Notas iniciais
Fanfic feita para o amigo secreto do grupo, curtidores da sasuhina!
Gabriely Silva, eu queria fazer uma naruhinasasu, mas os deuses não me abençoaram com tanto, e não consegui!
Espero que goste!

suxingpompom, obrigada por todo trabalho rsrs não sei como conseguiu corrigir tudo rsrs, mas obrigada novament

Ir ao shopping era um saco, a véspera de natal um verdadeiro inferno, sasuke praguejou mentalmente a cada pessoa que esbarrava nele, mas ele tinha que comprar um presente e precisava ser naquele dia, já que o encontro da turma aconteceria na noite.

Quem teve a péssima ideia de fazer um amigo secreto na turma? Pior ainda, convidar pessoas que ele nunca havia visto na vida, ao menos não lembrava de um terço delas, e agora estava em um shopping lotado, a véspera de natal, comprando presente para alguém que ele nunca vira.

Quando encontrou a loja que queria, respirou fundo, por que a árvore de natal havia ficado bem ao lado, e a fila de crianças com seus pais estava ainda maior, metade daquelas crianças queriam correr dali, e a outra metade estava chorando.

Ele não as julgava, queria fazer o mesmo, pediu licença e atravessou a fila, mas como se não bastasse tudo, uma pessoa bateu nele. Ele não foi ao chão, isso era idiota demais, quase idiota demais quando viu a mamãe Noel caída no chão com presentes e cartas espalhados, péssimo dia Sasuke Uchiha.

Sua mãe havia lhe ensinado a ser um cavalheiro, e por isso, apenas por isso, pegou as cartas e presentes, mas não precisou fazer muito, todos os pais, e apenas os pais ajudaram ela, pois Sasuke bem que notou o olhar no rosto de cada mãe ali… Esses homens teriam problemas em casa. Todos os pais ajudaram a mamãe Noel a recolher as carta, e o Uchiha bem viu alguns bilhetes serem colocados no meio, a garota que agora estava de pé tão vermelha quanto sua roupa, que por sinal era totalmente inadequada, para o tempo frio que estava fazendo ali dentro e nem mesmo o aquecedor parecia surtir efeito, dentro daquele imenso shopping.

Não era da sua conta, não era mesmo, mas resolveu intervir, antes que as mães se aproximassem, aquilo parecia um filme amador de péssima qualidade. Deu dois passos longos, e parou ao lado da mamãe Noel, era estranho chamar alguém assim.

Estendeu os presentes e cartas, e esperou que ela pegasse.

Esperou e pareceu ouvir algo, mas eram tantos barulhos ali.

― O quê? ― Ele não queria, mas soou rude, mas do que deveria ― Eu não escutei, sinto muito.

― Obrigada. ― Agora ele pode ouvir, realmente a voz, não era irritante, e se sentiu como um daqueles lobos ao olhar para ela, a garota notou e deu um passo para trás.

― Sinto muito, não foi minha intenção. ― Ele não sabia por que estava se desculpando, mas evitou olhar para qualquer lugar que não fosse o rosto ― Olhos e lua. ― Disse em voz alta.

― Obrigada. ― Ela agradeceu novamente, pegou todas as cartas e presentes, e rumou para o lado do papai Noel, Sasuke odiou o restante daquele dia.

Comprou o presente, sem saber mais o que faria e fora embora, ele odiava mesmo natais, shoppings e multidões.

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Havia perdido, não sabia como perdera o jogo, e precisou trabalhar como mamãe Noel, suspeitou que fora armação de Ino, que não queria passar por tudo aquilo sozinha.

Mas era constrangedor, a roupa que usava, os olhares, não era tão boba, e achava um desrespeito aqueles homens a olharem e olharem para Ino também, estando com suas esposas e filhos, esperava que aquele dia passasse rápido, já era o último. Ainda deveria comprar o presente do seu amigo secreto, como compraria o presente de Ino com ela do lado, o tempo todo, e tão curiosa sobre tudo que ela faria, a amiga com toda certeza já suspeitava.

