Soho Dolls
7 Capítulo Bônus - I'm pregnant
Notas iniciais
Caroline Forbes Narrando
Elena tinha ficado no shopping com Damon e eu voltava para casa sozinha. Ela tinha me arrastado até lá para que comprássemos o primeiro presente de meu filho, no inicio não concordei muito, mas assim que chegamos à primeira loja de criança, meu coração pareceu ter se transformado em manteiga que se derreteu no momento que ganhei o par de sapatinhos vermelhos.
Não conseguia acreditar que eu realmente estava grávida, para mim aquilo era um sonho e que eu acordaria a qualquer momento. Tinha que confessar que no inicio estava convicta de que iria tirar o bebê, não que eu não quisesse ter a criança, na verdade, queria muito mas não tinha condições de criar um filho com a vida que levava e Klaus, com certeza, não iria aceitar um filho principalmente de uma mulher como eu , só que depois daquele pesadelo terrível, que uma garotinha implorava para que eu não a matasse, meu coração e minha consciência não deixaram que eu cometesse tamanho erro.
Pensar que eu esperava um filho do homem que eu amava me fazia ficar ainda mais feliz do que já estava... Nós nos conhecíamos há um pouco mais de um ano, tudo começou quando ele foi em uma noite de sábado à boate e depois de termos tido nossa primeira noite juntos, todos os sábados, ele voltava. Em um mês eu já o tinha como cliente fixo e todos os finais de semana, eu saía com ele. No inicio nossa relação não passava de sexo, mas com o tempo descobri que Klaus era um homem fantástico e sem que eu percebesse, me vi completamente apaixonada por ele.
Como era de se esperar, ele não sentia o mesmo por mim, Klaus apesar de todas suas infinitas qualidades, era muito orgulhoso e insensível às vezes, quando finalmente criei coragem para dizer que o amava, ele partiu meu coração dizendo que a única coisa que queria comigo era sexo e que não sentia nada por mim.
Com o ego ferido, eu me afastei dele, passei longos dois meses sem tê-lo comigo e quando pensei que tinha conseguido superar a dor do desamor, Klaus aparece, em um sábado por ironia, me pedindo para voltar para ele e que sentia minha falta. Meu lado apaixonado falou mais alto e não consegui recusar, para mim, o fato dele ter ido me encontrar e dizer que sentia minha falta era muito importante porque Klaus era orgulhoso demais para admitir alguma coisa então encarei como um sinal de que nosso sentimento era reciproco.
Mas eu estava errada, ele continuava a apenas querer sexo e minha presença em eventos importantes para se mostrar. Tentava conviver com isso e mudar meus sentimentos por ele, mas meu coração era teimoso e continuava iludido. A coisa mais difícil era ter que ir para cama com ele, pensar que estávamos fazendo amor quando na verdade, era apenas sexo, da forma mais fria e profissional possível.
Por isso e por outros fatores, eu temia sua reação ao saber que iriamos ter um bebê. Queria tanto que ele assumisse a criança, queria que meu filho tivesse um pai e uma vida digna e queria demais que com a noticia, ele me desse uma chance para eu mostrar que poderia ser uma mulher decente e que mostrasse a ele o quanto o amava e podia o fazer feliz... Mas isso não passava de um sonho, que nunca iria acontecer.
Ao chegar em casa, me arrumei vagarosamente, querendo caprichar para vê-lo. Coloquei um vestido salmão claro que tinha o estilo de uma camisa masculina e passava um pouco da metade da coxa, coloquei um salto alto da mesma cor, só que mais escuro e fiz uma maquiagem simples. Klaus sempre me levava aos melhores restaurantes da cidade e exigia que eu me vestisse de acordo, então eu sempre fazia, para agrada-lo.
Assim que terminei de me arrumar, ele chegou e sem querer deixa-lo esperando, desci ao seu encontro.
- Caroline! – Ele sorriu assim que entrei ao seu lado no carro, aquele sorriso lindo que fazia meu coração sempre que o via. – Você está maravilhosa, como sempre!
- Obrigada. – Sorri. – Ah, e o obrigada também por ter aceitado me ver essa noite...
- Não por isso. – Assentiu. – Com fome?
- Um pouco! – Concordei.
- Ótimo, vamos comer então!
Era sempre assim, ele me cumprimentava com um sorriso e nada mais, o único momento que ele realmente me tocava era quando ficávamos sozinhos. Eu tentava não ligar, mas minha vontade mesmo era de cumprimenta-lo com um beijo, andar com ele pelos lugares de mãos dadas, como um casal mesmo, mas toda a vez que eu tentava manter um contato físico, ele esquivava...
Chegamos ao restaurante e rapidamente fomos atendidos, Klaus era um cliente especial então davam preferencia a ele.
- Você mal tocou na comida. – Ele falou quebrando o silencio que se mantinha entre nós. Eu tinha pedido um pedaço de peixe, era algo leve e que pensava que não fosse me fazer mal, mas só o cheiro da comida estava me enjoando, não só pela gravidez mas pelo nervosismo também.
- Na verdade, eu não estou muito bem... – Deixei o talher no prato e tomei um gole de água.
- De novo?
- Sobre isso que eu quero falar com você. – Suspirei. Era a hora. – Klaus, não vou te enrolar, ok?
- Caroline, fale logo, está me deixando ansioso...
- Klaus, eu estou grávida! – Falei de uma vez só. Meu olhar que antes estava em meu prato, agora estava analisando sua reação, ou a falta dela. Ele já era branco de nascença e agora estava mais pálido ainda, seus lábios tinham perdido a cor. – Eu vou ficar com esse bebê, Klaus, por mais que você não queira... – Continuei. – E estou te contando isso porque você tem o direito de saber que vai ser pai. – Enquanto eu falava, ele continuava da mesma forma, parecia que estava em transe ou algo assim. Comecei a me preocupar com ele, parecia que iria desmaiar a qualquer momento. – Klaus, fale alguma coisa! – Choraminguei. – Klaus! – Levei minha mão até a dele que estava sobre a mesa e toquei, seus dedos estavam gelados e pareciam suar. – Sinto muito, não deveria ter te contado... Sou uma idiota mesmo, perdão.
- Não... Deveria sim! – Segurou minha mão que ainda estava na dele, soltei um suspiro aliviado ao ver que ele estava bem.
- Por favor, Klaus, não me faça tirar esse bebê! – Olhei em seus olhos, implorando para que ele não viesse com esse discurso.
- Não, não vou fazer... – Negou com a cabeça. – Vou assumir o filho, afinal, você não o fez sozinha, não é? – Um sorriso surgiu em seus lábios.
- Oh Klaus, muito obrigada, obrigada mesmo! – Instantaneamente eu comecei a chorar, céus, como aquilo era bom... Minha angustia, nervosismo e medo foram embora e foram substituídos por um alivio tremendo.
Klaus era único, sempre me surpreendendo. Ah como eu o amava...
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