Sobrevivência do mais forte.

16 Capítulo 16 - Uma Rosa de Sangue.


Já eram 17hrs e nada de ataques inimigos ainda, estava ficando estranho. Será que eles teriam recuado? A explosão de Stephan fora tão devastadora assim para o lado renegado? Falando em Stephan... ele ainda não havia acordado e encontrava-se em estado grave. Ju já tinha saído da enfermaria e aparentava estar melhor, Nick continuava sentado junto da.... Como é mesmo? Mas que droga, não é um nome tão difícil assim. Enfim, ele continuava ao lado da garota-pássaro. Jhon treinava com outros filhos de Afrodite, era um ótimo esgrimista, partiam dois guerreiros de cada vez e ele os derrotava facilmente, mostrando suas falhas e coisas a melhorar, Frances continuava com as caçadoras e organizava a sentinela, agora que era sub-capitã tinha de organizar tudo e ficar com as mesmas, isso me incomodava, pois o restante das caçadoras não suportavam o sexo masculino ‘’ altamente radioativo’’. Helon estava ao meu lado, sentado em um banquinho esperando os conselheiros retornarem da maldita reunião que demorava horas.

–Meus deuses, o que será que eles estão fazendo lá? – Perguntou Helon frustrado, ele como todos os outros meio-sangues, é hiperativo, então é realmente um saco esperar alguma coisa.

–Não faço a mínima ideia do que poderia demorar tanto tempo. Vou entrar lá. – Assim que fui avançar para adentrar a barraca, Helon colocou a mão em meu peito e falou com um tom de advertência.

–Leo! Não se esqueça que não estamos mais no período tranquilo do acampamento. Se entrar ai é capaz de Marylin jogar um raio em cima de você assim que surgir com sua cabecinha ali. Senta ai e espera. – Ele tinha razão, não eram tempos de paz, obviamente. Deve ser algum assunto seríssimo ou coisa do tipo, Du havia ‘’ trancado’’ nosso elo empático, então eu não conseguia saber o que ele pensava. Cansei de esperar e me virei para andar um pouco, me irritava profundamente ficar parado sem fazer nada. –EI! Aonde você vai? – Deixei Helon falando sozinho e continuei andando em frente. Encontrei alguns filhos de Éolo voando e se divertindo, algumas devotas de Héstia e filhos de Hecate brincando com fogo e estavam animados. Nosso pequeno exército, apesar de tudo, estava animado pela vitória provisória e estavam se divertindo, podia ver em seus olhos e sorrisos que tinham esperança de uma real vitória. Mas eu não tinha. Eu havia visto o tamanho do enorme exército renegado em meu sonho, não duraríamos mais tanto tempo... mas eu não podia contar isso a eles, apesar de tudo, era ótimo ver os heróis que antes estavam arrasados, só pensando em como iriam morrer, agora estão com um brilho de esperança no olhar. Eu só quero tirar Nick daqui, ele não pode morrer aqui, mas como os outros ele mantinha muita esperança... Será que estou sendo covarde? Só eu não mantenho esperança como os outros... Se eu continuar pensando assim, é o mesmo que desistir. Não. Vamos ganhar. Eu sei que vamos. Depois de dar uma volta, voltei para o local da reunião dos conselheiros e Helon estava cochilando no banco, me aproximei sorrateiramente e virei o banco com ele ainda em cima, ele caiu com um baque fofo na grama, se levantou erguendo suas duas adagas longas desesperado e quando me viu fez uma cara de lixo.

–Era necessário? – Eu dei uma risada leve, precisava melhorar meu animo.

