Sobrenatural 2 - Escuridão

2 Capitulo 1 - VOCÊ TEM O MUNDO


Assim que abri a porta encontrei com Alexandre me esperando.

— Onde você estava?

— Fui atras do Isaac. — Ele revirou os olhos.

— Eu ja devia imaginar que isso aconteceria.

— É claro que aconteceria. Nós estamos namorando.

— Esta mesmo decidida a fazer isso?

— Eu posso estar com muitas duvidas. Mas a unica coisa que não duvido é que nos amamos.

— Isso eu tambem não duvido. — Ele murmurou depois apontou para a cozinha. — Eu fiz cafe podemos conversar?

— Eu não sei se é a hora para conversarmos.

— Alguma hora tem que acontecer. Melhor agora do que depois.

Encarei Alexandre pela primeira vez observando como ele era. Tinha os cabelos loiros encaracolados e os olhos azuis bem claros. E pela primeira vez eu notei que eramos semelhantes.

— Acho que é melhor agora. — Segui para a cozinha com ele na minha cola.

Me sentei e servi cafe enquanto ele ocupava o lugar a minha frente.

— Começar pelo começo?

— Seria bom.

— Kate e eu nos conhecemos na escola. Nos apaixonamos... Quer dizer eu achei que gostava dela e ela fingiu gostar de mim. Nossas familias se conheciam por que ambas eram caçadores e queriam que nós ficassemos juntos. Eu fiquei sabendo da sua existencia anos depois, mas nunca imaginei que eu era o pai ja que ela nunca tocou no assunto antes de ir embora ou nas vezes que nos encontramos. E eu fui burro ao bastante para nunca fazer as contas e na verdade eu não queria criar esperanças. Sinto muito. Se eu tivesse ao menos tentado você teria crescido em um lugar diferente.

— Olha a Caçada não é tão ruim assim. É rigido. Mas eu não posso dizer que odeio. Na verdade eu gostava de viver lá e do meu status de caçadora.

— Sempre falavam que você era uma das melhores. — Assenti e ele suspirou.

— Quando você descobriu?

— Quando você chegou aqui. Eu comecei a desconfiar da semelhança e perguntei para Jesse a sua idade e sua data de aniversario. Ele ficou desconfiado da minha curiosidade. Mas eu menti que você tinha um genio forte estava mais curioso no seu signo. Perguntei o dele para disfarçar. — Alexandre deu de ombros. — Pela sua idade 19 anos. E sua data de aniversario 31 de outubro eu vi que você era minha filha. Fiz a contas e bateu certinho com uma epoca em que Kate e eu estavamos caçando sozinhos não tinha jeito de você ser de outra pessoa.

— E por que não me contou?

— Por que você não parava em casa. Sempre saindo escondido. E so tinha um objetivo.

— Vamos dizer que eu sou teimosa quando coloco uma coisa na cabeça. — Ele riu.

— Sou de escorpião tambem. 1 de novembro.

— Um dia depois de mim. — Alexandre assentiu.

— Queria ter contado para você em uma situação melhor, mas não poderia esperar quando a vi sendo levada a julgamento.

— O que ele quis dizer sobre casamento com uma lobisomem?

— Eu conheci uma mulher muito linda e legal. Ela desconhecia esse mundo e eu estava disposto a abandona-lo por ela. Mas em uma noite vindo do trabalho sozinha um lobisomem a atacou. Quando ela chegou ferida eu reconheci na hora. Tive explicar a situação para ela e ajuda-la a controlar a maldição. Mas o caçadores vieram a cidade resolver um caso e notaram que ela o que ela era e a mataram. Eles não me levaram a julgamento por que não fazia parte da Caçada e eu tinha muito influencia. Mas se eu fizesse algo parecido de novo eles me matariam.

— Sinto muito. — Falei.

— Ja passou. Faz muito tempo. — Ele deu uma risadinha sem graça. — Acho que não tive muita sorte no amor.

— Quem sabe se tentar mais uma vez?

— Vamos mudar de assunto. Pode me dizer mais sobre você.

— Não tem muito sobre mim, Alexandre. Como você ja sabe fui criada na Caçada. Sei atirar muito bem. Apesar de praticar artes mistas facilmente eu prefiro lutar muay thay. E... Não tenho muitos talentos refinados devo dizer. Sou mais bruta mesmo.

— Ja pensou em aprender a tocar algum instrumento ou fazer faculdade?

— Nunca parei para pensar. Nunca quis nada na vida alem da Caçada. Minha meta era fazer parte da Corte.

— E agora?

— Descobri que aquilo é bobagem. Agora? Não tenho ideia do que fazer.

— Você poderia se matricular na faculdade. Ja terminou o ensino medio?

— Ja. — Respondi.

— E que o gostaria de fazer?

— Sinceramente? Eu não sei!

