Sofá, chocolate quente e um dia juntos.
1 One Shot
Notas iniciais
Apenas mais um dia comum pra mim. Estava lá eu, deitado em minha cama, sozinho. Nossa, minha cama nunca parecei tão grande desde que ela veio aqui. Deitado, e delirando em minha imaginação, ouço o telefone tocar. Sem vontade, levanto e vou até lá, ainda de ressaca, causada por ela.
- Alô?
-Olá monsier — Era ela.
-A-alô. Err... como vai você?
-Bem, com saudades. E você?
-Bem, meio entediado aqui. Também estou com saudades.
-Hmm. Se está entediado por quê não vem me visitar então? Pode vir amanhã.
-Sério?
-Sim.
-Ok então. — Disse com um sorriso. Nossa, como ela me fazia sorrir fácil. — Vejo te amanhã?
-Sim, até.
-Até.
Desligo o telefone e me jogo na cama. Caramba, não sabia que ficava tão bobo por causa dela. Se eu tivesse um espelho naquela hora veria o quanto estava corado.
Passei o resto do dia vageando pela casa. Estava tão feliz com a ideia de vê-la logo que tinha adquirido uma pequena mania. Estava inquieto, vendo o tempo passar. Parece que o tempo não queria me ajudar, e cada minutos parecia cinco. Ocupei-me em alguns livros, que não conseguia ler 10 páginas sem me desinteressar e pegar outro. Acabei me interessando por um e li uns 3 capítulos sem me desapegar.
Mais alguns minutos passaram, e ainda nem havia chegado as 15:00. Naquele momentos já estava por um fio de não ficar louco. Porém recebi visitas. Hector veio com Isabelle, Sofia, Lucca e os outros. Acho que se não tivessem vindo eu teria tido um acesso de insanidade por aquela tarde. A noite chega rápido, meus amigos vão. Por bondade de meu corpo eu dormi logo, pois seria um dia longo amanhã. Finalmente amanheceu.
Sai de casa depois das 9:00. Fui andando até sua casa, não era tão longe assim. Aquele dia de sol não parecia tão quente enquanto eu ia até sua casa. Descendo ruas, dobrando outras, subindo algumas ladeiras e chegando na casa dela. Ao chegar na casa de Alexandra bati na porta e não demorou muito para alguém vir atender. Era sua irmã, Vanessa.
Vanessa era, basicamente, uma garota meio problemática. Não do jeito de roubar carros ou coisas assim. Ela era problemática comigo. Não gostava de mim por algum motivo. Acho que era porque ela estava sozinha a um tempo, e sua irmã não. Ao menos foi o que Alexandra me falou.
-Oh, você.
-Olá Vanessa, posso entrar?
-Você pode ir embora, na verdade.
-Algum dia eu vou entender porquê tem raiva de mim.
-Eu espero esse dia com um bastão de ferro.
-Eu também vou esperar assim. -Achei que fosse apenas uma brincadeira amistosa.
Logo após as ameaças trocadas, Alexandra aparece na porta. Por ironia ou não de ambas, usavam camisas sem estampas de cores opostas: Vanessa usava preto e Alexandra branco. As duas eram bastante parecidas, um pouco menos que o normal, para gêmeas, mas isso ajudava a não ser enganado e levar um soco como "brincadeira" de Vanessa.
-Olá Alê.
-Olá, pode entrar. — disse Alexandra olhando com uma expressão de raiva para a irmã.
-O que foi? — disse Vanessa, dando de ombros, como se a situação fosse algo trivial.
-Não ia sair Vani? — era Alexandra.
-Depois do almoço. — disse Vanessa.
-Ótimo, espero que se divirta bastante, querida irmã.
Entramos. Alexandra me conduziu até sua sala, onde ficamos por a maior parte do dia, jogando conversa fora. Eu sentado, Alexandra com sua cabeça apoiada em meu ombro. E Vanessa me matando com os olhos.
-Sua irmã me odeia ou algo assim?
-Ela não te odeia mesmo. Só está um pouco chateada.
-Por quê?
-Levou outro fora.
-Ah — eu disse, segurando uma gargalhada.
-Quer rir, não é? Não o culpo, eu também ri.
-Isso sim que é fraternidade.
Ela me deu um pequeno empurrão e riu.
As passou algum tempo de nós daquele jeito. Na hora do almoço me dispus a ir comprar algo. Vanessa quis fazer algo para o almoço. Depois de discutirmos um pouco sobre o que comer cedi. Vanessa fez alguma coisa que eu não sei o que era, não tinha um gosto lá muito bom, mas era comestível.
