Soho Dolls

13 Capítulo 12 - Work work and work


Notas iniciais
OMMG Devo explicações, não é mesmo? Primeiramente, mil perdões amores, mas eu realmente estava sem tempo e cabeça para escrever para as fic. Para os que pensaram que eu abandonei aqui, jamaaaais farei isso, fiquem tranquilos haha. Bom gente, não sei quando vou conseguir atualizar aqui de novo, estou viajando hoje para fazer vestibular e só volto segunda feira D: Mas keep calm que depois do dia 18 tudo se resolvera e ficara mais fácil, então nas minhas férias vou focar 100% da minha atençãos na fics. Aaaaah, gente, atingi 12 recomendações, é isso mesmo? SOS Falando nisso quero agradecer a Thiemy e a Ana pelas recomendações lindas, amei amores, sério mesmo, muitissimo obrigada. Enfim, sem mais, boa leitura (:

- Elena, você não vai trabalhar hoje? – Marcos entrou pela porta de meu quarto me tirando de um conflito interno. Eu estava sentada em minha cama olhando para meu celular e pensando seriamente em ligar para minha amiga sumida. Desde o dia em que Caroline fora embora, eu nunca mais falei com ela e além das saudades enormes que estava sentindo de minha melhor amiga, meu peito se enchia de angustia devido à curiosidade e preocupação para saber como ela estava.

- Vou sim! – Suspirei fundo deixando o celular de lado e levantando-me da cama.

- O que houve, querida? – Marcos entrou no quarto e fechou a porta atrás dele.

- Só estava pensando em Caroline, aquela loira oxigenada não me deu noticias desde o dia que se foi. – Franzi o cenho enquanto procurava algo para vestir em meu armário. – Estava pensando em ligar, mas ela provavelmente deve estar ocupada e muito envolvida com sua vida nova.

- Por favor Elena, vocês não vão ficar horas e horas no telefone, faça uma ligação rápida só para acalmar o animo!

- Será? – Olhei para Marcos, receosa, não queria incomodar Carol, mas precisava conversar com ela, nem que fosse por apenas cinco minutos.

- Claro! – Ele pegou o celular e o ergueu em minha direção. – Aproveite que eu estou louco para saber das novas!

Eu revirei meus olhos rindo e então peguei o celular da mão dele. Disquei o numero de Carol rapidamente e apertando o botão verde em seguida. Enquanto a ligação chamava, caminhei impaciente pelo quarto esperando ela atender, imaginei que ela estivesse longe do celular porque minha amiga não era de demorar a atender quando o aparelho tocava.

- Lena? – A voz doce e animada de minha amiga soou pelo outro lado da linha me trazendo um pouco de tranquilidade. Só pelo tom de sua voz consegui perceber que tudo estava bem, ela parecia feliz e era isso que importava.

- Carol! – Sorri abertamente. – Como você está? Como está tudo por ai? Estou morrendo de saudades!

- Ah como é bom falar contigo, amiga, me desculpe ter sumido dessa forma mas é que as coisas aqui são bem agitadas e eu ando exausta no fim do dia, apesar de não estar movendo uma pena dentro dessa mansão!

- Tudo bem, eu entendo, imaginei que fosse isso mesmo, estava em duvida em te ligar, não queria incomodar...

- Você nunca incomoda Elena Gilbert, não sabe o quanto fiquei feliz por você ter ligado!

- Que bom que gostou! – Sorri aliviada. – Agora me responda; como está tudo por ai? Já conheceu a família dele? Como está meu sobrinho? Está cuidando bem dele?

- Wow quantas perguntas... Estou sim! – Riu do outro lado da linha. – Ontem tive a minha primeira consulta e Klaus me acompanhou, foi tão lindo, Lena, você tem que ver como ele está feliz com o bebê! Fico boba só de vê-lo conversar com a minha barriga! Ele vai ser um ótimo pai...– Realmente Klaus estava me surpreendendo, mas o que importava era que ele estava fazendo bem para minha amiga e meu sobrinho... – Acredita que eu estou com quase três meses de gestação? Esse pequeno estava aqui o tempo todo e eu nem se quer imaginei, loucura, não?

- Wow, tudo isso?