–Claro que sim, nunca vi heróis tirando sonecas em banquinhos durante uma guerra. – Ele revirou os olhos, levantou o banco e sentou-se novamente. Alguns minutos depois disso, os conselheiros começaram a sair da barraca, em ordem do número do chalé, Percy saia na frente, Annabeth tentava furar a fila e ultrapassar Cassandra e Simon para abraçar seu amor, porém Cassandra lhe lançou um olhar severo que a fez ficar quieta, Thalia apertou o passo assim que saiu da cabana para ver suas caçadoras, Dan passou e sentou-se ao meu lado, Giu olhou para mim e se fez de esnobe. Às vezes eu me impressionava com a capacidade dos filhos de Afrodite de serem rancorosos. Pietro nos viu e sentou na ponta do banco, o banco que era pra caber apenas duas pessoas, acomodava cinco. (Sim, cinco. Dan vale por dois.), Anna saiu com a expressão entristecida, era extremamente rara vê-la daquela forma, talvez alguns amigos da mesma teriam morrido hoje. Então, finalmente Du saiu com a expressão dura e cansada. Quando nos viu fez questão de chutar o banco e faze-lo virar, antes do banco cair Helon se levantou e ia dizer algo parecido com ‘’ nunca caio duas vezes no mesmo truque.’’, quando no meio da frase Du lhe passou o rodo e fez o mesmo cair de costas. Dan e Pietro caíram na risada, eu ri um pouco também e Helon levantou irritado.

–Enfim, para o que estão me esperando? – Disse Du com um ar desconfiado e apontou o dedo para Helon se explicar.

–Eu to esperando o meu conselheiro. – Disse Helon, então Du apontou o dedo para Dan.

–Eu to esperando o Pietro. – Disse brincando, então Du apontou para Pietro.

–Eu to esperando o Leo. – E por fim eu ele apontou pra mim.

–Eu to esperando a sua mãe, achei que aqui era o ponto dela ou ela vem mais tarde hoje? – E todos explodiram em gargalhadas, inclusive Du que baixou a cabeça e começou a rir ainda apontando pra mim.

–Agora sério, precisamos reunir a galera para passar o próximo esquema, conversamos bastante e chegamos a lugar nenhum. Não podemos arriscar um ataque direto, seria idiotice, sabemos que eles tem o número maior que o nosso e tem semideuses poderosos lá. Sabemos também, que do lado renegado estão ‘’ Os três grandes menores.’’ – Quando ele disse o nome, eu fiquei olhando com cara de paisagem sem entender o sentido daquele trio. –É, eu sei, um nome muito estranho. São 3 filhos de deuses menores que são considerados os mais fortes do século XXI. – Ele jogou no meu colo uma pasta com alguns documentos, eu os abri e comecei a lê-los.
Na parte da frente do envelope estava escrito: ‘’ Os três grandes menores, informações dos membros.’’
A primeira folha tinha uma foto, de uma garota de cabelo curto e ruivo, seus olhos estavam amarelos, ela é muito branca e em seu rosto há muitas sardas, ela tem um visual Hipster e bonito, embaixo da imagem estava escrito:

Nome: Layla Stingx,

Características: nascida em 17/08/1993, 1,70cm, ruiva e visual hipster.

Parentesco Divino: Devota de Héstia, a deusa do lar e dos laços familiares, simbolizada pelo fogo doméstico da fogueira, apesar de toda essa baboseira de laços familiares e fogo doméstico, essa garota reverteu tudo e aprendeu a domar o fogo de um tipo de arma com proporções incrivelmente mortais.

Sua arma: Aegla (brilho intenso), uma espada média, 90cm e com propriedades magicas desconhecidas.

Nível de dificuldade: Subconselheiro, buscar reforços caso a veja, não poupar forças no combate.

Passei a folha para Helon e comecei a ler a próxima:

Nome: Hellyster Snowduck,

Características: Nascido em 12/02/1993, 1,76cm, cabelos negros tingidos e longos, visual gótico. O garoto é extremamente temperamental e sofre de bipolaridade.

Parentesco Divino: Filho de Quione, deusa da neve. Filha de Bóreas e Oreitia.

Sua arma: Katana-Kin, uma katana dada por sua mãe, a espada está ligada diretamente a quem empunha a mesma, sendo que só o filho de Quione que a invocou pode empunha-la. Feita de gelo polido e afiado, a parte cega da lâmina tem diversos dentes de gelo, é indestrutível. Propriedades magicas, faz o alvo perder todo o calor assim que recebe um corte, com o poder certo, você pode se tornar uma estátua de gelo permanentemente.

Nível de dificuldade: Conselheiro, não medir esforços para derrota-lo ou até mesmo mata-lo.

