Sobrevivendo ao Apocalipse
4 Uma nova Família?
Acordei, quando olhei no relógio em cima da mesa de cabeceira, eram sete horas da manhã, não consegui dormir muito, a todo o momento acordava e pensava em tudo que acabava de acontecer.
Fui ao banheiro, lavei meu rosto e minhas mãos. Como as escovas que haviam no banheiro eu não sabia de quem eram, eu só fiz um bochecho com um antisséptico e passei um fio dental.
Penteei meus cabelos, e desci as escadas. Quando cheguei à sala de estar, Castiel estava sentado no sofá com um coberto envolto a ele, e com uma xícara na mão.
— Você esta bem? — O abracei. — Estava tão preocupada.
— Pode se dizer que sim, mais um pouco traumatizado.
— Por quê?
— Quando o demônio estava no comando, eu ainda conseguir ver tudo que estava acontecendo, e senti a dor da minha pele queimando. E quando Logan “me deu” água benta, senti como se meus órgãos estivessem se decompondo. Foi definitivamente a pior experiência de toda a minha vida.
— Minha nossa! — O abracei mais forte. — Eu te amo tanto Cas, fiquei preocupada, eu não sabia que aquilo ia te causar dor, se não eu teria impedido.
— Esta tudo bem, foi preciso, principalmente quando estava batendo no Logan, se não tivesse jogado sal em mim, acho que eu o teria matado.
— Isso tudo que estamos passando parece um pesadelo. — Abaixei a cabeça.
Ele colocou o dedo no meu queixo, e levantou minha cabeça me fazendo olhar em seus olhos.
— Eu sei que tudo que esta acontecendo é estupidamente estranho, mas eu não deixarei nada te acontecer, e se algo te acontecer é porque eu não estarei mais aqui.
— Nem pense nessa hipótese, você é muito importante para mim, só de pensar em te perder, meu coração já aperta.
— Com licença. — Logan apareceu da porta da cozinha. — Tem cereal e alguns pães velhos para fazer torrada na cozinha. Se quiser comer antes de irmos até sua casa.
— Não estou com fome, você está Cas?
— Não.
— Então já podemos ir, mas leve uma barra de cereal que tem no armário. Você não comeu nada ontem também.
— Okay.
Peguei uma barra de cereal no armário da cozinha, e saímos a caminho da minha casa. Mas antes Logan pegou uma mochila. E de lá tirou um de seus adesivos com o símbolo anti possessão e entregou ao Castiel.
Chegando à rua da minha casa, haviam carros virados na rua e bastante fumaça, como se ali perto houvesse acabado um incêndio recentemente.
Logan estacionou na frente da minha casa, logo após eu ter mostrado aonde era. Eu sai correndo do carro e entrei na minha casa.
— Pai? Dylan? Maninho? Cadê vocês? – Fui correndo até o quarto do Dylan e ele não estava lá, procurei no quarto do meu pai e no meu e eles não estavam em nenhum deles.
Ouvi um barulho vindo da porta da frente e fui até correndo, mas eram só o Logan e o Castiel.
— Os encontrou? — Perguntou Logan.
— Não. — Cai de joelhos no chão, enquanto as lágrimas começavam a escorrer do meu rosto. — Eles sumiram, eu quero meu irmãozinho, o meu pai. Eu não acredito que os perdi.
Logan colocou as mãos no meu ombro.
— Calma, vai ficar tudo bem, eu te prometo que vou te ajudar a encontrá-los. Confia em mim?
— Vou tentar o possível. — Olhei para o rosto dele e começamos a olhar um olho do outro.
— Esta tudo acontecendo tão rápido, isso tudo tão inesperado, mesmo com os presságios. Esta tudo acontecendo numa velocidade impressionante. — Falou Castiel.
Logan ainda olhando nos meus olhos respondeu.
— Eu prometo a vocês que vou os proteger, não deixarei que nada aconteça com vocês, pode contar comigo quando precisar. — Ele passou a mão no meu rosto, e derrepente ouvimos um trovão.
— Castiel se abaixe! — Logan me abraçou e se deitou comigo no chão.
A fumaça começou a entrar por todas as aberturas da casa
— O que é isso? – Perguntei gritando.
— Provavelmente descobriram que estamos tentando evitá-los. Eu devia ter prendido aquele demônio.
— Você diz isso com tanta naturalidade.
— Temos que sair daqui o mais rápido possível.
— Mas como?
— Provavelmente á ceifeiros lá fora. Vamos ter que nos arriscar.
— E a cada vez só piora. — disse Castiel.
— Vou contar até três, e quando eu terminar, corram o mais rápido que puderem até o carro.
— Okay.
— Um… Dois… Três! Corram!
Saímos correndo o mais rápido que conseguimos. Eu tropecei no meio do caminho, mas Castiel que estava logo atrás de mim me ajudou a me levantar enquanto Logan já estava entrando no carro. Castiel me colocou no banco de trás junto á ele, e no mesmo instante em que ele fechou a porta, Logan ligou o carro e acelerou.
— Esta bem Ca?- Cas perguntou preocupado.
— Esta tudo bem, sim, só foi um tropeço minha mesmo.
— Para onde vamos? — Ele perguntou ao Logan.
— Minha casa. Que eu saiba, é o melhor lugar para ficarmos por enquanto. Lá podemos pensar para onde pai e irmão dela podem ter ido.
— Tudo bem.
Eu estava curiosa sobre a família do Logan, ele não comenta nada sobre, não mostra preocupação.
A falta de preocupação do Cas é obvia, ele é órfão, cresceu em um lar para adoção, ficou lá até completar seus 18 anos, conheci ele no primário, fomos da mesma sala. Quando ele saiu começou a fazer faculdade.
Mas o Logan é tão privado, ele não é como a maioria dos garotos da minha idade. Ele é estudioso, na dele, e isso que me chama mais atenção nele.
Chegamos á casa dele.
— Já é uma hora, tem alguns ingredientes aqui, vou tentar fazer algo para comermos.
— Pode deixar que faço Logan, preciso fazer algo para me acalmar, já que á demônios nos caçando.
Ele riu.
— Logan às vezes você me preocupa por encarar tudo isso com tanta naturalidade.
Ele foi caminhando devagar até chegar pertinho de mim.
— Não se deve se preocupar com o destino, tudo isso que está acontecendo, é por que é para acontecer. — Ele acariciou meu rosto. Sim, ele está me assustando.
— Então ta “né”, vou fazer o almoço logo.
Na dispensa do Logan, havia uma multidão de suprimentos, eu acabei fazendo um estrogonofe de carne, e batata frita. Coloquei na mesa e todos se sentamos e começamos á nos servir, parecia que ali começava uma nova família. Talvez?
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