Soho Dolls

43 Capítulo 42 - The truth always comes out


Notas iniciais
heey gente, desculpem a demora para postar o capitulo mas minha mão começou a doer e eu nao consegui escrever mais, tendinite e tals ): primeiro, quero agradecer a déborah somerhalder pela recomendação, eu amei amr, mt obrigada s2 e segundo, quero indicar a fic da karol para vocês, é stebekah e eu acho que vocês vão adorar (http://fanfiction.com.br/historia/327958/Can_I_Have_This_Dance/). Enfim, leiam as notas finais pfvr ;)

O quarto estava claro, a luz do sol invadia o cômodo e o barulho de algo caindo no chão me fez despertar completamente. Virei-me lentamente na cama em direção aonde vinha o barulho e encontrei Damon vestindo uma cueca com os cabelos molhados e o peitoral úmido.

- Bom dia... – disse baixinho com a voz sonolenta e enrolando meu corpo nu no lençol.

- Desculpe se te acordei...

- Sem problemas, já estava acordada mesmo...

- Dormiu bem? – Damon terminou de colocar a cueca e veio até mim, se colocando deitado sobre meu corpo.

- Perfeitamente bem! – sorri abertamente levando minha mão até seus ombros – E você?

- Seria impossível não dormir bem depois de ontem à noite... Acho que posso me gabar por ter te deixado daquela forma, tive uma visão extremamente privilegiada noite passada que certamente deixaria vários homens com inveja...

- Damon... – disse sutilmente – Eu tenho que te dizer algo que eu já lhe disse mas pelo jeito você não entendeu... – me incomodava terrivelmente quando Damon tocava nesse assunto, não gostada de saber que ele me imaginava com outro cara na cama principalmente quando eu já havia pedido para ele não pensar no assunto. Damon assentiu e esperou que eu falasse – Quando eu digo que você é o único que me faz sentir desse jeito, é porque você realmente é o único, nenhum outro homem seque me excita como você faz. Damon, eu podia transar com vários caras por noite, mas eles não me causavam nada, eu não gostava, eu não... eu não... Eu não sentia prazer, Damon.

- Como assim, Elena? – Damon perguntou surpreso.

- Eu simplesmente não sentia prazer, Damon, é possível contar nos dedos de uma mão com quantos homens eu realmente senti prazer em todos esses anos...

Damon me olhava um tanto sério e eu apenas avaliava em silencia sua feição surpresa, esperando que ele me dissesse alguma coisa.

- Eu não sei o que falar, nunca imaginei que isso fosse possível, até porque seu corpo reage aos estímulos que recebe e querendo ou não você era bem estimulada nos programas...

- Mas eu não sentia, não causava nada em mim a não ser nojo...

- Você disse sobre os caras que você sentia prazer... Matt está entre eles? – Damon perguntou desconfiado e eu suspirei fundo assentindo – Acho que vou começar a me preocupar mais com esse Matt... – ele afirmou sério.

- Damon, eu disse que nós somos apenas amigos, disse que você podia confiar em mim... E podia muito bem ter te dito que não, que eu não sentia nada com ele, mas isso seria injusto com você, principalmente quando nós combinamos confiar no outro... E eu confio em você, Damon, eu sei que você não esconderia nada de mim, não é?

- Claro que sim... – Damon assentiu suspirando após passar alguns segundos em silencio e ainda com a seriedade no rosto.

- Viu?! Não pense mais nisso, esqueça que eu se contei sobre esses homens e fique com a imagem de nós ontem na cabeça, ok?

- Ok, se você diz que eu não preciso me preocupar então eu vou acreditar...

- Obrigada...

- Vou fazer algo para comermos, ok? Vocês devem estar com fome... – eu assenti sorrindo ao ouvi-lo colocar o “vocês” no plural como se falasse de mim e o bebê.

- Eu vou tomar banho enquanto você prepara nosso café, pode ser?

- Claro! – ele sorriu e me beijou rapidamente. Damon se levantou e eu fiz o mesmo, cambaleando um pouco como de costume pelo leve enjoo matinal – Tudo bem, Lena?

