Notas iniciais
bakucamie é uma dinâmica linda e eu espero que não seja esquecida no churrasco
espero que gostem :)

Ele tinha nove anos quando Camie entrou em sua vida, em um rodopio de sotaque engraçado e bonés que eram grandes demais para ela. Estivera impacientemente chutando uma bola contra a cerca que o seu pai houvera desajeitadamente construído para impedir que as horríveis crianças do vizinho implicassem com o filho, grunhindo para si mesmo, quando uma cabeça surgiu por cima da madeira marrom polida e o encarou com írises avermelhadas e curiosas. Antes que pudesse pensar melhor, Katsuki grunhiu um:

— O que você quer, idiota?!

A menina até então desconhecida estreitou o olhar e o observou como se estivesse pensando no que dizer. Um palito branco saía da sua boca, e, no silêncio irritante, Katsuki conseguia ouvi-la movendo o pirulito com aqueles sons nojentos. A demora apenas o aborreceu mais.

Cê tá todo machucando, hein?

— Huh?!

— Seu rosto — ela gesticulou vagamente — todo vermelho.

— Eu briguei com uns caras — Katsuki respondeu, cruzando os braços na frente do peito.

— E por que eles te bateram?

— ELES NÃO ME BATERAM! — protestou — Eu que bati neles!

Ela pendeu a cabeça para o lado, confusa.

— Não parecendo.

Katsuki quis responder alguma coisa, mas a garota apoiou a outra mão na cerca e tomou impulso, dando um salto impressivo. No momento seguinte, estava bem na frente dele, com o nariz quase trombando com o seu, e disse:

— Quantos anos você tem?

— N-nove — ele deu um passo para trás por instinto, mas um pouquinho de arrogância deslizou no seu tom, orgulhoso da sua recém-adquirida idade.

— Hm. Eu tenho dez — ela disse, simplesmente — acho que isso quer dizer que eu tenho que cuidar de você. Vem, antes que esses machucados fiquem piores.

Em um só átimo, a menina do boné largo e pirulito irritante o segurou pela mão e saiu puxando-o para dentro da casa dele, cantarolando alguma musiquinha infantil cujo ritmo Katsuki imediatamente começou a odiar.

――――

Camie era sua nova vizinha, aparentemente. Ela era filha de um professor e uma mulher cuja profissão consistia em ouvir os problemas das outras pessoas e ajuda-las a resolvê-los. A mãe o explicou com o termo correto, mas Katsuki se enrolava para falar, e não queria se envergonhar. Camie também não era um ano inteiro mas velha do que ele, o que significava que eles estavam na mesma série, mesmo que em escolas diferentes. Quando os pais dela haviam se mudado para a casa ao lado, os pais de Katsuki haviam ido visita-los, mas o garoto estivera no fliperama com Deku e as outras crianças.

Katsuki obteve toda essa inútil informação durante uma única e terrível tarde na qual ele foi obrigado a sentar à mesa e ouvir os adultos conversando enquanto tomavam chá e a menina mordiscava seu s biscoitos preferidos e batia os pés em um ritmo frenético. Ele a teria gritado para parar, no entanto, sabia que qualquer descortesia lhe renderia um belo puxão de orelha e ralhão por parte da mãe, então ele ficou calado e grunhiu para si mesmo. Quando Camie foi embora e acenou, ele lhe mostrou o dedo do meio. A menina riu, saltitando atrás dos pais.

Notas finais
comentários são sempre apreciados, espero que tenham gostado