Soft and Hot
1 Soft and Hot
Notas iniciais
Soft and Hot
A noite já tinha caído sobre Tóquio e o relógio marcava pouco mais de 21 horas. A temperatura estava agradável e Aoi não pôde deixar de pensar que já estavam na estação preferida de Uruha, a primavera, quando o clima era mais agradável e tudo parecia mais vivo e principalmente, belo! E isso parecia combinar perfeitamente com o bonito loiro, que com o passar dos anos roubou seu coração e tornou cativo os seus pensamentos.
Os olhos negros miraram o elegante prédio onde o guitarrista solo morava e então voltou a fitar a mensagem de texto enviada por aquele a quem cobiçava. Não sabia como Uruha tinha esquecido as chaves de casa e da moto no estúdio, mas adorou o fato do loiro ter pedido a ele e não para outro membro da banda.
“Shiroyama Yuu, tire esse sorrisinho besta da cara.”— censurou-se, embora não conseguisse evitar o sorriso de bobo-alegre que não saía de seus lábios... E tudo porque Uruha pediu para ele.
Foi tirado de seus pensamentos ao ouvir alguns cochichos de pessoas que passavam por ele e então se deu conta de que elas miravam seu cabelo rosa choque, o que arrancou choramingos de seus lábios. Por que tinham que ficar olhando para ele desse jeito? Resmungando, Aoi entrou no prédio, caminhando até o porteiro, resistindo à vontade de postar algo no twitter relacionado àquele assunto.
— Boa noite, Sakigawa-san! Takashima já subiu? – indagou ao ver que Uruha não estava no hall de entrada.
— Oh! Boa noite, Shiroyama-san! Sim, Takashima-san já subiu e pediu para avisar que o senhor pode entrar caso ele não atenda a porta de imediato – respondeu o porteiro, um senhor de meia idade muito simpático. Quando viu o loiro ali sem poder entrar em casa, lembrou-o de que ele mesmo tinha deixado uma chave reserva consigo, exatamente para evitar esse tipo de problema.
— Ah, sim... Arigatô, Sakigawa-san! – despediu-se, dirigindo-se ao elevador.
Naquele momento, Shiroyama estava intrigado, afinal se Takashima tinha uma chave extra, por que não o avisou ao pegá-la? Desse jeito, evitaria que ele viesse ali, mas por outro lado, isso talvez significasse que o loiro quisesse sua companhia, o que achava ótimo!
Assim que o elevador chegou, Aoi tratou de entrar, marcando o andar desejado, sentindo-se ansioso. Olhou-se no espelho e ajeitou o cabelo, passando as mãos na roupa para que tudo ficasse em ordem. Sorriu, satisfeito por ter vindo com um jeans mais colado ao corpo e uma blusa preta semitransparente, que lhe conferia um ar sexy... E ele faria um bom uso disso! Para complementar, abriu os primeiros botões até o meio do peito, para parecer mais sensual e quem sabe assim chamar a atenção do loiro.
Com um sorriso quase safado nos lábios, Aoi saiu do elevador, caminhando em passos lentos até o apartamento de Uruha. Sentia-se elétrico, pois ficaria a sós com seu adorado loiro, de quem gostava há um bom tempo e perceber que o mais novo estava se reaproximando, deixava-o quase explodindo de felicidade. Pensou em tocar a campainha, mas o pensamento travesso de entrar sem ser convidado foi mais forte, por isso colocou a chave na fechadura e a girou, abrindo a porta sem demora, trancando-a atrás de si.
— Tadaima! – falou com um sorriso nos lábios, pensando que naquele momento parecia coisa de casal, como se já morassem juntos e isso o fez rir mais uma vez. Sentia-se bobo demais!
Conforme o costume, Aoi retirou os sapatos na entrada, deixando-os ao lado dos de Uruha e caminhou até o meio da sala, olhando o ambiente vazio, sentindo seu coração acelerar, pois naquele momento estava mesmo sozinho com aquele que mais desejava e também amava!
— Uruha?! – chamou-o, imaginando onde o loiro estaria, já que, ao que parecia, não o tinha ouvido chegar.
Certa eletricidade e excitação se espalhavam pelo corpo de Aoi e ele respirou fundo para se controlar melhor. Deu alguns passos, lambendo os lábios, ouvindo então o som de água correndo, rapidamente deduzindo que Uruha estava no banho e isso apenas serviu para atiçá-lo mais! Em passos silenciosos caminhou até o quarto de Takashima, entrando no cômodo sem fazer barulho e notou a porta do banheiro entreaberta. Não seria prudente de sua parte ir embora e deixar o apartamento aberto e ao que tudo indicava o mais novo o queria ali... Desejava sua companhia.
“Dá vontade de espirar...”— pensou e deu uma risadinha maliciosa, dando alguns passos à frente.
A excitação tomava conta de Aoi, porém ele parou assim que pisou em algo fofo e macio. Logo os olhos cor de trevas miraram abaixo e o moreno se surpreendeu ao ver um grande e felpudo tapete negro cobrindo o piso do quarto de Uruha, o que o deixou curioso e intrigado, já que não se lembrava daquela peça de decoração. Ajoelhou-se, passando a mão direita no tecido preto, maravilhado ao sentir a maciez de encontro a sua pele, adorando a sensação.
De imediato, a imaginação fértil de Aoi o presenteou com imagens impuras de Uruha deitado sobre aquele tapete, sem nenhuma roupa, gemendo sob seus toques. Um grunhido baixo deixou seus lábios ao sentir o próprio corpo reagindo àquele devaneio libidinoso, despertando seu baixo-ventre, que pulsou em resposta as excitantes idéias.
“Controle-se Shiroyama.”— repreendeu-se, porém não conseguia parar de imaginar a face corada de prazer de Takashima.
— Yuu?! – a voz baixa, surpresa e curiosa chegou aos seus ouvidos, despertando-o de seus devaneios.
Aoi rapidamente olhou para o lado, pego de surpresa e paralisou. Na frente dele, parado na ponta do tapete, estava Uruha, de pé, molhado, apenas com uma pequena toalha ao redor da cintura... Tão pequena que mal escondia suas coxas roliças e bem desenhadas e nos ombros havia outra, que ele usava para enxugar os cabelos longos. De imediato sua boca ficou seca e ele acompanhou uma gota que escorreu dos fios loiros, deslizando pelo corpo esbelto, passando pelo mamilo róseo arrepiado, percorrendo os músculos delineados do abdômen até morrer em sua virilha ao tocar o tecido felpudo.
