Hoje é dia 15 de fevereiro de 2020, já faz seis
meses desde o acontecido. No dia 15 de agosto de
2020 o mundo viu a maior catástrofe do século, o
que todos temiam aconteceu, A TERCEIRA GUERRA
MUNDIAL.
Eu sou..., um sobrevivente do caos e vou deixar
meu legado em uma terra caótica, onde, só os
fortes sobrevivem.

Consigo ver alguns raios de luz que passam entre as brechas em meus olhos.

-onde estou?

Olhei direito ao meu redor, e vi carros e prédios,
e me dei conta que estava em uma cidade, um cidade
deserta e vazia, não havia pessoas, apenas um
silêncio absoluto.

Comecei a refletir sobre o que estava se passando ali, tentei lembrar, mas toda vez que tentava me lembrar, eu começava a ter fortes dores de cabeça, por isso desisti de lembrar, me levantei e fui explorar a cidade em busca de informações, mas estava com fome e entrei na primeira lanchonete que vi, me sentei em uma mesa, e peguei um cardápio, com uma escrita que eu não reconhecia, mas por algum motivo, eu comecei a entender a escrita. Já estava prestes a pedir, mas lembrei de que não havia pessoas ali,por isso eu mesmo me servi,peguei uma torta de limão, e por incrível que pareça, senti que era minha comida preferida.

Quando sai dali, comecei a vagar pela cidade,tentando ainda entender o que estava se passando ali, entrei em algumas casas, em uma delas a TV estava ligada, porém fora de ar, assim como todos os outros aparelhos eletrodomésticos.

Entrei num carro, havia uma chave no contato, pensei na mesma hora "o que me impede de dar partida". Cheguei à saída da cidade, mesmo sem saber pra onde ir, apenas eu meu carro que peguei emprestado.

Já era noite, avistei uma placa, logo percebi que
estava entrando em outra cidade, parei num posto
de gasolina a procura de comida, pois, já estava
com fome novamente, me aproximei de uma máquina de
salgadinho, notei que em cima da máquina havia uma
caixa de cigarro e ao lado um isqueiro, achei
aquilo muita coincidência. Já de volta a estrada e com o carro empestado de uma nebulosa de fumaça, por incrível que pareça, estava muito descontraído e relaxado.

Chegando a zona rural da cidade, logo percebi uma casa de luz acesa acima da colina, achei estranho e fui verificar. Peguei uma estrada de terra rumo a casa. Parei na metade da estrada para não assustar caso houvesse alguém ali. Chegando a casa ouvi um barulho, como se alguém estivesse revirando coisas, por isso entrei de fininho, cheguei à cozinha de onde vinha o barulho, liguei a luz, uma menina que aparentava ter por volta dos doze anos, de cabelo preto, mas, o que me impressionou foi os seus olhos, entretanto não houve tempo para ficar observando, pois ela começou a correr, e por algum motivo fui atrás dela.

Enquanto corria atrás dela, notei uma silhueta do
tamanho da árvore próximo de onde estacionei o
carro, não sei se o que eu vi era real, mas sei
que havia perdido a menina de vista, parei
ofegante perto da estrada de terra, comecei a
lembrar da cena da silhueta gigante, me pergunto
se aquilo foi real, confuso, comecei a ir em
direção a carro que havia estacionado.

Aproximando-me do carro, reparei que havia algo dentro do carro, no mesma hora pensei que poderia ser a menina, abri a porta e não havia nada, acho que vendo coisas, deve ter sido o cigarro, mas quando entrei, me assustei com a menina sentada do lado do passageiro olhando para mim, ainda pensei que estaria em algum filme de terror clichê, fiquei ali encarando ela enquanto ela me encarava de volta por quase um minuto, então dei a iniciativa.

—saia do meu carro emprestado

Mesmo falando isso ele nem se quer deu ouvidos,pois ela foi para o banco de trás e deitou de bruços como nada tivesse acontecido, eu não aceitei aquilo e perguntei.

—por que você ainda não saiu do carro?

—se eu fosse você começaria a dirigir logo- disse ela ofegante, como se tivesse corrido uma

maratona.

Antes que eu pudesse respondê-la, vi de relance pelo retrovisor a mesma silhueta de quando estava atrás da menina, só que dessa vez, ela estava vindo em nossa direção, então eu tive seguir o conselho da menina, dei partida e pisei fundo no acelerador, descendo a colina olhei mais uma vez para o retrovisor e não vi a coisa que estava atrás de nós, mas nesse momento a menina que até um momento atrás estava quieta se levantou rapidamente e mandou dobrar a direita, não entendi o porquê, mas fiz o que ela mandou, nesse momento entrei em uma trilha, que me parecia um atalho, minha suposta dedução era verdade, pois pude ver a estrada.

Agora na estrada, comecei a refletir sobre tudo que havia acontecido e o que era aquela silhueta, e como essa menina sabia sobre o tal atalho,estava muito confuso, mas eu tinha um pressentimento de que ia ficar mais ainda.

—como você sabia do atalho?

—não sei – respondeu ela enquanto olhava pela janela do carro.

—você sabe o que era aquilo atrás da gente?

Ela ficou um breve momento calada, enquanto desistia de "admirar a paisagem".

—não sei – respondeu agora olhando para mim.

Desisti de perguntar, pois percebi que ela não falaria nada, alguns minutos depois notei que ela havia dormido, de certa forma aquilo me tranquilizou, pois não era tão ruim estar com alguém.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.