Em baixo das informações vinha uma foto do guerreiro, magro e pálido pra valer, não branco como qualquer outra pessoa, mas pálido como o gelo, longos cabelos negros caiam sobre seus ombros, olhos totalmente tomados por um tom azul-gélido, vestia um terno caro preto e usava batom preto.

Passei o seguinte papel e Helon o pegou, agora me deparei com um que estava escrito bem grande ‘’ NÃO HESITAR EM MATAR.’’ Em vermelho:

Nome: Arthur ‘’ Panic’’ Oliver,

Características: nascido em 25/07/1992, 1,89cm, cabelo erguido em um topete roxo, visual punk e maníaco. Líder do trio.

Parentesco Divino: Filho de Deimos, o deus do pânico, um dos três filhos de Ares com Afrodite. Deimos junto de seu irmão, Phobos (O medo) e seu pai Ares, desestabilizava os exércitos fazendo-os fugir em desespero.

Sua arma: Drakon, a lâmina com desenhada de forma que parece um dragão negro (O patrono de seu pai) no cabo, abrindo a boca e saindo uma lâmina de 80cm roxa. Propriedades magicas desconhecidas.

Nível de dificuldade: Não temos tal informação, todos que o enfrentaram não retornaram com vida, inclusive Clarisse La Rue (Ex-conselheira de Ares, morta em 30/04/2015) e Connor Stoll (Ex-conselheiro de Hermes (junto de seu irmão desaparecido), morto em 21/01/2013). De maneira alguma enfrentar sozinho.

A imagem do filho de Deimos vinha em baixo do texto, um garoto forte e muito branco também, visual punk e cabelo erguido em um topete roxo-rebelde. Tinha diversas tatuagens tribais subindo de seu pescoço e seus olhos estavam totalmente roxos.

Aquilo era de certo modo amedrontador, eu sabia que Clarisse e um dos irmãos Stoll haviam morrido em combate, mas não sabia que o filho de Deimos havia matado os mesmos. Era realmente incrível como semideuses maus eram poderosos. Porém temos grandes forças, nossos conselheiros são heróis a nível. Essa situação me lembra uma coisa que Quíron me disse uma vez, ‘’ Todos os heróis são semideuses, porém nem todos os semideuses são heróis.’’

–Eles são perigosos então. – Eu disse meio irônico. Dan assentiu, Pietro remexeu uma pedra com o pé e disse.

–Não precisa se preocupar Leo, vamos te proteger caso veja algum deles. – Eu achei que era uma brincadeira, mas vi que Pietro estava sério. Então deixei de sorrir e respondi.

–Me proteger? Para de ser idiota, eu valho o mesmo que todos os heróis aqui, meu peso é igual. – Disse na defensiva.

–Na verdade, não. – Começou Dan. –Temos algumas teorias graças a Annabeth e seu cérebro. Por que Stephan foi atrás de você? E por que depois de retornar sem sucesso, que seria te matar, ele perdeu seu irmão e explodiu? Já pensou que eles podem estar atrás de você, por algum motivo? Talvez sua profecia seja preciosa demais ou seu destino importante demais, Leo. – Como eles podiam deduzir tudo aquilo? Eles nem ao menos sabiam a profecia. Nem sobre o ‘’ Herdeiro da Morte’’. Annabeth era um saco, um gênio, porém um saco.

–Não galera, deve ter sido coincidência. Stephan só deve ter vindo atrás de mim por orgulho mesmo. – Menti um pouco mal, eu estava sem jeito. –E Pettrick deve ter matado seu irmão porque Stephan foi humilhado ou coisa do tipo. – Todos me olhavam, aos poucos os demais conselheiros começaram a surgir dos lados, eles estavam na espreita. Dan fez um sinal para Helon se retirar e eu fiquei os encarando com um pouco de receio no olhar.

–Vamos Leo, nos diga a profecia. – Disse Percy em minhas costas, me virei e então tomei ar.