- Tudo bem... – assenti suspirando fundo e colocando a mão na boca pela ânsia que havia me atingido – É só um enjoo matinal que esse pequeno aqui está me causando – sorri respirando mais uma vez para controlar o enjoo e passei carinhosamente a mão em meu ventre – Já vai passar, é só quando acordo que isso acontece... – continuei acariciando meu ventre e fui ao banheiro.

- Elena, está tudo bem mesmo?

- Está sim, não se preocupe...

- Ok então, vou estar na cozinha, qualquer coisa me chama, ok?

- Ok...

Damon saiu do quarto e eu fiquei no banheiro, encostada a pia até aquele enjoo passar. Para minha sorte, nessa gestação eu não estava “sofrendo” tanto com enjoos como na primeira, tinha manhãs que eles sequer apareciam, mas em compensação, eu sentia muito mais sono e cansaço do que na primeira vez... Suspirei fundo mais uma vez e o enjoo foi passando aos poucos, até que ele tivesse passado completamente. Entrei no box e tomei um banho rápido para fazer meu dejejum com Damon e após isso, me vesti com uma blusa que Damon usava ontem e fui para a cozinha, onde meu moreno terminava de colocar a mesa para nós dois.

- Está melhor, Elena?

- Um pouco... – assenti me sentando a mesa e mordisquei uma torrada sentindo instantaneamente meu estomago revirar de novo – É, não estou muito melhor não... – deixei a torrada de lado e me levantei levando a mão a minha boca – Se importaria se eu fosse para a sala?

- Não, anjo, claro que não, pode ir, eu vou com você... – Damon pegou sua caneca com café e nós fomos juntos para a sala. Ao chegarmos lá, o “plim” que o elevador fazia quando alguém chegava no andar do apartamento de Damon ecoou pelo cômodo e antes que nos sentássemos no sofá, nos viramos em direção ao barulho para ver quem havia chego.

- Anna? Emms? Que bom ver vocês aqui... – Damon sorriu recebendo as duas. Annabelle e Emily entraram no apartamento sustentando feições nada agradáveis, a irmã de Damon parecia furiosa enquanto Emily estava cabisbaixa, um tanto decepcionada. Não sabia porque mas vê-las daquela forma não me agradou em nada.

- Só me diga uma coisa, Damon... – Annabelle começou – Você sabia que a Elena, ou deveria chamar de Nina, é uma prostituta?

Foi como se um balde de água extremamente fria tivesse sido jogado em mim, meu estomago revirou e uma descarga forte de adrenalina percorreu meu corpo. Eu tinha escutado direito? Aquilo só podia ser um engano, não podia estar acontecendo.

Olhei para o lado e Damon estava pálido, ele parecia tão surpreso e amedrontado quanto eu e nós dois estávamos estáticos, sem saber o que responder.

- Como você soube? – Damon pareceu ter lutado para encontrar sua voz e mesmo assim ela não tinha saído muito clara.

- Não me responda com outra pergunta... Diga-me a verdade que eu falo como descobri.

- Sim, eu sei... – Damon assentiu com um suspiro derrotado – Como descobriu?

- Jeremy me contou! Ele disse que viu vocês dois na rua esses dias e de longe reconheceu essa vagabunda, acho que eu nunca passei tanta vergonha antes como quando ele me perguntou desde quando meu ilustríssimo irmão está saindo com uma prostituta... – Annabelle fala aquilo cheia de raiva e seu olhar que transbordava ódio estava direcionado exclusivamente a mim... Jeremy... Jeremy... Esse nome não me era estranho... Um antigo cliente, talvez? – Sinceramente, Damon, como pôde ser tão baixo?

- Só por curiosidade, de onde Jeremy conhece Elena ou Nina... – Damon perguntou um tanto presunçoso e assim que ele fez a pergunta, tudo ficou mais claro para mim... Jeremy era um cliente de Bonnie, um cliente e frequente, por sinal...

- Jeremy é cliente de uma das meninas da boate... – respondi baixinho – Um cliente bem frequente, por sinal... – adicionei. Annabelle me fuzilou com o olhar, provavelmente se controlando para não vir para cima de mim.