Depois do almoço, como tinha dito, Vanessa se arrumou e saiu. Apenas eu e Alexandra na casa dela. Essa ideia me deixava nervoso. O dia, que prometia ser um dia tão quente, na verdade se mostrou como um dia chuvoso após o almoço. Com o tempo frio, Alexandra decidiu fazer chocolate quente para nós.
-Quente agora?
-Sim. Obrigado pelo chocolate quente. Fico lhe devendo uma.
-Você me deve muitas, na verdade.
-Fico lhe devendo mais uma então.
-Pode começar a me pagar agora. Vamos, se apoie aqui — disse Alexandra. Não discuti. Me apoiei com as costas em um dos braços do sofá. Alexandra se virou de costas pra mim, sentando entre minhas pernas e apoiando suas costas em meu peito. Afundou-se em meus braços... e sorriu. — Bom, né?
-Sim. — respondi, corando e sorrindo.
Ficamos daquele jeito por algum tempo, falando pouco e aproveitando o calor um do outro.
-Hey, vamos pro quarto?
-Pode ser.
E então fomos. Uma cama grande e macia. Deite-me primeiro, e então ela se deitou em meus braços. Demoramos um tempo ali, encarando um ao outro, sem dizer nada. Deitamos de lado, um de frente pro outro, abraçados. Ela encostava sua testa em meu queixo, sua respiração em meu pescoço, quase em meu peito. Minha boca encostada em sua testa, minha respiração em seus cabelos. Mas alguns momentos nessa posição. Nos olhamos nos olhos, eu acariciando seus cabelos, ela acariciando meu braço.
-Belos olhos, monsier — disse ela, com um meio sorriso.
-Obrigado. Você também tem belos olhos.
-Pare de mentir.
-Eu gosto dos seus olhos.
-Eu gosto de você.
Nos beijamos. Seus lábios tinham um sabor doce. Ela acariciava meu rosto, e eu seus cabelos. Após isso, ficamos num clima tenso. Nos encaramos por mais alguns momentos, e então começamos a nos beijar novamente.
Cada beijo era mais intenso que o outro, como se cada beijo ficasse mais doce, ou mais saboroso. O dia que era frio ficou quente, muito quente. Não demorou para ela tomar liderança: me pós deitado de costas e sentou sobre minha cintura. Ela segurava minha mão sobre minha cabeça, mesmo sabendo que eu colocará minhas mão naquela posição por querer, ela as segurou forte. Curvou-se sobre mim e começou a beijar meu pescoço, e com sua mão livre, arranhou meu peito. Ela parecia mais e mais satisfeita a cada arranhão.
Voltou a se sentar sobre minha cintura, com um olhar meio provocante, meio provocada. Puxou-me pela camisa. Levantei-me e a segurei pela cintura, enquanto ela continuava sentada sobre a minha. Levei uma de minhas mãos a sua nuca e minha boca ao seu pescoço. Ela gemeu. Suas mão foram de encontro a mim: uma segurou minha cabeça, me puxando mais pra perto, a outra foi em minha costa, arranhando e me puxando para perto também. Sua mão desceu de minha cabeça para a nuca, cravando suas unhas de acordo com o prazer que sentia.
Ela se jogou para trás, me puxando e me fazendo ficar por cima dela. Paramos por alguns momentos, apenas nos olhando.
-Olá, como vai você?
-Um pouco suado, e você?
-Também. Sua camisa está molhada já. Por quê não tira?
-Acho que não a necessidade.
Mas para ela tinha. Ela começou a puxar minha camisa, tentando tira-la. Não impedi, na verdade ajudei. Tirei minha camisa e a joguei no chão. Ela fez o mesmo com a sua. Logo depois de jogar sua camisa no chão, puxou meu rosto em direção ao seus seios, e eu comecei a beija-los. Mais gemidos, mais arranhões em minha costa. Comecei a massagear seus seio quando o celular tocou.
Era Vanessa, dizendo que estava voltando.Na verdade, já estava bem próxima de chegar. Nos levantamos e botamos de volta nossas camisas.
-Se a Vani nos vir assim acho que ela vai passar a noite toda reclamando.
-Sim, eu sei. Ao menos vai ser divertido ver a cara dela.
-Já está escurecendo.
-Eu sei. Acho que já vou então.
Ela se aproximou de mim, me abraçou e me beijou.
-Au revoir monsier — disse ela, sorrindo e olhando em meus olhos.
-Au revoir mademoiselle — respondi, olhando-a nos olhos e dando um meio sorriso.
Peguei minhas coisas e sai. O sol já estava se pondo quando sai da casa dela. Andei de volta até minha casa. Em frente de casa, chega uma mensagem dela.
"Boa noite. Vamos sair semana que vem?". Li e sorri. Mais tarde, depois do banho respondi e fui dormir, ansioso por semana que vem.
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