Sobre Aliens E Irmãos
4 I - Quarto - Sobre Transferências e Confissões
Notas iniciais

Aos poucos acostumava-se aquele regresso a uma vida “normal”. Porque nem mesmo ele poderia dizer que considerava-se uma pessoa normal depois de tudo que lhe aconteceu nos anos que se passaram. O fato é que, após um longo tempo no exterior, retornara ao Japão ― e, sobretudo, retornara a uma rotina da qual nem ao menos recordava. Acordar tão cedo nem lhe fora tão exaustivo assim, ainda que a demora a levantar-se do aconchego de sua cama tenha lhe custado o atraso ao chegar ao colégio.
Justamente em seu primeiro dia de aula.
Contudo, ele não sentia nenhuma culpa ou arrependimento ― já estava a caminho da escola, e isto era o máximo de sua dedicação que poderiam lhe exigir. Ao chegar à secretaria, a mulher mal-humorada enxotou-o rapidamente, sem maiores explicações. Apenas um pequeno pedaço no qual estava escrito sua sala de destino lhe norteava, e preguiçosamente arrastou-se até lá.
Como seria esperado, sua chegada interrompeu a aula em curso ― afinal, todos os alunos deixaram de concentrar-se na matéria para indagar sobre o misterioso aluno transferido após o início do período letivo, no segundo ano do ensino médio. Deveria ser surpreendente para suas vidas pacatas, pensou o garoto. Mas tanto fazia. Quando apresentou-se, muitos encontraram dificuldade em pronunciar seu sobrenome, já que Handanryoku Shouki não era um dos nomes mais simples. E tinha certeza de que nenhum de seus colegas tinha o costume de denominar estranhos segundo seu primeiro nome, como ele acostumara-se no exterior.
Sua estadia na Rússia também causou comoção entre os estudantes, impressionados com o país exótico do qual regressara. Entediado com a apresentação prolixa, Shouki somente queria afundar-se em alguma daquelas carteiras e recuperar o sono perdido. Deveria ter trago algum livro consigo, refletiu quando enfim foi liberado para sentar-se, no canto mais próximo possível da porta traseira da sala de aula. Desprovido de distrações, viu-se obrigado a iniciar um diálogo com os alunos mais próximos, muito interessados no que ele mesmo julgava ser: uma novidade momentânea.
― Ei, diga: como é a Rússia? ― Como todos os países do mundo, respondeu mentalmente.
― Você consegue falar bem os dois idiomas? ― É óbvio que sim, replicou em seu íntimo.
― Seu nome é mesmo Handaryoku? ― Estava errado, porém ele não fez questão de corrigi-lo. Tanto fazia a maneira como iriam designá-lo, contanto que compreendesse que era a ele que dirigiam-se.
Numa enxurrada, as perguntas eram tão numerosas que mal havia tempo para respondê-las, pois outras seguiam-se quase que instantaneamente. Entretanto, um rapaz conteve a animação dos colegas, avisando-lhes que deveriam voltar às suas tarefas e deixar de incomodar o aluno transferido. Sua postura orgulhosa e enérgica era própria à de um representante de turma, e Shouki acertou em suas suposições, pois o rapaz o revelara enquanto o acompanhava em uma espécie de passeio pelo colégio.
― Você não parece estrangeiro ― comentou o membro do Conselho Estudantil, ainda que simulasse um tom amigável.
― Porque não sou. Nasci no Japão.
Embora involuntariamente, suas contestações eram secas e um tanto quanto ácidas. E, ainda que aparentasse ser retraído diante de seu silêncio à avalanche de indagações na sala de aula, o moreno de olhos escuros não sentia-se constrangido diante de tanta atenção ― numa mescla de tédio e preguiça, respondia apenas às perguntas que julgava não serem óbvias demais.
― Seu nome é engraçado ― prosseguiu o outro, tentando iniciar alguma espécie de diálogo. ― “Bom senso” e “consciência”¹ em conjunto. Não é meio redundante?