- Isso não importa! – disse entredentes – Sinceramente, Damon, eu esperava mais de você, como pôde ser tão baixo? Eu estou envergonhada de ti, a que ponto um homem pode chegar por sexo e uma mulher, se é que se pode chamar de mulher, por dinheiro...

- Olha aqui Annabelle, estou farto de suas lições de moral, você é uma hipócrita sabia disso? Você está me julgando quando na verdade o seu namoradinho não se difere muito de mim, pare para pensar um pouco... – aquilo não podia estar acontecendo, não era verdade, não podia ser verdade! Era um pesadelo que eu necessitava acordar! Jeremy era cliente de Bonnie mas também era namorado de Annabelle que por sua vez era irmã de Damon, o homem que eu amava, ou seja, Jeremy me conhecia do bordel e ouvia tudo o que Bonnie tinha para falar de mim e consequentemente, eu estava muito encrencada. Merda...

- Jeremy não tem uma filha de doze anos, não levou a prostituta para morar debaixo do mesmo teto que ela e não a engravidou!

- Sim, mas ele te traiu com uma prostituta e pelo que eu percebo na foi uma vez só!

- Eu não consigo acreditar que você está a defendendo! Você é muito burro, Damon, será que você não percebeu que essa vadia está se aproveitando de você? Duvido que ela seja órfã mesmo até uma gravidez ela já inventou, daqui a pouco está fazendo sua cabeça para casamento e quando menos esperar, ela pede divorcio e o seu dinheiro! Ela é uma aproveitadora vadia que fazia sexo para conseguir dinheiro, como você confia em alguém assim?

Suas palavras me atingiam como facas, Annabelle nem sequer me conhecia e estava me humilhando na frente de Damon e da filha dele. Eu não era aquilo que Annabelle estava dizendo, poderia ter sido uma puta, uma vagabunda totalmente sem virtudes e ética, mas eu não era uma aproveitadora. Qual era a dificuldade de ela acreditar que eu realmente amava Damon?

- Escuta aqui, Annabelle! – eu suspirei fundo e tomei coragem para começar a revidar. Eu não iria deixar que ela me humilhasse daquele jeito calada – Se você acha que eu vou ouvir seus desaforos calada, você está muito enganada! Você ao menos me conhece ou conversou comigo tempo o bastante para falar esses absurdos de mim... Eu sou sim órfã, meus pais morreram quando eu tinha dezesseis anos e por isso comecei a me prostituir, não entrei nessa vida porque queria e sim porque eu não tinha escolha, diferente de você eu não tinha pais ricos, uma grande herança ou familiares legais, a prostituição foi uma péssima escolha mas foi a única que eu tive e ao contrario do que você pensa, eu não me orgulho de fazer sexo por dinheiro. Caía na real, Annabelle, fora desse seu mundinho cor de rosa, fora desse castelo de conto de fadas que é a sua vida, tem um mundo imenso e que pode ser muito cruel e injusto com os outros, as pessoas são obrigadas a fazer coisas que não querem para sobreviver... Mas é claro que você não sabe disso, afinal nunca passou dificuldade ou teve problema em conseguir o que queria.

- Muito comovente seu discurso... Já acabou? – riu com sarcasmo – Independente do que você fale, nada vai mudar minha opinião sobre você e nem o que você realmente é; uma prostituta.

- E quem disse que eu queria que você mudasse o que acha sobre mim? Estou pouco me importando com o que você pensa ou deixa de pensar ao meu respeito, eu sou mesmo uma prostituta, mas isso não me diminui como ser humano ou me faz menos digna que qualquer um nessa sala a não ser por você que vai ser para sempre uma preconceituosa e riquinha metida com mente pequena...

- Ah será que não? Com certeza uma mulher que abre as pernas por dinheiro é muito digna mesmo...

