Sobrevivendo Ao Apocalipse
1 Capítulo 1- Matt na merda.
Notas iniciais
A casa foi tomada, os filhos da puta quebraram meu cercado improvisado na frente da casa, eles estavam domando o lugar entrando pela porta da frente, não havia escapatória, vesti minhas botas de couro e peguei meuminha faca fugindo pela porta dos fundos enquanto eles andavam a procura de alguma coisa viva para se alimentar. Corri pelo gramado molhado até pular a cerca que divida um quintal do outro. A rua estava deserta, no máximo dois mortos vagando lentamente, as casas estavam todas arrombadas de portas abertas, uma bagunça, apenas a casa dos Laurens estavam em perfeitas condições, será que eles estavam vivos?. O carro estava na garagem, me aproximei e tentei abrir a porta, trancada, arrombei em menos de meio segundo, não havia sinal de morto nem de vivo, vasculhei o primeiro andar a procura de mantimentos e alguma arma pra se defender, minha faca estava velha e não dava mais conta. Corri para o andar de cima com a faca em posição para ferir alguma coisa, um cheiro de morte vinha de um dos quartos, invadi o primeiro quarto, meu deus, duas crianças mortas em suas camas cheias de ursinhos, o quarto arrumado, me aproximei do garotinho, não dava nem 7 anos, loiro com uma fantasia de super-herói, puta merda aquilo era triste, eles apenas crianças, tinham uma vida inteira pela frente, a garotinha estava com um belo vestido rosa com os cabelos loiros presos em um coque com uma coroa de enfeite, será que eles tinham ideia do que estava acontecendo?. Não suportava mais olhar para aquilo, doía de mais, eu os via andando de bicicleta todo dia em caminho para a escola, eles eram tão felizes, irradiavam amor, não faziam mal a nem uma mosca pelo que eu sabia, ao lado da cama do garoto havia umbastão de baseball, aquilo seria útil para acertar a cabeça dos devoradores de carne, fechei a porta e fui para o quarto ao lado, uma imagem bela, porém perturbadora preencheu meus olhos, invadiu minha mente de modo que escapasse uma lagrima de meus olhos, duas lindas mulheres de mãos dadas esticadas na cama, havia moscas em cima dos corpos, no chão uma garrafa de uísque barato e comprimidos espalhados, uma folha pendurada na porta estava dizendo o porque do suicídio, eles eram uma família perfeita, havia quadros e quadros espalhados pela casa, uma foto enorme na parede do casamento delas, uma outra de uma delas grávida, era triste. Enquanto arrumava os mantimentos, estava a procura de uma mochila, mas o mais perto que cheguei disso foi uma Chanel que custava mais do que minha casa que estava jogada no sofá, pronta pra mais um dia de trabalho, porém a bolsa era grande então coloquei tudo dentro dela, peguei as chaves do carro que estavam no balcão e parti para o carro, desfilando com um Jeans skynny preto, bota, camisa branca rasgada e com sangue, em uma das mãos um bastão debastão de baseball, na outra uma Chanel e as chaves do carro, tendencia apocalipse zumbi.
Uma das piores coisas do apocalipse zumbi eram as estradas, claro, não tinha transito nem nada, mas você tinha que ficar ligado pra não passar em cima de alguém e o carro capotar e coisas assim, as estradas eram cheias de carros de formas acrobáticas que era um desafio dirigir por elas.
Estava a mais de trêshoras na estrada, tinha bastante gasolina, e quando chequei o porta-malas, tinha dois galões reservas cheios dela, graças a deus, os mantimentos que tinha conseguido tinham acabado a 2 horas atrás, e era apenas um saquinho de uva passas que estava com um gosto horrível, avistei um outdoor dizendo"LoveGood Market a 10 minutos", era um perigo ir a um supermercado onde provavelmente haveria pessoas que te querem devorar vivo, mas era isso ou passar fome e sede. Na frente do mercado estava escuro, a noite já chegou o que dificultava mais as coisas, a rua estava vazia, achei melhor passar a noite no carro, mas minha barriga roncava, estava a dois dias sem comer — a não ser aquelas passas horríveis-, e estava desidratado, qual é!, o supermercado estava do outro lado da rua, desci do carro com o bastão em mãos, deixei a bolsa no carro, corri até sua entrada que estava trancada, procurei a porta dos fundos ao lado do estacionamento, que havia três mortos perambulando por lá, para não atraírem mais daqueles filhos da puta, me aproximei de uma mulher que estava sedenta por minha carne, acertei o taco em sua cabeça como se fosse para ganhar um prêmio em uma quermesse, com o mesmo impulso acertei a cabeça dos outros dois e eles voaram no chão, seria sorte se esse mercado tivesse camisetas, porque a minha branca estava vermelha inteiramente. A porta de trás estava destrancada, entrei com cautela em uma área aberta que havia várias flores, fechei a porta com cuidado para não fazer muito barulho, mas aquela porra deu um estralo que ecoou pelo mercado inteiro, uma adrenalina percorreu meu corpo me deixando com calor, as luzes estavam apagadas, seria muito bom encontrar pilhas e lanternas, e uma mochila que caiba mais coisas do que a minha Chanelfeminina. Enquanto explorava o lugar para ver se encontrava algum morto vivo, me deparei com galões de água, abri um e me delíciei, água era boa, porém era melhor ainda quando se está literalmente morrendo de sede, ouvi um barulho vindo da sessão de congelados, minha barriga pesava, o que dificultava matar algo que já estava morto porém está com vida, percorri o longo corredor de congelados, vi uma porta de uma das geladeiras abertas com um pote de sorvete espatifado no chão, o que mais me assustou foi que a porta estava balançando como se aquilo tivesse acontecido agora, um medo bateu e uma vontade de sair correndo falava mais alto, porém o mercado era meu agora, e eu tinha que eliminar os filhos da puta mortos que estavam lá, andei com o bastão em posição até a porta aberta da geladeira, a fechei e então vi um vulto correndo ao corredor ao lado, puta merda, ouvi um barulho de gatilho sendo disparado atrás de mim, me virei rápido e havia uma garota pálida de cabelos escuros apontando uma arma para mim, num movimento rápido rebati a arma de sua mão a fazendo voar longe, então a ataquei na cabeça a fazendo cair no chão, quando me aliviei ouvi passos atrás de mim, me virei e uma garota de cabelo rosa e preto de pele bronzeada e olhos maquiados em excesso com uma katana em suas mãos pronta para me atacar
-O que você fez com ela?. disse a garota numa voz fina
-Ela me apontou uma arma, estava prestes a me matar, mas ela está apenas inconsciente. Tentei acalmar a situação.
-Eu sou Guroria, a garota no chão é a Milena. disse ela abaixando a katana em movimento de paz
-Eu sou Matt, e estou faminto.
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