― Minha mãe estava bêbada quando me batizou ― ironizou Shouki; todavia, o timbre indiferente e a expressão distraída com que o dissera fez com que seu interlocutor se confundisse:
― ... É sério? ― indagou, temeroso diante do assunto que interpretou como delicado.
― É claro que não. ― Sua incredulidade fez com que a máscara do outro despencasse.
Não havia dúvidas de que aquele era um rapaz estranho, refletiu o representante de classe. Nem mesmo suas tentativas resultaram em algum fruto, e sua obsessão com as regras e com as recompensas advindas de sua suposta disposição e educação não surtiram nenhum efeito. Sentiu-se frustrado, principalmente quando, ao antever seu lado menos digno, o novo estudante lhe sugeriu que o deixasse, em um comentário enfadado:
― Você não quer me apresentar o colégio, e eu não quero ser carregado para lá e para cá. Por que estamos aqui mesmo?
Reprimindo a própria raiva, entregou a ele seu horário e partiu antes que a maneira excêntrica do moreno de sobrenome complicado o estressasse ainda mais. Aliviado ao ver-se desacompanhado, Shouki vislumbrou o papel que continha os dados tabelados ― sua próxima disciplina seria Educação Física. Que ótimo, pensou ele ao encaminhar-se para a biblioteca, pois não sentiria nenhum remorso ao matar aquela aula cansativa e tediosa.
****
Aparentemente tranquilo em seu silêncio, a sala do clube na verdade estava mergulhada em uma opressiva concentração. Com a ajuda de sua líder, Aoi transformava os inúmeros pedaços de tecido em vestimentas esboçadas exclusivamente para as funcionárias do Maid-Latte. Não poderia negar que o auxílio da Ayuzawa mais nova lhe era fundamental, principalmente no fornecimento de “matéria-prima” para seus modelos.
E o recinto mais aparentava ser um Clube de Costura, devido aos inúmeros aparatos adequados a esta função ― a maior parte destes frutos da sorte da pequena. Em poucas semanas, suas vitórias preencheram grande parte das estantes do ambiente, como provas de seus sorteios ganhos. Além dos materiais de alfaiataria, havia ainda alguns aleatórios e bizarros objetos de decoração: um globo terrestre, bichos de pelúcia, pinturas de pontos turísticos. Uma colcha de retalhos, que levava o moreno a pensar em qual era o objetivo da menor ao concorrer a prêmios tão distintos entre si.
― É realmente muito habilidoso, Aoi-kun ― elogiou Suzuna ao notar a velocidade e capricho com que ele simultaneamente elaborava as roupas.
― Anos de prática ― esclareceu simplesmente.
― Agora sei como onee-chan conseguiu costurar aquele cachecol para o marido ― comentou, enquanto cuidava de adicionar os pequenos detalhes às vestes. Fitou o colega ao completar-se: ― Ela teve um ótimo professor.
Apesar de estranhar a maneira com que a garota denominava o namorado de Misaki, Aoi sentiu uma pontada de tristeza a expandir-se em seu íntimo. Vívidas, as lembranças daquela época ainda lhe provocavam este sentimento, principalmente porque a recordação que lhe viera diretamente foi de seu primeiro evento no Maid-Latte. Quando ainda conseguia travestir-se devido ao corpo e voz infantis e, sobretudo, quando descobrira-se apaixonado pela maid. Esboçava o tipo de sorriso a que Honoka classificara como “complicado”.
― Não há nada errado nisso, sabia? ― O tom da morena era despreocupado, embora seu olhar expressasse seu espírito analítico. Entendera, enfim, o motivo pelo qual o rapaz ajudara sua irmã mais velha.
― Errado no quê? ― indagou ele, ainda que sua finalidade fosse confirmar suas hipóteses, já que empalidecera ao notar que deixara transparecer àquela colegial absurdamente observadora sua paixonite infantil.
― Em apaixonar-se por alguém que já gosta de outra pessoa.
