Soho Dolls
14 Capítulo Bônus - New life
Notas iniciais
Caroline Forbes narrando
Na quinta feira estava completando exatos cinco dias que eu havia me mudado para casa de Klaus e as coisas estavam indo superbem, na verdade, melhor do que eu imaginava que seriam...
A casa ou melhor, flat, era enorme, o tamanho dele era, tranquilamente, o equivalente a duas SoHo Dolls. Havia três quartos, sendo duas suítes, uma sala ampla e arejada onde era divida entre sala de estar com televisão e sobrava espaço para uma enorme mesa para doze pessoas sendo assim, a sala de jantar ou um ambiente para reuniões. Uma cozinha bem planejada com eletrodomésticos de ultima geração e moveis bonitos e bem desenhados. Um dos quartos, Klaus utilizava como seu escritório, então era uma repleta bagunça, mas não entrei nele, Klaus apenas abriu a porta para me apresentar o cômodo e depois a fechou, eu também não tinha curiosidade de ficar ali, era ume escritório normal; paredes com prateleiras cobertas de livros, um sofá de couro preto de dois lugares para descanso e uma escrivaninha enorme com um computador de ultima geração atolada de papeis e pastas.
O seu quarto foi o único lugar da casa que ele não me mostrou, afinal, eu conhecia muito bem aquele cômodo...
Em consequência, o quarto que sobrara, Klaus deixou para mim e o bebê que em minha opinião, era o mais bonito de todo aquele flat. No centro do quarto tinha uma cama queen size com roupas de cama com uma estampa floral bem delicada e almofadas e fronhas de travesseiro rosa bebê para combinar com a decoração do quarto, que era bege com um rosa envelhecido claro. As cortinas eram compridas e bloqueavam parcialmente os raios fortes de sol típicos do outono nova iorquino deixando o quarto um tanto iluminado durante o dia, os moveis eram brancos e pareciam ter sido pintados a mão, dando um ar rustico no quarto. O closet era praticamente do tamanho do quarto que eu dividia com Elena, Klaus tomara liberdade e comprara roupas novas para mim, mais comportadas e refinadas, adicionou também calças de maternidade que se ajustavam conforme minha barriga ia crescendo sem apertar ou causar desconforto e vestidos e blusas batas. Tudo estava perfeito, mas o que deixava o quarto ainda mais bonito e especial era que o canto, próximo a minha cama, ocupava um berço enorme com um mobile colorido e que metade das prateleiras e portas de meu closet seriam ocupadas apenas com roupas de bebê.
Era tudo tão perfeito, eu passava horas apenas olhando e alisando as poucas roupinhas que Klaus já havia comprado para nosso filho imaginando com ele seria e como ficaria dentro delas... Meu lado maternal tinha explodido aquela semana e eu não pensava em mais nada a não ser meu bebe.
Além de tudo isso, ganhei também um celular em que Klaus enchera de aplicativos sobre gravidez, bebês e dicas de como manter uma gestação saudável e de como criar seu filho.
Deixando bens materiais de lado, no dia seguinte, sem conter a ansiedade, fomos jantar nas casas dos pais de Klaus. Não conseguia conter o nervosismo, estava inquieta, balancei a perna incessantemente por todo o percurso até a mansão Mikaelson fazendo Klaus rir por estar daquele jeito... Mas assim que coloquei os pés na sala de estar e que fui recebida por um abraço apertado de Dona Esther, minhas preocupações esvaíram-se me deixando mais tranquila.
Apesar de a casa ser um extremo luxo e os donos dela fazerem jus ao status que ela passava, fui recebida com o máximo de educação e simplicidade possível. Os pais de Klaus não eram aquelas duas figuras fúteis que criei em minha mente e para ser sincera, conseguiam ser completamente o oposto disso.
A janta decorreu bem, respondi com sinceridade perguntas sobre minha família deixando claro que eu não tinha ninguém no mundo com laços sanguíneos, falei que fui expulsa de casa assim que meu pai descobriu que eu mantinha relações sexuais sem ser casada e omiti uma parte da historia, dizendo que comecei a trabalhar de noite em uma boate como garçonete enquanto estudava na Universidade de Nova Iorque e morava em uma republica de garotas. Eles pareceram aceitar bem minhas historia e ao perceber o quanto eu ficava desconfortável em falar sobre o assunto, o foco da conversa se tornou os irmãos de Klaus.
