Sociedade estranha - Interativa
2 Entre os livros
Notas iniciais
Perlla puxou a alça de sua mochila, soprou uma mecha de cabelo da cor de areia, para fora do rosto, tal cabelo era repicado, desfiado, estava ligeiramente embaraçado e passava um pouco de seus ombros, os olhos azuis como o céu e a pele ligeiramente bronzeada, em seu rosto, uma tatuagem, uma fita dourada saia de sua têmpora e se dividia em três na sua bochecha, com um pircing no queixo, usava uma jaqueta amarela, com uma blusa azul por baixo e calças jeans, alem de botas e um colar prateado com um pingente de losango com o centro vermelho.
Ela entrou na biblioteca nervosamente, caminhando entre as prateleiras, ela rapidamente achou o livro que precisava e, enquanto caminhava outro titulo chamou sua atenção, era preto, e na lombada, o simbolo em vermelho, consistindo em um retângulo com três triângulos acima dele, tudo circulado por algo que pareciam chamas. Ela o pegou e olhou a capa, que era apenas preto com as palavras “A família Alspect” em vermelho, com uma fonte estranha (N/A: AR CARTER se alguém quiser ver) a contracapa também consistia em preto, como a garota sempre havia sido curiosa, resolveu levar aquele livro também, para ver do que se tratava.
Ao ir registrar os livros, ela viu um garoto que parecia ter 17 anos de cabelo um pouco grande, bagunçado e negro olhos verdes, e usava óculos, segurando três livros, que estava pegando emprestados, o atendente o olhava com indiferença, mas ao olhar para frente e ver a garota, um sorriso perverso se desenhou em seu rosto, sorriso esse que faria muitos fugirem, mas não Perlla, ela sabia que isso não daria certo, então apressou o passo, na esperança de que acabasse logo.
— Perlla, faz tempo que não te vejo na cidade. Estava fugindo de quem? ‒ ele diz enquanto entrega algo para o de óculos assinar.
‒ Essa é uma longa história, e eu nem sequer me lembro do seu nome, alem do mais, eu realmente tenho que ir. – enquanto ela falava, o outro garoto estava caminhando na direção da saida da biblioteca
Um olhar assustador tomou o rosto dele e com um leve movimento de seus dedos, a porta se fechou com um estrondo e as luzes se apagaram e o ambiente mergulhou na escuridão quase completa.
Os olhos de Perlla brilharam e se tornaram finos conforme se acostumaram á nova iluminação, embora sua visão fosse precária nessa situação. Der repente, uma voz áspera que não parecia nem masculina nem feminina disse:
— Boa sorte, você vai precisar. A era da escuridão começa agora – mesmo se virando rapidamente, foi impossível descobrir quem estava ali.
Ela começou a andar pelo local, e percebeu que, estranhamente, apesar de ainda ser o mesmo prédio onde estava antes, parecia não haver mais ninguém ali, diferentemente de antes, quando o lugar estava um pouco cheio. Sem entender o que estava acontecendo, ela foi em direção á porta que havia sido batida e viu um vulto vagando, tentando se guiar na escuridão, pois, assim como a maioria dos humanos, ele não conseguia enxergar com aquela luz.
– Quem está aí? – após sua própria voz ecoar, um flash de luz se fez presente por um segundo, e ela viu o rosto do vulto, e era o mesmo garoto que ela havia visto saindo do prédio antes dela.
E, tão repentinamente quanto as luzes se apagaram, Perlla se viu novamente em frente ao atendente, ela olhou em volta, e o outro garoto não estava mais lá.
— sabe, você ainda tem uma divida, queridinha.
— Tanto faz.
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A garota chegou em sua casa e suspirou, antes de entrar, ela notou algo no espaço de correspondência, e pegou, era uma carta, ao ler o nome, lagrimas subiram em seus olhos, ela entrou e apertou o envelope contra o peito, era de uma grande amiga.
– não se preocupe, eu já encontrei um dos especiais, logo reunirei todos, minha leal
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