— Kou... – sua voz saiu rouca demais até para seus próprios ouvidos, mas não era como se pudesse evitar. A imagem de Uruha era a personificação do pecado... E ele estava para pecar da forma mais deliciosa que conhecia!
— O que está fazendo aí ajoelhado? – indagou Uruha em tom inocente e curioso, achando graça, até notar o brilho de desejo presente nos orbes negros, que causou arrepios em sua coluna.
A respiração de Aoi ficou pesada, enquanto observava Uruha seminu a sua frente, cercado por aquela aura de inocência e sensualidade que lhe era tão típica! Reparou que a face bonita se enrubesceu e soube que o loiro havia notado todo o seu desejo... E algo naquele doce rubor lhe dizia que Takashima queria tanto quanto ele! Tal constatação o fez lamber os lábios lentamente, hipnotizado pela imagem erótica que Kouyou fazia diante de seus olhos... E não havia a menor possibilidade de se controlar mais.
Nos últimos meses eles pareciam presos em um “chove e não molha”, onde uma eletricidade libidinosa os envolvia e os dois viviam quase se beijando, quase se amassando e se pegando pelos cantos... Sempre quase! E Yuu não podia mais se conter, represar tudo o que sentia e queria. Não conseguiria... Não com Kouyou tão desejável a sua frente, fazendo aquela carinha de “venha e me seduza”, que com certeza o loiro não sabia que fazia. E ele iria seduzi-lo, excitá-lo e lhe dar o melhor orgasmo da noite!
— Y-Yuu?! – chamou Kouyou em voz fraca ao observá-lo colocar as mãos no tapete e vir engatinhando em sua direção.
Aos olhos de Takashima, Shiroyama parecia um felino espreitando sua presa e saber que era o alvo o excitava. Cada movimento era elegante e esbanjava sensualidade, envolvendo-o de uma maneira que não conseguia se mover, ou melhor, não queria! Seus olhos se mantinham presos à figura sedutora, que se aproximava cada vez mais, acelerando sua respiração, que foi suspendida ao vê-lo para a milímetros de distância.
Mirando os chocolates brilhantes, Aoi se ajoelhou, levando suas mãos as panturrilhas de Uruha, sentindo-o estremecer sob seu toque. Notava com perfeição a respiração descompassada do loiro, que mordia os lábios, corado e em expectativa... E ele estava deliciado ao ver como o deixava e, principalmente, por perceber que Takashima não parecia se opor de nenhuma forma a sua aproximação.
— Yuu... O... O que você...? – falou Uruha com a voz falha, arrepiando-se ao ver o rosto dele se aproximar de seu baixo-ventre sem nunca quebrar o contato visual.
— Você fica me provocando... – sussurrou o moreno, beijando centímetros abaixo do umbigo do loiro, que imediatamente levou suas mãos aos seus cabelos rosa, segurando-os trêmulo e sem força.
— E-Espera... – pediu em tom frágil, sentindo a língua quente deslizar por sua pele.
— Você sempre me atiça e foge, mas agora eu não vou deixar você fugir mais! – sibilou o mais velho, dando uma longa lambida pelo abdômen de Uruha.
Um pequeno gemido deixou os lábios de Takashima, que segurou com mais força nos cabelos de Shiroyama. Os olhos dele se fecharam ao sentir uma excitante mordiscada mais abaixo ao mesmo tempo em que as mãos fortes subiam pela parte de trás de suas coxas, apertando e arranhando, arrepiando toda a sua pele. Sussurros ininteligíveis deixavam seus lábios carnudos, enquanto ele sentia os beijos e chupadas langorosas, que se tornavam cada vez mais intensas com o passar dos minutos.
— Yuuuu... Uhhhmmm... – o loiro arqueou ao sentir as mãos fortes apertarem suas nádegas com desejo, deixando-o mais quente.
Aoi se sentia intoxicado por Uruha! Pelo cheiro e gosto de sua pele, pela voz rouca que vertia gemidos lânguidos e excitantes, pelos dedos longos que se entremeavam em seus cabelos, repuxando-os com suavidade. Cada gesto e resposta que obtinha dele servia como estímulo para continuar, ao mesmo tempo em que o excitava de uma maneira que precisava se controlar para não jogá-lo sobre o tapete e o possuir sem preparo algum.
Uruha não oferecia qualquer resistência, apenas se deixava levar por Aoi. No momento em que o viu engatinhando em sua direção, soube que nunca conseguiria afastá-lo ou rejeitá-lo. Aquela boca tão bem desenhada e eroticamente obscena em sua opinião distribuía beijos, mordidas e chupadas por seu baixo-ventre e virilha, enquanto as mãos fortes apertavam suas nádegas de forma ritmada, fazendo-o jogar a cabeça para trás e gemer alto devido à carga de prazer.
— Por Deus! Você é gostoso demais! – sibilou Yuu, apertando-o mais, notando a toalha cair, sentindo enfim a excitação dele contra seu pescoço e queixo.
— Ahhhh... Yuuuuu... – Kouyou mordeu os lábios, puxando os cabelos rosa, jogando o quadril para frente à procura de mais contato.
Diante de tal gesto, Aoi não pôde mais se segurar. Em segundos puxou o loiro para baixo, deitando-o sobre o tapete, tomando aqueles lábios carnudos tão desejáveis em um beijo quente e cheio de desejo! Suas mãos se firmaram na cintura de Uruha e ele pesou sobre o corpo esbelto, sendo abraçado com desespero pelo mais novo, ao mesmo tempo em que as pernas longas envolviam seus quadris, apertando-o entre as coxas roliças.
Não havia mais nenhum controle naquele momento. Os dois se beijavam com paixão como se quisessem consumir um ao outro, apertando o parceiro com força, enquanto ondulavam seus quadris em sincronia, como se já estivessem fazendo amor. Quando o ar faltou em seus pulmões, Aoi atacou o pescoço alvo com beijos e mordidas, deliciado com os gemidos lânguidos e excitados de Uruha, que virou o rosto para o lado, dando-lhe mais espaço para se fartar no gosto e cheiro da cútis clara.