Estava no meio da tarde, o shopping ficava mais lotado do que nos outros dias, todos sempre deixam para última hora e quis rir disso. Pegou mais uma criança e a colocou no colo do Papai Noel, essa parte ela não odiava, gostava das crianças, às vezes demorava um pouco mais tentando acalmar as que choravam.

― Você tem o dom. ― Ouviu a voz da amiga ao lado. ― Sério eu quero a mágica para calar todos eles, e explodir os outros. ― Olhou para onde a amiga apontava, primeiro as crianças, e depois os pais.

― Ino! ― A repreendeu, ela não ligava para o choro das crianças, aquilo era mais para os pais do que para elas, a maioria não gostava e ela fora uma criança assustada com tudo, a única foto que tinha com o bom velhinho, ela estava dormindo, mas na verdade havia desmaiado com todo estresse do momento, fora um susto para todos, e nunca mais a haviam levado ao shopping nos natais.

― Está quase na hora, vamos. ― Tirou a criança que havia colocado, a entregando aos pais, e saiu junto a Ino, as outras Mamães Noel tomariam conta.

Estava na hora das crianças que ela visitava no orfanato chegarem, os presentes que havia comprado iriam ser entregues em breve, e aquilo a aquecia, tudo estava indo bem para ela que sempre fora atrapalhada, até alguém surgir do nada. Ino estava longe mesmo com seus passos maiores e rápidos, teve que aceitar a ajuda que não queria, e ficou com receio do homem que a ajudou. Achou que ele iria matá-la por ter o tocado. Mesmo assim agradeceu a ajuda de todos e voltou para o lado do Papai Noel, com seus presentes, cartas, e a certeza que nunca mais queria ver aqueles olhos.

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Ele mataria Naruto a qualquer momento, assim que o loiro aparecesse, já estava no local combinado a meia hora, e apenas uma garota de cabelo rosa o enchia o saco.

― Sasuke, lembra de mim não lembra? ― Ele tentou por meia hora ignorar os olhares, lembrava muito bem da rosada e da sua insistência quase doentia.

― Infelizmente. ― Disse e saiu de perto, mas não funcionou, o que mais faltava agora? A Mamãe Noel que o achou um tarado aparecer? Ele nem queria pensar nisso.

Por que mesmo havia aceitado participar daquela confraternização? A resposta era alta e loira, Naruto o encheu o saco por todo semestre, ameaçou até mesmo o seguir durante as férias de verão, e Sasuke sabia que o loiro faria isso, mesmo que corresse o risco de apanhar de Kushina quando aparecesse em casa, a mãe do loiro poderia ser assustadora, e era a única que controlava aquele garoto hiperativo.

Lembrou dos tempos do ensino fundamental, foi quando se separaram, estudavam juntos desde que se entendia por gente, mas por causa de uns problemas na família Uchiha, precisou se mudar, depois de alguns anos acabou voltando a cidade e indo estudar na mesma escola, na mesma sala, estava no último ano, finalmente tudo aquilo terminaria e ele daria o passo que realmente queria, iria para faculdade e faria o curso que tanto desejava, tinha o apoio dos pais e era grato, apesar do constante mal humor, por tudo.

Estava tão focado em permanecer com as melhores notas, e fazer o máximo de atividades extras possíveis, que mal lembrava daquele ano, os pontos extras eram importantes, ele queria provar a si mesmo que conseguiria entrar na mesma faculdade que o irmão, uma das melhores do país, e conseguiu é claro, com a maior porcentagem de bolsa possível, não que precisasse, mas a universidade presenteava os melhores, era um incentivo para os manter lá. Naruto também estava lá, era uma prova que o loiro não era tão idiota assim, ficou perdido nos pensamentos, quando mais uma vez a rosada apareceu.