–‘’ A batalha entre iguais irá devastar aquilo que você chama de lar;

Um renegado brilhará;

Entre arbustos no Sul, a seita se formará;

O filho das joias e o rei fantasma irão retornar;

O antigo pilar no Oeste, se reerguerá;

E nos braços da Morte, cairá.’’ –Novamente, cada verso me dava calafrios, os conselheiros ouviram atentamente e Annabeth começou frustrada.

–Droga! A profecia não diz nada sobre você. –

–Ah, apenas o fato de que irei morrer, nada importante. – Disse irritado me dirigindo a ela.

–Aprenda a perceber o duplo sentido das profecias, Leo.’’ Um renegado brilhará’, Stephan realmente brilhou. E se você não morrer? A diversas formas de entender esses versos. Pare de ser cabeça quente. – Annabeth respondeu. Virei meu olhar para Du, pedindo ‘’ me tira daqui’’, mas ele desviou os olhos. –O que mais você esconde Leo? – Ela disse.

–Eles procuram o herdeiro mais velho da Morte. – Eu disse por fim e expliquei sobre meu sonho com Stephan antes do mesmo explodir. Eles assentiram e Annabeth se pôs a pensar. Todos me olhavam atentamente como se eu fosse um objeto a ser protegido.

–Acho que ele já disse tudo pra dizer, certo Lelo? – Disse Du. Assenti e ele continuou. –Ótimo, ele não é diferente dos outros, procuram por ele? Ele sabe se cuidar e tem a mim. – Todos assentiram um pouco relutantes. –Agora chega de trata-lo como um objeto. Dispensados. – Disse Du de uma forma tão dura que era raríssimo de vê-lo falar dessa forma, todos se entreolharam e Giu me ajudou.

–Concordo com o conselheiro de Hades, podemos ir embora e voltar ao objetivo principal dessa guerra, defender o Acampamento. – A voz da garota era uma melodia para o meu ouvido, me fazia querer lançar-se nela, mas resisti o impulso, ela estava usando o charme. Mesmo assim, todos concordaram e foram embora, agradeci com a cabeça à ela e ela se virou.

Já deviam ser 19hrs, estava escuro e tochas iluminavam os locais, foi quando algo que todos esperavam mais cedo ou mais tarde aconteceu, o ataque inimigo. A equipe de sentinela soou a trombeta e todos se armaram, em menos de 10 minutos as linhas de ataques e os arqueiros se posicionaram. A noite era meu terreno, eu estava incrivelmente mais forte e esvaziei minha mente, era a segunda batalha e aquela era a última, eu estava ao lado de Nick e Du, a garota-pássaro estava ao lado de Nick e Helon ao lado de Du. Ju já estava no campo de batalha nas minhas costas, Jhon ao lado da mesma, Anna estava na frente de todos ao lado de Marylin e Percy. Foi ai que começou, cerca de 300 ou mais guerreiros renegados começaram a atravessar o pinheiro de Thalia e descerem gritando, pude ver armas magicas por lá, aquele grupo era mais forte que o anterior. Quando se aproximaram o bastante os arqueiros começaram a saraivada de flechas: Explosivas, impacto, flash’s, fumaça e outras coisas. Muitos foram sendo derrubados até que uma bola de fogo saiu da multidão e acertou uma de nossas torres, fazendo a mesma explodir. ‘’ SAIAM DAS TORRES’’, gritou Thalia e os arqueiros desceram a tempo de sofrerem com a explosão da segunda bola de fogo, Frances estava bem, graças aos deuses.

