Notas iniciais
Desculpa pela demora pra postar o capítulo, mas eu finalmente estou de férias !!! Depois de uma ávida semana de provas...

Os doentes se aproximavam e Fred gritava coisas em meus ouvidos, as portas do carro estavam trancadas. Não podia deixar o bebê ser devorado. Pego a escopeta e bato com toda minha força na janela do carro do banco de trás, o vidro quebra. Pulo pra dentro do carro e rapidamente abro as 4 portas para todo mundo entrar. Os doentes estavam agora a uns 20 metros de distância, Sr. Gerard vai para o banco do motorista e Fred para o carona. Eu, Laura, que segura o bebê no colo e os outros 3 nos apertamos no banco de trás.

– E agora, senhor gênio ? — Grita Fred.

– Ahn... — Fico sem palavras, realmente esperava que a chave estaria no carro.

– Eu sei fazer ligação direta, mas vai demorar um pouco. — Diz Sr. Gerard, enquanto se agacha no banco do motorista.

Olho para o lado, os doentes haviam chegado e estavam vindo na direção da única janela quebrada.

– Droga ! Rápido, professor ! — Exclamo.

– Calma. — Ele diz.

– Não é você que vai ser comido ! — Respondo.

Bato na cara com a escopeta de alguns doentes que tentam entrar pela minha janela, mas logo eles começam a se juntar em um pequeno grupo e colocam a cabeça pra dentro do carro, eu me amasso para trás.

– Consegui ! — Diz o professor.

O carro começa a andar em alta velocidade enquanto Sr. Gerard dirige pelas ruas como um louco.

– Essa foi por pouco. — Diz Laura.

– E como... — Respondo.

– Vocês não acham que está meio apertado de mais aqui atrás ? — Diz o garoto de óculos.

– É uma picape, alguns podem ir lá na caçamba. — Diz a líder de torcida.

– Vamos tirar no 2 ou 1. — Digo. A sorte era a opção mais justa no momento.- Dois números iguais vão para a caçamba e os outros três ficam aqui.

– Eu não vou parar o carro aqui. — Diz Sr. Gerard, dirigindo.

– Tem janela traseira, não se preocupe. — Diz o garoto de óculos.

Eu e Laura colocamos o número 1, enquanto os outros 3 colocam 2.

– Tudo bem... Mas o bebê fica comigo. — Diz ela.

Nós 2 passamos pela janela traseira e saímos na caçamba, Laura não larga o bebê de forma alguma, e ele parece dormir com calma em seu colo. Olho para a cidade do lado de fora do carro, estava completamente devastada e estranhamente deserta. As lojas estavam com os vidros quebrados e alguns carros pegavam fogo na rua, nenhum sinal de doentes nas ruas. Às vezes eu via alguns dentro de algum edifício aberto, pareciam evitar as ruas.

Olho para Laura, ela segurava o bebê com força.

– Por que você quer tanto cuidar dele ? — Pergunto.

– Ora, David. Ele também é um ser humano, idiota. — Ela responde, com violência.

– Não estou falando disso. Estou falando do fato de que você parece... Sei lá... Parece que já o conhece de algum lugar. — Digo, com calma.

– Ah, me desculpe.- Ela parece arrependida pela violência da resposta anterior.- Ele... Lembra meu irmão. — Uma lágrima escorre de seu olho.

– Seu irmão morreu? — Pergunto, sem querer entrar em assuntos pessoais, porém já entrando.

– Não, mas... Eu nunca mais o vi. — Responde, triste.

– Hum... Me desculpe, eu não sabia.

– Não se preocupe, não é nada assim. Sabe... Meu pai é advogado, e ele também bebia muito, ele espancava a minha mãe e brigava muito comigo. Um dia minha mãe não aguentou mais e pediu o divórcio. Ele conseguiu a guarda legal do meu irmão. Já faz 8 anos. Não posso perdê-lo de novo. — Um choro fraco surge em seu rosto. Vejo marcas em seu pulso, Laura já havia tentado o suicídio.

– Não se preocupe, ele está bem. Seu pai nunca...

– Eu sei, mas eu sinto muito falta dele, sabe...

Acaricio seu cabelo rapidamente, e pela primeira vez, Laura não me rejeita. A situação é rapidamente interrompida quando o garoto de óculos abre a janela traseira do carro:

– Sem querer interromper o momento aí, mas acho que não fomos apresentados. Eu sou Freud. — Diz com energia.

– Como o psicanalista ? — Pergunta Laura, secando a lágrima.

– Exatamente. — Diz, como se tivesse orgulho de seu nome.

– E por que você nunca tira o seu capuz ? — Pergunto.

– É minha camuflagem de Assassino. — Responde, alegre.

– O quê ? — Pergunta Laura, perdida.

– Deixa pra lá. Essa é a minha namorada, Tracy. — Aponta para a garota ruiva no canto do banco.

– Eu não sou sua namorada ! Idiota ! — Tracy responde e o empurra, porém como se gostasse da brincadeira.

– Ainda não. — Freud diz com tom malicioso.

– E eu sou Danny. — Diz o garoto do outro canto do banco.

– Ele é o idiota que já está reprovando pela terceira vez. — Diz Freud.

Danny responde soltando um leve sorriso:

– Nem ligo.

Sr. Gerard liga o rádio:

– ATENÇÃO ! SE VOCÊ ESTÁ VIVO, SE DIRIJA PARA O SHOPPING CENTER! O GOVERNO MONTOU UM CENTRO DE PROTEÇÃO E ESTÁ ABERTO PARA TODOS !

De repente o sinal some.

– É a nossa única chance. — Diz Sr. Gerard. — Se seus pais estão vivos, é lá que estão.

– Provavelmente. — Complementa Fred, no banco do carona.

– E já está anoitecendo, não podemos ficar andando de carro à noite. É perigoso. — Sr. Gerard desperta minha atenção. Fazia sentido. De alguma forma eu tinha certeza que a minha tia Mary estava lá, e eu precisava revê-la.

Notas finais
Espero que tenham gostado, e como sempre... Comentários por favor. Vlw, flw e até a próxima !