Pelo que havia entendido, eles eram em quatro homens; Klaus, Elijah, Finn e Kol. Kol era o mais novo de todos, com apenas dezoito anos, Esther o chamava, carinhosamente, de “camisinha furada”, ele morava ainda na mansão sob cuidado dos pais mas cursava direito na Yale. Finn era o mais velho de todos e já era casado mas morava com a esposa em uma chácara em Nova Jérsei. Elijah era o que Mikael chamava de “caso perdido”, apesar de ser o segundo mais velho era o com menos responsabilidade dos quatro, frequentava as melhores boates, não parava com uma mulher se quer e ainda vivia à custa dos pais. Niklaus era o orgulho da família, nunca dera problemas para os pais, sempre fora responsável, não gostava muito de festas e nunca foi de namorar muito... O que era uma contradição ao Klaus que eu conhecia, tirando a parte de responsável e sério.
Estava sendo ótimo conhecer melhor a historia do pai de meu filho, assim poderia usá-la ao meu favor para conseguir me aproximar mais dele. Pelo menos, seus pais eu já havia conquistado e não via a hora de conhecer os outros três integrantes da família.
Os Mikaelsons eram, de longe, a família mais legal e divertida que eu conhecia. Esther era adorável, não sabia como descrevê-la melhor e Mikael era daqueles pais engraçados que fazem piadas de tudo... Eles seriam os melhores avós que alguém poderia ter, disso eu tinha certeza.
Infelizmente tivemos que ir embora mais cedo, porque além de eu estar exausta, Klaus teria que estar de pé as seis da manha para uma reunião importante, mas outra janta como aquela ficou marcada para semana seguinte para que eu pudesse ser apresentada ao resto da família.
Na terça feira foi minha primeira consulta pré-natal, Klaus fez questão de me acompanhar e se mostrou um pai interessado em minha saúde e de nosso filho. Encheu minha médica de perguntas como “Ele já mexe?”, “Quando vou poder senti-lo?”, “Ele está bem, Doutora?”, “Quando vamos saber o sexo?” e coisas mais sérias sobre minha alimentação, cuidados e precauções nos primeiros meses. Fiz mais um exame de sangue para saber se estava com alguma deficiência que pudesse atrapalhar o desenvolvimento de meu bebê e marquei o primeiro ultrassom para dois dias.
Já na quinta feira, Klaus desmarcou tudo o que tinha para fazer e deixou aquele dia livre para passar comigo. Primeiramente, acordamos, relativamente, tarde então saímos para almoçar e logo depois que comemos seguimos para a clinica onde faria a ecografia. Como tínhamos chego um tanto atrasados, não demorou muito para que fossemos chamados. Uma simpática moça nos guiou até uma sala no fim do corredor onde havia todos aqueles equipamentos necessários. Coloquei uma camisola azul bebê que me deram e me deitei à maca onde Klaus se debruçou para melhor ver a imagem na tela do computador. Enquanto esperávamos a imagem aparecer, o homem ao meu lado pega minha mão e entrelaça nossos dedos, deixando-me abismada por isso.
Aquela sua atitude fez meu coração ficar ainda mais acelerado, nós não mantínhamos nenhum tipo de contato físico fora de quatro paredes e aquilo além de ter sido extremamente carinhoso, foi algo típico de casal apaixonado. Ele esboçava um sorriso lindo, aquele que fazia meu coração palpitar, repleto de carinho e alegria, o mais sincero sorriso que eu já havia visto. Seus olhos azuis esverdeados brilhavam intensamente e se não fosse por um barulho estrondoso que ecoou pela sala, eu não pararia de olhar para ele.
- Olha só o bebê de vocês... – Nossos olhos, no mesmo momento, se dirigiram para o grande monitor onde algo pequenino e branco se encontrava. – Ele tem apenas sete centímetros, olha só. Seu coração bate forte e ele tem um tamanho bom!
Desviei por alguns segundos o olhar de meu filho e para olhar o pai dele. Niklaus estava com os olhos vermelhos e marejados, o sorriso ainda estava estampado em seu rosto e o aperto em minha mão estava forte.