Descoberto, Aoi eriçou-se levemente enquanto uma profusão de emoções expressavam-se em seu rosto. Havia a frustração, a culpa, a nostalgia, o arrependimento. Tinha certeza de que Misaki nunca descobrira seu sentimento que nasceu e desenvolveu-se confuso, reprimido. E, embora tenha descoberto com o tempo que seu amor era fruto de um misto de admiração e indignação diante da maneira com que a maid se portava ― seus hábitos nem um pouco femininos eram ao mesmo tempo uma esperança e um desperdício para o ex-cross-dresser ―, a memória de que um dia havia desenvolvido esta paixão impraticável eram imperdoáveis para ele mesmo.
― Como poderia saber como eu me sinto? ― Adquiriu uma postura defensiva.
― You-kun também era apaixonado pela onee-chan ― revelou Suzuna, e sua expressão, para além da apatia, transparecia um pequeno reflexo da melancolia que um dia sentira.
Contudo, era evidente também que a mais nova não se deixara abater diante do amor inicialmente platônico. Tampouco sentira raiva ou mágoa pela própria irmã ― obviamente invejava seu lugar no coração do atual namorado, mas nunca, nem mesmo em pensamentos, desejou o mal para a primogênita. Porque sua natureza perspicaz tornara-a compreensiva às complicadas relações humanas. E sua paciência e gentileza foram recompensadas, pois foi a convivência a uni-la à Hinata.
―M-Mas é diferente! ― exasperou-se Aoi, já completamente alheio à costura. ― Vocês estão juntos agora, não estão?
Mesmo que negasse, o rapaz sabia exatamente o que lhe frustrara naquela espécie de desabafo. Procurava ele mesmo motivos para incriminar-se, considerar-se sujo diante daquilo que julgava ser egoísmo seu, pois naquela época ajudara a garota ao unir-se à Usui quando ele mesmo desejava ser retribuído em seu íntimo. E a Ayuzawa mais nova apenas demonstrava consciência de suas mágoas e remorsos quando o que ele esperava era por um dedo acusatório.
― Você se arrepende por ter um dia gostado dela, porque hoje não se sente mais da mesma maneira. ― Declarando o óbvio para ambos, Suzuna almejava liberar o garoto da culpa que ele sentia. ― Mas não há como apagar, mesmo que você queira.
Sua sentença era resultado de experiências próprias, pois teria que lidar por toda a vida com o fato de que Shintani fora extremamente apaixonado pela Ayuzawa mais velha. Mesmo que o rapaz tenha superado a paixão platônica e fosse a ela mesma que dedicasse todo o seu amor, como dissera, isto transmitira-lhe marcas que embora não mais dolorosas, iriam existir. Eram indícios de tudo pelo qual batalhara ― sinais de guerra, ela preferia denominar em divertimento.
― Eu sei que não dá para apagar! ―Era esta a razão pela qual sofria, caramba. Se pudesse, de alguma forma, extinguir de suas lembranças o que lhe incomodava, não sentiria-se um traidor de seu eu do passado. Não bastava deixar de travestir-se, tinha de mudar tanto?
― Se sabe, porque continua insistindo em culpar a si mesmo?
Era este o problema. Suzuna sempre tinha a pergunta certa para a situação, mantendo-o em uma encruzilhada. E, ao contrário dos colegas que afastavam-se diante de seu tratamento pouco amigável e rabugento, a morena aparentemente indiferente e um tanto bizarra nunca demonstrou afetar-se com seu comportamento. Suspirou, resignado, pois mesmo que sua teimosia insistisse em negar, ela apenas pretendia ajudá-lo. Constrangido com as próprias reações inflamadas, desculpou-se com a colegial de madeixas repartidas ao meio.
― Amigos são para estas coisas ― murmurou ela, em resposta, de maneira espontânea. Transmitia aquele sorriso num misto de apatia e afabilidade a que ele lentamente habituava-se.