― Não seja grosseiro, idiota! ― olhou para a mulher, sem surpresa alguma, já conhecia a bipolaridade dela, Naruto a achava assustadora e vivia reclamando disso. Era uma das poucas lembranças daquele ano, Naruto reclamando da bipolaridade de Sakura Haruno. ― Eu só quero pedir desculpa por aquele ano, eu causei problemas, vamos manter o passado onde está essa noite, somos adultos.

E assim como se aproximou foi embora, ou foi para o mais longe que aquele salão permitia, era desnecessário, porém Sasuke não disse isso. E finalmente ele pode ver a cabeleira loira entrando no salão, mas ele não estava sozinho as duas mamães noéis o acompanhavam.

― Teme, desculpa a demora, eu precisei pegar as meninas no shopping. Aquilo está uma loucura. ― O loiro começou a falar. ― Eu não preciso apresentar a Ino. ― Ele conhecia bem a namorada do loiro, mas não se lembrava de tê-la visto no shopping, se sentiu um idiota pois haviam tantos na cidade. ― E essa é a Hina. ― Ele olhou para a mais baixa ali e droga. ― Você lembra dela? Eu achei que não lembrasse de ninguém! ― Olhou para o loiro, quase pedindo um favor, um socorro, ou qualquer coisa. Como iria explicar a situação de mais cedo? E como não havia visto Ino também naquele inferno de lugar?

― Hum… ― Foi tudo que disse, e sem querer voltou o olhar para a mais baixa novamente.

― Ino, vamos sentar ali. ― A Hyuuga quase correu, puxando a amiga consigo.

― Você deveria melhorar essa cara, assustou a Hina, está vendo? ― Naruto o repreendeu.

Ao menos a noite não poderia piorar, mas ele percebeu que o nome que Naruto havia dito era o da sua amiga secreta, nem mais tão secreta assim. A garota havia achado que ele era um tarado, um demônio, ou os dois. Bagunçou os cabelos, ato que surpreendeu o outro.

― É só pedir desculpas. ― Mesmo sem saber, o idiota disse algo decente.

― Eu sei. ― Saiu dali, indo a mesa no meio do salão.

Ainda ouviu Naruto correr dizendo que um milagre havia acontecido, apenas por pura implicância.


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Hinata estava um pouco assustada, com o demônio que reviu, ela ficou assustada mais cedo, claro que ele não iria matá-la, mas a cara dele dizia isso, como as garotas no ensino médio o achavam lindo? Ela sempre o achou assustador, e sempre ficou o mais longe possível, só fora lembrar dele ali, o revendo novamente. Agora tudo que ela queria era ir para casa e trocar a roupa, a segunda coisa ela poderia fazer facilmente, mas apesar do drama anterior queria rever os amigos. Seus melhores amigos, Kiba e Shino, que agora estavam noivos e estudavam em outro país.

A morena sempre fora tímida, vivia em sua própria concha, fora os dois os primeiros a fazê-la sair um pouco do comodismo em que vivia. Mas não era sempre que acontecia, se escondia no meio deles durante quase toda sua época de estudante, agradecia a sua amizade com Ino, e pela a loira ter escolhido a mesma universidade, esteve menos sozinha por conta disso, por mais que ainda quisesse fugir no primeiro dia de aula.

Queria tanto abraçar os dois, e não deixá-los mais voltar, mas entendia que lá era o melhor, não apenas para o profissional deles, mas para a vida à dois, o Japão ainda tinha muito preconceito com o casal.

Só deu o tempo de trocar de roupa, quando voltou os viu ali.

― O que uma adulta deveria fazer agora? — Kiba começou a falar. -Vir calmamente ou... — Kiba não teve tempo de terminar, Hinata se jogou nos braços dos amigos, e foi acolhida por ambos.

― Boa resposta Hina, sentimos sua falta. ― Shino disse junto a Kiba, eles eram aquilo mesmo, não havia máscaras. Hinata não era de correr, tinha seu próprio ritmo, mas aquelas pessoas a fazia sair da concha.

