— ...Isso me faz lembrar da vez que me fez chorar. — mamãe contou um pouco mexida.

— Você fez a vovó chorar? — Poppy estreitou os olhos brava para papai.

— E essa foi só a primeira vez, querida!

— Primeira?

— Não foi bem assim… Eu só a chamei por um apelido. — meu pai se defendeu, já sabia a história que viria.

— Me chamou de pesadelo. Pesadelo! Sabe o que isso significa? — minha mãe olhou nos olhos de minha filha.

— Pesadelo é quando sonho com aquelas bruxas más dos contos de fadas. — Poppy respondeu. — É um nome horrível. Não é um apelido agradável, vovô! — minha filha pôs as mãos na cintura olhando carrancuda para meu pai. Parecia quase uma miniatura da minha vó!

— Por isso estava chorando no banheiro.

— Mas a história tem final feliz. Juro! Porque eu, como um bom cavalheiro, fui salvar sua avó de um trasgo.

— Trasgo? Aqueles horríveis dos livros bruxos?

— Sim! Olha que perigo. Estava justamente no banheiro que sua avó chorava…

— Por sua causa.

— Então, corajosamente, eu lancei um Wingardium Leviosa, um feitiço muito difícil para um garoto de onze anos fazer...

— Que, por sinal, foi eu quem ensinei!