E suas palavras despertaram nele uma emoção estranha, como uma peça a encaixar-se num quebra-cabeça: inicialmente desconfortável, até acomodar-se por completo. Não lembrava-se de ter possuído algum amigo em sua vida ― e nunca imaginaria que a primeira a demonstrar-se interessada seria uma garota tão excêntrica.
****
Já deveria estar familiarizado ao lidar com problemas; todavia, para Kanou parecia impossível, principalmente diante de uma infinidade deles. O mais recente era uma confusão na sala da rádio do colégio, coincidentemente o local no qual um dia hipnotizara Misaki. Já haviam se passado mais de dois anos, e nunca mais utilizara de tais métodos. No entanto, pareciam muito tentadores naquele momento.
― O que está acontecendo? ― indagou Yukari, quando chegou ao lado do irmão.
― Por que nos chamou? ― Yoru estava menos interessado na situação em si do que na exigência de sua presença.
Sem maiores detalhes, Kanou lhes deixou informados: as gravações das câmeras da sala desapareceram, justamente quando um anúncio de roubo de alguns dos equipamentos foi noticiado. Imprudente, o ladrão não danificara o aparelho e provavelmente toda a sua ação foi filmada. E os arquivos de vídeo, que revelariam sua identidade, haviam sumido misteriosamente.
― Foi o ladrão quem levou, obviamente ― supôs uma das responsáveis pela transmissão da rádio.
― Como ele poderia saber a senha que protege este tipo de informação? ― replicou ele à acusação leviana. Contudo, não mirava-lhe os olhos, tentando disfarçar o desconforto em um ambiente com duas garotas.
― Ele pode ser um hacker! ― sugeriu o outro membro da rádio, um tanto desesperado.
Atentos, os gêmeos estreitaram os olhos diante do comportamento suspeito de ambos. Entreolharam-se, como se pudessem compartilhar os pensamentos. Estava na hora do show. Num aceno leve da cabeça, Yukari assentiu para o mais novo, e adiantou sua estratégia ao caminhar até um dos painéis. Muito mais ansioso, Hiyoru já delineava um sorriso sádico.
― Ou foi outra pessoa que roubou os vídeos ― acusou ele, e tão logo o disse a irmã o complementou:
― Pode ter se aproveitado do furto dos equipamentos para encobrir o seu próprio. ― E o mesmo sorriso foi visto em seus lábios.
― Talvez houvesse algo nas filmagens que não deveria ser visto. ― Continuou o ruivo logo em seguida.
E, numa sequência de argumentos intercalados entre os dois, apontaram suas pistas que coincidentemente apontavam como culpados a dupla que gerenciava a rádio. Afinal, o rapaz tinha uma namorada em outro colégio, como era de conhecimento geral, e a sua insistência no fato de que era impossível recuperarem as tais gravações poderiam muito bem estar relacionadas ao que secretamente ocorria dentro daquela mesma sala quando trancada.
― N-Não tem como vocês descobrirem! ― exclamou a garota, tentando negar a si mesma que os ruivos já haviam descoberto seu caso com o colega.
― Descobrir o quê? ― indagaram em uníssono, inclinando a cabeça em conjunto enquanto sorriam da mesma maneira dissimuladamente ingênua.
Naquele momento, realmente aparentavam ser gêmeos, pensou Soutarou ― que também compreendera aonde seus vice-presidentes pretendiam chegar. Já estava óbvio que o “casal” forjara toda aquela confusão para encobrir o próprio furto dos vídeos comprometedores. Como ambos descobriram tal segredo, permanecia em mistério. Ao final, ambos ameaçaram os dois para que não trouxessem mais falsos alarmes à presidência para ocultar sua infidelidade, garantindo que a namorada do rapaz e toda a escola iriam saber de sua natureza sórdida.
― Estamos entendidos? ― Sorriram, fingindo cumplicidade.
Ao deixar a sala na qual deixaram dois estudantes a estremecer diante das ameaças dos ruivos, Kanou fitou a ambos, surpreendido. Nunca imaginaria que aqueles dois, tão alheios às regras e leigos da maior parte das responsabilidades do Conselho, conseguiriam lidar com problemas sem interferência externa. E, ao final, seu atrevimento fora muito útil.