— Hummm... Tão gostoso! – sussurrou Aoi, mordendo e sugando a orelha de Uruha, ouvindo-o gemer daquele jeitinho erótico que quase o fazia perder a cabeça.
— Uhmmm... Isso... Ahm... Delícia... – Uruha ronronava como um gatinho dengoso no ouvido de Aoi, apertando-o entre as pernas, rindo lascivo ao ouvi-lo rosnar com seu gesto.
— Não provoca... – silvou sem fôlego, fechando os olhos ao senti-lo ondular o quadril contra a sua pélvis, seu membro coberto pulsando dentro do jeans apertado.
— Por quê? – perguntou o loiro, dando outra risadinha excitada, lambendo o pescoço do moreno, adorando vê-lo se arrepiar e estremecer em suas mãos.
— Porque eu vou acabar perdendo o controle – respondeu o guitarrista mais velho, mordendo a junção entre o ombro e pescoço de Uruha.
— Aaahhhmmm!!! – Takashima arqueou, gemendo alto, agarrando-se a blusa de Shiroyama, sentindo-se totalmente quente!
Mais uma vez Yuu tomou os lábios de Kouyou, beijando-o com paixão avassaladora, desejando roubar-lhe o fôlego. Queria consumi-lo, afogá-lo em êxtase e se deleitar na feição de puro prazer que ele faria quando o fizesse chegar ao orgasmo... E só essa perspectiva o fazia se arrepiar todo. Aquele era um momento único e Aoi faria de tudo para que fosse perfeito, pois amava Uruha e esperava que pudesse repetir tal ato de amor por inúmeras vezes, não como amantes, mas namorados.
— Yuuuuu... – Kouyou gemeu o nome do mais velho em tom cálido, dengoso e sensual.
Em resposta, Yuu arquejou, afastando-se com lentidão, ficando de quatro sobre o corpo de Kouyou, sentando-se sobre os próprios tornozelos apenas quando ele o libertou ao desentrelaçar as pernas ao redor de sua cintura. Parte de si não acreditava ainda que aquilo estava acontecendo, que era realidade e não algum sonho louco produzido por sua mente, mas ao ver o brilho quente dos olhos de Uruha, soube que, de fato, estava consumando seu amor com o belo loiro!
Qualquer que tenha sido a frase articulada pelo cérebro de Aoi, a mesma se perdeu antes de chegar aos lábios carnudos, quando o moreno viu Uruha deitado sobre o tapete preto. Seus olhos percorreram lentamente o corpo esguio, reparando no contraste da pele alva com o negrume do tecido, os cabelos loiros semi-molhados espalhados, com alguns fios caindo pelo rosto corado, concedendo a Takashima um ar sensual e indefeso que quase lhe tirou a sanidade! Shiroyama não sabia como alguém podia ser tão lindo e despertar tanto amor e desejo em seu ser, mas o homem a frente dele conseguia... Conseguia isso e muito mais!
— Yuu? – chamou baixinho, um pouco inseguro ao vê-lo parado. Talvez Yuu quisesse desistir, mas Kouyou esperava que estivesse enganado, pois não saberia com que cara olhá-lo se o mais velho simplesmente fosse embora.
— Você é tão lindo! – sussurrou Yuu, enrouquecido, encantado com a visão que tinha de Kouyou, tão deliciosamente indefeso a sua frente... Tão entregue e desejoso! Pois era notável o quanto o mais novo queria que ele continuasse e não iria decepcioná-lo.
O loiro corou, sem conseguir evitar o misto de vergonha e prazer pelas palavras dele.
— Eu sonhei tantas noites em te ter assim... – Aoi deslizou um dedo pela cútis alva, seguindo o caminho que uma gotícula fez até a virilha de Uruha, vendo-o estremecer.
— Hum... Sonhou em me ter nu sobre um tapete? – indagou, dando uma risada rouca, levemente desconcertado pelo modo como o moreno o olhava... E o tocava.
— Ah, não... Isso só me veio à cabeça há pouco, quando vi seu felpudo tapete negro – Aoi sorriu malicioso, vendo Uruha corar daquele jeito que o fazia ter vontade de mordê-lo... E isso só o deliciou, pois poderia realizar esse desejo sem demora.
— Pervertido! – resmungou o loiro sem, de fato, repreendê-lo pela interessante ideia.
Aoi riu, excitado ao notar que sua inusitada fantasia parecia agradar Uruha. De forma lenta se curvou sobre o mais novo sem, no entanto, pesar sobre ele, beijando-o desta vez com doçura, provando daquela boca doce e viciante, sendo prontamente correspondido. Suspirou com os carinhos que recebia em seus cabelos e ao encerrar o ósculo, depositou diversos selinhos nos lábios bem desenhados, vendo-o sorrir como uma criança satisfeita a qual pretendia mimar pelo resto da vida!
Sem pressa, Yuu começou a descer pelo corpo de Kouyou, distribuindo beijos e mordidinhas, parando em um dos mamilos róseos para brincar um pouco. Contornou-o com a língua, ouvindo o mais novo gemer e arquear, repuxando seus cabelos de maneira a apenas atiçá-lo mais. Envolvendo aquele pedacinho entre os lábios, o moreno tratou de sugá-lo com força, mordendo de leve vez ou outra, ao mesmo tempo em que sua mão direita aliciava a parte interna da coxa roliça do loiro, excitando-o e o deixando mais rijo. Era delicioso ver como seus toques o afetava, como sua boca o enlouquecia e como seus dedos o faziam se remexer a procura de mais.
Uruha ofegou, sentindo os lábios quentes envolverem seu outro mamilo, prendendo-o entre os dentes e puxando, arrancando um grito de sua boca. Olhou-o, vendo o sorriso malicioso do moreno, que voltou a beijar e lamber o local que maculou, chupando com força ao mesmo tempo em que subia com os dedos por sua virilha, fazendo-o se contorcer e querer cada vez mais. Suas mãos mantinham-se fixas nos fios rosa, alternando entre afagos e puxões de acordo com as carícias que ele empregava, louco para que aquela mão o tocasse onde mais queria, mas Aoi continuava sendo malvado com ele.
— Yuu... – choramingou, mordendo os lábios.
— O que foi, amor? – inquiriu em um sussurro, contornando o mamilo dele com a língua repetidas vezes, dando pequenas mordidinhas.
