Soho Dolls
42 Capítulo 41 - Surrender to me once again
Notas iniciais
Quero agradecer a Bella Morais e a Bia Villar pelas recomendações, eu amei amores, muito obrigada... Fico boba com os elogios de vcs, de onde vcs tiram tanta qualidade em mim? hahaha
Enfim, continuem mandando recomendações gente hahaha
Espero que gostem do capítulo, tentei caprichar....
Damon Salvatore Narrando
Casa, finalmente eu estava em casa, parecia alucinação que finalmente eu poderia dizer que iria ficar em casa e deitar na minha cama junto com Elena sem ter horário para acordar no dia seguinte... Mason, por incrível que pareça, acabou trocando de plantão comigo, já que eu havia trabalhado no final de semana e por esse milagre divino, eu iria curtir meu feriado de um dia no meio da semana sem que precisasse trabalhar. Para ser sincero, eu nem sequer me lembrava de que tinha feriado naquela semana, acompanhar datas de feriado fora um hábito que perdera o sentido para mim quando me formei, mas no momento que Mason se ofereceu para trocar plantão, não pensei duas vezes em aceitar, mesmo achando extremamente estranho ele ter feito aquilo. Agora que eu tinha me conformado um pouco com a possibilidade de o bebê de Elena não ter nenhuma semelhança comigo, eu havia voltado a dormir melhor de noite, então aquela “folga” havia aparecido em uma ótima hora...
A casa estava um silêncio absoluto, a sala vazia e escura e eu e Elena estávamos sozinhos novamente... Emily havia me pedido para passar o feriado com Annabelle e como fazia tempo que elas não se viam, acabei deixando e depois de ter saído do hospital, a levei até a casa de sua tia. Deixei minhas chaves e carteira na mesa de centro e segui para o meu quarto, já sabendo que Elena estava lá me esperando. Entrei no quarto sutilmente encontrando a visão do paraíso; Elena sentada na cama, de costas para porta, passando um creme hidratante nas pernas e usando apenas uma camisola vermelha de seda com as costas inteiramente nuas.
Sorrindo maliciosamente com aquela visão, eu me aproximo dela em passos silenciosos imaginando minhas mãos acariciando aquelas gloriosas curvas enquanto enchia seu pescoço e costas de beijos.
- E então... – Elena disse rindo baixinho sem se virar de frente.
- Como sabia que eu estava aqui? – perguntei inconformado voltando a andar normalmente.
- Primeiro porque o elevador avisou que alguém havia chego, segundo porque você derrubou suas chaves, terceiro porque eu ouvi sua respiração acelerar ao entrar no quarto e vi sua sombra também... – ela deu de ombro rindo baixinho e continuou a hidratar a pele, sem se virar de frente para mim – e então... – isso tudo tinha acontecido? Minha mente estava tão atordoada com o que eu via que nem sequer lembrava-me se tinha mesmo derrubado as chaves no chão ou se minha respiração tinha acelerado ao entrar no quarto, eu estava focado no corpo de Elena que parecia implorar pelos meus toques e em saciar aquele desejo descomunal que havia se apossado de meu corpo.
- E então que Emily e Anna vão passar a noite assistindo filmes e comendo besteiras e amanha vão passar o dia com o mala do namorado da minha irmã, acho que estamos sozinhos... – dei de ombros tentando esconder a malícia de minha voz ao falar que iriamos ficar sozinhos aquela noite. Eu não conseguia entender como era humanamente possível que uma mulher conseguisse me excitar tanto como Elena fazia. Parecia que ela exalava algum tipo de feromônio porque era extremamente difícil de controlar o desejo que sentia por ela e o rumo que meus pensamentos tomavam quando a via vestida daquele jeito. O cansaço e o sono haviam simplesmente sumido de mim e a única coisa que eu queria naquele momento era fazê-la minha.
- Parece divertido... – ela respondeu rindo. Ignorando o que ela havia respondido, eu tiro minha jaqueta, me livro de meus sapatos e meias, subo na cama e vou de gatinho até onde ela estava sentada.
Ao sentir minha proximidade, Elena para o que fazia e eu via que sua respiração havia acelerando pelo movimento de seus ombros. Sorrindo mentalmente com aquilo, me ajoelhei atrás dela, afastei seus cabelos de seus ombros deixando seu pescoço e suas costas nuas expostas e rocei meus lábios e a ponta de meu nariz delicadamente na curvatura de seu pescoço com seu ombro. Elena estremeceu levemente com a carícia e sua pele arrepiou por inteiro me fazendo sorrir vitorioso. Sentindo sua respiração acelerar ainda mais, eu deixo beijos úmidos e demorados pelo local de forma que enquanto satisfazia minha vontade de beijá-la ainda me inebriava com seu cheiro delicioso e unicamente dela, Elena ia relaxando aos poucos em meus braços, deitando a cabeça em meu ombro enquanto eu me aproveitava de sua rendição para nos dar prazer.
