Sobre a Lua Vermelha

7 Capitulo Seis: Cães e Lobos


Notas iniciais
Capitulo com cenas violentas...não recomendado a pessoas sensíveis :P

Nada restara nada havia sobrado da pequena hospedaria, o fogo havia queimado tudo em um instante, as lagrimas caiam sem parar do rosto de Misaki e o sangue de Hyago fervia de raiva, ele jogou a mochila no chão:

– Não saia daqui, não olhe para trás. – Disse Hyago serio.

Misaki não disse nada apenas ouvi Hyago sair correndo e um som que indicava que ele havia se transformado.

Hyago ainda podia sentir o cheiro daqueles que colocaram fogo na hospedaria, ele não esquecia um cheiro depois que o sentia por isso sabia quem havia feito aquilo com a pequena hospedaria que para ele agora era sua casa, a raiva ardendo em seu peito a cada momento que suas patas tocavam o solo, enquanto ele buscava suas presas com uma vontade assassina na mente, seu sangue de lobo fervia em suas veias, tirando todo o resquício de humanidade que ele possuía.

Foi em um beco escuro e fétido que ele achou suas presas, os dois Cães negros enormes que estavam ali parados, seus olhos assustados demais para encarar o lobo negro que fechava a passagem deles.

A voz do lobo ecoou em seus ouvidos como uma faca:

“Vocês não deveriam ter feito aquilo, era o ultimo elo dela com sua família e também o meu elo com a humanidade e vocês tiraram de nós.”

Os cães acuados pelo medo tomaram a pior decisão possível naquela momento, eles avançaram contra Hyago, mostrando seus dentes.

Hyago com um rápido movimento cravou seus dentes em um dos cães, ele ouviu os ossos do pescoço do cão se partirem diante da força de sua mordida e o corpo do mesmo ficar sem vida, ele largou seu corpo no chão e atacou o outro cão, o matando rapidamente.

Hyago deixou os corpos dos dois no beco e começou a voltar a hospedaria, ele corria o maximo que podia com medo de algo acontecer com Misaki, mas ao chegar lá viu que a garota estava em companhia de Arata.

Ao ver Hyago chegar, Misaki correu para ele ao mesmo tempo que desviando o olhar Hyago disse:

– Eu vou voltar Arata, mas com uma condição.