Socorro! Americano Louco À Vista!
4 Eu não quero 'colinho'.
Notas iniciais
Eu mereço, muito provavelmente, um par de estalos por quase não fazer updates. A verdade é que não tenho tido inspiração nem oportunidade de escrever e como estas coisas se vão fazendo lentamente eu peço desculpa se não estou a corresponder ás expectativas.
De qualquer das formas, eis um updatezinho idiota.
E obrigada por não abandonarem as minhas fics ;A;
A edição ficou fraca porque o editor do Nyah parece não gostar de mim, então, desculpem outra vez ;A;
Não, não eram os Ghostbusters que ele foi chamar.
Mas acho que por momentos preferia que aparecessem uns tipos vestidos de forma estranha a tentar aspirar-me do que… aquilo.Alfred tinha corrido, literalmente. E bem literalmente. Tão literalmente que eu nunca pensei que chegaria ao dia em que veria um monte de gordura tão grande conseguir tanta velocidade em tão pouco tempo. Isto é, pelo menos não ia rebolar pelo chão.Mas quem sou eu para contestar as leis da física?Tínhamos chegado a uma casa grande, com um grande jardim e uma grande piscina e um grande cão a guardar. E tudo o que tinha dentro daquela casa era igualmente grande.Umas grandes escadas, um grande homem com um sorriso parvo, dois grandes idiotas ao lado dele em que um deles tinha uma grande expressão mal-humorada enquanto o outro tinha uma grande cara de parvo.Igualmente parva era a postura de Alfred, sentado muito direito num sofá branco e a pigarrear para tentar pensar no que dizer.Um dos rapazes, suspirou e cruzou os braços, “Podes dizer-nos o que afinal tanto precisas de falar connosco?”“Tem calma, Lovi! Não o pressiones.” , disse o outro.“Eu- Na verdade precisava de perguntar algo ao Sr. Júlio.” , Alfred murmurou, encarando o homem que estava no meio deles.Esse homem era mais velho e parecia igualmente idiota com o rapaz que estava ao seu lado a brincar com gatinho no colo.“Diz lá~”“O senhor vem do Vaticano, certo?”“Errado?” , ele disse, pestanejando um pouco confuso.“Mas- O António disse que o Lovino disse que—“Lovino, que pelos vistos era o rapaz mal-humorado deu um estalido com a língua, “Aquele tomateiro anormal… Eu disse que nós vínhamos de Roma, Itália!”“E o Vaticano não é a mesma coisa?”Depois de um silêncio estranho, três coisas aconteceram seguidas desse comentário: eu dei-lhe uma palmada com a cauda, Lovino bateu com a palma da mão na testa e os outros dois apenas mantiveram o sorriso idiota.Eu murmurei, “Alfred… Vaticano e Itália são coisas diferentes.”Eu realmente gostava de acreditar que aquele estereótipo sobre estadunidenses era errado todavia esse pequeno facto estava mais que provado e não seria eu a tentar dissuadir essa imagem, perdão do termo, ignorante.O grandessíssimo parvo olhou para mim –apesar dos italianos não me conseguirem ver- “Mas Arthur! Para mim é tudo o mesmo!”“Quem?” , Júlio perguntou, olhando na minha direcção e franzido o sobrolho, como se…Me pudesse ver.Automaticamente encolhi-me e senti os pelos da nuca a arrepiar. Era um péssimo, péssimo presságio aquele.“Ah, nada… Eu estava a falar sozinho.”“Hum certo… Mas não, não sou do Vaticano.”“Eu ouvi dizer que tinha sido padre e-“O sorriso do senhor tornou-se num sorriso amarelo e eu tive de dar-lhe com a cauda na nuca porque Alfred pelos vistos não tinha o mínimo de senso comum.Quero dizer, o homem está ali com dois netos ao lado e a criatura ainda lhe tem o descaramento de perguntar se ele era padre.Eu respirei fundo, assim como Lovino.Pelos vistos, Alfred desconhecia que na igreja Católica não é suposto os padres terem filhos.Outro momento estranho poderia ter surgido ali, não fosse por um bater de porta de forma ritmada.“Oh, Lovi~ Deve ser para ti!”Olhei para Lovino e este, depois de mandar o seu irmão para lugares menos educados, levantou-se e lá foi abrir a porta, deparando-se com um rapaz moreno, de olhos verdes e alto que sorria abertamente. Um outro, mais baixo e com olhos igualmente verdes, espreitou atrás, “Desculpa, Lovino. Não consegui impedi-lo.”“Não faz mal, Bacalhau Ambulante. Já contava com esse espanhol viciado em tomate.”“Podias pelo menos ter mostrado um sorriso de satisfação!” , o mais alto reclamou com uma expressão infantil.Feliciano levantou-se também e fez sinal para os dois entrarem e se sentarem, “Lovi! Não chames isso ao Afonso e ao António. Vá, entrem”“Não tem mal.” , disseram os dois ibéricos em uníssono.Mais uma vez, senti aquele arrepio na nuca, aquele mau presságio. O baixinho, que tinha o cabelo um pouco mais longo, encarou-me com uma expressão confusa mal entrou e depois Alfred –que sorriu e acenou- Afonso, como soube que se chamava depois, parecia quer dizer algo, mas não o fez. Depois de ter cumprimentado o Sr.Júlio e sorrido por ver que o homem implicou com António, ficou a falar sozinho discretamente, como se resmungasse com alguém.O assunto tão misterioso que pelos vistos Alfred tinha a tratar depressa foi abafado pela discussão entre Lovino e o Avô, a quem explicava que António era boa pessoa e que devia parar de lhe fazer a vida negra.Por mais que Feliciano e Alfred parecessem divertidos com aquilo, eu estava mais concentrado naquela sensação estranha e no comportamento bizarro do lusitano.Como não poderia deixar de ser, o mau pressentimento foi justificado.Uma presença familiar, e irritante, apareceu… Bem… Entrou pela janela.“Afonso! Você não esperou por mim!”Franzi o sobrolho com bastante intensidade ao ver que um novo moreno voou para dentro da sala. E este moreno em particular, tinha chifres e cauda… Como eu.
Afonso disse-lhe qualquer coisa e olhou de lado para mim, o que fez com que o outro demónio pestanejasse em confusão e fizesse o mesmo.Ao ver-me, voou para perto de mim. Infelizmente. “Oi!” , disse entusiasmado e esticou a sua mão, “Meu nome é Luciano, prazer!”Encarei aquele moreno sorridente por uns momentos até ele desistir de estender a mão e dar de ombros, “Quanto mau-humor!”“Chamo-me Arthur.” , dei de ombros.Ele acenou com a cabeça e abanou a cauda, quase como um cão feliz por fazer um novo amigo.Rolei os olhos e observei que ele foi todo feliz para junto do baixinho, sentando-se ao seu lado e apoiando a sua cabeça no ombro direito dele.“Fonfon~ Faça cafuné!”A minha boca abriu-se sozinha ao ver aquilo. Mas que falta de ética de trabalho! E qual não foi o meu espanto quando o de olhos verdes sorriu e começou mesmo a mexer-lhe no cabelo!Aquele demónio, senhores, não vai longe na vida. Eu até cruzei os braços para observar aquela cena no mínimo caricata. Aquele demónio era demasiado…mimado?“Arthur?” Olhei para baixo, para Alfred, resmungando um pouco, “Que foi?”“Não queres colinho também?”Acho que nunca na vida tinha batido na minha própria testa com tanta força. E nem sabia o que ainda me esperava daquele inesperado encontro.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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