— Mais... – pediu, empurrando sutilmente a cabeça dele para baixo.
— Apressado! – o moreno riu, todo atiçado por ver como deixava Uruha cheio de vontades, mas resolveu atender ao desejo dele.
Kouyou choramingou, pensando em xingá-lo, mas acabou gemendo quando os lábios fartos começaram a descer lentamente por seu abdômen, seus músculos se contraindo ante a passagem da boca obscena, que continuava a depositar beijos e leves chupadas em sua pele. Suas mãos se fecharam com mais força nos cabelos de Yuu quando a língua quente contornou seu umbigo, invadindo-o e saindo, repetindo o gesto vez após vez de forma insinuante. Por mais que tentasse, Takashima não conseguia controlar a respiração, que ficava mais curta e pesada com o passar dos minutos, enquanto Shiroyama brincava com seu corpo... E ele estava a ponto de gritar para que o mais velho o sugasse logo!
— Aoi!!! – gritou quando ele mordeu abaixo de seu umbigo.
— O que foi, Uru? – perguntou Aoi, fazendo um caminho tortuoso com a língua, sentindo a ereção dele roçando em seu queixo.
— Por favor, vai logo! – demandou Uruha, exasperado.
— E o que meu Uru-baby quer? – indagou cheio de malícia, fitando-o de um modo que apenas deixou Uruha arrepiado e com tesão.
— Chupa – pediu o mais novo, baixinho, mordendo os lábios, em expectativa.
— Huuummmmm... – Aoi gemeu ao ouvir tal pedido saindo daquela boca deliciosa e sem dizer nada, afastou-se um pouco, abrindo as pernas dele com delicadeza sem quebrar o contato visual.
Uruha o olhava em total expectativa, deslizando as mãos pelo tapete, segurando-se nele enquanto Aoi o fitava como se ele fosse algo delicioso para se comer, mas não era só isso... Naquele olhar o loiro também notava carinho e paixão, o que tornava o momento mais do que especial! Seu coração bateu mais forte quando o viu se ajeitar entre suas pernas, deixando o rosto próximo demais do seu membro, disparando a adrenalina em seu organismo e quando os dedos firmes tocaram de novo a parte interna de sua coxa, ele arqueou, repuxando o tecido felpudo entre os dedos.
— Tão sensível... Tão delicioso! – sussurrou Aoi, lambendo os lábios, contemplando a face corada de Uruha, que choramingou ante seu comentário.
Com um sorriso gentil e apaixonado, Yuu começou a dar beijos na parte interna da coxa de Kouyou, apreciando a pele quente e macia, encaminhando-se para a virilha dele ao mesmo tempo em que envolvia a base do pênis rijo com a mão direita, arrancando um gemido alto dos lábios doces. Iniciou uma lenta masturbação, enquanto dava pequenas chupadas no baixo-ventre do loiro, até deslizar a língua por toda a extensão do membro róseo, rodeando a glande úmida sem deixar de fitá-lo.
— Aaaahhmmmmm... Yuuuuuu... – as costas de Kouyou fizeram um arco sobre o tapete e ele repuxou os fios felpudos como se isso pudesse ajudá-lo a controlar as sensações intensas que percorriam todo o seu corpo.
Shiroyama estava maravilhado! Ver Takashima arqueando sobre aquele negro tapete, corado e ofegante era algo para se admirar por horas a fio, porém ele não pretendia prolongar a tortura sobre seu amado Kouyou, não porque não quisesse, mas porque precisava demais tocá-lo e tomá-lo para si, para ter certeza de que não era um sonho. Precisava provar daquela doçura e se perder naquele corpo perfeito que sempre admirou e desejou, então mais uma vez rodopiou a língua sobre a glande avermelhada, só para ouvi-lo gemer de novo.
— Kou? – Yuu chamou com voz rouca, lambendo os lábios.
O loiro ergueu a cabeça, fitando-o com os olhos brilhando.
— Fica olhando pra mim, enquanto eu chupo você. Quero ver seu rosto! – disse com um sorriso safado nos lábios.
— Uhhmmmmm... – Kouyou gemeu de tesão ao ouvir o pedido e principalmente a entonação usada, concordando com a cabeça.
Aoi aguardou que Uruha se apoiasse nos cotovelos, notando que o mesmo mantinha as mãos no tapete, segurando-se ali com firmeza. Ao ter a total atenção de seu loiro, sorriu satisfeito, voltando ao que fazia, deslizando os dedos pela ereção dele, deliciando-se ao ouvi-lo gemer e cerrar os olhos, estremecendo sob seu toque. Sem poder evitar, um sorriso malicioso adornou seus lábios, que foram lambidos com lentidão antes se abaixar e depositar um beijo sobre a glande inchada, sugando-a de leve em seguida.
— Ahmmm... Aoi! – Uruha mordeu os lábios, remexendo o quadril, doido para sentir aquela boca o envolvendo de vez.
A impaciência de Uruha era como um afrodisíaco para Aoi, que mantinha os olhos no loiro durante sua pequena provocação, até que por fim, permitiu que seu objeto de desejo o sentisse como queria, fazendo o pênis rijo deslizar entre seus lábios, engolindo-o aos poucos, notando o corpo bonito estremecer. A respiração de Takashima se tornava mais pesada à medida que mergulhava na boca obscena do parceiro, respirando fundo ao vê-lo chegar ao limite, retendo-o o máximo que podia... E Kouyou precisava se controlar para não se desfazer rápido demais.
Aoi sentiu uma satisfação imensa ao ver a feição lânguida de Uruha, o rosto corado e os lábios entreabertos puxando o ar com força. O desejo presente nos orbes chocolate o deliciava e foi sob o olhar febril do loiro que iniciou um lento movimento de vaivém com a cabeça, sugando-o lentamente a princípio, ouvindo-o gemer e estremecer, enquanto se obrigava a manter o contato visual. Senti-lo tremer de prazer em suas mãos a cada sugada mais intensa ou pressão mais forte causada por seus lábios só o deixava mais rijo, porém queria prová-lo sem pressa e era só por isso que controlava o desejo insano de jogá-lo de bruços sobre o tapete e possuí-lo de forma selvagem.
— A-Ahhmm... Que delícia, Yuu... – gemeu Kouyou, sentindo arrepios percorrerem seu corpo quando a língua habilidosa se esfregou contra o freio, dando uma forte sugada em seguida.
