Sociedade Secreta de Anti-Heróis

16 Seu Teste de Sanidade, Sr. Queen.


Notas iniciais
Notícia triste para os leitores: Reta final da história. É sempre triste, mas a reta final sempre é a mais emocionante e nos resta apenas mais um ou dois capítulos ainda não decidi. Então tenham uma boa leitura!

Em meio ao desespero do repentino sumiço de Oliver e Felicity o time procurava por provas alguma pista que os levassem até o casal antes que fosse tarde demais. Thea ficou desnorteada quando chegou no apartamento de Felicity e encontrou a porta aberta, logo entrou e viu tudo no lugar chamou por seu irmão e pela cunhada e nada de obter respostas, quando chegou no quarto viu a janela estilhaçada e um dardo tranqüilizante no chão, então ela caiu a ficha e ligou para Roy.

Agora já quase passava do meio dia e nada, Felicity era a campeã em localizar pessoas exceto uma vez quando Oliver desapareceu e apelaram para Amanda e ela sabia de seu segundo esconderijo. Agora não tinham pistas, não tinham rastros, mas tinham Ray. Diggle discou seu número e ele prontamente atendeu era de se esperar que ele ficasse desnorteado a princípio, há tão pouco tempo estava estavam juntos conversando e rindo e agora ela estava desaparecida a mulher que ele jurou proteger.

Ele saiu correndo da empresa e dirigiu até o covil, lá ele fez o que pôde e achou pouca coisa apenas o endereço de onde estava sendo comandado os desligamento das câmeras, Roy se prontificou em ir até lá, porém Diggle achava que algo estava errado e disse que não, eles não estavam deixando rastros até então e da ultima vez que isso aconteceu Felicity foi atacada.

– Agora ela não está aqui para ser ferida.

– Mas ela está lá Roy, não haja inconseqüentemente ou pode acabar ferindo-a, ninguém sabe o que espera por lá.

– Na verdade é um hotel. – Ray dizia enquanto invadia as câmeras do satélite. – Dos mais baratos inclusive.

– Essa é a nossa única pista John. – Roy se queixou. – Ela pode morrer.

– Eu entendo o que está sentindo Roy, Felicity é como uma irmã para nós e eu também estou assim, mas alguém tem que pensar nesses momentos difíceis e ela não perdoaria se te ferissem, então nós não vamos até lá.

Roy respirou fundo e olhou nos olhos de Diggle, não tinha como discutir com o homem ele sabia que John estava com a razão ele sempre estava. Ele voltou a sentar-se ao lado de Thea que tinha os olhos marejados tudo o que podiam fazer era esperar.

***

O dia parecia não passar mais eles haviam sido deixados no galpão por horas sem água sem comida. Felicity sentia dor em seu corpo ela tremia e não sabia se era de apreensão ou de frio. Oliver a observava de longe querendo quebrar aquela corrente que lhe prendia a força, queria apenas ir até ela e ajudá-la tirá-la daquele pesadelo no qual ela não deveria fazer parte.

– Felicity? – Ele a chamou quando sua cabeça tombou, ela estava exausta queria apenas dormir um pouco. – Está tudo bem? – Ele perguntou quando, enfim, ela teve coragem de olhar em seus olhos, mas ela se arrependeu quando viu o olhar de culpa de Oliver pairando sobre ela. Ela tinha um corte em seu lábio inferior o local estava um pouco inchado, perto de sua têmpora e a maçã do rosto estavam arroxeadas, em seu pescoço a marca da mão de Carrie ainda permanecia. Ela desviou o olhar não agüentando por muito tempo.

– Estou bem. – Ela disse tentando soar firme, mas não imaginou que sua voz sairia tão embargada e aquilo doeu em Oliver, vê-la daquele modo, com aquelas marcas sendo humilhada em seu lugar.

– Me desculpe.

– Nós sabíamos que isso acabaria acontecendo, você tentou prevenir.

– Mas não foi o bastante.

– Chega Oliver, estamos aqui agora, não temos mais como escapar. – Ela firmou o olhar sobre ele. – Mas saiba que eu nunca, jamais lhe culparei por qualquer coisa que vá acontecer comigo, são eles que são errados e não você. Eu te amo e me dói vê-lo assim, sofrendo calado eu entendo o que se passa em sua cabeça apenas de trocar olhares com você, não se culpe.

– Eu não quero mais perder ninguém, eu não quero perder você. – Oliver deixou uma única lágrima escapar somente aquela para que ela pudesse ver que ele chorava por dentro, que aquilo que estava dizendo era verdadeiro.

– Você não vai. – Ela sorriu tentando tranqüilizá-lo. – Eu sempre vou estar com você.