- Eu não sei como é que não te prendem por me torturar desse jeito, Elena... – eu disse baixinho em seu ouvido deixando que minha respiração pinicasse aquela região a fazendo arrepiar mais uma vez – Você sabe o quanto é excitante te ver com essas roupas na minha cama? – eu levei minhas mãos até a sua cintura e fiz o contorno de seu corpo até chegar aos seus seios e os cobri-los com as minhas mãos os massageando com delicadeza. Sem conseguir encontrar a voz, Elena nega com a cabeça e arqueia o tronco em minhas mãos em um pedido silencioso de mais carícias ali. Eu conseguia ver de relance seus olhos fechados e seus dentes mordendo o lábio inferior em uma expressão evidente de prazer – Pois é, agora sabe... – sorri mordiscando seu lóbulo da orelha – E eu acho que devemos aproveitar o fato de estarmos sozinhos e que estamos há o que? Duas semanas sem sexo para tirar o atraso... – um sorriso breve formou-se nos lábios de Elena e ela se levantou apenas para ficar ajoelhada na cama como eu.
- Eu acho que já fizemos o suficiente para o mês inteiro, Doutor... – Elena sorriu perversamente, espalmou as mãos em meu peitoral e subiu por ele até minha nuca, onde passou os dedos pelos meus cabelos da forma que sabia que eu gostava.
- Não faça isso comigo, Elena... – ri baixinho e coloquei minhas mãos em sua cintura a puxando para mim – Você não faz ideia do que eu pretendo fazer contigo essa noite... – instantaneamente, a respiração de Elena ficou pesada e ela piscou seus olhos lentamente puxando com um pouco de força meus cabelos.
- Então faça... – ela respondeu de imediato com a voz um tanto ofegante e vacilante.
Eu sorri abertamente e então selei nossos lábios em um beijo que começou extremamente ávido e intenso, demonstrando todo o desejo que estávamos sentindo pelo o outro. Elena bagunçava meus cabelos e eu mantinha seu corpo o mais próximo possível do meu com minhas mãos que passeavam pelas suas costas e se aproveitavam de suas curvas. Nossas línguas se entrelaçavam sem nenhuma harmonia e como se fosse possível, o beijo ia criando cada vez mais intensidade, mesmo que nossos pulmões já começassem a clamar por oxigênio. Elena soltava leves grunhidos e suspiros de excitação em meio aos beijos enquanto tentava erguer as cegas minha blusa branca me fazendo sorrir mentalmente ao ver sua frustração por não conseguir ergue-la sem separar nossos corpos. Querendo deixa-la respirar, eu nos separo mas só o suficiente para que conseguisse tirar sua camisola e contemplasse seu corpo perfeito. Sorrindo maliciosamente e fitando a mulher apenas de calcinha em minha frente, eu contorno sua cintura com as mãos, sigo para os seus quadris e com cuidado a deito no colchão me ajeitando no meio de suas pernas.
- Você vai me deixar fazer o que quiser com você? – com a intenção de tortura-la, eu fricciono meu quadril contra ao dela fazendo minha ereção, já perceptível mesmo contra o jeans, roças sua intimidade coberta pela calcinha. Ela ergue seus quadris em resposta e afunda a cabeça no travesseiro, abrindo a boca como se fosse gemer alto, mas sem emitir nenhum som.
- Sim... – ela respondeu se conseguir controlar um gemido baixo.
- Ótimo! – sorri presunçoso a beijando brevemente e descendo com a boca até seu ouvido – Por onde você quer que eu comece? – sussurrei sedutoramente em seu ouvido.
- Por onde você quiser... – Elena parecia fora de si, sua fala estava um tanto falha e ela ofegava em meio as palavras. Era exatamente daquele jeito que eu a queria; completamente extasiada e entregue a mim, bem da maneira que ela me deixava em suas mãos.
Ainda sorrindo, eu retiro minha camiseta a jogando no chão e volto a me deitar em cima dela sentindo meu corpo inteiro arrepiar quando o calor de seu corpo entrou em contato com o meu. Eu a beijei delicadamente nos lábios e desci para seu pescoço, onde voltei a beijar a região como fiz quando ela estava de costas para mim e ela corria as mãos por toda a extensão de minhas costas, arranhando fraco minha pele. Revisando os beijos entre sua boca e seu pescoço, eu aproveitava de sua nudez sob mim e com a mão que não estava me apoiando na cama, desci pelo seu corpo a preenchendo com seus seios e os massageando com um pouco mais de intensidade que antes, brincando com seus mamilos rígidos, deixando que eles roçassem na palma de minha mão.