Shiroyama não respondeu com palavras, mas com atos! Desejando ter Takashima enlouquecendo com suas carícias, começou a aumentar o ritmo das chupadas, compassando-as, ouvindo um gemido mais alto do loiro, que arqueou e quebrou o contato visual por um momento. Sem demora, Aoi abriu mais as pernas dele, acariciando e arranhando a parte interna, dedicando alguns minutos para brincar com os testículos tesos, sentindo-o se remexer e choramingar manhoso. Percebia como seus gestos faziam o pênis dele pulsar em sua boca, enquanto os músculos abdominais se contraíam, evidenciando a tensão excitante do corpo delicioso... E isso o maravilhava!
— Ahmm... Mais, Yuu... – pediu o loiro, corado pelo prazer, trêmulo por causa das sensações intensas.
— Eu dou... – respondeu enrouquecido, disposto a satisfazê-lo.
Tomando-o na boca mais uma vez, Aoi iniciou chupadas fortes e rápidas, arrancando gemidos mais altos de Uruha. Concentrou-se na glande, raspando os dentes na pele sensível, esfregando a pequena abertura com a língua, deleitando-se com os gritos que abandonavam a garganta do seu loiro, que automaticamente levou a mão direita aos seus cabelos, segurando-se nos fios rosa com firmeza. Atiçado por aquela reação, ele voltou a ritmar as sugadas, acelerando aos poucos, deliciando-se ao ver como isso afetava o mais novo, que perdia o controle com o passar dos segundos, mordendo os lábios como se isso pudesse ajudá-lo a obter alguma estabilidade, mas Shiroyama o queria fora de si.
— N-Não tão depressa... – o loiro pediu, ofegando, sentindo o calor se acumulando em seu baixo-ventre.
Um meio sorriso cheio de malícia adornou seus lábios segundos antes de Aoi o chupar com mais força, pressionando-o com sua língua, fustigando-lhe a entrada ao mesmo tempo, penetrando só a pontinha do indicador, enquanto o segurava pelo quadril com a outra mão, impedindo-o de se mover. O grito que arrancou daquela boca enviou choques de prazer direto para sua virilha, obrigando-o a respirar fundo para se controlar e continuar seu intento, adorando saber o quanto o afetava e o enchia de prazer!
— Aoi... Pa-Para... Eu... Humm... Não consigo... Ahhh... Com você fazendo... Uhmm... Assim... – Uruha se contorcia, sentindo todo seu corpo se tensionar, os músculos se contraindo repetidas vezes em espasmos que vinham em períodos de tempo cada vez menores.
Aoi ignorou completamente o aviso de Uruha, sincronizando seus movimentos, tocando-o mais fundo com o indicador ao mesmo tempo em que o tomava inteiro na boca, vendo-o se rendendo ao prazer até não ter mais força para se apoiar sobre o cotovelo, caindo deitado sobre o tapete. Sentiu então as mãos dele em seus cabelos, segurando de forma precária, tentando conseguir algum controle, em vão, pois não daria tempo para isso... Queria-o gozando em sua boca e teria! Não apenas uma vez, mas várias... Aquele seria só o primeiro orgasmo de muitos.
— Yuuuu... Hummmmm... – gemendo arrastadamente, Uruha se entregou ao gozo, estremecendo em espasmos descontrolados, repuxando os fios rosa, enquanto arqueava em êxtase.
Aoi gemeu baixinho, deliciando-se ao senti-lo se desfazer em sua boca, expressando de maneira tão deliciosa o prazer que sentia, causando um quase frisson em seu corpo, obrigando-o a segurar a vontade de devorá-lo naquele instante. Acariciou-lhe as coxas, permitindo que ele ondulasse sensualmente o quadril contra sua boca, aumentando seu tesão enquanto bebia dele, até que seu loiro amoleceu sobre o tapete, ofegante e corado... E quando os orbes lânguidos o fitaram, o guitarrista mais velho grunhiu excitado.
— Droga, Kou! Você não devia ser tão... Comível assim! – Yuu não se impediu de dizer.
Uruha riu fracamente, deliciado por ver Aoi tão... Louco por ele. Ergueu-se, ficando ajoelhado em frente ao mais velho e antes que Yuu pudesse dizer qualquer coisa, tomou os lábios fartos, sentindo o próprio gosto na boca dele, gemendo provocativo dentro do beijo. Em resposta, Aoi o agarrou, pressionando seus quadris, ondulando de encontro à pélvis do loiro de forma impudica. Enlouquecido e ansiando por mais contato, o guitarrista levou as mãos as nádegas fartas, apertando-as com vontade, arrancando um gemido sexy do mais novo, que sorriu malicioso para si.
— Por favor, Uruha... Eu preciso... – pediu Aoi.
Uruha mordeu os lábios dele, brincando com aquela boca obscena, enquanto suas mãos habilidosas abriam a blusa do guitarrista base, deslizando-a pelos ombros largos quando retirou todos os botões de suas casas. Olhando-o nos olhos, o loiro desceu a mão direita, sentindo a pele amorenada se arrepiar com seu toque, chegando enfim aonde queria, apertando o membro rijo por cima da calça justa.
— Ahmmm... Kou! Não provoca... – o mais velho pediu trêmulo, sentindo seu pênis endurecendo mais um pouco com a carícia indireta.
— Quer mais, Yuu? – perguntou sensual.
Aoi rosnou, puxando-o pela nuca, tomando-lhe os lábios em um beijo quente, mantendo Uruha no ósculo até o fôlego do loiro, e o seu também, acabarem. Ofegantes, os dois mantiveram o contato visual apenas por alguns segundos, até Takashima empurrá-lo de forma brusca, jogando-o sobre o tapete e subindo em seu colo, sentando-se ali, ondulando o quadril só para ouvi-lo gemer alto e o segurar de forma automática pelas coxas.
— Eu vou te dar, Yuu... Tudo o que você quer! – o loiro lambeu os lábios fartos, mordendo-os em seguida, o que o tornou mais sensual aos olhos de Shiroyama.
— Uhmmm... – Aoi só pôde gemer ao ouvir aquelas palavras e o ver tão sexy.