Eles permaneceram por um tempo calados apenas olhando um para o outro até que a porta foi aberta com um rangido estridente.

– Passaram bem o restante da noite? – Slade questionou bebendo um pouco de água na frente de Oliver, sabia que o corpo de ambos imploravam por um pouco daquele líquido. – Estão com sede? – Ele pegou uma garrafa e a virou devagar deixando a água cair sobre o chão na frente de Oliver que mantinha um olhar raivoso ainda sim olhando para Felicity.

– Talvez mais tarde eles sejam merecedores de um pouco de água. – Carrie entrou arrumando seu cabelo em um rabo de cavalo alto enquanto caminhava até seu arco e sua aljava. Com agilidade ela ajeitou o arco e mirou contra o peito de Oliver, uma distância razoavelmente boa para se atirar, ainda achava que estava perto demais. – O que acha de morrer Oliver Queen?

O homem não tirou o olhar sobre Felicity enquanto a mesma mantinha seu olhar sobre ele ainda sim preocupada pelo o que viria a seguir.

– Responda. – Carrie disse ainda mais firme puxando um pouco mais a flexa.

– Não. – Felicity disse baixo ainda sim todos escutaram. – Por favor, não.

– Deixará que ela se humilhe suplicando por sua vida Sr. Queen? – Carrie indagou divertida.

– Deixem-na em paz.

– Nosso problema é com os dois e é com os dois que iremos resolver. – Ela mirou em Felicity a flecha e Oliver sentiu seus nervos ficarem tenso. – O que acha Felicity?

– Vocês são loucos. – Ela disse o que lhe veio a princípio em sua mente. – Tenho nojo de vocês.

Carrie riu como se aquilo fosse uma piada e Slade permaneceu quieto apenas afiando seus brinquedos, mas de uma hora para outra Carrie soltou o arco contra o chão e acertou um tapa no rosto de Felicity e em seguida segurou suas bochechas.

– Diga algo que eu ainda não saiba querida.

– Solta ela. – Oliver gritou logo mais a frente e Carrie não se intimidou.

– Seu noivinho é um pouco raivoso, tem certeza que ainda quer casar com ele?

– Você quer? – Felicity há desafiou um pouco cansada de estar em desvantagem.

– Felicity. – Oliver a repreendeu temendo pelo pior quando viu o olhar gélido que a ruiva lançou sobre a loira. Ambos os rostos estavam quase colados bem frente a frente. De longe Slade observava tranquilamente com um sorriso sorrateiro nos lábios como estava se divertindo com aquele ato surpreendente.

– Diga-me garoto. – Ele resolveu interromper a briga entre as garotas enquanto observava minuciosamente sua espada. – Como é ficar com alguém que finalmente você não pode controlar?

– Eu nunca controlei ninguém.

– Ah sim. – Ele caminhou um pouco mais até Felicity e encostou a lâmina de sua espada no queixo da mulher a fazendo levantar o olhar até o seu, por uma fração de segundos ela desviou o olhar até Oliver que mantinha sua respiração ofegante e o coração na mão. – Não posso negar que a Srta. Smoak é muito bonita.

– O que você quer Slade?

– Tirar o amor de sua vida assim como você tirou Shado de mim. – Ele disse irado. – Você a tirou de mim duas vezes, a primeira foi com seu charme galanteador e a segunda foi permitindo que ela morresse.

Slade abaixou sua espada e passou a mão pelo rosto de Felicity, Oliver respirava ofegante de tão grande era sua raiva. Slade caminhou até que Felicity não pudesse vê-lo mais. Ele desamarrou seu cabelo e os ajeitou de um modo atraente deslizou sua mão calejada pelo braço dela deixando-a nervosa com aquilo.

– Você gostaria Oliver se eu tomasse Felicity para mim?

– Seu desgraçado. – Oliver tentou se soltar mais do que nunca, não permitiria que aquilo acontecesse, não a ela. Slade retirou o cabelo dela que o impediam de ver o trajeto até o seu pescoço e lá depositou diversos beijos, ele podia sentir o quanto Felicity tremia, suas lágrimas escorriam por seu rosto silenciosamente, estava sentindo nojo daquele ato. – Sai de perto dela. – Oliver gritou o mais alto que conseguia e como odiava estar naquela situação, pois naquele momento ele tinha certeza que se não estivesse amarrado mataria Slade.

Slade não parou, olhou para ele e sorriu em seguida deslizou sua mão pela cintura da mulher.