–ATACAR! – Gritou Simon e partimos, eu corri rápido o suficiente para ficar atrás de Pietro e ao lado de Du e Percy. Pietro estava usando duas adagas, assim que colidiu com o primeiro guerreiro, deu um salto mortal e o golpeou pelas costas, ele parecia desviar de todas as lâminas com extrema facilidade e golpeava como uma metralhado todos ao seu redor, Du ergueu Ultimum e cortando 5 renegados em menos de um segundo foi erguendo sombras para ajudar na luta. Percy era um monstro, decepava, cortava, quebrada escudos e armaduras como se fossem de brinquedo, algumas lâminas tocavam sua pele mas eram repelidas graças a benção de Aquiles. Quando me choquei com um renegado, meu escudo o jogou para cima e cortei no peito um que estava a sua direita, Nick derrubou um a minha esquerda e com a foice arrancou o braço de outro, erámos incríveis. Ju e Jhon tinham uma ótima sincronização, rodavam e saltavam matando muitos ao seu redor, porém eu só via a parte boa da batalha. Quando olhei para os demais semideuses, vi muitos serem mortos pelos renegados, então tentei tirar isso da cabeça e matar o máximo de renegados o possível, eu rodava meu escudo, erguia sombras, desviava como um relâmpago, a noite aumentava meus sentidos de uma forma absurda. Foi então que quando um renegado com uma lança de fogo investiu contra mim, a desviei porém outro vinha com uma espada dourada em direção de minha costela esquerda. ‘’ Jogue seu corpo para a direita.’’ Era Du através do elo. Joguei meu corpo a tempo de uma onda de sombra rasgar o ar e destruir a espada do renegado, tive tempo de quebrar a lança do inimigo da frente com o escudo e Du chegar como um raio cortando o peito do inimigo da esquerda. Nick apareceu em um salto mortal lançando rajadas negras com sua foice ao nosso redor e então ficamos os três de costa um para o outro, havia sangue em meu rosto e na armadura, recebi um corte no braço que só vi agora, mas tirando isso, eu estava ótimo.

–E então maninhos, agora? – Perguntou Nick entusiasmado. Du olhou com o canto do olho e disse.

–Ainda não, deixe juntar mais ao nosso redor. – Eu sabia o que eles queriam dizer, quando um grupo de renegados ficou ao nosso redor, fincamos nossas armas no chão e erguemos sombras como paredes derrubando um enorme número de renegados, eu estava cansando. Nick saltou para o meio da batalha e então outra bola de fogo explosiva saiu de um ponto no alto, ela foi em direção de Nick que mergulhou nas trevas assim que explodiu, saiu na sombra a sua esquerda e uma figura flamejante ruiva investiu contra Nick do ar. Era a garota Layla, membro do trio que eu havia lido mais cedo. Não resisti ao impulso de ir ajudar Nick, mas a mão de Du me segurou.

–Essa é a luta dele, deixe. – Disse seriamente, eu concordei. –Aliás, os outros dois devem estar por aqui. Fique de olhos abertos. – Quando ele disse isso, começou a tudo ficar frio, graças a minha armadura, eu me esquentava aos poucos. Era o filho de Quione chegando. Do nada uma avalanche explodiu a uns 100 metros a nossa direita, fazendo um bom estrago, então o exército renegado recuou e ficou parado no começo da colina, me virei para procurar nosso exército e uma visão chocante invadiu meu campo de visão, procurei os nossos heróis e só vi: Julia, Jhon, Pietro, Anna, Cassandra, Annabeth, Percy, Du, Nick deitado no chão, Helon, Corujinha, Dan, Marylin, Frances, Thalia, Giuliana, Alex, Erick, Simon e mais 10 semideuses. O que havia acontecido com nosso exército? AONDE ESTAVAM TODOS? O desespero começou a invadir minha mente, assim como todos os outros que estavam chocados.

–REUNIR!!!! –Gritou Percy com grande pesar, então reunimos nosso exército que se resumia a 30 meio-sangues e caçadoras. Frances chorava por suas companheiras mortas, estávamos reunidos em uma parte do campo de batalha que não tinham corpos. A nossa frente, ainda haviam 150 renegados no mínimo. Então o exército inteiro renegado havia descido a colina, cerca de 400 meio-sangues no total. Como aquilo era possível? Em cinco anos, mais de mil semideuses se juntaram a causa deles? Não podia ser possível. Do meio do grande exército, surgiu um homem, em uma armadura azul-celestial. Do seu lado, estavam três semideuses na esquerda e três a direita, a sua esquerda reconheci ‘’ Os três grandes menores.’’ E na sua direita, reconheci os três rostos em um sobressalto. Catherine Fachini e os irmãos Kinnigan’s. A lua iluminava eles e senti o olhar de todos ao meu redor fraquejarem. Pettrick, o guerreiro de armadura azul-celestial levantou suas adagas e Catherine ergueu o estandarte dos renegados.