― Não mais do que eu, estou sozinha. ― Disse com a voz embargada, apenas para receber um beliscão de Ino que apareceu sem que ela percebesse.

― Levem ela embora para Londres, não quero mais uma não melhor amiga aqui. ― A loira reclamou, mas entrou no abraço. ― Ainda fazem falta. ― Disse e depois de um tempo os quatro sentaram, Naruto já havia saído da mesa.

A conversa não seria cessada em uma noite ou várias, eram histórias, experiências, e novidades. Tudo que estavam vivendo e descobrindo longe, Hinata contou sobre o episódio de mais cedo, o que fez os três rirem, e depois olharem torto para o Uchiha que de longe não entendeu nada.

― Ele parece um demônio, mas quem não caíria? ― Ino brincou. ― Naruto diz que ele não é tão mal assim. Sério, não nos encontramos muito, mas ele sempre foi educado.

― Pessoas educadas também matam. ― Hinata disse.

― Hina tem toda razão, mas eu quero saber quem de vocês me tirou? ― Kiba perguntou, saindo daquela conversa sem sentido.

E a noite fora assim, quando chegou o momento da entrega dos presentes, a turma estava novamente reunida, alguns como Hinata, Kiba e Shino estudavam juntos desde o fundamental, outros foram entrando e se misturando ao longo dos anos.

E claro todos protestaram quando Kiba e Shino haviam tirado um ao outro, o que acabou a brincadeira de início e precisou ser recomeçada. Os presentes foram saindo, e cada vez mais Hinata ficava curiosa e apreensiva. Rock Lee havia presenteado Sakura com pesos de academia, com cara de poucos amigos, Sakura atirou mesmo o presente nele, mas depois pediu desculpas.

Naruto dera um presente a Tenten, quem realmente havia comprado fora Ino, ela não confiava no gosto do namorado. E se deixasse por conta dele, Tenten receberia uma jaqueta bizarra laranja. Estavam já no final, quando Ino começou e deu o presente a Sasuke, fora o presente fácil de escolher, o demônio que a amiga achava, era uma pessoa simples, depois fora a vez de Sasuke.

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Aquilo estava se prolongando demais, mas enfim havia chegado sua vez e o final de tudo aquilo, acabou observando a perolada durante toda noite, ele realmente não havia notado ela quando estudaram juntos, talvez ela ficasse sempre escondida no meio de Shino e Kiba, deles ele recordava, isso fazia sentido, ela se escondia mesmo no meio dos dois.

― Desculpa por mais cedo. ― Ele não dissera um nome, não fez uma brincadeira sobre quem ele havia tirado, apenas parou em frente a Hinata e estendeu seu presente. ― Eu só queria ajudar. ― Ele se sentiu surpreso por continuar, quando ela pegou o presente resolveu se afastar.

Sasuke voltou a mesa que estava, contando os minutos para sair, claro que o amigo foi encher o saco dele, e ele caiu novamente. Talvez fosse a culpa, mas acabou dando carona a Hinata mentindo que morava perto, quando na verdade precisava atravessar a cidade para voltar ao seu apartamento.

Era um silêncio esmagador e constrangedor dentro do carro, ele a deixou em casa e voltou.

Mas por algum motivo inexplicável, ainda se sentia culpado, e sem parecer óbvio demais, fez Naruto a levar ao seu apartamento algumas vezes. Depois não precisava mais de desculpas, era apenas a culpa por aquele Natal que permanecia em março, a culpa pelo Natal o fez a convidar para sair oficialmente no meio de março, e não tinha mais culpa quando a pediu em namoro em junho.

Hinata não o achava mais um demônio, e não odiava a roupa de Mamãe Noel, queria conhecer ele mais, e depois queria a companhia do outro ainda mais.

Ela deveria agradecer pelo presente, mesmo que tenha demorado a notar que seu presente de Natal veio na forma de um jovem carrancudo, mas que tinha o coração tão doce quanto o dela.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!