– Oliver. – Felicity disse inconscientemente sem pensar no efeito que dizer aquele nome causaria em seu dono. Havia súplica em sua entonação, havia medo, nojo, um pedido de socorro e ele não conseguia fazer nada, pois estava ali acorrentado feito um animal. – Por favor, para. – E foi naquele momento que Slade parou quando sua mão se aproximava da coxa da mulher.

– Eu poderia, poderia tomá-la para mim quando quisesse, mas eu não sou como você Oliver.

– Você nunca disse que a amava.

– Não precisava dizer. – Slade gritou. – Qualquer animal estúpido que assistisse o que eu era capaz por ela, as coisas que eu fazia para ela, saberia que eu a amava, eu tenho princípios e é destruir quem você ama, mas não sou capaz de fazer isso a ela. Como já foi dito Felicity, seu único erro foi ter se apaixonado por Oliver Queen. – Slade a olhou nos olhos enquanto ela ainda chorava.

***

– Barry disse que está com problema em Central e não poderá nos ajudar.

– Que tipo de problema?

– Dos grandes. – Disse Roy. – Quase todos os baderneiros que ele conseguiu prender no STAR lab fugiram.

– Isso é obra deles para atrasar a nossa procura.

Queixou Diggle e em meio à confusão somente agora ele conseguiu se lembrar do feito de Oliver, o rastreador que o amigo disse que colocaria na aliança que comprou para Felicity ele havia dito que ela não havia aceitado ao pedido, porém ele usava aquela aliança em seu pescoço quase o tempo todo.

– O rastreador. – Diggle tomou o teclado de Ray e digitou algo freneticamente e logo um ponto vermelho apareceu na tela com o nome de Felicity. — Há câmeras neste local?

– Não. – Rya disse averiguando todas as possibilidades possíveis.

– Roy devemos ir. – Diggle colocou sua arma no coldre e correu ao lado de Arsenal na esperança de encontrá-los.

***

Carrie percebia que Felicity não estava agüentando mais, mal conseguia manter a cabeça erguida, achou que aquele seria o momento bom para deixá-la fazer o que precisava. Quando chegou perto para soltá-la sem dizer nada Oliver questionou e ela gostou do desespero dele e caminhou com a mulher para mais ao fundo do galpão. Havia uma mesa com água e comida, aquilo obviamente não seria para ela. Carrie prendeu as mãos de Felicity para frente e em seguida pegou uma garrafa de água entregando para a mulher, a loira desconfiada nem abriu apenas continuou encarando a outra mulher.

– Não está envenenada.

– Por um óbvio motivo eu não confio em você. – Felicity disse secamente. A ruiva tomou a garrafa bruscamente de sua mão e tomou um gole.

– Satisfeita? Agora se continuar enrolando eu vou deixar você morrer desidratada mesmo.

Felicity não pensou duas vezes e virou a garrafa logo seus olhou atentos avistaram uma faca em cima da mesa, ela queria pegá-la, mas com as mãos amarradas suas chances de não conseguir nada são muito grandes, mas ela preferiu arriscar, quando Carrie se distraiu por pouco tempo ela largou a garrafa sobre a mesa e pegou a faca foi para cima de Carrie.

Ela apenas não contava que a mulher tivesse um reflexo perfeitamente bom, havia conseguido apenas fazer um corte no antebraço. Carrie irada com aquilo gritou, Oliver e Slade entraram em estado de alerta foi quando Carrie voltou empurrando Felicity e a prensando contra uma parede.

– Eu vou matar essa vadia é agora. – Carrie segurava a faca que antes estava na mão de Felicity com força contra o pescoço da mulher.

– Carrie. – Slade disse com o tom de voz mais paciente e tranqüilo do mundo. – Fique calma, respire.

– Chega dessa palhaçada Slade, estamos esperando o que afinal?

– Não sei me diga você. – Ele disse tranquilamente. – Posso saber o motivo?

– Essa vadia me cortou.

Oliver não conseguia acreditar, achou estar alucinando em ver um sorriso no rosto de Felicity e até mesmo Slade estava se divertindo com aquilo. O sorriso de Felicity parecia sem vida e foi quando ela o olhou nos olhos que ele teve a certeza aquela era sua desistência, mas ele sabia o que fazer.

– Não faça isso meu amor, não se entregue assim deve haver alguma solução. – Ela gesticulou um não. – Nós vamos sair daqui, confie em mim. – Carrie urrou de raiva quando percebeu que estava sendo feita de marionete, jogou a faca longe e segurou a garganta da mulher com suas mãos a sufocando.

Carrie mantinha seu olhar doentio sobre os sem esperança de Felicity, a puxou para perto de si para empurrá-la novamente contra a parede com força.

– Não brinque comigo Felicity Smoak ou caso contrário...