- Olha querida eu não me importo de ser xingada de tudo quanto é nome, mas você julgar o seu irmão por causa de mim, eu não vou deixar. Está percebendo o quão hipócrita e mesquinho isso é? Seu namoradinho ficava com você e uma prostituta ao mesmo tempo e agora, mesmo sabendo de tudo o que ele te aprontou e a grana preta que ele gastou em sexo com outra mulher, você continua dando para ele. Me parece que você e ele não são muito piores que Damon, um cara solteiro e desimpedido... – era indescritível a forma com que Annabelle me olhava, raiva, ódio, fúria era tudo muito pouco para descrevê-la e eu não fazia ideia do que a impedia de vir para cima de mim – Seu namorado é só mais um dos inúmeros caras comprometidos que nos procuram por não encontrar em casa o prazer que esperam do sexo... Eles são todos iguais, não é só porque o seu queridinho tem dinheiro que isso o difere, Annabelle.

- Pai, eu não acredito que você trouxe uma prostituta para dormir na cama que era da minha mãe, como pode? – Emily perguntou decepcionada.

- Eu esperava mais de você, Damon... – Annabelle proferiu baixo – E se antes eu já não gostava de você, agora mesmo é que eu te detesto... Venha, Emms... – ela tocou no ombro de Emily e elas deram as costas, voltando para o elevador.

- Onde pensa que vai, Emily? – Damon disse severamente e Emily se virou para nós com lágrimas nos olhos.

- Eu não vou ficar nessa apartamento, pai, desculpe, volto de noite... – a menina encolheu os ombros e entrou no elevador com a tia.

Oh céus, isso não podia estar acontecendo... Eu queria correr, sumir do mundo, não sabia definir como eu estava naquele momento, um turbilhão de sentimentos me incomodava, uma confusão de pensamentos ocupava minha mente... Meu peito estava angustiado, eu mal conseguia respira e nem sabia o porquê disso...

- Merda... – disse baixinho.

- Nós sabíamos que isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde...

- Mas eu não imaginava que fosse dessa forma...

- Nem eu... – Damon encolheu os ombros e eu o olhei para estudar sua expressão. Ele parecia um tanto bravo e seu olhar se dirigia friamente para mim. Merda...

- Não me diga que você acreditou que eu sou tudo aquilo que ela disse...

- Claro que não Elena, eu só acho que você não deveria ter usado aquele palavreado na frente de Emily...

- Perdão, o que disse? – perguntei surpresa. Damon havia acabado de presenciar sua irmã humilhando a mãe de seu futuro filho e ele estava me repreendendo por não ter escolhido melhor minhas palavras? Poupe-me...

- Você poderia ter se defendido de outra forma, mas precisava usar palavras e termos chulos para isso? E você percebeu a imagem fútil e grotesca que criou de mim e de Jeremy ao falar dos homens que vão procurar vocês?

- Eu não falei isso, Damon, mas já que você tocou no assunto, é assim que você sente por ter ido me procurar? – perguntei tentando não deixar transparecer a magoa em minha voz. Em resposta, Damon franziu o cenho e me olhou um tanto confuso, procurando as palavras para responder – Não precisa responder... – Suspirei fundo e virei de costas seguindo para o quarto.

- Elena, vem aqui...

- Não Damon, depois conversamos, eu quero ficar sozinha agora...

Eu fui o mais rápido que consegui para o quarto e assim que cheguei, fechei a porta e me joguei na enorme cama deixando que todas aquelas lágrimas que havia segurado na frente de Annabelle e Damon escorressem como se fossem duas cachoeiras de meus olhos. Além de eu estar me sentindo extremamente culpada por ter dito aquelas coisas na frente de Emily, estava agoniada pelo que acontecera, porque eu tinha o pressentimento de que aquele ocorrido iria me atrapalhar? Porque eu sentia que tudo aquilo tudo estava perto do fim?

Não tinha como evitar, meu passado sempre iria ficar entre mim e Damon...

Notas finais
É o seguinte gente, eu vou dar um rapidao na fic pq eu percebi que vocês perderam um pouco o interesse e tals, então por exemplo, no proximo capitulo, o que deveria acontecer em tres eu vou juntar em um só e assim vai indo até a fic acabar, vejam pelo lado bom (sl se é bom kk); os capitulos vão ser maiores (;
Alguém percebeu que as coisas está ficando tensas para o lado desse casal? trinta reviews para o proximo? Bjsss