- Damon... – ela gemeu baixinho pedindo alguma coisa enquanto puxava meus cabelos da nuca tentando guiar minha cabeça para baixo. Entendendo seu pedido, eu deixo seus lábios e faço o caminho desde o seu queixo até seu busto, roçando minha boca em sua pele pelo percurso até chegar ao vale de seus seios e começar com as caricias pelo esquerdo. Eu o abocanhei os sugando com vontade, fazendo movimentos lentos com a língua em volta dele e o puxando para mim com cuidado entredentes. Elena gemia e ofegava baixo ainda arqueando seu tronco para mim e puxando meu cabelo com a força que lhe restava, mostrando-se extremamente excitada.
Vê-la daquela forma me tirava de foco... Seu corpo estava extasiado, totalmente a minha disposição e eu estava enlouquecendo só em saber que poderia fazer o que quisesse com ela. Um desejo tomava conta de meu corpo e de minha mente, parecia que eu sentia o prazer que ela estava sentindo como se nossas mentes e corpos estivessem ligados, transmitindo sensações para o outro. Seus gemidos de prazer e seus suspiros eram algo extremamente estimulante para mim, tendo quase o mesmo efeito se ela estivesse fazendo em mim o que eu fazia nela...
Sem mais delongas, fico de joelhos de novo na cama e abaixo sua calcinha a deixando completamente nua para mim. Eu abro lentamente suas pernas sem desviar um segundo o olhar de seu rosto e me coloco no meio delas fazendo-a suspirar de ansiedade, me controlando ao máximo para não me livrar de minhas calças e fazê-la finalmente minha, eu me abaixo lentamente até meu roto estar na altura de seus joelhos e começo a beijar o interior de sua coxa, deixando que minha barba para fazer tocasse a região enquanto eu subia com os beijos em direção a sua intimidade. Querendo tortura-la, eu assopro a trilha de beijos úmidos que havia feito em sua coxa e faço a mesma coisa em sua intimidade, mesmo não tendo tocado a região ainda, podia imaginar o quanto ela estava molhada e o que meu hálito na região provocaria nela...
- Damon, por favor...
Sem esperar mais, eu coloco as mãos em suas coxas e finalmente levo minha boca até sua intimidade a fazendo gemer extremamente alto e agarrar-se aos lençóis os puxando para si com força. Elena abriu mais suas pernas e eu exploro cada perímetro de sua intimidade com a língua fazendo leves sucções, circulando seu clitóris e a provocando ao ir até sua entrada. Ela estava apoiada em seus cotovelos e sua cabeça pendia para trás enquanto gemia continuamente e rebolava contra mim tentando guiar os movimentos que minha boca fazia nela. Eu me perdia com o que via; seu corpo completamente exposto a mim, coberto por uma fina camada de suor e seu rosto contorcido em uma expressão de prazer, se ela ao menos soubesse o quanto vê-la daquela forma era excitante... Eu queria lhe dar o máximo de prazer que conseguisse e que ela aguentasse, eu queria acabar com a sanidade mental dela exatamente como ela fazia e estava fazendo comigo naquela noite.
- Damon, eu não aguento mais... Eu vou... – suas pernas se tencionaram assim como os músculos de seu abdômen e antes que ela terminasse sua frase, eu parei o que fazia e voltei a me deitar sobre seu corpo – Porque parou? – ela perguntou ofegante e um tanto decepcionada.
- Porque eu quero estar dentro de ti quando isso acontecer... – eu tirei os fios de cabelo que estavam presos em sua testa e em seu pescoço devido ao suor.
- E o que está esperando para fazer isso?
- Vamos fazer um pouco diferente essa noite, pode ser? – sorri maliciosamente e sem hesitar, ela assentiu.
Antes de fazer o que tinha em mente, eu fico de pé e tiro meu jeans e minha cueca de uma só vez e me coloco de joelhos na cama, erguendo minha mão em direção para que ela pegasse. Mais uma vez, sem hesitar, Elena pegou minha mão e eu a puxei para mim a colocando também de joelhos em minha frente.
- Fique de costas para mim... – a pedi baixinho sendo atendido rapidamente. Eu a puxei para mim, colando meu abdômen em suas costas e afastei suas pernas até que conseguisse alcançar e sentir sua entrada. Passando o braço em baixo de seu busto para trazê-la para mais perto de mim, eu sinto sua umidade quente roçar meu membro e a penetro lentamente, afastando seus cabelos de seu pescoço para beijá-la enquanto me colocava para dentro dela e gemia alto, me deliciando com a sensação de tê-la quente e apertada em volta de mim. Elena soltou um gemido extremamente alto quando eu a completei e rebolou vagarosamente me fazendo pulsar em seu interior. Com a mão espalmada em sua barriga a impedindo de se mover, eu começo a me mover lentamente, entrando e saindo quase que por completo e voltando em uma estocada firme.