– Você pode me matar? Diga algo que eu ainda não saiba Carrie.

A ruiva manteve sua fúria presa durante poucos segundos antes de jogar Felicity no chão e começar a batê-la. Oliver fechou os olhos como uma criança com medo de ver o seu pior pesadelo aquele era um belo momento para começar a suplicar. Slade se aproximou e tirou Carrie de cima de Felicity.

– Já chega, deixe um pouquinho para mim. – Ele brincou tentando acalmar a mulher levando ela para uma parte mais reservada.

Felicity permaneceu quieta onde havia sido deixada, agora ela teria que pensar se queria mesmo desistir ou se iria lutar para reverter à situação aquela escolha dependia unicamente dela.

***

– Estamos mesmo no local certo Ray? – Roy questionou ao ver o nada apenas arvores um pouco de grama e terra.

“- É o que está indicando.”

– Por favor, que isso seja mentira. – Diggle caminhou até um monte de terra que estava debaixo de uma árvore, Roy sem entender caminhou atrás de Diggle e ao perceber o que ele via tão atento teve o mesmo pensamento.

“- O que está havendo?” – Perguntou Rya aflito.

Nenhum dos dois disse nada apenas começaram a tirar a terra com as próprias mãos, aquele buraco tinha a altura e largura ideal para desovar um corpo e quando atingiram o lençol se permitiram respirar novamente ao encontrar apenas os pertences de ambos.

– Alarme falso Ray, estamos voltando. – Roy disse com dificuldade o nó em sua garganta era imenso e percebia que com Diggle também acontecia o mesmo. – Para onde te levaram irmã? – Roy questionou ao nada e lembrou-se de um fato de tempos atrás quando Oliver estava sumido o como se aproximaram naquela época o modo como ela brincou ser sua irmã mais velha e lhe chamava a atenção quando fazia coisas estúpidas e quando lhe defendia quando estava certo e aquela lembrança foi o estopim para suas lágrimas.

“– Ainda está aqui? – Roy perguntou entrando no covil.

– Algum problema? – Ela questionou sem tirar os olhos do computador.

– Nenhum estou fugindo também. – Ele parou de frente para ela.

– Do que exatamente?

– Você sabe, não finja que não tem pesadelos a noite também. – Roy disse impaciente, mas ainda sim calmo.

– É. – Ela deu de ombros e ele odiou aquilo.

– Você não é essa mulher de poucas palavras Felicity, vamos lá fale mais alguma coisa.

– Não tenho mais nada para dizer Roy. – Ela bocejou. – Acho melhor ir para casa.

– Tentar se desapegar a nós não vai diminuir seu sofrimento, vai apenas camuflá-los e quer saber você está ferindo os meus.

– Me desculpe Roy, mas estou cansada disso, de vocês se arriscarem.

– Você não está cansada está com medo é diferente. – Ela abriu a boca, mas desta vez foi vencida, ele tinha razão.

– Virou meu irmão agora?

– Diggle tem Lyla e Sara, Thea tem o Merlyn, a Laurel tem o pai e a mãe dela. Já eu e você...

– Estamos afundando no mesmo barco sozinhos parceiro. – Ela girou a cadeira. – Toca aqui. – Ela estendeu a mão divertidamente e ele respondeu ao cumprimento e riram do ato.

– Você seria uma ótima irmã.

– Sempre quis ter um irmão, ou uma irmã, mas minha mãe adorava crianças, mas não queria ter outra, isso é ilógico. – Ela fez uma careta de desentendida e ambos juntamente deram de ombros e tornaram-se a rir. – Acho que já somos como irmãos Roy. – O garoto sorriu e ela levantou para abraçá-lo. – Mas saiba que eu sou bem chata pirralho, então é melhor segurar a onda.

– Sim senhora. “

***

– Essa noite será o grande momento. – Slade disse enquanto Carrie ainda se acalmava. – Nós nos vingaremos de Oliver Queen. – Ele sorriu para a ruiva que mesmo sentindo uma vontade grande de colocar este plano em prática não conseguia se sentir feliz naquele momento.

– Ela ainda está apagada?

– Sim, com aquela surra que você deu nela não tinha outra opção.

– Ela peça aos Deuses para que ela não acorde que quando ela despertar eu vou retalhar parte por parte do seu corpo, eu quero vê-la sofrer, quero vê-la implorar para que eu pare.

– Você irá deixar o garoto irado. – Slade riu roubando um beijo da mulher.

– Esse é o nosso ideal. – Ela piscou para ele e sorriu, sorriu sentindo a sensação de vitória formigar em suas mãos, estavam perto de concluir o plano.