- Uhum! Amanha vou fazer meu primeiro ultrassom e adivinha só, Klaus vai tirar o dia de folga para almoçar comigo e me acompanhar! – Um gritinho de excitação me fez afastar o aparelho de meu ouvido e eu imaginei o sorriso radiante de Carol e ela dando vários pulinhos de alegria.

- Mas isso é ótimo, Carol, estou muito feliz e aliviada por Klaus estar nos surpreendendo, ele vai ser mesmo um paizão! – Eu estava, realmente, muito feliz por minha amiga. – Mas não fuja do assunto, já conheceu os avós de meu sobrinho?

- Já sim! Saímos ontem para jantar...

- E como foi?

- Foi ótimo, os Mikaelsons são ótimos, Dona Esther é um doce e Mikael é muito engraçado, acabaram com aquela imagem que eu havia formado sobre eles; ela uma perua antipática e ele um empresário viciado em trabalho... Nos divertimos bastante no jantar e eles estão muito felizes com o primeiro neto!

- Como é bom ouvir isso! – Falei aliviada, minhas preocupações tinham sido atoa então... — E como Klaus te apresentou? Vocês contaram como se conheceram?

- Klaus me apresentou como a mãe do filho dele, apenas... – Soltou um longo suspiro. – Nós bolamos uma historia fajuta de que nos conhecemos em uma boate e começamos a sair juntos e eles pareceram engolir a historia. Para falar a verdade, até preferi que fosse assim, com o passar do tempo, talvez nós vamos contar a verdade, mas por enquanto, os deixe acreditando que eu sou uma moça decente e que está com a faculdade trancada por problemas pessoais...

- Hey ei Caroline Forbes, vamos ter que entrar nessa discussão? Amiga, você é decente, não te quero ouvir falando isso novamente, estamos combinadas? – Ok, eu era hipócrita, bem hipócrita, na verdade. Não admitia ouvir de minha amiga algo assim, mas podia xingar-me de todos os nomes sem aceitar que me contradissessem. – Só um idiota iria pensar o contrario!

- Você pensa assim porque é minha amiga e não os pais do homem que eu amo que fedem a dinheiro e que tiveram a melhor educação e apoio familiar do mundo... – Outro suspiro longo veio dela. – Você não vai trabalhar hoje não, Elena? – Revirei meus olhos.

- Vou... Queria falar com você antes.

- Vai lá, amiga, nós conversamos mais tarde, podemos combinar de passar sábado juntas, o que acha?

- Seria ótimo! – Assenti. – Sinto sua falta, C.

- Eu também, amiga, muita.

- Mande um beijo a ela... – Marcos, que estava ao meu lado o tempo todo ouvindo a conversa, falou alto para que Caroline ouvisse.

- Marcos está ai?

- Sim, ele está de férias e veio passar o tempo livre comigo... Espero que não se importe de ele estar dormindo em sua cama.

- Ele vai ficar ai um mês? Não gostei disso, não me troque por ele, Elena Gilbert.

- Ela está com ciúmes de você! – Disse para Marcos que começou a rir. – Não es preocupe Carol, ele vai ter que se contentar com o posto de melhor amigo... – Enfatizei o masculino da palavra o fazendo revirar os olhos. – Ok, Carol, agora é verdade, eu preciso descer antes que Meredith venha até aqui e me puxe pelos cabelos até a boate...

- Tudo bem... Bom trabalho E., obrigada por ligar!

­- Imagine... E vê se não me esquece, Caroline Forbes, se não, não vou pensar duas vezes em te trocar por Marcos!

- Isso não foi legal! – Resmungou. – Amanhã te ligo assim que chegar do ultrassom.

­- Estarei esperando! Beijos, Carol, se cuidem! Amo vocês!

- Pode deixar! Amamos você também, titia. – Sem querer prolongar mais a conversa, desliguei o telefone e soltei um suspiro aliviado.

- Está mais leve? – Marcos perguntou.

- Sim! – Assenti sorridente. Não sabia dizer se aquela preocupação com Caroline era uma tentativa de ocupar meus pensamentos para que eu não pensasse em meu coração dolorido e no causador de tamanha dor... Era muito mais acolhedor preocupar-se com alguém que tinha certeza que gostava de mim do que com uma pessoa que me tratava como um objeto sexual.

