Sobre sentir aquilo que não deveria ser sentido

3 Capítulo Três: Fingir que não sente nada.


Notas iniciais
Olá, confesso que não é minha melhor história, mas sempre bom poder conversar sobre amor, sobre amar. E a Rose ainda fez o serviço de apresentar Romione para a própria. Ou seja, tudo certo. Hahaha

Nesse momento o sorvete já tinha acabado. Rose olhava atenta para a mãe e tentava anotar mentalmente as fases, porque já reconhecia as duas primeiras.

— Nós antes de tudo éramos amigos. E acredito que acima de tudo continuamos sendo amigos. Então eu achei que poderia fingir que o que eu sentia era invenção da minha cabeça. E apesar de ainda trocar cartas com Krum por ele não sentia nada, nos tornamos amigos e falávamos sobre coisas aleatórias. Algumas vezes eu parecia encontrar sinais.

— Que tipo de sinais?

Hermione se lembrava dos sinais, que depois descobriu que realmente eram sinais. Sorrio.

— Um olhar, uma palavra, um jeito de se aproximar. Na época não sabia como explicar. Eu não queria sentir nada daquilo. Então as vezes quando estava distraída e ele surgia nos lugares meu coração acelerava tanto que não conseguia controlar. — Ela tocou o coração. — E como éramos tão próximos ele sempre surgia.

— Papai não percebia nada?

— Seu pai era um insensível. — Hermione ria da situação. — Uma vez disse a ele que tinha um emocional de uma colher de chá.

Rose começou a rir junto. Depois de um tempo recuperaram o fôlego.

— Não cansou de fingir não sentir nada? — A garota parecia cansada. — Não cansou de sentir?

— Rose, querida, claro que cansei. Era exaustivo, ainda mais quando seu pai resolveu começar a namorar. — Hermione bufou.- A garota se interessou por ele só quando seu pai conseguiu virar goleiro da Grifinória. Era uma interesseira, isso sim.

A garota ruiva olhava boquiaberta, nunca ouvia a mãe dizer coisas do tipo sobre outras mulheres. Mas aparentemente Hermione Granger-Weasley não superava garotas que namoraram Rony Weasley na adolescência.

— Joguei passarinhos nele. Foi um prazer inenarrável. — Lembrando-se do ocorrido Hermione parecia uma adolescente como a filha.

— Nem assim ele percebeu? — Rose estava indignada.

— Garotos… — Hermione disse balançando a cabeça.

— Ele namorou por muito tempo?

— Tempo suficiente para que use isso em brigas. — Hermione piscou. — Se existia alguma dúvida ficou nítido para todos a nossa volta o que eu sentia por Rony. Sua tia, é claro, já sabia. Mas todos perceberam, até seu tio Harry que é completamente alienado a tudo que ocorre ao seu entorno.

— E o que aconteceu? Como viraram Romione? — Rose adorava histórias, mas queria seu desfecho.

— Romione? De onde tirou isso menina? — Hermione ria enquanto repetia a palavra.

— É como fazem, juntam o nome dos dois e transformam em um só. E ai ficam shippando. — Rose explicou.

— Shippando?

— Torcendo pelo casal. — Rose explicou.

— Bom, vocês jovens são engraçados. Enfim, nos tornamos Romione oficialmente no meio da guerra.

— Porque sabe como é, era aquela hora ou nunca. — Rony sentou-se na cama. — As pizzas chegaram. Espero que a conversa esteja terminando.

— Quase… Não comecem sem a gente. — Hermione trocou um leve selinho com o marido. E Rony a beijo na testa antes de sair do quarto.

— Papai também gostava de você, mas e se ele não gostasse? — Rose questionou.

— Ai nós vamos para o quarto passo. Conseguir se amar antes de amar o outro.

Notas finais
Ps: Próximos capítulos são bem curtinhos, aproveitem...