Sobrevivendo ao ensino médio

1 Primeiro passo: Não seja o nerd


Notas iniciais
Olá pessoas, tudo bom com vocês? Eu espero que sim :D Essa fanfic é um projeto na qual iniciei a um tempinho, então decidi tirar o pó e pôr a cara no sol. Por isso, aqui vai alguns avisos sobre a fanfic: x Como citado nos avisos será um colegial, ok? (apenas ressaltando) x Capa feita por mim com imagens do google (reforçando novamente) x Os primeiros três capítulos serão introdutórios, mostrarão os personagens que ao decorrer da fanfic terão uma enorme relevância no enredo. x Ela será narrada em primeira pessoa pelo nosso amado Byun BaekHyun! x Tentarei atualizá-la semanalmente, ok pessoas? x Por último, uma boa leitura :D

Não é coincidência que o ensino médio e a adolescência ocorram ao mesmo tempo.

Essa é apenas uma das formas do universo falar que a vida está começando verdadeiramente e que ela não é nada fácil. É quase um teste de sanidade misturado a um de resistência de duzentos dias por ano. Uns surtam, outros desistem, e se você for o sortudo filho da mãe que passou por esta fase sem dificuldades eu te odeio.

Eu te odeio na mesma proporção em que te invejo.

Nem adianta abrir um sorriso e sentir aquela sensação boa no âmago, você continua sendo um filho da mãe.

São fases bem distribuídas – tipo o inferno, por mais exagerado que isso soe. No primeiro ano, é quando você começa a ver que é um pouco diferente e sua autoestima, consequentemente, diminui. Parece que todos são perfeitos, bonitos, têm vidas interessantes e você não passa de um ser humaninho insignificante do qual, daqui a alguns anos, ninguém vai lembrar.

Apenas mais um pedaço de matéria cósmica que vaga por aí, e que nenhuma pessoa enxerga.

É nesse momento que começam os conflitos de identidade, sexualidade e afins. Irei te admirar se nunca teve um crush — ou uma amizade extremamente forte — por alguém do mesmo sexo.

Nem adianta se denominar hetero. Todo mundo é bi até que se prove do contrário.

Eu sempre acreditei numa filosofia de que não nos apaixonamos pelo que a pessoa tem entre as pernas e sim, pelo que ela é.

No segundo ano, além dos conteúdos novos que são intermináveis e exaustivos, existem os conflitos amorosos. Sim, não dá para passar o colegial sem ser trouxa ao menos umas cinco vezes — só para garantir o diploma em trouxismo mesmo, o dolorido aprendizado da vida.

Talvez você tenha ficado desmotivado em alguns momentos, reclamado da falta de amigos. Agora, se você ainda não chegou neste ponto, já te adianto um conselho: Seja você o seu próprio amigo.

Não precisa contestar, falar que ter pessoas ao seu lado é importante, apenas entenda: Elas podem te abandonar a qualquer momento, mas não tem como você abandonar a si mesmo, ou tem?

Desculpe-me por ser direto. Entrementes, as pessoas são iguais e mentem o tempo todo. Sabe o que muda nelas? A maneira de fazer merda, ou seja, tudo que te resta ter se resume num conformismo quase humilhante.

No terceiro ano, que também pode ser nomeado como a “famigerada fase da pressão”, é quando você começa a bolar um New Deal para não se atirar de uma ponte. Exames de admissão – com certeza irão surgir conflitos familiares frequentes em sua vida, não me pergunte o porquê, talvez nem seja lei universal — e a sensação de impotência, medo de falha, ansiedade, insônia, em resumo, tudo de ruim que se possa imaginar.

Entretanto, se você ainda não chegou ao ensino médio, esqueça todas as suas especulações mágicas. Se você começar a cantar pelo corredor, não acredite que uma multidão bem afinada e que conhece a letra irá aparecer para te ajudar. Não existem nem mesmo os jogadores gatos que são burros e pagam de machões — terão apenas babacas mesmo.

Nem todos os dias serão flores como em Brilhante Vitória, isso, sem mencionar as pessoas que estarão o tempo todo atrás de puxar seu tapete.

A vida é bela, não é?

Pode até começar a se desesperar agora, mas o que eu te digo é: Acalme-se, o tempo não está se esquecendo de passar. Sobreviver ao ensino médio, talvez seja um pouco mais simples do que você pensa. Inicialmente, você precisa entender três conceitos básicos:

1° Querer não é poder.

Ok. Calma. Não quero destruir suas expectativas mirabolantes de ingressar numa faculdade de peso, faturar uma boa grana e viajar para os lugares que sempre sonhou. A questão é: Quanto mais você quer algo na sua adolescência, menos as coisas irão acontecer como o esperado. Eu também nunca entendi isso...

2° Sempre dê a volta por cima.

É bem aqui que entra o tão apreciado e odiado carma. A maior ambiguidade da vida de muitas pessoas. Tudo que você expõe é o que volta pra você, então seja confiante e não baixe a cabeça para qualquer um.

A terceira coisa, embora seja muito simples, é extremamente eficaz: Seja a pessoa amiga. É a melhor forma de fazer aliados durante o colegial.

E foi por conta do conceito três, que conheci Kim JunMyeon e não me arrependo.

JunMyeon disfarçava a dor dilacerante que sentia. Yixing, o estagiário de enfermagem da nossa escola, tentava de alguma forma terminar o curativo de modo que não o machucasse mais do que o necessário. Alguns minutos atrás, eu tinha me metido numa briga entre Kim e um cara estranho. Kim, de acordo com ele mesmo, havia sido agredido por ser o que muitos chamam de “nerd”.

Socar alguém no olho por ter uma característica especial é uma das coisas mais estupidas que se pode fazer na vida, francamente falando.

Nunca me fizera sentido às pessoas atacarem uma as outras por conta de uma diferença insignificante. Se você é esse tipo de babaca, sinto muito, mas eu desejo que você bata seu dedo na quina da parede.

— Você está bem? — interrompi o silêncio que se alastrava por toda a enfermaria.

— Não se preocupe, pode ir — deu-me um sorriso agradecido. Abanei a cabeça negativamente.

— Você arrumou um bom amigo — Yixing manifestou-se. Retirou as luvas e arremessou-as em uma lata de lixo. — Está tudo ok. Talvez fique roxo, mas só fazer compressa de gelo ajuda bastante.

JunMyeon correu a ponta de seus dedos pela sobrancelha cortada e ponteada. Vestiu feições doloridas, saltou da maca e então apanhou sua mochila, que estava recostada no canto da pequena sala, e a jogou sobre um dos ombros.

Seguimos corredores a fora até que encontramos a cantina. Meu primeiro dia de aula não estava saindo como o planejado. Eu já havia me atrasado, assinado uma advertência e perdido um conteúdo de química.

Qual o professor, em sã consciência, que adianta matéria no fucking primeiro dia de aula?

Inspirei fundo. Nos acomodamos em uma mesa um bocado afastada.

— Desculpe por ter te metido na confusão... — ele deixou a mochila encostada ao pé da mesa e mirou-me. — Sinto muito mesmo.

— Tecnicamente, eu que me meti na sua confusão.

Um puxar de lábios apossou-se de suas expressões. JunMyeon baixou a cabeça e coçou a nuca detentora de fios escuros.

— Obrigado por ser metido então. Seu nome é?

— Byun Baekhyun.

Notas finais
Oobrigado (A) para você que leu até aqui! Se gostou, já deixa aquela interagida marota que todos nós autores gostamos (apenas se quiser)! Se não gostou, peço mil desculpas D: Até? Abraços!