- Ótimo, agora vá se arrumar porque um monte de homens sedentos por seu corpo, com carteiras gordas estão esperando para encher o seu bolso! – Ele tamborilou os dedos uns nos outros, sorrindo maleficamente como se fosse personagem daqueles filmes onde o malvado faz esse gesto muito característico. Revirei meus olhos rindo enquanto tirava o robe que havia colocado por cima da lingerie que usaria essa noite.

Com a intensão de irritá-lo, o encarei com o máximo de malicia que consegui e rebolando, fui chegando perto de onde Marcos estava sentado.

- E você, benzinho, não está nem um pouco sedento pelo meu corpo? – Disse manhosa me inclinando sobre ele e passando a mão pelo seu corpo.

- Argh Elena Gilbert, não sei como te aguento! – Ele prendeu meus pulsos com as mãos e delicadamente, jogou-me na cama ao seu lado fazendo-me gargalhava alto de sua reação. – Só porque te amo muito mesmo! – Levantou-se da cama passando a mão por sua roupa como se desengomasse a camisa polo que usava.

- Ah... Vem cá, delicia! – Cruzei a perna o chamei com o indicador.

- Oh Senhor, rogai por mim, o que fiz para merecer tamanho assedio sexual? – Levantou as mãos para o céu em um ato bem religioso, como se conversasse com Deus, como se implorasse algo para ele. – Essa mulher é impossível, im-po-ssí-vel! Elena, guarde esse fogo para mais tarde e para a pessoa certa. – Era evidente o quanto Marcos ficava incomodado quando eu me jogava para cima dele, não que eu quisesse de fato dormir com ele, mas era um tanto divertido irrita-lo, sem falar que era algo extremamente novo para mim, eu estar seminua na companhia de um homem e ele não querer me jogar em uma cama com a intenção de fazer sexo loucamente comigo. – Agora vou me retirar desse cômodo porque daqui a pouco essa maluca vai começar a fazer um stripp em uma vã tentativa de me seduzir.

- Isso, vai lá porque você está me distraindo com essa delicia ai... – A porta do meu quarto bateu e eu o ouvi bufar, imaginando seus olhos revirando de mal humor...

Deixando a brincadeira de lado, levantei-me da cama e comecei a me arrumar. Como já estava em cima da hora tive que me apressar e em tempo recorde, me vi pronta para que a tortura começasse. Despedi-me rapidamente de Marcos e desci para a boate.

O recinto estava cheio demais para uma quarta feira, tentava lembrar se comemorávamos algo especial naquele dia ou se era véspera de algum feriado, mas minha memoria falhava. Talvez fosse apenas uma festa de aniversario após o expediente ou um happy-hour de alguma emprese de executivos, já que em um canto da boate havia uma aglomeração de homens te terno e gravata que bebiam e riam alto.

Procurei por algum rosto conhecido, de algum cliente familiar, mas em minha frente, bloqueando meu campo de visão, apareceu uma garota de olhos ainda mais azuis do que os que atormentavam meus pensamentos e um cabelo ondulado, moreno puxado para o ruivo. Suas vestes eram simples, um jeans, casaco de moletom e em seu ombro pendia uma mochila visivelmente cheia.

- Pois não?! – Franzi os olhos a atendendo.

- Você trabalha aqui? – Pelo tom assustado que estava em sua voz suave, deduzi que ela estivesse perdida ou algo do tipo.

- Sim... Por?

- É que eu estou procurando emprego... – Sussurrou revirando os olhos, envergonhada. Eu franzi o cenho mais uma vez ainda receosa por estar ouvindo isso, ela não deveria saber que aquilo era uma casa de prostituição porque se não, não estaria ali. Era muito comum garotas e mulheres virem até nós procurando emprego como garçonete pensando que SoHo Dolls era uma boate comum e ao descobrirem que o lugar se tratava de um bordel, não conseguiam esconder o terror da face./

- Você sabe que aqui não é só uma boate, não é?!

- Sei sim... – Encolheu os ombros suspirando.

