Sobrei da História dos Meus Pais?
2 Derrepente,a surpresa!
Notas iniciais
OS DO CAMP ROCK E OS TOKIO HOTEL APARECERAM MAIS TARDE!
A tarde do dia anterior do meu internamento tinha estado de um calor convidativo.Tomar banho no rio tornou-se irresistivel.Mesmo irresistivel,apesar de me sentir estranha.Há já alguns dias que,sobretudo ao fim da tarde,ficava muito quente.Andaria com febre? Ainda estavive para me queixar,mas,com tudo o que se estava a passar na casa onde vivia,perdi a vontade.Volta e meia,tambem apareciam uns suores esquisitos.Ja sem falar o cansaço.Uma falta de forças colada a pele como o suor,incomoda e desmancha-prazeres.Mas aqueça tarde de calor sobrepos-se a isso tudo.O banho no rio tambem.
Desafiei a malta do costume.Falei com duas amigas,fui ter com o Joao.Eles passaram a palavra,e o desejo de ir até á frescura do rio multiplicou-se
Perto das 4h da tarde,juntamo-nos no largo da igreja que,para alem de ser o coraçao da aldeia,onde confluiam quase todas as ruas,era tambem o nosso local habitual de reuniao.Gostavamos de nos sentar naqueles bancos e no jardim tosco que umas arvores fronsosas de copa protectora tornavam abrigado.Como eram bonitas aquelas arvores!E indiscretas tambem...É que havia quem,com a ajuda de um canivete,escrevesse la nomes,desenhasse coraçoes e...De repente,a surpresa!Tinha acabado de ler o meu nome e,ao lado,o sinal mais e a letra J. Mariana + J,dentro de um desenho que nao era,de maneira nenhuma,o de um coraçao.A letra J,Quem seria o J?Nunca reparar naquilo e,habitualmente,costumava sentar-me perto do tronco daquela arvore.Talvez nao tivesse nada a ver comigo...Talvez fosse um segredo antigo.Aproximei-me mais.Nao,nao pareceia ter sido feito ha muito tempo.Bem pelo contrario,pelo tom esverdeado dava a impressao de ter sido desenhado recentemente.Estaria alguem a meter-se comigo?Ou seria so a coincidencia do nome?Tinha de descobrir.
Mas,naquela ocasiao,nao havia tempo.Ja tinham chegado todos.Iamos partir.
O rio ficava mais ou menos a três kilometros dali.Nao sei se era lindo para toda a gente.Talvez.Para nos,para mim,era.Um bom companheiro,fresco e travesso,que nao perdia a ocasiao de me supreender agradavelmente.
Saimos do largo,atravessmos ainda parte da aldeia,e depois de uma passagem de nivel sem guarda,que desde muito cedo nos habituamos a temer,entramos numa estrada paralela a linhda do comboio.
Por varias vezes me perguntavam:
-Mariana,o que se passa?
-Porque vais tao atras?
-Tens algum pneu furado?
-Enrodilhou-se alguma coisa na roda?
Respondia:
-Esta tudo bem!Tudo bem!
Mas nao era assim.Nas rodas enrodilhara-se o cansaço,uma falta de forças cada vez maior,que tornava a bicicleta pesada,tao pesada!...
Aquela estrada ladeada de comboios com silvas-que faziam a nossa delicia no tempo de andar as amoras-,nunca me pareceu tao grande!
Quando chegamos ao cruzamento,perto de um apeadeiro onde parava o comboio,cortamos á esquerda para outro caminho.
O cheiro!
O cheiro,de que tanto gostava,apareceu logo.
Era uma mistura de aromas que vinha de varias especies de arvores.Arvores enormes,vestidas de belas folhas,que desenhavam contra o ceu rendilhados imprevisiveis e nos davam sombra naquela tarde quente e doce.Havia,ate,uma pequena aragem que reforçava aquele cheiro.
La no fundo,atravessamos uma ponte de ferro muito antiga.Por baixo,irrequieto,o rio chamava-nos,piscava o seu olho de reflexos esverdeados e prometia momentos divertidos.
Foi só o tempo de descalçar as sapatilhas,e ja me preparava para entrar na agua,quando vi que tinha a chave da casa onde vivia,enfiada na correia do relogio.Precisava de a ir deixar no saco onde tinha trazido o lanche.Assim fiz.Só que,ao abri-lo,encontrei um pequeno papel com um desenho muito semelhante,mesmo,ao da arvore do largo da igreja (Mariana+J).E ainda por cima,tinha umas palavras tao...Li-as varias vezes.Ja estavam todos na agua,e,por isso,nao deram pelo meu espanto.Ainda bem!
Nao paravam de me chamar:
-Mariana,anda dai!
-Hoje estas mesmo mole!
-A agua esta op....optima!
Nao podia demorar mais.
Entrei no rio.Um arrepio ligeiro,Depois veio o prazer.Nadar,adorava nadar.Aquela agua fresca a amiga envolvia-me.
Mas o que eu temia acabou por acontecer.A fadiga que se enrolara em mim,quando vinha de bicicleta,decidiu fazer-me ainda mais companhia enquanto nadava.Uma falta de forças...
Nao parava de pensar naquelas palavras.Ai que cansaço!
Na arvore estava o meu nome e um J.
O cansaço aumentava...O pequeno desenho era quase igual ao da arvore...E aquelas palavras...
O cansaço tomava quase completamente conta das pernas.Com extrema dificuldade consegui chegar a uma das margens do rio.Mariana mais um J??J??
Desmaiei.
No inico,ninguem se aparcebeu.Ate que a Catarina me achou quieta demais.Abeirou-se de mim e... um susto!Deu o alerta geral!
Tentaram reanimar-me.Mas apesar de todos os seus esforços,eu permanecia desmaiada.Entao,a Catarina,o Joao e outros colegas foram para a estrada e ,depois de varias tentativas,conseguiram fazer parar um carro.
Foi assim que dei enrada na uregencia do hospital,vestida de fato de banho e com a saca onde tinha o desenho perto de mim.
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