Uruha começou a gingar os quadris, adorando sentir o quão rijo Aoi estava, demonstrando um sôfrego prazer e soube que seria muita maldade torturá-lo. Curvou-se, beijando rapidamente os lábios fartos, para no momento seguinte se afastar e se erguer, quebrando todo e qualquer contato, vendo o desespero nos olhos negros e apenas sorriu, fazendo um gesto com a mão, indicando que seu amado deveria ficar no mesmo lugar. Sabendo que ele observava todos os seus movimentos, Takashima abriu uma gaveta em seu armário, inclinando-se um pouco, ouvindo o mais velho gemer com a visão que teve, fazendo-o rir malicioso e assim que encontrou o que queria, voltou-se para Shiroyama, vendo-o apoiado sobre os cotovelos.
— Achei melhor pegar isso agora – disse, mostrando um tubo de lubrificante.
Aoi sorriu em resposta, concordando com a cabeça, chamando-o para perto com o indicador, vendo Uruha vir até ele sem pressa para seu quase desespero e quando o loiro enfim parou próximo, seu coração já batia de forma descompassada. Desejava-o demais e vê-lo se ajoelhando entre suas pernas, levando as mãos ao botão de sua calça o fez prender a respiração, estremecendo quando ela foi aberta e o som do zíper descendo chegou aos seus ouvidos. Por um momento ele quebrou o contato visual, vendo sua calça e boxer serem retiradas, suspirando ao sentir seu membro livre, tentando manter algum controle, mas nada o preparou para a intensidade do prazer de sentir aqueles lábios tocando sua glande com um beijo delicado, porém firme.
— Aahhmmmm... Uruha!!! – Aoi gemeu alto, jogando a cabeça para trás, projetando o quadril para frente em busca de mais contato.
— Uhmmm... – o loiro envolveu a base do membro dele com a mão direita, rodopiando a língua sobre a pele inchada e sensível, adorando sentir o sabor do mais velho, bem como a forma desesperada com que ele se movia, querendo mais.
As mãos de Aoi seguravam quase brutas nos cabelos de Uruha, sentindo a boca quente e macia o envolver até tomá-lo todo, iniciando uma sucção lenta e firme, arrancando gemidos roucos de seus lábios. Por alguns minutos, ele fechou os olhos, apreciando o trabalho da língua úmida e ardente, estremecendo a cada chupada forte que recebia e quando enfim o mirou, Shiroyama precisou se segurar para não gozar, enquanto via seu pênis sumindo e reaparecendo por entre os lábios fartos do loiro.
— Deus! Assim você me mata – Aoi conseguiu falar.
— Mato é? – perguntou Uruha com um sorriso.
Yuu choramingou quando Kouyou se ergueu, parando com o oral e tudo o que o ex-moreno fez foi lançar um olhar de cachorrinho abandonado para o mais novo, que se aproximou e beijou-lhe os lábios em um beijo que lhe roubou o fôlego em poucos segundos. Quando se separaram, Takashima o empurrou apenas um pouco, fazendo-o se inclinar pra trás e se apoiar nas mãos, enquanto se ajeitava em seu colo, sorrindo ao pegar o tudo de lubrificante.
Para se controlar, Aoi respirou fundo, observando-o com atenção, sentindo o gel gelado sobre sua pele sensível, arrepiando-se por completo, mordendo os lábios quando os dedos longos deslizaram por sua extensão, masturbando-o ao mesmo tempo em que espalhava a substância fria. O toque era delicioso demais e saber que era seu amado que fazia isso só tornava o momento mais prazeroso e instigante, principalmente ao captar o aroma doce de chocolate que só serviu para deixá-lo com mais água na boca.
— Uhmmm... Yuu... Você é tão gostoso! – disse Kouyou, enquanto terminava de espalhar o lubrificante pelo pênis rijo, sentindo que se excitava mais uma vez.
— Não mais que você! – respondeu ofegante.
Uruha encerrou o toque e envolveu o próprio membro, masturbando-se com a mão direita ao mesmo tempo em que levava a esquerda à boca, lambendo os dedos molhados pelo gel comestível... E seu gesto arrancou um grunhido de Aoi, que o puxou para um beijo desesperado, apertando suas nádegas de maneira despudorada, completamente ensandecido! Envolvido pela aura de luxúria, Kouyou se moveu, segurando o pênis de Yuu, encaixando-o em sua entrada, mas tal ato gerou uma quebra de contato brusca.
— Espera! – o guitarrista mais velho falou imperativo, segurando o loiro com firmeza.
— Por quê? O que houve? – questionou o loiro, confuso.
— Você vai se machucar assim – explicou, deixando claro com seu olhar que não continuaria até que seu corpo estivesse preparado para recebê-lo.
— Tudo bem, Yuu! – Kouyou tentou convencê-lo.
— Não – respondeu, começando a retirá-lo de seu colo.
Uruha choramingou, mas de nada adiantou, pois Aoi inverteu as posições e com um sorriso safado, virou-o um pouco mais, colocando-o de quatro sobre o tapete, adorando a visão privilegiada que teve do bumbum empinado. Lambendo os lábios, ele apertou as nádegas redondas, ouvindo um gemido rouco do loiro, que o fitou por sobre o ombro, levemente corado e isso só o tornava mais lindo e desejável aos seus olhos! Com certa pressa, pegou o lubrificante, derramando um pouco entre os glúteos do mais novo, espalhando o gel ao redor e sobre o ânus que se contraía em reflexo ao seu toque e sem demora o penetrou com um dedo, iniciando movimentos lentos de vai e vem. Sabia que não conseguiria prepará-lo da maneira que seu coração mandava, então desejou tornar a penetração menos desconfortável possível.
— Humm... Vem, Yuu... Me come gostoso! – pediu Kouyou em um ronronar, ondulando o quadril de encontro aos dois dedos que agora o invadia.
— Tsc! Não provoca... – rosnou o mais velho.
— Quero você dentro... Agora! – Uruha não queria esperar.
Incapaz de segurar seus ímpetos, Aoi retirou os dedos de dentro dele, passando mais lubrificante em seu pênis, derramando um pouco mais sobre a entrada do loiro também, encaixando sua glande entre as nádegas macias. Suas mãos fortes se pousaram sobre a cintura de Uruha e com a respiração pesada, ele projetou o quadril para frente, iniciando a penetração, notando o corpo maior se tensionar em reflexo. Com cuidado, e da forma mais lenta que conseguia, continuou o ato até finalizá-lo, encostando sua pélvis no bumbum redondo, parando para que seu loiro tivesse tempo de se acostumar.
