Notas iniciais
Minha primeira " fic de verdade " dividida em capítulos e tal. Espero que gostem. Comentem !

Quando todos os âncoras de todos os jornais estão repetindo a mesma notícia, você percebe que deve ser importante, eu liguei no canal 6 e observei enquanto um homem de terno azul dizia:

- Os cientistas temem que o novo vírus possa até infectar seres humanos e tomar controle de seus cérebros. Felizmente todas as espécimes conhecidas estão presas em laboratório, e não há nenhum plano de libertá-los para testes ou outras coisas assim.

Eu desligo a televisão, já bastava pra mim. Era o apocalipse ou apenas uma crise global ? Pode não ser nada. Eu realmente esperava que não fosse a última opção. A vida das pessoas anda extremamente repetitiva, todo dia eu peço por uma mudança, mas o que eu posso fazer ? Sou apenas um adolescente de 15 anos no ensino médio, quando eu me formar, eu juro, vou mudar o mundo.

Eu me levanto do sofá da sala e olho para o relógio na parede, são 07:00, eu precisava ir pra aula. Eu vou para a cozinha, minha tia-avó fez uma tigela de cereal com leite para o meu café da manhã, não que hoje tenha sido diferente, eu como exatamente a mesma coisa no mesmo horário antes de ir para a escola. Eu termino o cereal, coloco a mochila e termino de me aprontar para a escola.

- David ! Venha cá !

Eu ouço ela me chamar na cozinha e vou atender, apareço na esquina da parede.

- Oi ?

- Nem vai me dar tchau ?

Eu vou abraçá-la.

- Tchau, tia.

- Tenha um bom dia na escola.

Eu me afasto e saio pela porta dos fundos, me deparando com o mesmo lance de 6 andares que eu desço todos os dias, o elevador está sempre em manutenção. Eu desço degrau por degrau, realmente pode ser um pouco cansativo.

Você deve estar pensando que meus pais morreram ou alguma coisa assim, mas não é tão trágico. Até os 13 anos, eu morei com meus pais em uma cidade do interior, mas como eles consideram o ensino médio " mais importante", eu tive que me mudar para a cidade grande, aonde eu não conhecia ninguém, apenas a minha tia-avó Mary, oque não é grande coisa, a minha relação com ela não é maternal até hoje, mesmo eu morando aqui há 2 anos, sendo tudo resumido a "bons dias", "boas noites" e ocasionais conversas pequenas durante o dia. Não estou dizendo que se ela morresse eu não sentiria falta, apenas que seria como perder um conhecido não tão próximo.

Chego no térreo e começo a caminhada. Felizmente o colégio não é tão longe, estando a umas 9 quadras da casa da minha tia, aonde estou agora, eu não disse que era perto.

Meu relógio de pulso marca 07:20, praticamente o mesmo horário de ontem, nem cedo nem tarde. A escola é como um grande círculo com conteúdo apenas no centro. O terreno é enorme, porém grande parte dele está recheado de jardins, quadras de esporte ou outras coisas inúteis do gênero. Oque realmente importa é o prédio do colégio em si, que deve ocupar 1/5 do terreno, uma significa que devemos ter uma pequena caminhada desde o portão da escola até o centro, aonde estudamos. Eu nem me importo mais.

Chegando até a entrada, adivinhe oque eu encontro. Sim, mais escadas. Pelo menos a minha sala fica logo no segundo andar. Já no primeiro corredor é possível ver as "panelas" da escola. De um lado as patricinhas se olhando nos espelhos dos armários, nesse grupo está a minha paixão de adolescente, Laura. Ela está, como todas as outras, olhando para o espelho, escovando os lindos cabelos negros. Mas eu sei que não tenho chance com ela, nem passo muito tempo olhando. O sinal bate, isso significa que todos os alunos devem estar em suas devidas salas, por isso eu subo as escadas e entro na primeira porta de madeira.

Sento na minha carteira de sempre, na primeira fila, como se eu realmente gostasse de estudar. Eu gosto, mas não tanto. Dos meus lados esquerdo e direito estão meus únicos dois amigos da escola, Fred e Anne. Fred é seu típico nerd, e por isso ele é meu único amigo, eu também sou o único amigo dele, como já me disse milhares de vezes. Anne é a minha única amiga, como vocês devem ter deduzido por minhas falas anteriores. Mas ela é apenas legal, tem muitos amigos além de mim, e realmente não sei porque ela fica andando comigo, mas sou feliz por isso.

- Ei, conseguiu conversar com a Laura ?- Anne sabe que eu tenho essa pequena paixão.

- Não. — Respondo vergonhosamente.- Você sabe como eu sou com essas coisas, demorou pra eu me acostumar a falar com você.

- Verdade. — Ela responde enquanto aperta as minhas bochechas, eu odeio isso. — Você é só meu !

Eu sorrio como se estivesse feliz com isso. Fred me cutuca.

- Os dois pombinhos já acabaram aí ? Porque o professor vai começar a aula. — Ele diz enquanto aponta para o sr. Oswald, o professor de geometria que desenhava um triângulo equilátero no quadro.

Sr. Oswald não estava bem, ele estava pálido demais, eu não sou médico nem nada, mas naquele momento pude perceber que alguma coisa estava errada. Ele começa a explicação:

- Alguém aí sabe me dizer oque esse triângulo significa para a nossa aula de hoje sobre Teoria dos...

Ele tosse sangue no chão.