Notas iniciais
boa leitura

Estava chovendo, tinha Lama para todo lado, Grunhidos e gritos, eu e Daryl estávamos em uma caverna no meio da mata. Era mais ou menos Quatro Horas da tarde.

Fizemos uma fogueira e conseguimos uns 3 esquilo, Daryl preparava para nós comer. Eu apenas encarava, Eu já não tinha esperança nenhuma De uma vida descente. De uma vida boa, Aonde podíamos lavar nossas mãos, sentar e comer na mesa c rodeado por família e amigos. Agora o que eu faço e comer em volta de uma fogueira esquilos, cobra, coruja, animais que jamais pensaria em comer. Queria tanto minha vida de volta, meu computador, celular minhas amigas da escola. Meu pai, minha irmã, minha mãe. Agora tudo que eu tenho são esquilos e um caipira que esta tomando conta de mim, como se eu fosse uma criança de Dez anos.

– Pode comer – disse ele

– Não estou com fome – ele me encara

– Tanto faz, — ele disse dando os Ombros.

– Serio? – perguntei

– É... É serio, Não sou seu pai pra te dizer o que tem que fazer. – Daryl falou comendo o Esquilo.

– Por favor, Não fale do meu pai...

Eu me levanto indo até a entrada da caverna. Começo a olhar para fora , vendo a chuva cair no chão ouvindo os grunhidos de longe. Não sabia o que fazer, estava com medo. A prisão caiu perdemos muitas pessoas importantes. Só queria que aquilo tudo fosse um pesadelo. Que Logo acordaria na cama em minha cela, que meu pai viria correndo me perguntasse o que aconteceu.

Eu explicaria que foi apenas um pesadelo, e que eu tinha o perdido. E como sempre ele ia me acalmar e falar que nunca ia me deixar e que precisamos ter esperança que o Mundo que vivíamos iria voltar.

– Daryl – viro para ele – você pode fazer um favor pra mim? – ele não diz nada, apenas come o esquilo – eu estava pensando da gente encontra uma cidade... com uma farmácia

– Não – diz ele na hora

–Daryl a gente precisa de antibióticos, precisamos continuar...

– não temos muitas balas...

– A gente se vira, sempre fizemos isso! – ele não diz nada, apenas abaixa a cabeça, — Ótimo – gritei – Eu vou Sozinha, Não preciso de você!

Sai na chuva mesmo, andava rápido e reto sem olhar para tras, ele viria tentar me impedir e isso não ia acontecer. Não queria mais ficar naquela caverna pequena e fria.

Sentir alguém me tocar por trás, me virei rapidamente para empurra-lo porém não era Daryl e Sim um Errante. Me assustei e cai no chão ele estava em cima de mim agora, ia pegar minha faca, mais por um segundo pensei por que não agora? Isso tudo Podia acabar aqui mesmo, eu podia ir ve minha família... estava certa disso, iria deixar aquele caminhante me matar ... Então vi uma faca saindo do seu crânio, Bom era Daryl me salvando.

Depois de matar o errante Daryl tirou ele de cima de mim, Logo em seguida me encarou, fiquei ainda no chão.

– Por que você não fez nada? – Perguntou Daryl.

– Só,... Só fiquei com medo... — Ele fez sinal com a cabeça e me ajudou a se levantar.

– Vamos voltar para a caverna, você pode pegar uma febre com essa chuva...

– Achei que não se importa –se com migo. Que não fosse meu pai.

– E não sou Só não quero atrasos... Não quero acabar morrendo – falando isso ele saio andando.

Comecei a chorar, as lagrimas se misturava com a chuva que caia em meu rosto. Não queria ficar mais nesse fim de mundo, tinha que fazer alguma coisa. Preciso morrer.

[...]

Ainda chovia, era noite eu ainda estava naquela caverna, Daryl estava fazendo uma porta com um pedaço de madeira só deixando um pequeno buraco para vigiar quando fosse preciso. A caverna não era grande mas já dava para passar a noite.

– Com isso os errantes não vão vê o fogo – se pronuncio Daryl sentando do meu lado.

O silencio toma conta do local, estávamos ainda molhados e eu não queria assunto. o frio era terrível e minha pele se arrepia.

– É melhor trocar de roupa – diz Daryl

– estou bem – digo olhando para o fogo.

– esta frio e você pode acabar ficando doente.

– eu já disse que estou bem... – Ele me encara e se levanta , ficou andando de um lado para o outro e em seguida começou a chutar as coisas – Hey! O que você esta fazendo?

– Qual é o seu Problema garota! – Gritou me encarando

– O meu Problema? Você que esta tendo um ataque!

– Para de ser mimada! Vê se cresce GAROTA! Não estamos mais no mundinho de antes, Agora temos que ser forte, SOBREVIVENCIA!

– E quem disse que eu Quero viver Daryl! – ele muda a expressão – Eu quero Morrer! Não quero mais viver comendo esquilos! Não quero mais viver com errantes, Não quero matar pessoas que podem ser Boas!

– Boas? Elas querem matar a gente!

– elas podem estar com medo! Achando que também éramos ruins! – respiro fundo – eu não quero mais isso pra mim... Antes de tudo isso eu só queria ser uma veterinária igual o papai... e olha agora, matando pessoas, vendo minha família toda ser morta... eu perdi as esperança.!

