Sobre a Lua Vermelha
11 Capitulo Dez: Lobo solitário
Notas iniciais
A imagem do ultimo sorriso de Misaki ainda estava gravado na mente de Hyago e era essa a causa de toda a sua raiva afinal ele nunca mais poderia ver aquele sorriso novamente.
Ele atacava e matava todos os Youkais-Cães ao seu redor sem um pingo de piedade ou dó, ele apenas queria matar, matar e matar, sem se importar com que isso significa-se.
Cada vez que a sua boca ficava coberta de sangue, mas a vontade de matar aumentava e mais ele perdia o traço de humano que ele havia criado ao longo dos meses em que viveu ao lado de Misaki para se tornar definitivamente um lobo.
Quando tudo findou Hyago se viu cercado por um mar de sangue e corpos espalhados por todos os lados.
A luta havia acabado com a morte de todos os Youkais-Cães, e alguns lobos.
– Kaito, venha aqui. – Disse Hyago, voltando a forma humana, ele ficaria naquela forma só por mais um tempo.
– Sim meu senhor. – Disse Kaito ainda na forma de lobo.
– Ouça as minha ordens, quero que você se torne o novo líder do clã dos lobos. – Ordenou Hyago.
– Mas, meu senhor e quanto a você? – Perguntou Kaito confuso.
– A partir desse momento eu estou renunciando o meu cargo, afinal eu apenas me tornei o líder da tribo para poder proteger a Misaki, mas agora nada disso faz sentido para mim. – Respondeu Hyago, ele virou de costas indo ate onde o corpo de Misaki estava e o apanhou.
O tempo passou a tribo dos Youkai-Lobos, agora dominava toda a região do vilarejo protegendo o de outras raças de Youkais, que poderiam se aproveitar dos humanos, Kaito tinha seguido o pedido de Hyago e agora comandava todas as tribos de lobos, ao lado de Nana sua parceira, mesmo assim ele ainda esperava o retorno de Hyago.
Quanto tempo havia se passado desde aquele dia?
Por quantos lugares ele havia caminhado, e mesmo assim sua mente e seu coração ainda não conseguiam deixar de esquecer aquele sorriso e nem o gosto daqueles lábios tão pequenos.
Já fazia muitos anos desde a ultima vez que ele esteve ali, naquele vilarejo onde uma parte dele havia sido tirada, uma parte que agora jazia sobre uma tumulo simples e em cima uma pedra com um gato toscamente desenhado.
Ele estava na forma humana quando se sentou ao lado do tumulo e depositou sobre ele uma única rosa branca.
– Já faz tempo desde que eu vim aqui, não é mesmo? – Disse Hyago para o nada.
A chuva começou a cair, atingindo o rosto de Hyago, mesmo assim ele não se incomodou e continuou a falar.
– Eu sei, que você não gostaria disso... – Ele parou de falar, quando as lagrimas se misturaram a chuva.
Ele colocou a mão no casaco e pegou uma adaga de prata...
Se o raio não tivesse caído, naquela parte da floresta Kaito nunca teria ido ate lá e nunca teria encontrado o corpo de Hyago deitado ao lado do tumulo de Misaki, havia uma adaga fincada em seu peito e saindo para fora do casaco um pequeno bilhete, esse era na verdade uma mensagem que Hyago, percebeu que não era para ninguém em especial e sim para todos.
“A gente sempre destrói aquilo que mais ama
em campo aberto, ou numa emboscada;
alguns com a leveza do carinho
outros com a dureza da palavra;
os covardes destroem com um beijo,
os valentes, destroem com a espada.”
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