–Se levantem heróis! Qual é, não me deram nem chance de usar meu poder contra vocês!! – Gritava o filho de Zeus para nos provocar, então Percy se levantou e retrucou.

–Você é pior do que lixo, William. Traiu a todos, destruiu o lugar que cresceu, matou heróis, irmãos, primos. – Percy estava irritado, mas não podíamos deixar nada sair do controle ou todos morreríamos. Pensei na possibilidade de eu, Du e Nick agarrarmos todos os 30 heróis e viajarmos nas sombras, mas era impossível, morreríamos antes de chegar em qualquer lugar. Pettrick gargalhou e então propôs um desafio.

–Vamos deixar isso mais divertido, como podem ver, vocês não podem nos derrotar. Então faremos o seguinte, somos em sete, vocês vão escolher um guerreiro para enfrentar um nosso, até a morte. – Ele sorriu. Ele estava jogando com nossas vidas. Como um leão se divertindo com sua presa antes de devora-la. –Então, o primeiro combate será contra Catherine. Escolham seu herói! – Todos me olharam, eu queria poder enfrenta-la, mas sabia que não ia conseguir matá-la, eu teria pena, os sentimentos poderiam atrapalhar, apesar de eu sentir raiva agora. Nós nos viramos e discutimos rapidamente quem seria o primeiro herói a lutar, Anna então foi a escolhida para lutar contra a filha de Afrodite renegada. Todos a olharam confiantes e ela só fez um último pedido antes de entrar na batalha.

–Vocês tem um cigarro? – Eu tentei rir, mas era impossível. Du lhe deu um cigarro. Ela acendeu e então fez um gesto com a cabeça indo para o campo. Anna vestia sua armadura de combate, feita de vinhas de ferro leve e com algumas placas para não reduzir sua velocidade, usava duas adagas em forma de pequenas foices curvadas, então a renegada foi na frente e reconheci sua armadura, ela havia matado o dragão Peleu. Usava duas espadas médias finas.

–--------------------------------A partir de agora, Anna Englert irá narrar.--------------------------------------

Terminei meu cigarro e o joguei no chão, a bela garota em minha frente começou a tagarelar algo, tentando me provocar ou me fazer cair em seu charme. Eu simplesmente corri, como não corria a muito tempo, cobri 50 metros em questão de segundos e a garota surpresa foi surpreendida com um soco na parte esquerda do rosto, que a fez voar alguns metros. Parei olhando com desprezo e disse. – É só isso, Pettrick? Coloque alguma coisa que lute melhor que ela. – Meu ponto era irritar, Pettrick começou a gritar com Catherine que se levantou enfurecida e me atacou, o que mudou dessa vez era que sua velocidade era maior e tinha mais força. O tranco de suas duas espadas vindo em um corte da direita para a esquerda na horizontal, foi pesado quando defendi com minhas duas adagas, com um salto rodei para sua lateral e minha expressão de desprezo mudou para surpresa e desejo de lutar quando ela girou mais rapidamente e fez um corte a baixo de meus seios, que me fez rodar no ar e atingir o chão com força.

–É SÓ ISSO CONSELHEIRA? ESTAVA FALANDO TANTO A UNS SEGUNDOS ATRÁS. – A garota gritava, estava louca de raiva, mas continuava linda. O corte pegou de raspão, mas mesmo assim sangrava, me levantei e ordenei que vinhas saíssem de todo o campo de batalha para envolve-la enquanto eu tomava meu cantil de vinho. Enquanto as vinhas tentavam agarra-la e ela ia cortando-as com extrema facilidade e voracidade, o vinho ia regenerando minha ferida e minhas forças. Quando ela investiu contra mim, atacou com suas lâminas rapidamente de todas as direções, fui me defendendo com um pouco de dificuldade e recuando, até que seu cabelo cresceu o suficiente para envolver meus pés e me derrubar em uma rasteira, cai de costas enquanto ela subia no ar e caia com as espadas em direção do meu estomago. Fiz um casco de vinhas a tempo de ela perfurar o mesmo e suas laminas chegarem a menos de 5 cm do meu estomago, abri um espaço para eu sair do casco e a vi tentando soltar suas duas lâminas, rapidamente ordenei as vinhas a envolverem as espadas e prender o corpo da mesma ali, ela soltou as espadas e com um salto mortal pousou no chão com graça.