- Ok... – Alisei a testa que estava franzida. – Olha, eu não sou responsável por isso aqui, você tem que falar com aquela moça ali que está atrás do balcão de bebidas. – Apontei para Meredith que estava inclinada sobre o balcão do bar em uma posição extremamente sexy limpando a superfície.

- Como é o nome dela?

- Meredith... – Mary era a única de todas nós que não usava outro nome, ao contrario de nós, ela não tinha vergonha de admitir que era garota de programa.

- Ok, Meredith! – Falou como se gravasse o nome mentalmente. – E como é o seu nome?

- Nina...

- Prazer Nina, sou April! – April... Essa garota não sabia no que estava se metendo, prostituição não era apenas vender seu corpo, não era apenas algo que mexia com você fisicamente, seu psicológico ficava muito abalado depois disso e dificilmente ele iria voltar ao normal, alguém precisava alertar essa garota antes que ela cometesse o pior erro de sua vida. April era doce demais, tinha uma vida inteira pela frente, arranjar um emprego digno, formar uma família ao invés de entrar para esse mundo... Mas, afinal, quem era eu para julgá-la? Nem se quer a conhecia e não sabia quais eram as circunstancias que a levaram até ali.

- Espero mesmo que saiba com o que está se metendo, April... – Mais uma vez ela desviou o olhar envergonhada e assentiu pensativa. – Mas ok, boa sorte com Meredith... – Eu adoraria ficar o resto de meu expediente conversando com ela, mas isso não iria me dar sustento e no final do mês, com certeza, iria ganhar de graça outra surra de Logan, então sem prolongar mais aquilo e sem me despedir, sai de sua frente e fui para o lado oposto da boate. Ela iria se virar sozinha...

Fiquei encostada em uma parede esperando primeiramente que algum dos homens, que estavam no local fosse até meu encontro. Assim que cruzei os braços, um rapaz alto, bem vestido e de cabelos loiros e bagunçados caminhou até minha direção. Estampei em meu rosto a melhor expressão maliciosa e sedutora que tinha e esperei que ele chegasse perto.

- Boa noite! – Apoiou seu braço esquerdo na parede atrás de mim se inclinando sobre meu corpo.

- E aí... – Flexionei uma perna apoiando meu pé também na parede de modo que o interior de minha coxa tocasse seu quadril.

- Então, estou procurando por Roberta. – Roberta na verdade era Caroline, nessa semana muitos clientes dela vinham me procurar para saber do paradeiro de minha amiga.

- Beta não trabalha mais aqui... – Dei de ombros. – Mas eu sim. – O olhei de cima a baixo com um olhar depravado.

- Como assim não trabalha mais aqui?

- Não trabalhando, oras... Pediu as contas.

- Ela vem me deixando na mão faz umas semanas já! – Franziu o cenho incomodado.

- Ah, querido, esquece ela, eu estou aqui, não vou te deixar na mão... – Levei minhas mãos até o terno que ele usava e comecei a desabotoá-lo lentamente.

- Não sei ein, gostava da Roberta. – Continuei a desabotoar a roupa e ele assistia o que eu fazia.

- Você vai gostar de mim também, não vou te decepcionar, delicia. – Com seu terno já aberto, adentrei minha mão por debaixo de sua camisa branca, tocando seu abdômen o fazendo estremecer.

- Será que não? – Sussurrou extasiado aproximando mais nossos corpos.

- Tenho absoluta certeza que não... – Aproveitei a proximidade e sussurrei sedutoramente em seu ouvido.

Ele sorriu e então agarrou minha cintura com força me puxando mais para si.

- Espero que não mesmo!

Deixei que o rapaz nos guiasse até os quartos e assim que passamos pela porta do que ele havia escolhido, meu corpo foi jogado com força contra a parede e ele se aproximou de mim prendendo seus dedos em meus cabelos puxando os fios com a mesma força a qual fui arremessada na parede, e me beijou com fervor já demonstrando que gostava de controlar e não ser controlado.

Eu simplesmente detestava esse tipo de cliente, os brutos, valentões, mas tinha que me contentar com isso, afinal, não era sexo que eu queria e sim o dinheiro deles.

Notas finais
Ah, queria saber se vocês gostam dos capítulos bônus da Caroline... Sejam sinceros ein ;D