Takashima não emitiu sequer um gemido enquanto era penetrado. Sentia Aoi todo em seu interior e tentou relaxar o máximo possível para que pudesse continuar aquele delicioso ato! Já pensava em se mover para assim se distrair de algum modo, mas antes que fizesse isso, Aoi se colou as suas costas, enlaçando-o pela cintura, frustrando seus planos ao mesmo tempo em que depositava beijos quentes em suas costas, brincando com seus dedos habilidosos pela extensão de seu membro, causando arrepios em seu corpo.
— Você não devia ser tão apressado, Kou – sussurrou Yuu, mordendo-lhe o ombro e lambendo o local em seguida.
— Hummmm... Não estou apressando... Nada... – o loiro respirou fundo, sentindo pequenos espasmos quando Aoi começou a masturbá-lo.
— Hum... Tudo no seu tempo? – sorriu.
— S-Sim... – mordeu os lábios ao sentir batidinhas em sua glande.
Aoi beijou novamente as costas do loiro, repetindo o ato várias vezes, intercalando mordidinhas e lambidas, enquanto acelerava a masturbação, provocando e instigando o corpo bonito, que relaxava sob suas carícias, tornando-se cada vez mais receptivo para seu deleite. Gemidos langorosos e manhosos deixavam os lábios do loiro, que se remexia de leve, aproveitando cada vez mais aquele momento cheio de cumplicidade, até que demonstrou precisar de mais ao ondular o quadril e contrair propositalmente os músculos internos, arrancando um grunhido de sua boca.
— U-Uru... – o guitarrista base arfou.
— Mova-se, Aoi! – ordenou loiro, cheio desejo.
— Tem certeza? – inquiriu Shiroyama, mordendo os lábios.
— Uhhhmmmmm... – Takashima contraiu os músculos em resposta mais uma vez, fazendo o mais velho gemer de modo arrastado.
Sem conseguir resistir, Aoi ficou ereto, segurando com firmeza nos quadris largos, retirando-se devagar do interior quente para voltar com força e rapidez, fazendo o mais novo gritar... Gritar de puro prazer! A satisfação de ouvi-lo gemer e si ver saindo e entrando no corpo delicioso arrastava Shiroyama para um caminho sem volta, embora ele se controlasse para não gozar e acabar com tudo rápido demais. Em pouco tempo, eles já haviam encontrado um ritmo lascivo que consumia a ambos, enquanto o som molhado de seus corpos se chocando tornava tudo mais erótico!
— Ahmm... Ahmm... Aoi... Uhmm... – gemia Uruha, jogando o quadril para trás, amando cada estocada forte e certeira.
— Es-Está gostoso, Uruha? – perguntou Aoi, mordendo os lábios com força.
— H-Hai! Faz mais... – pediu lânguido.
Shiroyama queria dar tudo o que Takashima desejava, porém o fato de não poder ver o rosto dele o incomodava, por isso se retirou por completo sob protestos do mais novo e o virou, jogando-o sobre o macio tapete negro. Admirou a face corada e o olhar cheio de tesão de Kouyou, que parecia pedir para ser devorado e era exatamente isso que faria! Encaixando-se entre as coxas roliças, voltou a penetrá-lo sem pressa, até tocá-lo fundo, abraçando-o pela cintura, gemendo pelo prazer que apenas isso já lhe proporcionava.
— Hummmmm... Gostoso demais! – exclamou Aoi, ofegante.
Uruha o abraçou, tomando os lábios do amado em um beijo quente e necessitado, enrolando sua língua na dele, enquanto o enlaçava pela cintura. Aoi correspondia com paixão, devorando-lhe a boca de uma maneira que só aumentava seu tesão e quando ele começou a mover o quadril, dando curtas estocadas, Takashima gemeu, interrompendo o ato para puxar o ar com força, arqueando toda vez que a glande dele roçava em sua próstata. Sentia-se queimar no calor que cada movimento causava, arquejando de prazer, gemendo deliciado quando ele se afundava em seu interior.
Aquele era um momento sublime para Aoi, que via com perfeição o que cada investida sua causava no corpo de Uruha... E a expressão dele era tão enlevante, que o ex-moreno se viu mordendo os lábios para não morder o loiro e o fazer gritar para seu próprio deleite! Os músculos internos se contraíam, enlouquecendo-o, e ele precisou respirar fundo para retomar o controle quase perdido, beijando de leve os lábios de Kouyou, prendendo o inferior entre os dentes, puxando-o só para ouvi-lo choramingar languidamente.
— Você é gostoso demais! – sussurrou, lambendo-lhe a boca deliciosa.
— Hummm... Yuuuu... – ronronou o loiro, suspirando, enquanto deslizava as mãos pelos ombros dele, arranhando-lhe as costas, vendo Aoi arquear e jogar a cabeça para trás... E ele estava simplesmente lindo com os fios rosa grudados na testa, os olhos negros estreitando-se com o prazer que o invadia!
Mirando os orbes chocolates, Aoi começou a se mover, penetrando-o lentamente para sair na mesma velocidade, mantendo o compasso moroso, mas constante. A expressão de Uruha demonstrava apenas prazer e ver toda aquela languidez erótica era excitante demais! Na verdade, o quadro que o loiro compunha... Os cabelos semimolhados espalhados pelo tapete negro, os olhos desfocados e brilhantes, a face enrubescida e os lábios inchados abertos em concha... Isso já o deixava em pleno êxtase!
— Ahmmm... – Uruha gemeu enrouquecido, estreitando os olhos enquanto sentia aquele vai e vem lento, percebendo com perfeição cada centímetro de Aoi se movendo dentro dele.
Aoi continuou com os movimentos lentos, porém profundos. Para ele era uma delícia manter aquele ritmo, prolongar o prazer e levá-lo a um patamar sublime, que deixaria os dois satisfeitos. E foi pensando nisso que o guitarrista firmou as mãos ao lado da cintura do loiro, erguendo o tronco e se aprofundando mais no corpo macio e quente que o acolhia, envolvendo-o e o pressionando de forma deliciosa, arrancando um gemido de seus lábios. Atiçado, o mais velho iniciou movimentos circulares com a pélvis, vendo Uruha arquear e gemer alto, apertando o tecido negro e felpudo entre os dedos, repuxando-os como se isso o ajudasse a manter algum controle... Mas a verdade era que Takashima não conseguia mais se controlar e tal fato só o deixava mais adorável aos seus olhos!