- Mais... – Elena sussurrou implorando sem fôlego.
Atendendo ao seu pedido e a minha própria necessidade, eu me movo mais rápido mantendo a intensidade da investida ainda a segurando para que ela não se movesse. Elena, mas uma vez estava entregue a mim, com a cabeça encostada em meu ombro, ela deixava que eu guiasse o ritmo que quisesse e apenas gemia alto e apertava com força minha coxa esquerda, que estava sob a dela, descontando o prazer que sentia em meus músculos.
Às vezes eu me perguntava se aquela mulher era a mesma mulher que dançava no pole dance para mim... Ali comigo, ela era uma antítese do que eu conheci, comigo ela era Elena, apenas Elena, uma mulher que fazia sexo por prazer e se deixava sentir prazer e não Elena-Nina, uma mulher que fazia sexo por dinheiro e não se deixava sentir prazer para conseguir satisfazer o cliente. E mesmo que eu notasse uma grande diferença entre essas duas “personalidades”, Elena conseguia me excitar e me satisfazer igual ou até mais, apenas me deixando lhe dar prazer e conduzir a transa, mesmo sem toda aquela produção, a roupa provocante ou a dança sensual...
Elena levou a mão até a minha que a impedia de se mover e a conduziu até seus seios para que eu a tocasse enquanto gradativamente aumentava a velocidade e intensidade das investidas, ela fazia meus dedos a acariciarem do jeito que queria com uma mão enquanto levava a outra até minha nuca para mexer e puxar meus cabelos sem muita força. Definitivamente, eu estava mais que grato por estarmos sozinhos no apartamento, eu e Elena gemíamos extremamente alto e minha cama que nunca havia feito um ruído sequer, com aquela agitação começou a ranger alto.
Não conseguia colocar em palavras o quanto aquilo estava sendo prazeroso e intenso... Assim como Elena, eu estava fora de mim... Só pensava em nossos corpos suados chocando-se um no outro, na sensação maravilhosa de entrar e sair dela e do calor luxuriante que seu corpo exalava... Eu queria prolongar aquilo o máximo que conseguisse, mas sentia que em pouco tempo iria acabar chegando ao ápice sem nem conseguir me controlar.
- Damon, eu estou quase lá, me vire de frente, por favor... – Elena desceu a mão de minha nuca até meu ombro e fincou as unhas em minha pele. Eu não tinha planos de virá-la, mas a ideia de ver suas feições quando ela chegasse ao seu clímax era tentadora demais, principalmente quando eu sentia que estava a um passo de atingir o orgasmo – Damon, por favor...
Sabendo que eu não iria aguentar muito tempo, rapidamente saio de dentro dela e ela se vira de frente, eu me sento na cama e a coloco no meu colo a penetrando novamente de imediato. Elena leva as duas mãos a minha nuca e aproxima nossos corpos como se quisesse que nos juntássemos em um só, me fazendo entender porque ela queria que eu a virasse de frente. Lentamente ela começa a me ajudar com aquele novo ritmo e eu sinto seu sexo começar a me comprimir fazendo com que meu clímax se aproximasse mais rápido do que eu queria. Com mais algumas investidas, o corpo de Elena estremece sobre mim e inevitavelmente, o meu a imita e eu atinjo um orgasmo intenso.
Nós fomos parando aos poucos até que o corpo pequenino de Elena caísse languido sobre o meu. Nós estávamos esgotados, escorríamos a suor e nossas respirações não conseguiam estar mais ofegantes do que já estavam... Não sabia ao certo quantos minutos levaram até que estivéssemos em condições de nos mover novamente, mas assim que consegui recuperar pelo menos um quarto de minha disposição, eu nos desencachei e nos dentei na cama, puxando seu corpo extasiado para mim, a aninhando em meu peitoral e cobrindo nossos corpos com o lençol.
- Como você faz isso comigo... – ela disse ainda ofegante se aninhando melhor em mim e escondendo o rosto em meu peitoral.
- Faço o que, anjo? – perguntei rindo baixinho a abraçando mais forte e acariciando suas costas com as pontas do dedo.
- Me mata de prazer desse jeito...
- Você gostou, então? – mesmo sabendo a resposta, não pude deixar de perguntar.
- Me pergunte isso amanha... Boa noite, Doutor... – Elena suspirou fundo, sorrindo levemente.
- Boa noite, meu anjo...
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