Daryl me encara, com aquele olhar que ele tinha estava com medo do que ele iria responder, mais ele apenas se abaixo e pego a sua arma.

– Então vamos, Pra porcaria da farmácia! – ele sai dando um chute em tudo.

[...]

Eu e Daryl chegamos a uma cidade pequena, sem sinal de vida e nem de caminhante. Ele sempre ficava na minha frente com a Crosbow sempre apontada na direção reta, fomos até a farmácia da cidade, ele entrou primeiro pra verificar se o lugar estava limpo.

– Estranho – falou Daryl saindo da farmácia

– o que foi? Tem alguma coisa ai dentro?

– Não, esta limpo – eu dou um sorriso

– então por que estranho?

– esta tudo muito calmo aqui, nem um errante. – eu entro na farmácia passando por ele.

Fico vasculhando as prateleiras, Percebi que ele estava atrás de mim me observando. Ainda estávamos molhados, a chuva tinha aparado algumas horas. Daryl tinha razão aquela cidade estava muito quieta, pensando bem podíamos ficar ali por um tempo.

– então vai ser isso mesmo – diz Daryl me fazendo o encarar

– o que? – pergunto confusa

– vai tomar um monte de remédio e se suicidar... Não é por isso que estamos aqui?

– Daryl, eu não quero mais viver... Não quero mais fugir... Correr

– claro... Eu sei disso, Tinha me esquecido que os fracos caiem fora primeiro – me aproximo dele.

– Não sou fraca!

– E isso é o que?

– eu não tenho mais por quem viver, Não tenho mais pai e nem mãe... Nem família nenhuma!

– eles não queriam isso para você!

– todos estão mortos... e eu vou estar também, vou tomar o máximo de remédio que eu conseguir, espero ter uma overdose rápida... e você sabe o que fazer depois – digo o encarando

–desculpa mais não vou atirar em você

– Você deve, é o ultimo de nós que vai sobrar... – Daryl se aproxima de mim.

– Então faça!

Dito isso ele sai me deixando sozinha, o encaro até o perde de vista. Então sento no chão e observo o local. Estava uma bagunça, olhei para cima e vi uma frase , estava escrito com uma tinta Amarela .

“ Não culpe a Deus pelas suas escolhas” Lagrimas saíram do meus olhos, Estava com essa duvida mais uma vez, será que seria uma boa escolha parar de lutar. Desistir? Deixar Daryl sozinho, Sem ninguém , Eu era a única família dela agora. Digo a família que a gente tinha na prisão só sobrou eu.

Quando o Governador atacou a prisão e saímos juntos, depois que quase fui levada por uns homens, Daryl me salvou e jurou que iria me Proteger. Abracei ele com muita força, e chorei no seu colo como uma menininha. E agora estamos aqui... em uma cidade desconhecida só eu e ele.

Coloquei alguns remédios na bolsa e sai da farmácia, fui procura-lo , ele deve estar Bravo com migo. Teria que me acostumar com o temperamento desse caçador, Nunca tivemos tão Próximo como estamos agora. Na prisão eu e Daryl raramente conversávamos, e na fazenda eu não suportava sua presença, tinha medo dele, como pra mim ele fosse pior que um caminhante. Um doido que usava colar de orelhas e comia esquilos.

Vi Daryl sentado em cima do capo de um carro vermelho, sentei do lado dele e ficamos calados encarando o chão e a cidade com marcas de destruição.

– Quantos tomou? – perguntou ele ainda olhando para o chão.

– Nenhum ainda... Vou deixar para mais tarde – digo sorrindo em um tom de brincadeira. – Não vai se livrar de mim tão cedo Daryl Dixon.

Ele me encara serio, com aquele olhar, parecia que ele estava olhando dentro de mim. Tentando dizer alguma coisa, Ou adivinhar o que se passava na minha cabeça. Quando ele me olhava assim eu ficava sem graça, abaixo a cabeça colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha.

– o Que foi?

– que bom ..... Que você não tomou essa escolha, eu ..... eu .... não ia conseguir. – ele para de falar e desvia o olhar .

– Não ia conseguir? .... Ficar sem Mi... – quando eu ia terminar a frase ele interrompe.

– Perde alguém! Eu .... eu não ia conseguir , eu Prometi para o seu pai que iria cuidar de vocês. Você e a Maggie, eu e o Rick prometemos... – ele se levanta do carro. – vamos indo Beth chega de papo por hoje, De enrolação.

– Para onde vamos?

– Primeiro vamos vasculhar algumas dessas casas, depois vamos da uma volta na área aonde fica a prisão... – eu me aproximo dele.

– Porque ? Você acha que alguém pode ter sobrevivido?

– eu acho sim, eu vi quando a michonne matou o governador, ela pode ter sobrevivido, o Glenn pode ter escapado com a sua irmã. Ele é bom nisso, em se virar em situações feia... o Rick.... pode ter achado a bravinha e ter saído também .... – eu não me aguento e abraço Daryl

– eu Sabia que você tinha esperanças de que eles tinham conseguido escapar — ele não faz nada, apenas fica parado e se livra de mim rapidamente.

– e você? — ele se afasta um pouco – ainda tem a sua? – eu o encaro por segundos e faço sinal positivo com a cabeça.

– Sim

– x-

Notas finais
continua