Sobreviver

1 Sobreviver


Notas iniciais
Pois é, essa fic ficou bem tosquinha.

Desculpe por não conseguir fazer nada melhor, Dana.

Finalmente os sobreviventes do elite da polícia de Raccon deixavam a mansão Spencer para trás. O helicóptero ainda sobrevoava a floresta das montanhas Arklay e ao longe era possível ver as altas labaredas e nuvens de fumaça ocasionadas da explosão do laboratório.

Dentro da aeronave, os agentes da S.T.A.R.S. permaneciam quietos, ainda muito abalados com o episódio por eles vivido minutos atrás. A mais jovem do grupo, Rebecca Chambers, acabara por adormecer encolhida abraçada ao corpo; Barry auxiliava o piloto, Brad, no comando do helicóptero e também lhe dava sermões por ter abandonado o time mais cedo. Mesmo estando de costas para os passageiros, Barry e Brad eram capazes de sentir o quanto os agentes Chris e Jill estavam inquietos. Nenhum dos dois conseguia relaxar.

-- Aquele maldito do Wesker... -- Pensou alto o rapaz, apertando a mão em punho com força. Era incapaz de entender os motivos por trás da traição de seu capitão.

-- Acalme-se um pouco, Chris. -- Jill respondeu, pondo sua ainda mão trêmula sobre o punho do rapaz. — Logo estaremos na cidade, reportaremos tudo as superiores. Com certeza algo será feito.

Pode-se ouvir um baixo grunhido vindo do moreno antes que o mesmo permitisse-se entrelaçar os dedos com os da companheira que agora lhe usava o ombro. Com o ouvido encostado ali, Jill podia sentir parcialmente os batimentos do coração de Chris, como ele estava inquieto, mais do que ela até.

Tal proximidade ocasionou um leve rubor no rosto dele.

-- J-Jill?

-- Eu sei que está com medo, Chris, todos estamos. -- Suspirou, mantendo o olhar azul perdido -- Mas como policiais, medo não é algo que devemos nos dar o luxo de ter, afinal, desde sempre estivemos dispostos a sacrificar nossas vidas pelos demais.

Ambos se calaram, deixando que apenas o som forte das hélices e do motor da aeronave ressoasse por seus ouvidos.

-- Se eu pudesse lutar por nós dois... -- Chris pensou alto, conseguindo assim a atenção da companheira, embora Jill não tenha movido nada se não o olhar; ela fitava a lateral do rosto mal barbeado enquanto ele prosseguia. -- Você não teria que se sacrificar nunca, assim eu nunca perderia você.

-- Como você é egoísta. -- Disse ela, com um meio sorriso.

Ele corou, não sabia que tinha sido ouvido. Moveu na direção dela apenas um olhar discreto, ansiando por mais da voz da morena. Viu-a dar de ombros.

-- E você acha que eu gostaria de perdê-lo, Chris?

-- Mas, Jill eu...

-- Eu entendo como você se sente, mas não concordo com seu pensamento. -- Ela moveu um pouco a cabeça, acomodando-se melhor no ombro dele -- Então vamos os dois lutar um pelo outro. Vamos os dois sobreviver sem deixar um de nós se perder no caminho. Vamos fazer isso por nós dois.

O coração dele batia forte, não era de agora que sentia algo pela moça, e ouvi-la falar aquelas palavras o emocionava de certa forma. Não era diferente para Jill, também havia na morena um sentimento especial pelo parceiro. Depois de tanto tempo juntos, como não haver?

-- Me prometa que, independente do que nos aconteça daqui para frente, você irá sobreviver. — Concluiu ela, apertando mais a mão que segurava.

-- Eu irei. -- Finalizou -- Por você.

Um sorriso nasceu no rosto cansado da moça enquanto seus olhos azuis se fechavam.


[...]


Ainda que inconsciente dentro de um tudo de vidro e imersa em liquido, a cena se repetia na cabeça daquela que fora feita refém. Seu corpo mal era capaz de resistir ao vírus que lhe foi implantando. Os cientistas que trabalhavam ali se surpreenderam com a força que a moça usava para resistir à dominação.


"Eu prometi que sobreviveria... E eu vou... Por ele..."

Notas finais
Realmente, não soube bem trabalhar com esse casal. Desculpa aí, Dana.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!