olhá-lo. Klaus sorriu levemente, pegou meu rosto com cuidado e se aproximou de mim para depositar um beijo demorado em minha testa.

- A última, Klaus... – Minha voz saiu um tanto falha talvez por que o que eu estar dizendo não ser verdade. Klaus era minha fraqueza e eu iria dar quantas chances ele me pedisse...

- Obrigado! – Ele disse baixinho ainda com os lábios levemente pressionados em minha testa. – Eu vou ao parque, ok? Volto em poucas horas... – Eu assenti da mesma forma silenciosa que antes me afastando dele aos poucos. – Aproveite para tentar voltar a dormir, você parece abatida, querida, sem falar minha mãe me ligou ontem de noite e nos convidou para passar o dia com ela e para isso você tem que estar bem disposta... – Ainda com as mãos em meu rosto, ele acariciou minhas bochechas e as olheiras enormes de baixo de meus olhos me fazendo inclinar minha cabeça em sua mão pelo carinho.

- Pode deixar...

Com um último beijo em minha testa, Klaus se despediu de mim e foi em direção à porta enquanto eu o assistia sair estática. Após alguns segundos parada no mesmo lugar, eu caminhei lentamente até meu quarto e me aconcheguei na cama obedecendo fielmente o que ele havia me pedido. Eu estava mais leve, menos angustiada, mas ainda assim me sentia mais perdida e confusa do que já estava antes de contar meus planos a ele... Não sabia o que pensar, não sabia mais como agir... Toda aquela determinação fora parar no lixo no momento em que Klaus me pedira mais uma chance, ele havia feito minhas esperanças de um dia conquistá-lo voltarem mais fortes e em um piscar de olhos me vi desarmada diante dele. Eu detestava amá-lo, amar Klaus era doentio, masoquismo, e mesmo sabendo disso eu não era capaz de deixar de amá-lo, era um ciclo vicioso que quanto mais eu tentava mais achava razões para amá-lo...

Meu corpo padecia aos poucos, minhas pálpebras pareciam ter um peso equivalente a uma tonelada cada uma e em meio a lágrimas intrusas eu acabei adormecendo como se nada tivesse acontecido...

Notas finais
sei que vcs estão desesperados para ver como a eles está e eu juro que no proximo veremos isso, e obvio o damon entrando em cena rs. O proximo capitulo é mttttt importante para o desfecho da fic então eu só posto ele com no minimo trinta comentario, sim sou má rs