–Então garotinha, agora que está sem armas, pretende lutar contra alguém do meu nível como? – Ela deu risada então suas unhas começaram a se alongar, com 25 cm de tamanho e pontas afiadíssimas. Seu cabelo se alongou até o chão e as pontas se juntaram em um vários grupos de tufos de cabelos que pareciam adagas. Eu achava que só Giuliana tinha controle de tal habilidade, mas aparentemente a vontade de lutar de Catherine havia desenvolvido tais poderes. Eu sorri para mim mesma e disse para a garota. –É doçura, havia esquecido que Afrodite também tem poder de alguns felinos. Porém, meu papai não é o deus de um gatinho, meu patrono é o Leopardo. – Quando encerrei a frase, comecei minha transfiguração, um poder o qual meu pai havia ensinado a mim, apenas. Deixei minhas adagas caírem no chão e senti meus ossos estralando, alguns segundo depois, eu havia me tornado um hibrido entre humano e leopardo, minha coluna estava curvada, eu tinha patas e garras, meu rosto tinha um pouco de pelo amarelado e manchas pretas passavam pelo resto do mesmo. Eu só não tinha um rabo. Que droga, eu queria o rabo. Então corri em uma velocidade que quase comparava-se a de Pietro e colidi com o peito da renegada, ela gemeu de dor e tentou me arranhar, cortou levemente meu olho e com um rugido a mordi na coxa. Ela gritou de dor e gritou mesmo, um grito de ondas sônicas que me fez voar alguns metros, mas caí de pé. Sua coxa sangrava, ela estava desesperada e então senti algo, talvez pena e fui me aproximando da pobre garotinha ferida. Ela chorava e clamava por ajuda, eu não podia matá-la. Quando percebi, eu já não era mais o hibrido e voltará a ser humana, ajudei a mesma a levantar e ouvi gritos da Giu atrás de mim, ela gritava ‘’ NÃO A BEIJE’’ desesperadamente, porém o que ela queria dizer? Não havia problema nenhum, a garota era linda. Quando Catherine se levantou, ela me beijou profundamente e algo estranho começou a acontecer, senti minha vida sendo drenada aos poucos, abri os olhos e vi o ferimento de Catherine se fechando, mas e daí? Estava ótimo.... NÃO! Acordei do transe um pouco tarde demais, era a habilidade da conselheira de Afrodite ‘’ Beijo da Succubus’’, Succubus é um monstro que se alimenta do energia vital do seu alvo, através do beijo. O monstro foi criado por Afrodite em um desentendimento com uma mortal arrogante. Porém as filhas de Afrodite tinham o mesmo poder. Eu estava morrendo. Não tinha forças pra fazer nada, já era...

Uma ideia!! Reuni todas minhas forças em uma vinha que atravessou o chão da direita e penetrou a armadura e rachou as costela de Catherine, atravessando seu coração e saindo pela outra costela, o beijo parou e eu caí no chão. Estava muito fraca, quase havia morrido. Olhei para cima e vi a filha de Afrodite, empalada pela minha vinha soltando um último suspiro e engasgando com o sangue. Assim que as gotas de sangue tocaram o chão, dela foi surgindo uma bela rosa-vermelha, mas que rapidamente foi apodrecendo. Pettrick urrou de raiva, não pela morte da garota, mas sim por mais uma derrota. Pelo menos, nós havíamos ganhado. Dei mais alguns goles em meu cantil de vinho e me levantei com dificuldade, fui andando até meu grupo que estava o mais próximo de ‘’ feliz’’ que era possível sentir no momento, mas antes de chegar até eles, me virei para Pettrick e gritei.

–ESSE É O PODER DE UM CONSELHEIRO PETTRICK!!! Não nos subestime, a batalha só acaba quando todos nós estivermos estirados sem-vida. – Vi a fúria surgindo no rosto do filho de Zeus e tornei a andar.