― Vocês foram incríveis. ― Sua voz deixava evidente seu sobressalto, e o menor fitou-lhe em desagrado ao sentir-se subestimado.
― Esperava o que de nós, hã? ― Sua retórica era prepotente, e a mais velha encarou-lhe em repreensão.
― O tamanho do seu ego ainda vai te esmagar, Yoru ― assinalou Yukari, enquanto fitava por entre as janelas do corredor.
― Está insinuando que eu sou baixinho? ― indagou ele, enfurecido, ao cerrar os punhos.
Bem, ele era baixinho; no entanto, Soutarou prezava pela integridade de seu rosto, pois não duvidava da força com que Hiyoru lhe socaria se expusesse seus pensamentos. Preferiu agradecê-los por sua fundamental ajuda. Enquanto a mais velha apenas enunciou que era apenas sua função, surgiu nos lábios do ruivo um sorriso honesto e animado, quase infantil para aquele semblante que quase permanentemente expressava raiva ou audácia. Foi a primeira vez em que fora elogiado desde que assumira o cargo.
Enquanto fitava os dois a caminhar à sua frente, discutindo sobre um assunto da qual estava alheia, mergulhada em pensamentos, Yukari esboçou um sorriso de canto diante da animação do irmão, e agradeceu mentalmente à Kanou por ser o responsável por ela.
****
À sua frente, um amontoado de livros cobria toda a extensão da mesa. Em algumas folhas avulsas, anotava seus comentários sobre os trechos mais relevantes de cada texto, adiantando suas leituras para a semana seguinte. Ainda que muitos deles fossem extensos e entediantes, Misaki já acostumara-se à dedicar-se além do comum, e o curso de Direito a cada diz a atraía mais. Ao devolver grande parte dos livros ao acervo da biblioteca, mantendo alguns consigo para futura consulta, vislumbrou uma silhueta conhecida na entrada do recinto.
― O que está fazendo aqui? ― perguntou, indignada ao namorado antes de qualquer saudação. Ele deveria estar do outro lado do campus, em seu próprio prédio. ― Não tem aula?
― Olá para você também ― brincou Usui. Fitou o próprio relógio ao prosseguir: ― Minha próxima aula é daqui a... duas horas. ― Simulou reprovação ao indagá-la: ― E você, Misa-chan? Matando aula?
― Seu idiota, hoje meu horário é vespertino. ― O sorriso do rapaz pareceu crescer com seu comentário.
― Bem, isso facilita as coisas um bocado ― murmurou para si mesmo, e antes que ela lhe perguntasse sobre o que queria dizer, pediu: ― Pode me ajudar a encontrar um armário?
Completamente confusa, já que Takumi prometera-lhe explicar a situação quando alcançassem o tal armário, guiou o loiro por entre o edifício, até as dependências de serviço. Mais isoladas e afastadas do complexo universitário, eram onde ela julgava situarem-se aquilo que o namorado buscava. Quando questinou-lhe uma vez mais sobre seus motivos, encontrou sua resposta:
― Já que estamos livres ― começou ele, num tom perigoso que ela conhecia bem. Retirou os bolsos um chaveiro cuja indicação era semelhante à da porta à sua frente. ― Vamos dizer que encontrei algo bem divertido para fazer até lá.
― Como conseguiu isso? ―Franziu as sobrancelhas diante da aquisição de Usui. Afinal, não deveria ser fácil conseguir as chaves de um depósito restrito aos funcionários. Lembrou-se então que lidava com um alien, pois o rapaz conquistara a denominação devido às suas habilidades quase sobrenaturais em praticamente tudo o que se dispunha a fazer. ― Ah, esquece.
A reflexão não tomou dela alguns poucos segundos. Nenhum dos dois tinha aula, estavam sozinhos em uma área de pouco acesso. Por que não?
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