A cada investida lenta... A cada movimento pélvico executado por Aoi, Uruha gemia arrastadamente. O prazer era forte demais! Ele o tocava nos pontos certos, deixando-o em brasa, louco por mais, porém o mais velho mantinha o ritmo moroso, aumentando sua ansiedade, arrancando choramingos de seus lábios e ensandecido, o loiro começou a ondular o quadril de encontro ao de Aoi, fitando-o de modo febril.
— Hummmm... – Shiroyama mordeu os lábios ao ver a forma como Takashima o olhava.
— Mais... Faça mais, Yuu! – pediu manhoso em meio a arquejos.
Um rosnado sexy e selvagem abandonou a boca de Aoi, que apertou os dedos no tapete, acelerando conforme pedido, ouvindo o mais novo gemer alto e arquear lindamente sob seu corpo. Apenas aquela visão o fez grunhir de tesão e disposto a dar à Uruha o que ele queria, Shiroyama começou a estocá-lo com força e velocidade, tocando-o fundo todas as vezes, deliciando-se ao ouvi-lo gritar e o enlaçar pela cintura com suas pernas longas, tornando o ato mais intenso!
— Ahhh... Yuuu... Eu...! Mmmm... – o loiro mordia os lábios, segurando-se ao tapete negro como podia, sentindo cada investida precisa atingir sua próstata antes de chegar ao fundo e o prazer já era tão grande que ele não estava mais aguentando...
— Vai, Kou... Goza... Pra mim... – pediu Yuu, mantendo o ritmo frenético, deslizando os dedos de leve pela ereção do loiro, passando o indicador pela glande inchada e úmida... E aquilo foi demais para Kouyou.
— Yuuuuuuu... Uhhmmmmmm... – gemendo de forma arrastada, Kouyou arqueou, apertando as pernas ao redor da cintura de Yuu, explodindo em um prazer indescritível.
Ao sentir os músculos macios o apertarem em espasmos rítmicos, Aoi voltou a apoiar ambas as mãos no tapete, penetrando-o com força, sendo arrastado para o orgasmo junto com ele. Sem conseguir impedir ou mesmo querer isso, o guitarrista mais velho jogou a cabeça para trás, afundando a pélvis entre as coxas roliças, entregando-se ao gozo sem reservas.
— Ahmmm... Kooouuuu... – mordendo os lábios, Aoi estremeceu, fitando o amado que, naquele instante, era um anjo da luxúria que ele desejava satisfazer todas as noites, a qualquer momento!
Gemendo, Uruha puxou Aoi, abraçando-o, sentindo-o entrelaçar os dedos nos seus, enquanto tomava seus lábios em um beijo sôfrego, preenchendo-o com seu gozo sem nunca parar de se mover. O êxtase era pleno e envolvente e os dois queriam prolongar o momento pelo maior tempo possível, intoxicados pelo prazer que compartilhavam, mantendo os movimentos sincronizados até que, por fim, cessaram, relaxando juntos.
Seus corpos ainda experimentavam os vestígios do orgasmo e suas respirações se compassavam aos poucos. O loiro estava de olhos fechados, ainda entorpecido pelo clímax, sentindo o hálito quente de Shiroyama em seu pescoço, arrepiando sua pele. O moreno, por sua vez, continuava apertando seu corpo, deixando claro que não pretendia abandonar seu interior tão cedo... E era gostoso demais, para ele, sentir as contrações esporádicas do canal quente e aveludado.
— Hummm... Isso foi tão...! – Uruha suspirou enlevado.
— Foi delicioso! Mais que perfeito – sussurrou Aoi enrouquecido, lambendo o pescoço de Uruha, sentindo-o estremecer de leve.
Takashima choramingou manhoso, ouvindo uma risadinha safada do ex-moreno, que ergueu o rosto e o fitou com um sorriso sexy nos lábios. Sem conseguir resistir, ele tomou a boca carnuda em mais um beijo, que foi prontamente correspondido e só quando o ar faltou em seus pulmões, foi que eles se separaram. Com lentidão, Yuu deixou o interior macio, virando-se e trazendo Kouyou para ficar sobre seu corpo, sentindo-o deitar a cabeça em seu peito como sempre deveria ter sido.
— Eu te amo! – declarou, beijando-lhe o topo da cabeça, acariciando-lhe as costas.
— Hummm... Eu também te amo, Yuu! – respondeu com a voz doce e arrastada.
Os dois permaneceram daquela forma, trocando pequenas carícias, sem se importar com o passar do tempo. Eles apenas aproveitavam a companhia do outro, compartilhando calor, carinho e amor! Os dedos de Shiroyama subiam e desciam pelas costas de Takashima, relaxando-o ao ponto de deixá-lo sonolento, porém o loiro focou sua atenção no tapete, em um ponto específico e franziu o cenho.
— Yuu... – chamou baixinho.
— O que foi amor? – indagou gentil.
— Você acabou com o meu tapete – comentou ainda mirando o felpudo tapete negro, que havia comprado há uma semana.
— O quê? – ergueu a cabeça, fitando-o confuso.
— O tapete. Ele foi arruinado – apontou.
Os olhos do guitarrista mais velho seguiram o dedo do loiro, vendo então manchas de sêmen sobre o tecido preto e no mesmo instante praguejou, percebendo que seria bem complicado limpá-lo, principalmente se o mesmo secasse. Mordendo os lábios, Aoi fitou Uruha, que o olhava inquiridor e sentiu-se envergonhado por destruir a propriedade alheia.
— Er... – ele não sabia como se desculpar, afinal foi ele quem começou a brincadeira.
— Você sabe que terá que levar pessoalmente o meu tapete pra lavar, não sabe? – a voz de Uruha saiu de maneira calma.
— Mas Uru... – silenciou-se ao sentir o indicador dele pousar sobre seus lábios.
— Nada de ‘mas’, amor... Sujou, tem que limpar! – o sorriso de Takashima foi cruel e Shiroyama soube... Ele passaria poucas e boas por causa daquele tapete, mas não se arrependia, afinal seria por uma boa causa!
OOO
26 de Dezembro de 2011.
18:05H.
Yume Vy
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