— Não consegue pensar em nada?

— Se eu pensar eu tentaria algo como ser policial. Tenho treinamento bem em atirar e incapacitar. Folego para correr.

— Você gostaria disso? Trabalhar no exercito?

— Não sei. — Murmurei. — Eu vou subir para tomar um banho. O Isaac vai vir me buscar a noite. Vamos ter um encontro. — Levantei e ele assentiu.

Subi as escadas correndo e fui tomar banho. Vesti um short preta, regata roxa, camisa xadrez de roxo e preto e calcei meu tenis novo all star preto. Fiz um coque nos cabelos e me joguei na cama.

Abri meu caderno que Isaac tinha achado na casa de Albert e tinha me entregado hoje antes de eu voltar. Escrevi tudo o que aconteceu nesses dias longe.

So parei de escrever quando o meu celular tocou. Olhei no visor era uma mensagem de Isaac.

"Estou te esperando!" Sorri antes de fechar o caderno e a caneta.

Desci as escadas correndo e peguei minha bolsa mochila pendurada do lado da porta. Sai para o jardim e caminhei ate os portões. Abri e passei. Isaac estava esperando encostado em sua moto com os braços apoiados.

Sorri caminhando ate ele e o beijando.

— Tenis?

— Comprei algumas roupas novas depois que sai da sua casa. Acho que posso deixar meu guarda roupa mais colorido.

— Isso é otimo. Era muito macabro ve-la so de preto. — Revirei os olhos depois acertei um tapa no seu braço quando ele riu.

Ele subiu na moto e me entregou o capacete. O coloquei depois subi na moto e abracei sua cintura. Ele dirigiu pela cidade ate um restaurante de comida vegetariana.

— Esta mesmo disposto a isso?

— Posso fazer esse sacrificio um dia. — Sorri antes de beija-lo.

Eu me sentia plena e completa com ele. Não tinha nada melhor no mundo do que beijar ele. Na verdade tinha. Sentir seu membro dentro de mim.

Entramos no restaurante e ele mantinha um braço em minha cintura, seus dedos enganchando no passador de cinto do meu short.

Procuramos um lugar para sentar e nos sentamos. Uma garçonete veio fazer o pedido. Eu escolhi a comida e Isaac ficou olhando o menu sem saber o que pedir. Escolhi algo que ele fosse gostar mais e falei para a garçonete que anotou e se afastou.

— Você vai gostar. — Falei.

— Você esta aqui. Nada mais interessa. — Sorri antes de me inclinar e beija-lo. — Falou com o seu pai?

Contei tudo a ele e Isaac ficou com os olhos arregalados.

— Ele tem um ponto. O que você vai querer fazer agora? Vai querer mesmo seguir para o exercito.

— É uma coisa que eu gosto de fazer iria dar certo. Mas tem o lado ruim.

— Você não gosta de seguir regras.

— Essa é a numero 1. A numero 2 é: estou acostumada a trabalhar em dupla. Jesse e eu sabiamos os comandos e demorou anos para chegarmos onde chegamos. Não quero ter que começar tudo de novo.

— Pode fazer faculdade. — Ele deu de ombros. — Me inscrevi para o proximo semestre para fazer artes. Por que não tenta tambem?

— Artes?

— É. Ou qualquer outra coisa. Você tem o mundo.

— Obrigada Isaac. Pelo apoio que você esta dando.

— Namorado é para isso.

— Não somos namorados.

— Não?

— Não. Você não fez o pedido. — Ele sorriu e se inclinou no meu ouvido.

Pensei que ele faria o pedido, mas tudo o que ele disse foi.

— Em outro momento eu o farei. — Ele se afastou sorrindo e eu revirei os olhos. — Sobre faculdade seria bom. Eu aprendi a tocar violão. Devia tentar algo alem de bater ou atirar em alguem. — Entortei a boca e ele ergueu as mãos. — Mas se é isso que você gosta eu vou apoia-la.

— Achei que você ficaria jogando lacrosse.

— Como você sabe do lacrosse?

— Alisson uma vez comentou que em Beacon Hills os meninos jogavam lacrosse. E eu vi o taco no seu quarto.

— É vocês estão acostumados com basquete, futebol, futebol americano.

— Na verdade eu estou acostumada com hoquei.

— Ah claro. Alasca.

— Isso. Alasca. — Repeti e ele riu. — Tentei jogar uma vez. Mas não deu muito certo. Não tinha nenhuma menina que queria jogar e tentar jogar contra um bando de bruta montes não é uma boa ideia.

— Eu imagino. Levou um empurrão?

— Eu acertei o taco na cabeça dele. — Falei e Isaac gargalhou.

— Digo e repito tenho medo de você.

— Ande na linha que não precisa ter medo. — Ele sorriu antes de se inclinar e me beijar.