- Nosso bebê, Klaus... – Sussurrei sentindo as lágrimas descerem pelo canto de meus olhos. Era bem como Elena havia me dito que seria; uma felicidade, uma emoção imensa que parecia não caber dentro de si. As batidas aceleradas do pequeno coração eram altas e fortes, aquilo soava em meus ouvidos como se fosse a mais linda melodia e enchia minha alma de alegria.
- Tão pequeno... – Disse abismado. – E o sexo?
- Ainda não, papai, uma coisa de cada vez! – A doutora disse paciente. Essa talvez fosse a pergunta mais frequente entre os homens, imaginei quantas vezes por dia ela tinha que responder a mesma coisa a eles. – Esse ultrassom é mais para ver os batimentos cardíacos, medir o bebe e a placenta, coisas básicas... Talvez na próxima, se o bebê colaborar conseguiremos descobrir o sexo.
- Ah... Ok! – Assentiu.
A sessão foi rápida, não tinha muita coisa para ser visto então em menos de trinta minutos estávamos liberados. Klaus não conseguia parar de olhar aqueles quatro pequenos prints que havíamos tirado durante a ecografia e assim que entramos no carro e antes mesmo dele dar partida para irmos para casa, abriu novamente o exame e encarou o bebê.
- Eu acho que ele vai ter o seu nariz! – Apontou para a foto de “perfil” do bebê. – Olhe, é bem pequeno e delicado, parece muito com o seu! – Sorriu enquanto me olhava, provavelmente, analisando meus traços. – Eu acho que é uma menina e espero que ela seja muito linda, igual a você. – Um sorriso bobo apareceu em meus lábios e seu comentário fez meu coração acelerar, adorava quando Klaus me elogiava, independente do elogio, eu me sentia importante, como se ele me notasse e realmente gostasse de mim.
- Eu também acho que é uma menina... – Assenti. – Queria que ela tivesse seu sotaque, seus olhos e o formato de seus lábios. – Encolhi o ombro com a confissão. Um sorriso torto e sedutor se formou em seus lábios e eu me obriguei a desviar o olhar dele.
- Bom, de uma coisa temos certeza; ela terá cabelos loiros e olhos claros! – Pousou a mão gentilmente sobre meu ventre se inclinando um pouco em minha direção. – Ein filha, como está ai dentro?
Ele estava extremamente perto de mim, seu perfume inebriava meus sentidos e meu corpo arrepiava com o contato quente de sua mão. Por mais inocente que aquele toque e aquela aproximação tivesse sido, foi o suficiente para alastrar um calor por todo o meu corpo... Malditos hormônios.
- É, acho que ela está bem aqui, bem quentinha! – Riu de sua própria piada. Klaus ainda estava inclinado sobre mim e era possível até sentir o calor de seu corpo sobre o meu. O sorriso dele desapareceu ao perceber minha expressão e nós ficamos nos encarando sérios. Meu olhar estava preso em seus lábios e ele já havia percebido minha intenção e levemente acariciou minha bochecha com as costas de seus dedos. Sem conseguir me controlar, levei minhas mãos até sua nuca o puxando para mim e acabando com o espaço entre nossos lábios.
De primeira fiquei um tanto receosa, não sabia se ele aceitaria meu beijo e estava disposta a quebrar a cara se ele me afastasse... Mas felizmente, não aconteceu. Klaus desceu a mão até minhas costas e começou o beijo pedindo brecha entre meus lábios. Sem pensar duas vezes, cedi, e sua língua adentrou pela minha boca indo de encontro com a minha.
Nosso beijo começou apaixonado mas ao mesmo tempo calmo, eu não queria aprofunda-lo muito porque seria abusar da sorte e do bom humor de Klaus, era raríssima as vezes que nos beijávamos sem segundas intenções e eu queria aproveitar, com moderação, o máximo daquilo. Eu não queria parar de beijá-lo nunca mais ou pelo menos, queria poder beijá-lo com mais frequência... Ele era uma droga para mim, mas ao contrario das comuns, ele me fazia um bem danado.
- O que acha de tomarmos um sorvete antes de irmos embora para casa? – Klaus finalizou nosso beijo e com cuidado colocou uma mecha de meu cabelo para trás da orelha, acariciando a parte de meu rosto recém descoberta.
- Perfeito! – Sorri abertamente e ele selou nossos lábios em um beijo castro para só então dar partida no carro.
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